Obesidade e desnutrição - parte 2


Benefícios da atividade física
Aqui estão alguns benefícios da prática regular de atividade física:
n Contribui para o bom funcionamento dos órgãos, principalmente
o coração.
n Contribui para o bom funcionamento do intestino.
n Diminui a ansiedade, o estresse e a depressão.
n Melhora o humor e a auto-estima.
n Diminui em 40% as chances de morrer por doenças
cardiovasculares e ajuda na prevenção e no controle dessas e
de outras doenças, como diabetes melito, hipertensão arterial,
osteoporose, problemas respiratórios,etc.
n Contribui para o funcionamento normal dos mecanismos cerebrais
de controle de apetite, de modo a trazer um equilíbrio entre
a ingestão e o gasto de energia.
n Aliada ao consumo reduzido dos alimentos, aumenta a perda
de gordura e melhora a sua distribuição corporal. Também aumenta
a massa magra corporal (músculos).
n Quanto mais ativo você se torna, mais calorias queima (aumenta
o gasto energético).
Se não houver problemas de saúde, os exercícios físicos devem
fazer parte do cotidiano de todas as pessoas. É bom consultar um
médico antes de encarar esse novo estilo de vida.
SEJA ATIVO! Incorpore a atividade física no seu dia-a-dia. Ande até
a padaria, desça um ponto antes do seu trabalho, pegue as crianças
na escola a pé. Vale tudo!
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Perigo! Dietas da moda
Nossa sociedade se preocupa demais com o corpo e os padrões de
beleza e não faltam dietas para o controle de peso. Mas isso não
significa dizer que todas essas dietas são boas para a saúde, PELO
CONTRÁRIO!
As chamadas “dietas da moda” são geralmente dietas restritas em
um ou vários tipos de nutrientes, ou seja, são nutricionalmente desequilibradas.
Podem causar muitos danos à saúde: diminuição do
rendimento físico, sobrecarga do organismo, deficiências nutricionais,
desidratação, desmaios, problemas cardíacos e outras doenças.
Uma dieta com alimentos nutritivos em quantidades controladas é
a alternativa ideal para quem deseja controlar o peso com saúde.
Com as dietas da moda, a pessoa consegue uma perda de peso
passageira, pois acaba tendo uma alimentação tão fora de seus padrões
que, ao retornar à “vida normal”, volta a comer os tipos e a
quantidade dos alimentos que a fizeram aumentar de peso.
Muitos insistem em fazer essas dietas “exóticas” influenciadas pela
propaganda, especialmente na televisão, e por artistas e pessoas
com corpos esculturais. A rápida perda de peso decorrente de dietas
desequilibradas também incentiva o desejo de emagrecer a qualquer
preço. O problema é que, nesses casos, trata-se de uma perda
de água e músculo e não propriamente de gordura. Além disso,
dietas muito restritivas e com pouquíssimas calorias podem provocar
graves distúrbios alimentares, como anorexia nervosa e bulimia.
O melhor caminho para controlar o peso continua sendo a reeducação
alimentar através de uma dieta equilibrada, elaborada e orientada
por um profissional capacitado. Tal dieta deve ser acompanhada
da prática regular de atividade física.
É preciso ter sempre em mente que não existem poções mágicas
para emagrecer, ou seja, até hoje não se provou que as dietas populares
ou da moda tenham alguma vantagem em relação a uma
dieta bem balanceada. Nenhuma “mistura mágica” garante uma
perda de peso mais efetiva do que uma dieta reduzida em calorias e
equilibrada. Além disso, cada pessoa tem necessidades nutricionais
e calóricas diferentes e cada caso deve ser analisado individualmente
por um nutricionista.
Como prevenir?
Algumas estratégias para prevenir a obesidade são:
n “Cortar o mal pela raiz”, incentivando, desde a infância, a prática
regular de exercícios físicos e a introdução de bons hábitos
alimentares.O exemplo dado pelos pais ou responsáveis aos seus
filhos é fundamental.
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n Orientar a popula‹o a respeito da import‰ncia de uma alimenta‹o
saud‡vel.
n Usar a televis‹o e o r‡dio para facilitar o acesso de todas as
camadas sociais ˆs informa›es sobre alimenta‹o saud‡vel.
n Incentivar crianas, jovens e adultos a praticarem exerc’cios f’sicos
regulares.
n Garantir a participa‹o de autoridades federais, estaduais e
municipais em projetos que tenham como principal objetivo prevenir
a obesidade, sem interesses pol’ticos. Tais interesses prejudicam
especialmente a continuidade dos programas sociais.
Alimentos diet e light e adoçantes
A preocupação excessiva da sociedade com o excesso de peso e a
existência de doenças que provocam alterações específicas na dieta
despertaram o investimento de indústrias alimentícias em pesquisas
que resultaram na criação de inúmeros produtos com características
especiais, como é o caso dos alimentos “diet” e “light”.
Ainda existe muita confusão a respeito do significado e das diferenças
existentes entre esses dois tipos de alimentos. A explicação é
muito importante para que a escolha e compra do produto certo.
Produtos “light” são alimentos modificados em seu valor energético
ou em sua composição de gordura. Devem ter pelo menos 25% a
menos de calorias que os produtos comuns. Mas atenção: isto não
significa que esses produtos não contenham açúcar, portanto não
devem ser consumidos pelos diabéticos, a não ser que tenham escrito
no rótulo SEM ADIÇÃO DE AÇÚCARES.
Produtos “diet” são aqueles produzidos para atender às necessidades
dietéticas específicas dos portadores de várias doenças. Incluem
alimentos para dietas com restrição em algum nutriente. Esta
restrição pode ser de açúcares, sódio, gorduras, colesterol,
aminoácidos ou proteínas, entre outras. Por isso, quem compra produtos
“diet” deve ler com bastante atenção o rótulo da embalagem
para verificar se ele atende às suas necessidades específicas. Um
exemplo: os produtos que podem ser consumidos pelo diabético
são aqueles que não contêm glicose, frutose ou sacarose.
Com relação aos adoçantes dietéticos, os obesos devem preferir
aqueles não calóricos, como o aspartame e a estévia. Pessoas com
pressão alta devem escolher adoçantes que não possuem sódio na
sua composição e assim por diante. É bom consultar um nutricionista
ou médico para maiores esclarecimentos.
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Desnutrição
Definição
A desnutrição pode ser definida como uma condição clínica decorrente
de uma deficiência ou excesso, relativo ou absoluto, de um ou
mais nutrientes essenciais.
Causas
A desnutrição pode apresentar caráter primário ou secundário, dependendo
da causa que a promoveu.
Causas primárias
A pessoa come pouco ou“mal”. Ou seja, tem uma alimentação quantitativa
ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes.
Causas secundárias
A ingestão de alimentos não é suficiente porque as necessidades
energéticas aumentaram ou por qualquer outro fator não relacionado
diretamente ao alimento. Exemplos: presença de verminoses,
câncer, anorexia, alergia ou intolerância alimentares, digestão e absorção
deficiente de nutrientes.
Outros fatores relacionados às causas da
desnutrição
A desnutrição também pode ser causada por:
Desmame precoce
O desmame precoce pode causar desnutrição em crianças entre 0
e 2 anos de idade. De modo geral, o desmame no Brasil se dá em
torno de duas semanas ou num período menor do que três meses
de idade. A alimentação introduzida normalmente é insuficiente para
satisfazer as necessidades dos lactentes entre famílias de baixo
poder aquisitivo. Além disso, as condições sanitárias insatisfatórias
e práticas inadequadas de higiene acompanham a desnutrição, o
que favorece a ocorrência de parasitoses, infecções e diarréia. O
apetite diminui por causa das dores abdominais e às vezes da febre.
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A criança passa a comer menos do que o normal e provavelmente
menos do que precisa para ter um crescimento e desenvolvimento
normais.
Socioeconômicos
Crianças provenientes de famílias de baixa renda apresentam um
risco maior relacionado a deficiências alimentares. Além disso, condições
sanitárias precárias contribuem para o aparecimento de infecções,
parasitoses e da desnutrição.
Culturais
Fatores culturais influenciam muito o consumo de alimentos. Mitos,
crenças e tabus podem interferir negativa ou positivamente nos
aspectos nutricionais, sendo mais comuns os prejuízos que os benefícios.
Renda e disponibilidade de alimentos:
Quanto mais alta a renda, maior é o gasto com hortaliças, frutas e
outros elementos variados. A dieta, é claro, tem melhor qualidade.
Quanto menor a renda, maior o comprometimento tanto da qualidade
quanto da quantidade de alimentos consumidos.
Métodos de Diagnóstico
Existem diversos métodos de diagnosticar a desnutrição. Eles vão
desde uma avaliação clínica (observação de características como
peso, altura e idade) até uma completa avaliação do estado nutricional
do paciente, incluindo, além da análise clínica, dados sobre alimentação,
avaliação bioquímica e imunológica, avaliação metabólica e
diagnóstico nutricional. Os profissionais capacitados para fazer tal
diagnóstico são o nutricionista e o médico.
Epidemiologia
A desnutrição é observada em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.
Mas o problema é mais grave na África, Ásia e América
Latina.
No Brasil, foram feitas várias pesquisas para avaliar o estado
nutricional da população. Dentre elas, o ENDEF (Estudo Nacional
da Despesa Familiar) e a PNSN (Pesquisa Nacional sobre Saúde e
Nutrição).
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O ENDEF consistiu numa pesquisa de cobertura nacional sobre a
questão alimentar e nutricional do país, realizada entre 1974 e 1975.
Foram levantadas informações sobre a extensão, gravidade e concentração
da fome, assim como hábitos alimentares e orçamentos
familiares da população brasileira.
Algum tempo depois, surgiu a necessidade de se fazer um pesquisa
para determinar os níveis de desnutrição da população através
de medidas como peso e altura, além de sexo e idade. Esse foi o
objetivo da PNSN, realizada em 1989. As análises se restringiram a
crianças de 0 a 10 anos de idade. Ainda não existem dados referentes
ao número de adultos desnutridos.
Os resultados obtidos com a PNSN indicam que 31% das crianças
brasileiras menores de 5 anos são desnutridas. Nos seis primeiros
meses de vida, a ocorrência da desnutrição já é alta (21,8%). Isso
acontece, em muitos casos, porque as mães acabam não amamentando
os filhos até o sexto mês, ou então porque elas complementam
o aleitamento materno, nesse período, com outros alimentos. Pior:
esses alimentos que substituem o leite materno geralmente são
inadequados.
Tabela: Prevalência (%) de desnutrição em crianças menores de 5
anos segundo a faixa etária - Brasil - 1989
Faixas etárias Percentual
0 - 5 meses 21,8
6 - 11 meses 26,4
12 - 23 meses 31,7
2 a 5 anos 32,5
As maiores taxas de desnutrição no país estão no Nordeste - 46,1%.
É um índice duas vezes superior aos das demais regiões do país,
com exceção do Norte, que apresenta um perfil semelhante ao do
Nordeste. A região Centro-Oeste apresenta um quadro de desnutridos
parecido com o do Sudeste. A situação mais favorável se encontra
na região Sul.
Esses dados indicam a situação social e econômica do país, ou seja,
no Nordeste a população sofre mais com a falta de higiene, saneamento
básico, moradia, emprego e outro fatores que podem contribuir
para aumentar a taxa de desnutrição. No Sul, a situação
socioeconômica é bem mais favorável e, com isso, o índice de desnutrição
é menor.
Fonte: PNSN - 1989
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Tabela – Prevalência (%) de desnutrição em crianças menores de
5 anos por região e tipos de desnutrição (leve, moderado e grave)
– PNSN, 1989.
região todos os tipos de desnutrição tipos moderados e graves
Norte 42,3 7,6
Nordeste 46,1 9,6
Centro-Oeste 25.7 2.1
Sudeste 21,7 2,7
Sul 17,8 1,7
Tabela – Prevalência (%) de desnutrição nas áreas rural e urbana
do Brasil.
área porcentagem
Rural 49.4
Urbana 29.5
É só comparar os dados da ENDEF e da PSNS para verificar que o
problema de desnutrição entre crianças menores de cinco anos, em
todo o país, é bem menos acentuado hoje em dia do que na década
de 70. Todas as formas de desnutrição diminuíram em um terço. E
essa redução chega a quase dois terços se forem consideradas
apenas as formas moderadas e graves de desnutrição. Essa redução
aconteceu em todas as regiões brasileiras, embora no Nordeste
tenha sido menos expressiva, devido às diferenças sociais e econômicas
entre essa e as demais regiões do país.
Tal mudança no quadro de desnutrição representa uma evolução
favorável de indicadores sociais, ou seja, progressos ocorridos na
área de saneamento básico (fornecimento de água, infra-estrutura
urbana e atenções básicas de saúde), o declínio da mortalidade infantil,
a realização do pré-natal, a queda da fecundidade, o aumento
na freqüência do aleitamento materno e o processo de modernização
em quase todos os setores (rápida urbanização, maior acesso a
meios de comunicação, disposição de bens e serviços modernos e
a crescente participação no mercado de consumo).
Fonte: PNSN 1989
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Conseqüências
A desnutrição leva a uma série de alterações na composição corporal
e no funcionamento normal do organismo. Quanto mais grave
for o caso, maiores e também mais graves serão as repercussões
orgânicas. As principais alterações são:
n Grande perda muscular e dos depósitos de gordura, provocando
debilidade física.
n Emagrecimento: peso inferior a 60% ou mais do peso ideal (adultos)
ou do peso normal (crianças).
n Desaceleração, interrupção ou até mesmo involução do crescimento.
n Alterações psíquicas e psicológicas: a pessoa fica retraída, apática,
estática, triste.
n Alterações de cabelo e de pele: o cabelo perde a cor (fica mais
claro), a pele descasca e fica enrugada.
n Alterações sangüíneas, provocando, dentre elas, a anemia.
n Alterações ósseas, como a má formação.
n Alterações no sistema nervoso: estímulos nervosos prejudicados,
número de neurônios diminuídos, depressão, apatia.
n Alterações nos demais órgãos e sistemas respiratório,
imunológico, renal, cardíaco, hepático, intestinal etc.
A pessoa desnutrida fica mais sujeita a infecções, por causa da perda
muscular e, especialmente, da queda nas defesas corporais.
Todos esses problemas são mais graves nas crianças de 0 a 5 anos
de idade, porque elas são mais vulneráveis biologicamente e mais
dependentes do ponto de vista social e econômico. Convém lembrar
ainda que nesse período da vida o crescimento e desenvolvimento
físico e mental são muito acentuados.
Outros efeitos da desnutrição são o aumento da morbidade e da
mortalidade, além de hospitalização e convalescência prolongadas.
Uma população desnutrida representa também maiores gastos em
saúde para o país, desde os cuidados primários até a internação.
Além disso, é mais difícil para essa população conseguir emprego,
o que acarreta problemas socioeconômicos que podem agravar ainda
mais o quadro da desnutrição em todo o país, gerando um ciclo
vicioso.
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Tratamento
O tratamento da desnutrição varia de acordo com a gravidade da
doença. Os principais objetivos do tratamento são:
n Recuperar o estado nutricional.
n Normalizar as alterações orgânicas ocasionadas pela desnutrição.
n Promover o crescimento (no caso das crianças) e o ganho de
peso.
Existem recomendações gerais que ajudam no tratamento de desnutridos:
uma dieta específica para o caso, aliada a uma educação
(ou reeducação) alimentar; orientações sobre higiene alimentar e
pessoal; e a participação familiar e comunitária nesse processo. Vamos
tratar desses temas a seguir.
Dieta e educação alimentar
A dieta deve possibilitar a reposição, manutenção e reserva adequadas
de nutrientes no organismo. Para tanto, deve ser elaborada e
acompanhada por um nutricionista.
A educação alimentar é muito importante em todas as etapas da
vida. Como a desnutrição é bastante comum na infância, torna-se
essencial e urgente que as pessoas que fazem parte do processo
de educação/formação das crianças (família, professores) tenham
acesso a informações sobre o correto aproveitamento dos alimentos
e a alimentação saudável. Só então as crianças poderão ser bem
orientadas e cuidadas!
Algumas sugestões para aproveitar ao máximo o valor nutritivo dos
alimentos, em especial das frutas e verduras:
n Frutas e verduras devem ser consumidas bem frescas, pois os
nutrientes vão se perdendo com o amadurecimento e com o
tempo de armazenamento.
n Evite bater esses alimentos no liqüidificador para não perder algumas
vitaminas, como a vitamina C.
Desnutrição
Desemprego
Fatores sociais, políticos, econômicos
Fome
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n Ao cozinhar as verduras, mantenha a tampa da panela fechada.
n Não cozinhe demais os alimentos, principalmente os vegetais.
n Aproveite a água que sobrou do cozimento para preparar outro
prato, como sopas, cozidos ou sucos.
n Não coloque nenhuma substância para ressaltar a cor dos vegetais
(como bicarbonato de sódio), pois as vitaminas se perdem.
n Não submeta nenhum alimento a temperaturas altas demais;
prefira o fogo brando.
n Conserve os alimentos de maneira adequada: em geladeira ou à
temperatura ambiente, entre 20 e 27o C.
É importante dar orientações sobre a melhor forma de ter uma alimentação
equilibrada, levando em consideração a realidade da população.
Esse tipo de orientação é indispensável no tratamento, mas
principalmente na prevenção da doença.
Higiene alimentar e pessoal
As parasitoses podem, indiretamente, levar à desnutrição, por vários
motivos:
n Diminuição da capacidade de absorção de nutrientes.
n Hemorragias ocultas, isto é, a pessoa não sabe que está perdendo
sangue, o que acaba provocando anemia, entre outras
deficiências de nutrientes.
n Diarréias freqüentes, o que dificulta o aproveitamento dos alimentos
pelo organismo etc.
Algumas medidas de prevenção das parasitoses consistem na higiene
alimentar e pessoal (veja mais sobre este assunto no item “prevenção”).
Participação familiar e comunitária
Toda a família deve participar do processo de educação alimentar e
das orientações sobre higiene, especialmente quando se trata de
mudar ou de formar os hábitos das crianças. É bom lembrar que
elas se espelham nos adultos e que o exemplo dos professores e
educadores também é muito importante.
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Como prevenir
As principais maneiras de prevenir a desnutrição são:
n Orientar corretamente a população a respeito do aleitamento
materno, através da formação de profissionais de saúde e educadores
capacitados.
n Divulgar informações práticas sobre o conceito de alimentação
saudável em locais e em meios de comunicação de fácil acesso
à população.
n Realizar programas governamentais de suplementação alimentar
que atinjam todo o país e, especialmente, os mais necessitados.
Alimentação saudável
O Ministério da Saúde elaborou “os 10 mandamentos da alimentação
saudável”, com as atitudes que devem ser seguidas no dia-adia
para garantir uma dieta equilibrada. É importante lembrar que
estas são recomendações para pessoas saudáveis. São elas:
Comer frutas e verduras. Esses alimentos são ricos em vitaminas,
minerais e fibras.
Para cada 2 colheres de arroz, comer 1 de feijão. Esses dois
alimentos se complementam, principalmente no que diz respeito
às proteínas (a proteína que falta em um, tem no outro e viceversa).
O hábito bem brasileiro de comer o arroz com feijão tem
sido bastante recomendado!
Evitar gorduras e frituras. Comer muitos alimentos ricos em
gorduras pode provocar o aparecimento de doenças como a
obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes,
entre outras.
Usar 1 lata de óleo para cada 2 pessoas da casa por mês. Essa
medida serve para a pessoa ter uma idéia da quantidade de
óleo que deve ser usada no preparo dos alimentos.
Realizar 3 refeições principais e 1 lanche por dia. Isso evita longos
períodos em jejum. O ideal é comer mais vezes por dia,
mas em menores quantidades (aumentar a freqüência e diminuir
o volume). Quem fica muitas horas sem se alimentar acaba
sentindo muita fome e comendo exageradamente — o mesmo
acontece com quem não tem hora certa para comer ou “pula”
uma das refeições;
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Comer com calma e não na frente da T. V. Quando comemos
com pressa, não saboreamos o alimento e demoramos mais
tempo para ficar satisfeitos. Por isso, comemos mais. É como
se o organismo não tivesse tempo suficiente para “perceber” a
quantidade de alimento ingerida. Comer e assistir à televisão ao
mesmo tempo faz com que a pessoa se distraia e não controle
a quantidade de alimentos que está consumindo. Além disso,
as propagandas de produtos alimentícios despertam ainda mais
o apetite e, por conseqüência, a gula.
Evitar doces e alimentos calóricos. Devemos prestar atenção
não só na quantidade, mas também na qualidade dos alimentos,
pois existem aqueles que são pobres em nutrientes e ricos
em calorias. São chamados “calorias vazias”. O consumo exagerado
desses alimentos, que em geral são os doces e alimentos
gordurosos, facilitam o surgimento de doenças como a obesidade,
diabetes e doenças do coração, entre outras.
Comer de tudo, mas caprichar nas verduras, legumes, frutas e
cereais. Não é preciso “cortar” nenhum alimento da dieta. Basta
estar atento às quantidades e dar preferência aos alimentos
ricos em nutrientes ao invés de calorias. É importante ainda não
esquecer os “sagrados” 8 copos de água por dia.
Atividade física: duração e freqüência. O ideal é fazer um pouco
de atividade física todos os dias. Você não precisa ficar várias
horas fazendo exercícios e suando sem parar. “Pegar pesado” é
para atletas. A criança, assim como as pessoas em geral, deve
procurar uma atividade que lhe agrade, convidar um amigo para
participar... o professor de Educação Física é a pessoa certa para
dar orientações sobre o assunto. O que você não pode é ficar
parado!
Para ter maiores informações sobre alimentação saudável, consulte
o texto do vídeo “Alimentação Saudável”.
Dicas de higiene dos alimentos
n Tocar nos alimentos apenas antes de cozinhar ou durante a lavagem
dos mesmos (e com as mãos bem limpas!).
n Beber somente água filtrada ou fervida.
n Lavar muito bem as verduras, legumes e frutas, usando sabão e
água corrente, se possível, filtrada ou fervida.
n Cozinhar bem os alimentos, principalmente as carnes.
n Fazer a comida perto do horário de servi-la.
n Manter os alimentos cobertos ou em recipientes bem fechados.
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n Não falar, tossir ou espirrar em cima dos alimentos.
n Não comer alimentos com aparência ou cheiro impróprios.
Dicas de higiene pessoal
n Tomar banho todos os dias e manter-se limpo.
n Manter as unhas limpas e cortadas.
n Escovar os dentes após as refeições.
n Usar roupas limpas.
n Lavar as mãos:
Üantes de pegar em alimentos;
Üantes de comer qualquer alimento;
Üdepois de ir ao banheiro;
Üdepois de pegar em dinheiro, em algum objeto sujo ou em
animais.
Para maiores informações sobre higiene, consulte o texto de apoio
do vídeo “Cuidado com os alimentos”.
Programas governamentais
Um dos objetivos da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição
(PNSN), realizada em 1989, foi avaliar o desempenho de programas
federais de alimentação. Foram feitas as seguintes constatações:
n A cobertura real dos programas é bem menor do que o desejável
e o necessário, em conseqüência das deficiências no orçamento
ou, ainda, da liberação atrasada de verba.
n Os programas não atingem os mais necessitados: o atendimento
do conjunto dos programas é maior nas regiões mais desenvolvidas
e ocorre de maneira mais abrangente nas classes de
melhor renda.
A estreita ligação entre pobreza e desnutrição mostra que a solução
definitiva desses problemas está no desenvolvimento econômico,
com distribuição de renda, e não nos programas remediais. A elevação
dos níveis de emprego e renda reduziria a necessidade de programas
de complementação alimentar, bem como de serviços
ambulatoriais e hospitalares para o tratamento e recuperação de
desnutridos.
Mudanças na estratégia e direcionamento dos programas governamentais
podem ajudar a reduzir o número de desnutridos no país. O
ideal é dar prioridade aos grupos de maior risco e definir o uso mais
adequado dos recursos financeiros. Os demais grupos também deverão
receber atenções nutricionais e de saúde, mas apenas depois
de asseguradas as ações dirigidas aos grupos de risco.
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Conclusão: Vida saudável
Para ter uma vida saudável, não basta uma dieta equilibrada ou a
prática de exercícios físicos. Em cada etapa da vida, existem atividades
que devem fazer parte do cotidiano do indivíduo. Na infância,
são as brincadeiras, a presença dos pais ou responsáveis e dos professores,
os colegas e os estudos...
Para a nossa sorte, o conceito de saúde aceito atualmente engloba
não apenas o estado físico, mas também o mental e o social. Sendo
assim, o significado dessa palavra, segundo a Organização Mundial
de Saúde (OMS) é o seguinte:

Continue >>>

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