Pare de fumar - parte 5


C- No prazer que o café lhe dá.

Em um local proibido ao fumo, quantas vezes você se desloca para fumar em outro local, num período de 3 horas?

A- No mínimo, até 5 vezes. B- Até 3 vezes.
C- Nenhuma vez.

Há quantos anos você fuma?

A- Mais de 15 anos. B- Entre 5 e 10 anos. C- Menos de 5 anos.

Você está com pouco dinheiro, o seu maço de cigarros está quase no fim e sente muita fome. Você prefere:

A- Comprar outro maço para se prevenir e esquecer a fome.
B- Comprar um doce pequeno e com a sobra do dinheiro comprar alguns cigarros a varejo.
C- Compra um super lanche.

O seu filho é alérgico ao cigarro, sua reação é:

A- Continuar fumando ao lado dele.
B- Fumar perto dele só uma vez ou outra, nas emergências.
C- Nunca fumar perto dele.

Sua saúde está péssima. Você vive doente, cheio de pigarro e falta de ar. O médico diz que a causa é o cigarro. Sua reação é:

A- Continuar fumando e achar que o médico é um exagerado.
B- Pensar em deixar de fumar por um instante, mas logo desiste por achar que não conseguirá. C- Pensar em deixar de fumar e procurar ajuda.

Você fuma quantos cigarros ao dia?

A- Muito mais de 20 cigarros. B- Quase 20 cigarros.
C- Menos de 10 cigarros.

Qual tipo de cigarro prefere?

A- Os mais fortes, de filtro amarelo. B- Os de filtro branco.
C- Os mais fracos que existem no mercado.

Ao pensar em parar de fumar, você acha:

A- Impossível.
B- Uma batalha difícil.
C- Acredita que conseguirá.

Você prefere:

A- 20 cigarros e café.
B- 5 cigarros e sair com amigos.
C- 1 cigarro, namoro, cinema e jantar.
Sua família lhe pede para parar de fumar. Sua reação é:

A- Não liga.
B- Pensa que eles estão certos, mas continua fumando.
C- Avisá-los que em breve tomará esta decisão.

Seu restaurante preferido proíbe o fumo. Sua reação é:

A- Mudar de restaurante para outro com área reservada para fumantes.
B- Ir ao restaurante, mas sair no meio da refeição para fumar numa área apropriada.
C- Ir ao restaurante e fumar somente após sair.

Como você pensa na sua vida sem o fumo?

A- Fica preocupado como vai sobreviver sozinho nas horas de estresse.
B- Uma vida chata, sem o seu companheiro.
C- Sente que perderá um grande prazer na sua vida.


Agora, para conhecer o resultado do teste e seu nível de dependência, conte quantas opções A, B ou C você assinalou.

Conclusão do teste

Se você marcou na maioria das vezes a opção A, o seu vicio é do tipo Super Dependente. Sua situação de dependência é alta, você sofre muito só em pensar em parar de fumar. Seu caminho para deixar o vício será árduo, pois sua crise de abstinência será bastante forte. Não é recomendável deixar o vício de uma única vez e nem sem ajuda médica e psicológica, pois sozinho poderá ter recaídas e não conseguir completar o processo.

Métodos indicados – Antidepressivos, reposição de nicotina com adesivos  ou chicletes, terapia cognitiva, hipnose, aromaterapia, internação em clinicas (em casos mais graves de dependência), participar de grupos de apoio e vacina Nic Vax (ainda em fase de testes).

Se você marcou mais opções B, o seu vicio é do tipo Muito Dependente. Você depende fisicamente e emocionalmente do cigarro, ele move sua vida. Deixar de fumar é um pensamento que ronda a sua mente, mas nunca o concretiza por medo de passar pela crise de abstinência e de perder seu “companheiro” das horas mais difíceis. Não é recomendável você deixar o vício sozinho. Assim como o tipo muito dependente, você também precisa de ajuda médica e psicológica.

Métodos indicados – Reposição de nicotina com adesivos ou chicletes, cigarro eletrônico,
terapia cognitiva, hipnose, participar de grupos de apoio, clinica para fumantes, aromaterapia e plantas medicinais.

Se você marcou a maioria das opções C, você é o Pouco Dependente. Fuma por puro prazer, não se sente prezo ao vicio e pensa que pode deixá-lo a hora que bem quiser. Não acredita que o cigarro possa lhe fazer tão mal e crê até em benefícios ao fumá-lo. Você pode tentar sozinho parar de fumar e é provável que tenha êxito.

Métodos indicados – Piteiras, plantas medicinais, adiamento do fumo, laserterapia ou acupuntura e aromaterapia.

Passo a Passo para deixar de fumar

Uma vez tomada à decisão de parar de fumar e tendo conhecido seu grau de dependência, você pode procurar orientação de um especialista para adequar seu tratamento, com base nos métodos vistos anteriormente.

Na verdade, estes são os passos iniciais para deixar de fumar, um começo bem estruturado. Entretanto, é preciso muita persistência para seguir no tratamento. A seguir são apresentados os passos para largar o vício do fumo.

Passo 1- Tome a decisão de parar de fumar. Lembre-se, Deus nos quer saudáveis para

continuar derramando bênçãos sobre nós. Não podemos destruir nosso corpo.

Passo 2- Descubra qual o seu nível de dependência ao fumo, fazendo o teste deste livro.

Passo 3- Procure a ajuda de médicos, psicólogos e grupos de apoio. Tenha um tratamento prescrito por um especialista, utilizando os métodos deste livro que sejam mais adequados para o seu caso.

Passo 4- Escolha uma data para começar a parar de fumar. Despeça-se do fumo todos os dias, até a chegada da data escolhida. No dia marcado comece a parar de fumar. Mantenha esta primeira meta.

Passo 5- Use os métodos indicados no tratamento corretamente, para passar pelas crises de abstinência. Não se iluda, siga corretamente as prescrições.

Passo 6- Escreva os motivos pelos quais você deseja deixar o vício. Coloque a data, assine, pendure cópias em alguns pontos da sua casa, como a porta do seu quarto, geladeira, banheiro e relei-a esses motivos várias vezes ao dia.

Passo 7- Ao acordar, ore a Deus todos os dias, pedindo forças e proteção contra esse vício. Lembre-se, orai e vigiai. Deus atende a seus pedidos. Se necessário, leia um salmo para se sentir melhor.
Passo 8 – Mude sua alimentação, ingerindo alimentos saudáveis, como verduras, cereais, frutas e folhas. Mantenha-se longe de gorduras, cafeínas, bebidas alcoólicas e chocolates, pois estes alimentos estimulam a vontade de fumar.

Passo 9- Faça exercícios físicos entre 15 a 30 minutos diários. Com isso, você produzirá substâncias que lhe proporcionarão prazer, diminuindo a vontade de fumar.

Passo 10 – Nunca desista. Se pensar em desistir, lembre-se dos motivos que o levaram a parar de fumar. Ore a Deus e prossiga. Lembre- se, Ele está com você. Você não está sozinho nessa jornada.

Formas de agir nas crises de abstinência

Infelizmente, mesmo seguindo à risca os passos sugeridos, com acompanhamento profissional, alimentação adequada, exercícios  e muita oração, não é possível evitar totalmente as crises de abstinência.

O que se faz, então, é reduzir seus efeitos, com adoção dos métodos vistos anteriormente e com algumas ações, como se segue.

Abandone o primeiro cafezinho da manhã, troque-o por outra bebida, como um suco, por exemplo.

Diminua a quantidade de café ingerida durante o dia. Substitua por chá, de preferência de ervas calmantes, como camomila e melisa.

Na fissura do vício, tome água lentamente e respire profundamente a cada gole.

Mastigue chicletes ou chupe balas sem açúcar.

Fechando os olhos, pelo menos duas vezes ao dia, tente se imaginar em um cenário onde você parou de fumar e não sente mais a falta do fumo.

Alimente-se ingerindo porções pequenas, a cada duas horas, como gelatina, laranja, maçã, nozes, damasco, cenoura e espinafre.

Inspire e expire profundamente por 5 minutos, cada vez que sentir vontade de fumar.

Na fissura do vicio, ande ou corra por 5 minutos.

Pratique exercícios aquáticos, como natação e hidroginástica.

Faça ioga ou alongamento.

Na fissura do vicio, tome um banho bem quente e demorado. Pingue um pouco de
essência de eucalipto no chuveiro e aspire profundamente.

Faça sauna, a vapor ou seca.

Use uma bolinha macia de apertar com as mãos, por 5 minutos, várias vezes ao dia.

Na fissura, use pau de canela e simule o ato de fumar. Quando cansar de fazer este exercício, mastigue-o.

Escolha um salmo com o qual você tenha se identificado e o leia toda vez que se sentir desanimado.

Faça massagem relaxante, como shiatsu, uma vez na semana.

Evite tomar bebida alcoólica durante a parada de fumar.

Evite ficar próximo de pessoas fumantes.

Evite freqüentar locais onde haja muitos fumantes, pois a nicotina inspirada pode lhe desencadear posteriormente uma crise de abstinência.

Procure freqüentar locais onde o fumo é proibido.

Use uma gotinha de óleo essencial de capim limão no pulso e cheire

profundamente toda vez que sentir vontade de fumar.

Tome vitamina C todos os dias. Ela é revigorante, cicatrizante e desintoxicante.

Tome duas colheres ao dia de mel silvestre, que atua no sistema nervoso, no sistema respiratório e é um calmante natural.

Com um tratamento adequado, que contemple os métodos apresentados, com acompanhamento profissional e propósito firme, as chances de sucesso em parar de fumar são muito grandes.

Nas horas de aflição provocadas pelas crises de abstinência, siga as dicas sugeridas. São bastante simples e a maioria tem baixíssimo custo de implementação.

Mas lembre-se: o caminho para deixar o fumo não é fácil. Sozinho, é muito pior, pode ser demorado, sofrido e sem êxito. Ao lado de Deus, o fumante que percorrer este e qualquer caminho sempre encontrará vitoria.

Se precisar, ligue para o Disque Saúde
136. Através desse número, obtém-se aconselhamento gratuito para deixar de fumar, além de informações sobre unidades de tratamento em funcionamento na rede pública de saúde.
O corpo do fumante sem o fumo

Apesar de ser um processo difícil, parar de fumar só traz benefícios, ao ex-fumante e às pessoas que o rodeiam. Como exemplo, seguem alguns fatos sobre o que acontece com o corpo de alguém que larga o fumo.

Em 20 minutos
O ritmo cardíaco diminui.

Em 2 horas
A nicotina no sangue acaba.

Em 12 horas
O nível de monóxido de carbono no sangue volta ao normal.

Em 48 horas
O olfato e o paladar voltam a funcionar normalmente.

Em 2 semanas
O pulmão começa a funcionar melhor.

Em 1 mês
A tosse e falta de fôlego diminuem.

Em 1 ano
O risco de doença cardíaca cai pela metade.

Em 5 anos
Diminui o risco  de  derrame e  de diversos cânceres

 Em 10 anos
O risco de câncer de pulmão cai pela metade, em relação a um fumante.

Em 15 anos
O risco de doenças volta a ser igual ao de alguém que nunca fumou.

O ex-fumante e os ainda fumantes



Capítulo 5
O ex-fumante
Após muitas lutas, enfim a vitória. O fumante se transformou em um ex-fumante, passou pelas crises de abstinência e agora pouco se lembra do fumo. Sente- se vitorioso, acha que nunca mais vai querer fumar novamente.

Infelizmente, não é tão fácil assim se livrar deste vício, ainda que já se tenha parado de fumar a algum tempo. Mesmo após anos, o organismo do ex-fumante reagirá quando for exposto à fumaça do fumo, carregada de nicotina, despertando sensações que o farão desejar fumar novamente. O ex-fumante logo sentirá uma crise de abstinência, mas  como seu cérebro já está condicionado a não fumar, ele deverá recusar a idéia.

Essa exposição ao fumo, na condição de fumante passivo, será como reviver tudo o que se passou, todo custo de se livrar do vício. Então, o ex-fumante não pode vacilar, deve saber que é importante ficar longe do fumo e de quem está fumando, o que muitas vezes é inevitável, pois pode se tratar de um companheiro, familiar ou amigo. Mesmo assim, o ex-fumante não deve ter vergonha de pedir a pessoa que está fumando para que se afaste dele ou que fume num local reservado. Também é importante conversar com as pessoas próximas que fumam sobre a sua condição de ex-fumante e explicar que não se sente confortável. Provavelmente o fumante

entenderá, pois certamente ele deseja parar de fumar também e isto pode até se transformar numa força motivadora.

As recaídas

O fumante quando decide parar de fumar passa pelo mesmo processo que os bebês quando aprendem a andar: eles caem várias vezes, se machucam, choram. Seus pais lhe auxiliam segurando suas mãos. Tentam se equilibrar e em algum momento aprendem a andar sozinhos. O mesmo ocorre com o fumante, que necessita de apoio para sair “andando sozinho” desta situação.

Recaídas fazem parte do processo de deixar de fumar. São comuns pelo fato das drogas contidas no fumo serem altamente viciantes e, quando suprimidas, causarem fortes crises de abstinência. Para algumas pessoas as crises são insuportáveis e a solução é voltar a fumar.

Nestes casos, aprender com os erros é fundamental. A cada recaída, é possível reavaliar os métodos utilizados, compreender as situações que se fizeram retornar ao fumo e encontrar maneiras melhores de se lidar com elas.

O importante é o fumante tomar a decisão: ‘Vou parar de fumar’. O número de recaídas não importa, nem o tempo que ele vai levar para ter êxito. O que importa é ter um
pensamento fixo de não desistir. Se o fumante persistir, procurar ajuda, seguir as orientações especializadas e as que estão neste livro, ele terá êxito em algum momento. Jamais deve ter vergonha dos seus fracassos e nem se achar fraco por ter recaídas.

O fumante deve crer que Deus está com ele e como pai lhe estenderá as mãos e lhe levantará.

Depoimentos de ex-fumantes

“Faz exatamente 48 horas que estou sem fumar nenhum cigarro. Estou feliz por minha conquista, mas experimento vários sintomas: dores no corpo, dor de cabeça, muito sono, pois não tenho dormido durante a noite. Sinceramente, por duas vezes, hoje, quase joguei todo o trabalho por água abaixo. Entrei em um bar para tomar um café e pedi um cigarro solto. Fiquei com aquele cigarro nas mãos por quase trinta minutos, coloquei-o apagado na boca. O cheiro de cigarro se tornou horrível, quase vomitei. Pensei o quanto de minha saúde e de dinheiro perdi nesse vício maléfico. Pedi a Deus forças para suportar a tentação. Amassei o cigarro por entre meus dedos e o joguei fora. Vitória.”

“Faz uma semana que parei de fumar. Não foi fácil, tive todos os sintomas da abstinência: insônia, tremores, etc.  Para ajudar, eu tomo Homeopax, que é um fitoterápico para ansiedade. Também rezo

muito. Acredito que as orações estão me ajudando mais que os remédios. Cheguei a conclusão que não me odeio tanto para fazer o que estava fazendo comigo. Não  conseguia subir uma escada sem sentir o coração escapulindo pela boca. Quero registrar minha força e meu desejo que o tempo passe logo, para sentir que não venci somente uma batalha, mas sim a guerra!”

“Nossa, estou desde domingo sem fumar. É muito difícil, meu coração está  acelerado para caramba, sem contar que estou sem dormir direito desde o fim-de-semana... Mas estou conseguindo. Aos poucos, a vontade de fumar está diminuindo. Só que estou descontando tudo em comida... A partir de  hoje, começo a tomar um ansiolítico, porque sempre fui ansiosa, agora estou ainda mais! Boa sorte a todos os futuros "ex-fumantes". E não vamos deixar esse vício maldito fazer parte da nossa vida novamente!”

“Ontem, às 19:45hs, deixei o vício de fumar. Nesse momento, já estou há mais de 24 horas sem fumar um único cigarro sequer. Isso para mim é uma vitória, pois da outras vezes em que tentei largar, consegui ficar no máximo
12 horas. Além da minha vontade própria, acrescentei o uso de medicação, adesivos de nicotina e pastilhas. Ontem mesmo voltei para a academia e reiniciei a prática esportiva, pois acredito que tenho que substituir o vício de fumar por outras coisas. Estou me sentindo bem. Por incrível que pareça, trabalhei com  um
colega hoje, fumante, e por diversas vezes ele acendeu um cigarro ao meu lado, me ofereceu, tentou me tirar do meu objetivo pessoal. Ele acreditou que estava me irritando, mas eu  achei graça e disse que ele estava me ajudando com aquela atitude, pois testava a minha força de vontade. Estou seguindo o meu intento: ficar longe do cigarro.”

“Caros ex-fumantes, venho aqui  lhes dizer que parei de fumar a dois meses. Graças a Deus, estou conseguindo tirar este vício da minha vida, mesmo passando por muitos dias difíceis. Às vezes, tenho vontade de fumar, mas hoje é bem mais fácil evitar. Eu fico contando os dias e, de minha vontade própria, nunca mais irei colocar um cigarro na minha boca. Desejo sorte a todos, pois é muito difícil parar de fumar.”

“Estou com impotência sexual, tenho 36 anos e não acreditava que isso aconteceria comigo. Não consigo mais ter relação com qualquer mulher. Fui ao médico e ele fez todos os exames. Disse-me que, se eu não parasse de fumar, nenhum tratamento iria adiantar. Já gastei muito dinheiro na tentativa de voltar a minha vida sexual ativa, mas ainda não tive êxito. Estou há uma semana sem fumar e começo a me sentir diferente. Espero ter uma vida normal daqui em diante.”

“Sou um ex-fumante, larguei o vício há exatamente dois anos e dois meses e digo, com toda a sinceridade, é possível viver sem o fumo!

Falo isso porque, quando fumava, achava que não seria possível me separar desse maldito companheiro. Parei porque o fumo me prejudicava muito. Meu pai morreu de câncer de pulmão, não gostava de ser fumante, do odor, do hálito, enfim, não são poucos os motivos, mas, principalmente, porque minha filha querida me pediu como presente de aniversário dela. Aí não resisti, e olha que na verdade o presenteado fui eu mesmo.”

“Hoje faz dois meses e vinte dias que fui obrigado a parar de fumar por causa de uma parada cardíaca e infarto do miocárdio. Não achava que o cigarro poderia me fazer mal, pensava que isso só poderia acontecer com os outros. Portanto, não espere acontecer com você o que aconteceu comigo. Largue o maldito cigarro, pois viver é bem melhor.”

“Estou há 20 dias sem fumar e fazendo uso do medicamento Ziban. A vontade de fumar ainda é grande, mas procuro lembrar de que se eu acender um cigarro vou abrir a porteira para outros. A vontade não vai passar com apenas um. Procuro me distrair, estou num grupo de ajuda e também faço acupuntura. Fumei por vinte e cinco anos e gostaria de ter a certeza que isso tudo logo vai passar e que, se sentir vontade de fumar, vou estar cada vez mais forte para dizer não. Estou em luto, mas sei que o fumo é uma ilusão, um falso amigo que aos poucos nos faz muito mal. Não devemos pensar no amanhã e sim no hoje, e hoje eu não vou fumar. Espero que esse meu depoimento possa
ajudar algumas pessoas que estão na mesma situação.”

“Passei 40 anos fumando. Já havia parado por seis anos, coisa de uns 20 anos atrás, e acabei voltando pela mesma razão que muita gente: não dei o devido respeito ao perigo do fumo. Comecei a estabelecer em minha mente razões pra voltar a fumar. Achava que o ganho em ter parado não era tão significativo. Um dia, fumei um cigarro, voltei com tudo. Muito pior do que antes. Fumando bem mais do que antes. E foram mais pelo menos 20 anos para conseguir me dispor a parar novamente. Eu gostava de fumar. Gostava de cigarro. Sempre gostei! Percebo que isso faz com que você não queira pensar em parar. Ou pensa que é difícil, que não vai conseguir. Isso te faz realmente escravo. Eu não gostava de me submeter, saber que o cigarro era maior que eu… e eu não gostava de admitir isso. Tive ajuda de uma gripe forte, fiquei com dó de meus pulmões. Pensei que era injusto com eles fumar nessas condições. E pensei em me dar um tempo, dar um tempo a meus pulmões. E pensei timidamente em parar. Poderia ser que eu conseguisse. Resolvi que iria tentar. Tenho paciência comigo. Sei o quanto foram difíceis os primeiros dias. Não quero perdê-los. Isso me move, alicerça minha vontade. A primeira semana foi terrível. Sem usar nenhum remédio, é complicado. A crise de abstinência é indescritível. Difícil, mas perfeitamente possível!”

“Hoje completo quatro meses sem fumar, o equivalente a 3600 cigarros não  fumados. Sim! 3600 cigarros! Sinto que renasci. Meu paladar, olfato, pele e circulação sanguínea melhoraram muito. Meus amigos e familiares sentem muito orgulho de mim, não são mais obrigados a suportar aquela catinga que ficava impregnada em meu corpo, em minhas roupas. Hoje posso dizer que passo vários dias sem nem me dar conta de que um dia fumei. As fissuras ainda ocorrem, é verdade, mas são muito esporádicas e não são mais intensas. Recuperei a alegria de viver. Hoje dou minhas caminhadas e arrisco até umas corridinhas. Meu Deus, o que eu estava perdendo! Desejo muita sorte e força a todos aqueles que se encontram na mesma batalha.”

“Parei de fumar a 11 meses. Não foi difícil largar definitivamente o cigarro. Acho que a questão foi bem mais psicológica do que orgânica. Lembro-me que comecei a fumar pelo grande modismo da época. Depois o que justificava o vício era que eu não queria engordar. No ano passado, fiz a cirurgia de redução de estomago, assim o vício de fumar psicologicamente não tinha mais sentido. Na verdade, eu era uma bomba relógio, gorda, sedentária, fumante… Dias antes da cirurgia, resolvi parar de fumar sem remédio, sem tratamento, sem acupuntura. Simplesmente tratei a questão eliminando o fumo, pois iria ficar magra, isto é, iria eliminar uma base ilusória psicológica que sustentava o vício. Nos primeiros meses, sonhava que estava fumando,
ou, em momentos mais conflitantes, também pensava em pegar um cigarro e fumar, mas quando me remetia ao pensamento da qualidade de vida e da auto-estima, a vontade simplesmente sumia. Hoje não sinto desconforto pelo cheiro de cigarro, me sinto muito feliz pela liberdade. Assim, quero frisar: não foi difícil parar porque tenho certeza que a troca que fiz foi melhor para mim e a de maior importância na minha vida. Pensem nisto. Por que você começou a fumar? Vá fundo no seu motivo. Cada um de nós tem suas razões. Por que não questioná-las?”

“Dos meus 53 anos de vida, fumei por 37, pelo menos dois maços de cigarros por dia. Tinha vergonha de me aproximar das pessoas, pois sentia que fedia a nicotina nas roupas, nos cabelos e nos poros. Muitas foram as fracassadas tentativas de parar. Já não imaginava um único dia sem o cigarro. Felizmente, concedi-me uma última oportunidade, adquirindo um produto relativamente recente no mercado, voltado para combater o tabagismo. Produto caro, mas nunca  um  dinheiro  foi  tão  bem  gasto.  Estou fazendo dois meses sem fumar. Meu paladar, meu humor, enfim, minha vida mudou. E digo a todos que SE EU CONSEGUI PARAR DE FUMAR, QUALQUER UM
CONSEGUE. Tenha um grande aliado: sempre que der uma vontade forte, beba água gelada, pois a mesma descarrega sensações de prazer para o cérebro, semelhantes às produzidas pela nicotina.  Outro  fato  muito  importante, quase

igual ao AA (alcoólicos anônimos), é NUNCA dê a primeira tragada. Fácil? Não, não é  fácil sentir por 24hs ao dia um pensamento instigando-o a fumar, mas com o passar dos dias esse pensamento vai enfraquecendo e sua vontade vai prevalecendo. Claro que nem todos podem, mas quem puder, procure acompanhamento médico e adquira um remédio para ajudar nesta empreitada, porque, por mais que ele custe, sua economia parando de fumar rapidamente irá repor o dinheiro que gastou. Espero que meu depoimento lhe ajude.”

“Após quatro meses sem fumar, os benefícios são visíveis. Antes, eu tomava café e fumava o dia todo e me sentia velha, com o pé na cova. Hoje, caminho diariamente e faço musculação e aeróbica. Tenho me sentido remoçada, pessoas têm elogiado a minha aparência, principalmente da minha pele. Aposto numa vida longa, produtiva e feliz. A atividade física diminui muito a ansiedade e tenho conseguido não engordar. É um novo começo.”

“Quando eu fumava, achava impossível parar. Não concebia a minha vida sem um cigarrinho. Só descobri que isso era um mito, uma mentira, depois que parei. É preciso uma boa dose de vontade para ficar uma hora, meio dia, meio mês, meio ano, até completar o ciclo de dizer não ao cigarro.”



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