Se reconhece o cipó-mil-homens pelas folhas triangulares,
alongadas, pela flor pequena em forma de jarrinha, e principalmente pelo
cipó, que pode engrossar até vários centímetros e é coberto de uma casca
de cortiça toda fendilhada. O cipó cortado ou descascado desprende um
cheiro forte e característico.
Seus usos populares são assim resumidos nas bibliografias: é um
remédio nas febres em geral. Tônico, estimulante, estomacal, melhora o
apetite, estimula os rins, o baço e o fígado, combate cólicas intestinais,
constipação do ventre, diarréia, apendicite, ajuda a provocar regras, não é
aconselhado durante a gravidez, é abortivo; afugenta cobras e cura suas
picadas, é antídoto; usado nos estados nervosos como histeria,
convulsões epilépticas, dor ciática, dor no coração, nas cadeiras,
nevralgias, reumatismo, depurativo; o pó serve para curar feridas. No
interior toma-se muito como aperitivo cachaça com cipó-mil-homens.
Também no interior encontra-se ainda às vezes a crendice, totalmente
descabida, de que as cobras mamam o leite das vacas. Os que creêm
nesta lenda conhecem também o remédio para afugentar as cobras:
enrolar um pedaço de cipó-mil-homens no pescoço da vaca.
Semelhantemente diz também a nossa tradição que “para conseguirem os
índios a preservação da mordedura ofídica, trazem junto ao corpo um
pedaço deste cipó”.
33
CONFREI
Talvez nenhuma planta medicinal tenha sido objeto de tanta
controvérsia nos últimos tempos como o confrei. Encontram-se os
maiores defensores, como também os que condenam totalmente. Sem
meter-nos nesta briga, vejamos o que há de certo sobre ele.
A primeira coisa certa é que foi usado desde tempos muito
antigos. Seu nome científico, que é Symphytum officinale, da família
Boraginaceae. É de origem grega, e é sabido que gregos e romanos o
usavam, principalmente para consertar feridas e ossos quebrados, coisa
muito comum em suas guerras. É esta, aliás, a sua propriedade mais
importante e certa, confirmada por todos os livros, e que é devida a uma
substância chamada alantoina, abundante principalmente na raiz e que
acelera a cicatrização e a soldadura dos ossos. O seu efeito cicatrizante é
tão eficiente, que, entre as precauções, um livro recente (1993) diz
textualmente: “No debe utilizarse en heridas sucias, ya que la rápida
cicatrización puede atrapar suciedad o pus.” Outra precaução refere-se ao
uso interno: “Se deve evitar o consumo interno excessivo da planta
devido aos alcalóides pirrolicilínicos, que algumas investigações
vinculam ao câncer de fígado em ratos.”
Apesar destas precauções, a maioria dos livros, principalmente
os mais recentes e estrangeiros, estão cheios de indicações para o uso
interno e externo. Algumas delas: A raiz se emprega internamente no
tratamento de úlceras gástricas e duodenais e da diarréia. As folhas se
empregam em casos de pleurisia e bronquite. As folhas secas podem
substituir o chá. As folhas frescas se empregam como verdura. Outra
citação recente (1992): “Para uso interno, a presença da mucilagem
aliviadora, faz do confrei um valioso remédio para as úlceras pépticas, a
gastrite e a colite ulcerosa. O confrei é também um calmante
expectorante útil para a bronquite e as tosses irritantes. Também é um
remédio calmante para o sistema urinário.”
Esta planta era tão popular em tempos passados que há até umas
receitas um tanto pitorescas, como esta do século 14: “... se bebe para el
dolor de espalda debido a los movimientos como la lucha o el uso
excessivo de mujeres...”.
34
CRAVO-DE-DEFUNTO
Pelo seu nome esta planta não parece ter nada de medicinal. Mas
sempre teve e no futuro poderá ter muito mais. Há duas plantas bem
conhecidas com este nome; uma é ornamental e a outra daninha e ambas
são medicinais. A planta daninha tem o nome científico Tagetes minuta,
da família Asteraceae (Compositae). É também conhecida como
chinchilho. É daninha, mas também medicinal. Um livro atual diz que na
medicina popular a planta é reputada como linimento contra o
reumatismo articular. Para um autor mais antigo é ainda aromática
excitante, difusiva, diurética e antihelmíntica. Comprovadamente útil
contra o reumatismo articular, as cólicas intestinais e a dispepsia.
Da mesma família, com o nome científico Tagetes patula, é o
cravo-de-defunto ornamental e medicinal. A sua resistência às
intempéries e ao sol, a abundância e durabilidade de suas flores, assim
como a sua própria cor, levaram o povo a preferi-lo para confeccionar
grinaldas e coroas fúnebres, bem como para plantá-lo sobre as sepulturas
(de onde se origina seu nome). A medicina popular diz que é peitoral e
calmante, empregado contra as dores reumáticas, os resfriados, a
bronquite e a tosse. Segundo autor atual é erva aromática, diurética,
calmante e digestiva.
Era isto que se conhecia sobre o cravo-de-defunto,
especificamente o Tagetes patula. Recentemente, porém, apareceu nos
meios de comunicação uma novidade, uma nova propriedade deste chá.
Numa revista esta novidade aparece sob o título: “O cravo e a dengue”.
Em poucas frases o artigo relata o extraordinário efeito deste chá sobre
os sintomas desta doença: durante uma epidemia de dengue numa
comunidade rural, o médico colheu uma boa quantidade de folhas de
cravo e as levou até o hospital. Foi solicitado que a cozinheira preparasse
litros daquele chá (10 folhas para um litro de água). Todos os casos em
que havia dor muscular ou articular generalizada com febre,
independentemente do diagnóstico, foram tratados pela enfermagem,
perplexa, com goles do chá ainda morno. A perplexidade geral aumentou
após as duas primeiras horas de atendimento. Já não havia mais as
queixas de dores de cabeça, febre ou dores por todo o corpo. Em outra
oportunidade, em menos de um mês, todos os casos de dengue de uma
comunidade de 900 famílias de um bairro foram tratados.
35
DENTE-DE-LEÃO
Poucos imaginariam que uma planta tão comum como o dentede-
leão tivesse tantas propriedades e fosse tão útil. No entanto, é
exatamente isto que acontece. No livro "Enciclopédia da Medicina
Natural", publicado na Inglaterra em 1990 e já disponível no Brasil em
tradução, os autores dizem textualmente: "Enquanto muitos indivíduos
consideram que o dente-de-leão comum é uma erva daninha indesejada,
os herboristas em todo o mundo reverenciaram essa erva valiosa durante
muitos séculos". Neste livro o dente-de-leão é a primeira planta que os
autores recomendam para o tratamento de problemas do fígado. Segundo
eles "o dente-de-leão é considerado como um dos melhores remédios
hepáticos, tanto como alimento quanto como remédio". Isto é, as folhas
do dente-de-leão dão uma excelente salada e as folhas e as raízes se
usam como chá, tudo com efeitos benéficos sobre o fígado. Claro que
tem também outras propriedades, como diz o livrinho do Irmão Cirilo,
‘Plantas Medicinais’: "...depurativo, bom para fígado e pele, melhora o
sangue fraco, falta de apetite, prisão de ventre, seu suco tomado em água
é um vantajoso fortificante dos nervos." E não param aí as suas
vantagens. Num livro espanhol sobre plantas comestíveis se diz: "As
raízes desta planta, torradas e moídas, se utilizam para fazer café de
dente-de-leão, do qual se diz que não pode distinguir-se do café
verdadeiro, possui também propriedades tônicas e estimulantes mas
carece de cafeína, a substância que possivelmente seja prejudicial".
.
Afinal que planta extraordinária é esta e onde encontrá-la?
Seu nome científico é Taraxacum officinale, da família
Compositae. Na realidade ela é conhecida mais como "erva daninha
indesejada", encontrada muito em hortas, jardins, terrenos baldios, beira
de estradas e lavouras. É muito infestante: das flores amarelas se forma
uma bola branca de sementes, que o vento espalha. Além disso tem uma
raiz reta e profunda, que, cortada superficialmente, brota de novo. As
folhas formam uma roseta ao nível do solo e são profundamente
recortadas, donde o nome dente-de-leão. Originário da Eurásia se
espalhou pelo mundo todo. Na Europa é tão comum que recebeu uns 500
nomes populares diferentes. Por tudo isto se reconhece que o simples e
comum dente-de-leão não deve ser considerado uma planta invasora
indesejada, mas um bom pasto para os animais e para os homens uma
comida saudável e um remédio eficiente.
36
ERVA-CANCOROSA
A primeira coisa a observar sobre esta planta medicinal é que
não se deve confundir com outra parecida que é a espinheira–santa. A
erva–cancrosa é também chamada cancerosa, cancorosa ou cancorosade-
três-pontas. Este último nome é muito esclarecedor, porque de fato
suas folhas se caracterizam por seu formato romboidal com um espinho
na ponta e um de cada lado. Seu nome científico é Jodina rhombifolia,
da família Santalaceae. A erva-cancrosa é uma árvore muito elegante, de
porte médio, com suas folhas espinhentas e brilhantes. É rara em nossas
matas, e raríssima como cultivada. Sobressai pelo valor medicinal.
Já em 1910, em sua tese de doutorado, o gaúcho Dr. Manuel
Cypriano D’Avila dizia da erva-cancrosa: “Usa-se o pó torrificado das
folhas sobre úlceras de mau caráter, carcinomas, etc. Também se
costuma empregar a decocção de suas folhas, externamente, na cura de
pólipos nasais e moléstias canceróides”. Segundo indicações recentes, as
folhas são usadas internamente no tratamento de problemas estomacais e
contra resfriados. O cozimento das cascas é usado como adstringente em
disenterias.
Um livro argentino, onde a erva-cancrosa é chamada “sombrade-
toro”, dá as seguintes indicações: a casca e as folhas desta planta se
empregam para combater as inflamações das vias respiratórias, digestiva
e também se usa em caso de disenteria. O fruto, que é comestível,
proporciona um azeite muito útil para curar as chagas venéreas. Receitas
populares muito interessantes constam em outro livro argentino: “La
infusión de las hojas, preparadas a razón de dos cucharadas soperas de
éstas en medio litro de agua, es recomendada contra la tos. Para curar el
alcoholismo, dicen que hay que beber el decoctado de las hojas durante
treinta dias seguidos. Una receta de una curandera contra el asma dice
que basta com hervir un puñado de hojas de sombra de toro, junto con
otro tanto de “semillas” de girasol en medio litro de agua y tomar el
decoctado diariamente, para eliminar dicha afección”.
37
ERVA-CIDREIRA
A erva-cidreira recebe ainda o nome de melissa, que é também
seu nome científico, Melissa officinalis, da família Labiatae (hoje
Lamiaceae). É uma das plantas medicinais mais universalmente
conhecidas, cultivadas e usadas, e isto desde os tempos mais remotos. É
uma erva de menos de 1 m de altura, muito ramificada, formando
aglomerações densas. Identifica-se facilmente por seu aroma adocicado
intenso. Reproduz-se por sementes ou dividindo touceiras maduras.
A melissa tem uma relação estreita com as abelhas. Na
mitologia, a melissa é a ninfa que descobriu a maneira de colher o mel.
No primeiro século da nossa era, o romano Plínio dizia que as abelhas se
deliciavam mais com a erva-cidreira que com qualquer outra planta, e era
costume esfregar com ela a caixa onde um novo enxame de abelhas ia
ser colocado.
Suas propriedades medicinais e usos são tão variados e
benéficos, que ela devia ser mais conhecida, estimada e usada. Em
qualquer livro de plantas medicinais, encontram-se os maiores louvores a
esta planta. Já em 1679 um inglês escrevia: “A erva-cidreira é
extraordinária para o cérebro, fortalecendo a memória, e dissipando
energicamente a melancolia.” Outro inglês dizia que “... a erva conforta
o coração e afasta toda a tristeza...” e ela era um dos ingredientes
favoritos nos elixires da juventude medieval.
As folhas da erva-cidreira são boas para a depressão e a tensão,
ideais para quem sofre de alterações digestivas quando se sente
preocupado e ansioso. Pesquisas modernas confirmam que age como
sedativo sobre o sistema nervoso central, e os aromaterapeutas
recomendam seu óleo essencial para depressão, ansiedade, dor de cabeça
nervosa e insônia.
Da Argentina, onde é chamada “toronjil”, nos vem esta receita:
“A infusão das folhas se recomenda contra ataques e dores do coração
(sozinha ou misturada com orelha-de-gato – Hypericum connatum) e
para diminuir a alta pressão arterial”. Um livro bem nosso resume em
poucas palavras as propriedades e usos principais da erva-cidreira: “Uso
popular: internamente em problemas de nervos, insônia, dores de cabeça,
dor de dente, reumatismo, distúrbios gastrointestinais etc. É considerada
uma panacéia.”
38
ERVA-DE-SANTA-MARIA
Para não haver confusão quando se fala em Erva-de-Santa-
Maria, é necessário esclarecer antes de mais nada que existem duas
plantas com este nome e que receberam pelo menos mais uns vinte
outros nomes populares, inclusive o de mastruço, que para nós é bem
outra planta. As duas plantas têm o nome científico de Chenopodium
ambrosioides, da família Chenopodiaceae. A nossa Erva-de-Santa-Maria
é considerada botanicamente uma variedade, e por isso recebe o nome de
Chenopodium ambrosioides var. anthelminticum. Esta última palavra
significa que é contra vermes, que é sua principal propriedade. Esta
planta deve ser usada com muita cautela. Um livro europeu atual diz que
ela tem um odor muito desagradável e constitui um vermífugo poderoso.
Usa-se internamente para áscaris, ancilóstomos e tênias pequenas; na
disenteria amebiana, asma e catarro. Adverte, porém, que, em excesso,
provoca tonturas, vômitos, convulsões e morte. A mesma precaução
aparece também num livro argentino, quando fala do ‘paico’, como lá
chamam a erva: “Con las hojas y frutos se preparan infusiones teiformes
o en cocimiento que poseen propiedades antihelmínticas, digestivas,
estimulantes, sudoríficas, etcétera. Esta planta debe utilizarse con suma
prudencia, pues es muy peligrosa, especialmente para los niños”.
Se é preciso muito cuidado com o uso interno desta planta, o
mesmo não acontece com o uso externo.
Pode-se usá-la para afugentar todo o tipo de parasitas. Há
indústrias que fabricam uma série de produtos para higiene de animais
domésticos, usando como matéria prima a Erva-de-Santa-Maria.
A Erva-de-Santa-Maria chamada simplesmente de Chenopodium
ambrosioides, foi, segundo relata a história, levada pelos padres jesuítas,
no século XVII, do México para a Europa, para cultivá-la como
sucedâneo do chá, sendo por alguns preferida ao verdadeiro chá. É uma
erva muito aromática, com perfume a cânfora, usada inclusive em
culinária, para aromatizar milho, vagens e pescado. Quem conhece a
nossa Erva-de-Santa-Maria percebe logo que se trata de uma outra
planta.
39
ERVA-DE-SÃO-JOÃO
A Erva-de-São-João está se tornando uma planta medicinal cada
vez mais solicitada em nosso tempo, por ser usada como um remédio
para um mal do nosso século que é a depressão. Como se trata de assunto
muito importante e de responsabilidade, vamos esclarecê-lo com muito
cuidado.
Tanto em transmissões orais como escritas, há informações sobre
duas Ervas-de-São-João: uma é da Europa, outra daqui. A da Europa tem
o nome científico Hypericum perforatum, da família Hypericaceae. A
nossa Erva-de-São-João tem o nome científico Ageratum conyzoides, da
família Compositae. São, portanto, duas plantas diferentes, mas com uma
propriedade comum: combater a depressão. A nossa Erva-de-São-João é
também chamada mentrasto. A Erva-de-São-João européia pode ser
encontrada entre nós, mas somente como cultivada. É chamada
hipericão.
A nossa Erva-de-São–João ou mentrasto não deve ser
confundida com o Cipó-de-São-João, que é outra erva medicinal.
Um livro tradicional sobre nossas plantas medicinais diz que esta
planta é de largo uso empírico, dadas as suas valiosas propriedades
medicinais, que dela fazem um remédio que goza da melhor reputação
entre a gente humilde que habita o interior do nosso país. É tônico geral,
amargo. Indica-se ainda no tratamento das diarréias, disenterias, cólicas
produzidas pelo acúmulo de gases nos intestinos; reumatismo agudo etc.
Bibliografia bem recente indica a Erva-de-São-João para artrose,
reumatismo, contusões, ferimentos abertos, diarréias e disenterias,
cólicas uterinas, afecções das vias urinárias, gases e estimulante do
apetite. Acrescenta ainda que seu efeito terapêutico é cientificamente
comprovado em pesquisas por professores e pesquisadores, que
confirmam sua ação analgésica e antiinflamatória.
Seu uso para combater a depressão parece ser mais recente e,
como se trata de uma planta nativa nossa, faltam informações em
publicações acessíveis. Entretanto, este seu uso está sendo confirmado
pela informação e tradição popular.
40
ERVA-LANCETA
A erva–lanceta é uma planta medicinal muito comum em nossa
região. Aparece principalmente em capoeiras, lavouras abandonadas e
beiras de estrada. Se reconhece facilmente pelo lindo pendão de flores
amarelas no alto de uma haste de um metro a metro e meio. Floresce
pelo fim do verão e outono. Não costuma ser cultivada, mas é usada em
arranjos, pois existe em abundância espontaneamente. Seu nome
científico é Solidago chilensis (antes Solidago microglossa) da família
Compositae.
Há uma série de confusões em relação à erva-lanceta, a começar
pelo nome. É chamada também arnica, arnica-do-mato, federal, flecha,
vara-de-foguete, vara-de-ouro, quitoco e outros nomes. Esta erva é usada
principalmente em contusões, traumatismos e reumatismos. Existem,
porém, outras plantas que são usadas com a mesma finalidade. Assim, na
Europa e outros lugares, uma destas plantas é a arnica verdadeira (Arnica
montana). Por isso aqui a erva-lanceta é chamada arnica. E como na
Europa existe a Solidago virgaurea, aqui ela é também chamada vara-deouro.
Além disso, uma planta da nossa região, que é usada para a mesma
finalidade da erva-lanceta, é o quitoco (Pluchea sagittalis); daí o nome
de quitoco.
Os usos da erva-lanceta vem indicados em livros populares. Um
deles diz: Bom vulnerário (tratar feridas), frieiras, curar pontadas. Usa-se
muito contra machucaduras, quedas, contusões. A raiz acalma dores e
mesmo dor de dente. Estas indicações são confirmadas por estas de um
outro livro: Emprega-se esta planta para curar ou aliviar azia, acidez, na
digestão, diarréias. No uso interno e externo atua poderosamente
combatendo traumatismos, pancadas, torções, estiramentos musculares,
contusões, quedas, hematomas, dores traumáticas etc.
41
ERVA-LUISA
Esta planta medicinal é também conhecida pelos nomes de ervacidreira
ou cidreira. Preferimos o nome erva-luisa, para não confundir
com outras plantas que também são chamadas de cidreira, e porque
combina com o nome científico que é Aloysia triphylla, da família
Verbenaceae. Embora seja planta originária da América do Sul, não é
muito conhecida entre nós. Se reconhece como um arbusto de
ramificação alargada; os galhos são esbranquiçados; as folhas nascem
sempre em grupos de três, são alongadas, estreitas, ásperas e muito
aromáticas. Nas pontas das ramificações nascem cachos de flores
pequenas, esbranquiçadas. A planta se reproduz facilmente por estacas.
Descoberta no Chile, foi levada para a Europa e aí cultivada. Era
usada para aromatizar a água, em que se lavavam as mãos nos banquetes
e também para passar no corpo depois do banho.
Como planta medicinal é muito útil em nosso tempo, porque é
indicada para dois tipos de problemas muito comuns hoje, digestivos e
nervosos. Assim diz um livro argentino: “Los tallitos y las hojas se
emplean en infusiones para calmar los malestares estomacales y
enfermedades nerviosas”. Uma obra de 1784 dá a seguinte informação:
“As folhas e flores despedem um aroma muito agradável de limão;
reforçam o sistema nervoso; e são eficazes nas indigestões, palpitações,
flatulências e vertigens provenientes da hipocondria e da histeria”. As
indicações da erva-luisa num livro de nossos dias mostram como seu uso
é uniforme: “Antiespasmódica, estomáquica, aromática, preparada em
forma de chá é benéfica no tratamento das náuseas, indigestão,
flatulência, palpitações e vertigens,”
Por causa do seu aroma agradável, a erva-luisa é também usada
em travesseiros aromáticos e outros preparados, junto com outras ervas
que se distinguem por seu aroma. Seu óleo essencial é usado em
perfumaria.
42
ESPINHEIRA SANTA
É fácil distinguir a espinheira-santa de outras árvores com as
quais é confundida muitas vezes. O que é característico nela são as
folhas pequenas, duras, brilhantes, de um verde mais claro em baixo que
em cima, com as margens onduladas e com espinhos em cada saliência,
variando geralmente de 5 a 10 pares.

Comentários
Postar um comentário