Os segredos de saúde
dos Hunzas
Chrisitan H. Godefroy
© 2001, Christian H. Godefroy
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Os segredos de saúde dos Hunzas
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Os segredos de saúde
dos Hunzas
Este pequeno livro que tem a sorte de ter nas suas
mãos pode literalmente mudar a sua vida de uma forma
surpreendente. Se aplicar os seus segredos, ele ajudá-loá
a encontrar, ou a conservar e a prolongar, quase
indefinidamente, aquilo que é, sem dúvida, o nosso bem
mais precioso: a juventude. De facto, as promessas deste
livro parecem realmente extraordinárias, mas depende
apenas de si realizá-las. Os segredos que esta obra
encerra foram extraídos da sabedoria de um povo cuja
reputação correu o mundo inteiro. O verdadeiro nome
deste povo notável não é conhecido do grande público.
Sabe-se apenas que vive algures em montanhas
longínquas e que os seus membros têm uma
longevidade excepcional. Diz-se que neste povo os
centenários são moeda corrente e que não é raro os
anciãos atingirem a idade canónica de 130 anos. Foram
mesmo referidos casos, em número apreciável, de
idosos que não entregavam a alma ao Criador antes da
incrível idade de 145 anos...
Este povo não é fruto da lenda e a região onde habita
não se chama utopia. São os chamados Hunzas e
habitam no local a que se chamou o tecto do mundo, ou
seja, as altas montanhas dos Himalaias. Para sermos
mais exactos, o pais dos Hunzas, que conta apenas 30
mil almas, situa-se no extremo norte da Índia, onde os
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territórios de Caxemira, Índia e Afeganistão se juntam.
Diz-se deste pequeno povo que vive num vale inóspito,
3 mil metros de altitude e que está por assim dizer
isolado do resto do mundo – que é o povo mais feliz da
terra.
As suas origens são misteriosas. Diz a lenda que os
seus fundadores foram três soldados gregos que, tendo
desertado do exército de Alexandre O Grande, se
refugiaram com as suas esposas persas neste vale
paradisíaco. Ai viveram totalmente isolados,
aproveitando a singular configuração geográfica do
local para manter afastado os visitantes inoportunos, e
conseguindo facilmente afastar qualquer invasão.
Os Hunzas vivem essencialmente da agricultura e da
criação de animais. Não fazem artesanato nem praticam
o comércio. Na verdade, nem sequer têm moeda. Depois
de se terem dedicado à pilhagem durante muito tempo,
os Hunzas são desde há 150 anos perfeitamente
pacíficos. A sua sociedade é verdadeiramente fora do
comum, a ponto de nas suas povoações não existirem
nem prisões nem bancos.
Foi um audacioso médico escocês, de seu nome Mac
Carrisson, que deu a conhecer ao Ocidente este povo
misterioso. Aventureiro por natureza, não temeu
realizar, entre as duas guerras, uma viagem arriscada
que o conduziu às altas montanhas dos Himalaias, onde
permaneceu durante sete anos entre os Hunzas.
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Os Hunzas não conhecem a doença
O que o Dr. Mac Carrisson descobriu deixou-o
literalmente atónito. Todavia, em virtude da sua
formação científica, ele não pode ser suspeito de
ingenuidade e ainda menos de fabulações. A sua
primeira constatação foi de que os Hunzas eram dotados
de uma saúde, absolutamente excepcional. Melhor
ainda, pareceu-lhe que eles não conheciam a doença,
que esta não tinha qualquer poder sobre eles.
De facto, os Hunzas pareciam absolutamente
imunizados contra as doenças das nossas sociedades
modernas e sobretudo contra aquelas que actualmente
constituem as principais causas de morte: o cancro e o
enfarte. Aliás, a sua constituição não parece estar
resguardada apenas destes males terríveis. Os Hunzas
ignoram o que são a artrite, as varizes, a obstipação, as
úlceras gástricas, as apendicites... E o que é ainda mais
surpreendente é que as doenças infantis são inexistentes
entre eles. As suas crianças não passam pela habitual
parafernália de doenças dos seus primos ocidentais:
papeira, sarampo, varicela... Além disso, os casos de
mortalidade infantil são extremamente raros.
Tudo isto contrasta de forma espectacular com o
triste retrato das nossas sociedades contemporâneas.
Nunca é de mais repetir que as nossas sociedades estão
de facto doentes, física e mentalmente. A este respeito,
aliás, as estatísticas são tristemente eloquentes. Por
exemplo, nos Estados Unidos, metade dos jovens
chamados para a recruta são considerados inaptos para
cumprir o serviço militar obrigatório. Por toda a parte,
os hospitais estão a abarrotar. Quanto à psiquiatria,
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nunca esteve tão florescente, já para não falar das
fortunas fabulosas acumuladas pelas empresas
farmacêuticas, que permitem aos nossos
contemporâneos empanturrarem-se de soníferos,
calmantes e estimulantes de toda a espécie.
O que é importante compreender é que a saúde dos
Hunzas não é unicamente avaliada em função da
ausência de doença, porque eles não só têm a sorte de
não sofrer das doenças que minam os nossos
contemporâneos, como se mostram resplandecentes de
energia, alegria de viver e serenidade, a tal ponto que,
comparativamente, o europeu médio, mesmo estando de
saúde, tem realmente ar de doente. E a verdade é que ele
não só tem o ar, como está realmente doente.
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