ÍNDICE
1 Introdução
1.1 Quem tem dívidas não tem crédito
1.2 Não há investimento ou poupança viável para quem
tem dívidas
2 Encontre a motivação para sair da dívida
3 Tenha o apoio da família
3.1 Estabeleça uma nova relação com o consumo
4 Descubra a causa do endividamento
5 Execute um Plano de Ação
5.1 Organize as finanças
5.2 Corte gastos
5.3 Classifique as piores dívidas
5.4 Levante recursos para pagar a dívida o quanto antes
5.5 Renegocie as dívidas
5.6 Mude seus hábitos
6 Conclusão
7 Sobre o Organizze
INTRODUÇÃO
A independência financeira não consiste unicamente em
ser capaz de arcar com as próprias despesas de sobrevivência
sozinho. Esse conceito pode e deve ser muito mais amplo: ser
independente financeiramente consiste, em primeira instância,
em não ter dívidas. E, se olharmos por esse aspecto, poucos brasileiros
podem dizer que são verdadeiramente independentes. A
realidade atual é que para a maioria das pessoas a organização e
o controle financeiro não são ações rotineiras. Segundo a Pesquisa
de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC),
realizada em 2013 pela Confederação Nacional do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo cerca de 60% da população brasileira
possui algum tipo de dívida. E esse conceito, “organização financeira”,
em sua falta é a explicação lógica para quem tem dívidas e,
ao mesmo tempo, a chave para quem quer sair delas.
A organização financeira consiste, basicamente, no balanço
entre quanto entra e quanto sai de dinheiro. É aquela famosa
máxima: nunca gastar mais do que se ganha. Mas, por mais simplória
que seja essa regra de ouro das finanças, ela não é muito
fácil de ser seguida à risca, especialmente nos dias de hoje, onde
a natureza e a constância dos gastos e, claro, dos ganhos, são cada
vez mais variáveis. O sustento pessoal ou familiar definitivamente
não se resume a contas fixas como aluguel, alimentação,
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transporte, luz, água e condomínio. Sabemos bem que esta lista
de despesas é só o começo de algo que, para muitos, parece um
buraco negro. São gastos inesperados como uma consulta médica
de emergência, um presente de aniversário de última hora, o
conserto do carro que você bateu, e até mesmo, para os menos
atentos, o IPTU que você nem lembrava mais que existia, afinal,
já pagou isso esses dias, certo? Existem muitos e muitos motivos
para você querer sair das dívidas. Mas, se você ainda não se deu
conta dessa necessidade, comece considerando dois pontos a seguir:
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QUEM TEM DÍVIDAS
NÃO TEM CRÉDITO
Em um contexto imediato, se você deve, ou seja, se tem o
nome sujo na praça, jamais conseguirá comprar no crediário, ou
mesmo conseguir um cartão de crédito ou um financiamento de
imóvel ou veículo, por exemplo. Porém, para o endividado este é
o menor dos problemas, afinal o que você menos precisa, no momento,
é de crédito para novas compras.
Examinando esse ponto mais a fundo, podemos perceber
que tal problema pode te prejudicar de forma mais significativa.
Quem tem restrições em seu nome por conta de dívidas não tem
crédito no sentido mais amplo da palavra, pois não tem credibilidade
dentro da sociedade. Isso mesmo, pessoas com restrições
no SERASA (Centralização dos Serviços Bancários S/A) não são
bem vistos até mesmo em exames de seleção ou entrevistas para
novos empregos, por exemplo.
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NÃO HÁ INVESTIMENTO OU
POUPANÇA PARA QUEM TEM DÍVIDAS
O brasileiro definitivamente ainda não aderiu à cultura do
poupar. E esse hábito é um dos segredos mais valiosos da prosperidade.
Porém, para quem tem dívidas não há investimento ou
poupança possível ou viável, pois todos os esforços devem estar
concentrados em um só objetivo: quitar os débitos. E, apesar da
nobreza do objetivo, não poder poupar ou investir é, com absoluta
certeza, um atraso no projeto pessoal de enriquecimento de
qualquer pessoa.
Muitos acreditam que ser próspero é ter dinheiro suficiente
para custear todos os luxos que cabem na sua própria imaginação.
Porém, esse conceito de riqueza carrega nítidas falhas, uma
vez que dá brechas para o descontrole financeiro, colocando a
pessoa à mercê do próprio dinheiro.

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