Quando a Depressão Ataca


Quando a Depressão Ataca
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Capa e Ilustrações:
Técnica acrílica sobre tela, de Pirineus de Sousa
Fotos: Naira Batista de Moura
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Agradecimentos
Ao psiquiatra e professor da U.C.G. – Dr. Luiz Ládgero Pires,
pela generosa atenção na análise do meu trabalho.
Aos jornalistas: Consuelo Nasser e Herivelto Nunes, pelo
desprendimento e críticas construtivas que me incentivaram a
dar andamento aos manuscritos.
À amiga Sandra Marcelino Lopes por ler-me no original.
À jornalista Maria Cecília Teixeira, na finalização do copydesk.
Aos iguais – vide “Os iguais se atraem” – que me possibilitaram
o alinhavo de todos os outros assuntos abordados neste
trabalho.
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Dedicatória
Àqueles que conseguiram, ou conseguirão transformar o
cenário de suas vidas, do cinza para as cores do arco-íris.
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Introdução
Basicamente, este livro procura trazer às pessoas
depressivas, não necessariamente a cura, mas o entendimento
dos seus conflitos existenciais e a conscientização de que
somente pelo auto-conhecimento, caminhos alternativos haverão
de surgir.
Os assuntos foram abordados sem maiores delongas,
procurando objetividade. Casos reais sofreram generalizações,
devido à complexidade do assunto. Particularizá-los, seria
desviar a atenção do leitor, nem sempre predisposto a digerir
construções por demais elaboradas.
As situações foram enfocadas sob diversos aspectos e por
vezes controvertidas, pois a depressão em si, constitui-se de
controvérsias, devido às oscilações de humor características de
cada caso.
Sem pretensões terapêuticas especializadas, os temas
abordados sob minha ótica, por serem os mais correntes,
pretendem servir como que de muletas para quem tem uma
perna quebrada, necessárias apenas enquanto ela se recupera.
Para tanto, viajo do real para o imaginário sem muita
parcimônia.
Como leigo, procuro ser direto, sem rodeios, não me
detendo a termos científicos*, escolas, métodos de tratamento e
às reações adversas que o tema possa provocar. Em suma, é uma
conversa de leigo para leigos.
Espero tê-lo provisoriamente como confidente e que nas
minhas palavras você encontre a compreensão necessária neste
momento. Por que não sugerir às pessoas mais chegadas a você
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que as leiam? No final, com certeza, a algum denominador
comum haveremos de ter chegado.
*Em “Pânicos”, fiz uma exceção, devido à sutileza das
conceituações de sentimentos e emoções, relacionadas com
medo e fobia.
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Índice
1 – Para Início de Conversa...........................................09
2 – Causas e Efeitos........................................................17
3 – O Mundo a sua volta................................................22
4 – Todos Parecem Felizes.............................................26
5 – Autopiedade..............................................................29
6 – Pânicos ......................................................................36
7 – Fugas .........................................................................42
8 – Os Iguais se Atraem .................................................51
9 – Solidão .......................................................................55
10 – As Internações ........................................................60
11 – Procurando a Cura ................................................62
12 – Para Manter seus Círculos Afetivos......................65
13 – Para Manter seu Trabalho ....................................70
14 – Para Enfrentar a Rotina ........................................77
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15 – Viagens Alternativas ............................................81
16 – A Volta ..................................................................85
17 – Ela Aposentou você – Literalmente ....................89
18 – Coisa(s) mais Importante(s) para Fazer .............95
19 – Porque Existe Algo em vez de Nada ....................101
19 – Para sua Reflexão..................................................106
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Para Início de Conversa
Primavera, há 13 anos. Lá fora o mundo estava lindo, mas
dentro de mim só havia tristeza, indefinível, lá dentro, sem quê,
nem porquê.
Daquela primeira internação um fato ficou gravado em
minha mente. O médico da janela do meu quarto, apontou-me
diversos pacientes que perambulavam pelo jardim, descrevendome
o porquê de muitas delas estarem ali. Eram pessoas que se
sobressaíram em alguma atividade profissional e no entanto o
destino foi o mesmo, inativas dentro de uma clínica, enquanto lá
fora a vida continuava para quem estava vencendo a luta com
sucesso, ou mesmo sem ele.
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Assim, declaradamente, foi a primeira visita que ELA me
fez. Durante muito tempo, ELA ficou indo e voltando. Tirava
férias, mas ELA adorava esta casa, sempre voltava...
ELA é ELA porque fica mais familiar. Afinal de contas,
não somos tão íntimos? Então nada de formalidades. ELA, em
sã consciência, nunca poderia ter sido a eleita, a amada, a
querida, a companheira para este ser, ainda humano.
ELA contagia tudo ao redor do lugar escolhido para sua
morada. As plantas, os animais, os móveis, minhas roupas, as
pessoas. Mas pior, ELA me ama de verdade, só a mim, o eleito,
o privilegiado.
Quantas vezes já me perguntei, por que logo eu? Há tanta
gente neste mundo! Mas não questiono, foi tudo uma questão de
opção dela.
Colocando sob este ponto de vista, me dou ao comodismo
de atribuir culpas só a ELA, esquecendo ou omitindo a minha
participação no nosso caso. Pratico um auto-hedonismo.
Dizendo assim, estarei amenizando, atenuando, o que na
verdade é uma doença séria.
Quando estou com ELA, tenho por norma culpar a tudo e
a todos por aquilo que me acontece. Concordo, não sou um
problema, sou vítima. E nesse tempo, não tenho condições de
ser eu mesmo. Falta-me tudo. Os meios que habitualmente
utilizava para sobreviver estão se aniquilando. Não fazem mais
efeito, quando os aplico como antes, nos mínimos detalhes, os
resultados não aparecem.
Estou fragilizado, a sós, eu e ELA, o resto não importa.
ELA veio para arrasar, tornando-me um verme. Na matemática
da vida, sou zero à esquerda. Não conto, não somo, sou
ignorado. Faço de conta que vivo, pois na verdade vegeto. Penso
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que se desligassem os aparelhos, não faria falta, ninguém
notaria.
Por pouco não estou vivendo da caridade alheia: ELA é
um trambolho caro e tenta porque tenta acabar com nossos
meios de subsistência, apesar de não ser vaidosa, mas também
não exige. ELA não me leva ao cabeleireiro, às lojas para que eu
tenha uma aparência melhor. ELA me quer dependente, mal
vestido, mal cuidado e ciumenta como é, me quer enclausurado
seja da forma que for, de preferencia, confinado. Mudo, sem ter
com quem conversar. Apenas posso compartilhar com ELA este
amor sem fronteiras, que gira em círculos. ELA delineou uma
mandala em torno de mim, para coexistirmos somente nós dois
na tristeza desse amor fatal.
Meus amigos, meus parentes, a pessoa amada, o sexo
prazeroso, meu trabalho, ELA os afastou, porque não dizer que
os afugentou? Impôs suas regras, ELA me quer submisso e eu
que a odeio e a amo ao mesmo tempo, faço o seu jogo. Afinal,
só ELA entende minha autopiedade. O seu ombro companheiro
está sempre à minha espera. ELA é o máximo. Compreensiva,
tem chicotes, coleiras, arreios, cabrestos, toda uma parafernália
de objetos prontos para satisfazer meus instintos
sadomasoquistas. Provoca-me sangramentos no corpo e na alma,
é uma parceira perfeita.
Eu sempre me pergunto, que mal fiz para merece-la? Sei
que não somente eu faço esta pergunta, mas toda a minha
família, todo um círculo de pessoas. Mesmo assim, eu tenho a
resposta? Não, não tenho, porque se tivesse, ou lucidez para tal,
não teria me juntado a ELA, e se tivesse oportunidade há muito
a teria abandonado.
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Continuamos eu e ELA. Até quando? Eu diria sei lá!
Quero é que eu e ELA nos explodamos e sumamos para onde
nem os pensamentos alcancem. Afinal nós dois somos
problemas e deles todos querem distância, portanto, fora com
nós dois.
ELA tenta me levar para diversos caminhos, optei pelo
álcool e remédios que só consigo nas farmácias com receita
azul. "Uma mistura perfeita". Pelo gosto dela eu deveria,
também, enveredar pelos tóxicos. ELA é chegada a estes canais
de fuga e nada melhor para momentaneamente fugir da
realidade, onde ninguém me entende.
Não temos uma linha a ser seguida, ela é mutante e eu
dependo dos seus caprichos, então nada é definitivo.
Muitos já me disseram que ELA me traiu Mas os outros
foram fortes, a repeliram, fizeram isto e aquilo, mas não
permitiram que ELA se apossasse deles. Isto faz subentender
que sou um fraco e deixei que ELA me dominasse, o que me
deixa triste, na minha fraqueza, na minha penúria. Logo eu que
tinha tantos planos. Eu que era equilibrado, agora estou só.
Penso que até Deus me abandonou. Tudo é caótico. Tenho a
impressão de que fui alvo de uma bomba atômica e estou só em
meio a esse cogumelo mortífero, sujeito a toda sorte de
desgraças. Não enxergo um centímetro à minha volta, fico
surdo, mudo, incomunicável, só eu e ELA. ELA faz com que
tudo o que me diz respeito, dê errado.
ELA tem serviçais devotos até a morte, que incutem em
meus mais recônditos esconderijos do cérebro, fobias, pânicos
de toda ordem. É horrível. Por vezes quero descer aos infernos a
ter que enfrentar aglomerações de pessoas, sejam quais forem,
filas, shoppings... Não suporto ver TV, ouvir rádio onde os
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mortais comuns cantam as suas dores de cotovelo ou suas
alegrias de viver. Se eu a tenho, o que me importa o resto do
mundo, se só ELA me basta?
Eu que era normalmente participativo, procurava sempre
novos conhecimentos, tinha perspectivas inúmeras para a vida,
hoje não quero saber de nada.
Tem acontecido tantas coisas, que me considero um vaso
que caiu, despedaçou-se em estilhaços pontiagudos, prontos para
ferir seja lá o que for. Não tenho mais valor, não sou mais
inteiro. Passei a ser figurante, coadjuvante na vida, não brilho
mais, só provoco reações negativas.
Eu e ELA não temos necessidade de sermos vulgares,
sermos comuns como os demais que vão e voltam, saem a
passeio, a trabalho, o cotidiano básico. Para nós um carro é um
embuste. Penso, se eu dirigir vou ter sudorese por todo o corpo,
a ponto de ensopar toda roupa e isso ocorre porque ELA
presenteou-me com o pânico. Se insisto em pegar no volante,
lembro-me dos efeitos colaterais. Meus reflexos podem estar
muito lentos, posso estar irritado. Enfim um carro em minhas
mãos pode se tornar uma arma.
Aos problemas que aparecem, não tenho soluções, vou
somando um a um. No final não tenho problemas pequenos,
isolados, tenho um só, enorme. Sinto-me um Atlas carregando o
mundo nas costas. É um fardo muito pesado, está além das
minhas forças e me esmaga.
Situei-me, não gosto de ninguém e ninguém gosta de nós.
Estamos de mal com o resto do que existe, pois todos são
injustos para conosco. Assim prefiro alienar-me a ter que
conviver com pessoas tão más. Prefiro ELA.
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Na minha fragilidade, tornei-me vulnerável a qualquer tipo
de ataque, não tenho como me defender Por isso, eu e ELA,
mesmo a contra gosto, somos cercados de pessoas para nos
ajudar, pois mesmo sendo agressivos, temos má pontaria. Nunca
acertamos o alvo.
Por vezes eu e ELA ficamos eufóricos, sonhamos grande.
Tornamo-nos poderosos. Aí somos perigosos, capazes de
praticar os piores desatinos, afinal somos mutantes. Nesse ponto
nosso barco que julgávamos navegar em águas tranqüilas, faz
água, afundamos e estamos novamente imersos na escuridão.
Numa nau à deriva, sujeitos a ventos e tempestades.
Solitariamente, eu e ELA, minha inseparável companheira.
Aquela de ombros fortes, onde constantemente derramo minhas
lágrimas, aos pés daquele ouvido que escuta minhas lamúrias, e
como o faço! Afinal não tenho pouco a reclamar. Sou um pobre
coitado que perdeu tudo e a todos, principalmente a vontade de
viver, o que antes me parecia o mais essencial, tanto quanto o ar
que respirava.
O pior é quando sinto que as pessoas estão pensando que
estou criando situações ilusórias, problemas inexistentes. Que
eles não existem, que não passam de doença de quem não tem o
que fazer, que é o diabo fazendo moradia em uma mente
desocupada. Enfim, é fricote puro. Constato, por força de
circunstâncias, que profissionais da área médica não versados no
assunto da psique humana, também, às vezes pensam assim.
Impossível? Não. E por falar na categoria médica, eu e ELA já
conhecemos diversos. Com alguns nos demos bem, com outros
pessimamente. Por certo não me acharam um caso interessante
em comunhão com ELA.. Ou não encontraram um remédio, ou
aconselhamentos para que nós pudéssemos nos sentir melhores.
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Muitas vezes nos afastamos deles simplesmente porque os
achamos desinteressados em nosso caso, tão inequivocamente
mais rico que os demais casos. Nós, eu e ELA, nos
consideramos mais interessantes, não somos para o
entendimento de qualquer um. Assim, jogamos na retaguarda,
camuflamos a verdade, o que torna ainda mais difícil a nossa
volta à realidade da vida.
Não é incomum me sentir um paranóico junto aos demais
acompanhantes desse planeta Terra. Eles não conseguem me
enxergar apenas triste, desanimado para viver. Não me sinto
parte de uma minoria, me sinto só em mim mesmo.
Escuto os incautos me dizendo: saia; faça uma viagem,
trabalhe com mais garra, vá a uma igreja, troque de médico,
deixe os problemas de lado, esqueça-os e coisas assim. A minha
doença para essas pessoas é como um simples trocar de roupas.
É como se trocando de remédios, ou mesmo parando de tomálos,
eu ficaria bom.
Mas na apatia que ELA me deixa, ainda consigo lembrar
que tenho dois ouvidos; um para entrar, outro para sair, e
quando esses conselhos valem a pena, lembro-me que entre eles
tenho um cérebro, ainda que com problemas, capaz de
armazenar as informações que julgo úteis. Parafraseando: Eu
não sei o caminho para o sucesso; mas, sem dúvida, o caminho
para o fracasso é agradar a todo mundo.
Assim como uma Fênix, estou tentando renascer das
cinzas, sair do fundo do poço profundo, sombrio.
Como "cada caso é um caso", a minha abordagem é
ampla, sem contudo, não ter a presunção de um tratado médico.
Você sendo essa outra pessoa, é bom que saiba a opinião do Dr.
Jeffrey Lynn – "Em geral esse mal atinge os mais ambiciosos,
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criativos e escrupulosos". Como nada há de errado em se
enquadrar nesse perfil, o nosso objetivo é que você volte a ser
ambicioso, criativo e escrupuloso, mas policiando-se para não
chegar aos extremos e sofrer com as suas conseqüências.
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Causas e Efeitos
Você deixou de gostar de coisas ínfimas ou grandiosas que
antes vivenciava com tanto prazer. Sua auto-estima está abalada.
Intimamente, você se sente dependente, carente, incapaz... Está
com algo atravessado na garganta, como se fosse um nó e não dá
conta de engoli-lo. É como tentar desvencilhar-se de um
emaranhado de teias. Você está em um barco para o qual não foi
convidado, não aceitou, mas está dentro dele. E o pior, sabe que
está afundando e você não sabe o que fazer, mesmo sabendo
nadar. O mar é alto, negro como petróleo e o barco faz água.
Você já deu o devido tempo para reencontrar-se e ele não
chegou. Parece que nunca chegará e tudo que o cerca não lhe
interessa. O isolamento é preferido ao convívio com as outras
pessoas. Compara que por motivos idênticos, outras sofreram,
choraram, mas voltaram às suas vidas normalmente, enquanto
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você se perdeu em meio ao caminho de volta. Como explicar
para alguém que você está inexplicavelmente triste? Que chora
sem quê nem porquê. No seu ponto de vista essa pessoa está
minimizando o seu sofrimento. Mas, não a culpe se a sua
aparência não traduz a sua angústia interior. Só você mudou e
talvez seja essa pessoa, antes mesmo de você a alertar para o
fato.
Um, ou o somatório de alguns acontecimentos a seguir,
podem ter ocorrido ou estão acontecendo em sua vida:
- Está dormindo de menos, ou demais se comparado ao seu
turno normal de sono. De menos pelas preocupações que lhe
afligem, ou demais para fugir das mesmas;
- Seu humor está instável, nem sempre equilibrado,
tendendo para o mal humor, tudo o irrita por mais insignificante
que seja o fato;
- Seu peso aumentou por alimentar-se por compulsão;
- Seu peso diminuiu, você se sente fraco, não tem apetite e
as doenças facilmente o atacam;
- Seus reflexos estão lentos ou descontrolados;
- Seu desempenho no trabalho está abaixo do normal e
você não se concentra nele;
- Morreu um ente querido;
- No romance foi traído;
- Perdeu o emprego;
- Dores não são confirmadas nos diagnósticos médicos;
- Um acidente o incapacitou;
- A solução dos problemas fica sempre para depois;
- Desfez um relacionamento amoroso;
- Seu amor não é correspondido;


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