Manual para Escolas - parte 4


Os principais fatores que contribuem para a deficiência do ferro são: o crescimento
acelerado no lactente e no adolescentes, já que ocasiona um aumento da necessidade do
ferro dietético; a deficiência na absorção do ferro e as perdas agudas, como as causadas por
sangramento intestinal. O papel da dieta na ocorrência da anemia é crucial; a escolha de
alimentos pobres em ferro, o desmame precoce e introdução e manutenção do leite de vaca
em detrimento de outros alimentos são fatores importantes para a anemia(NÓBREGA,1998).
0s sintomas mais freqüentes são a debilidade física, irritabilidade, dor de cabeça, dispnéia
de esforços(respiração irregular após esforço) e palpitações. Os sinais visíveis da anemia
são a palidez das mucosas, unhas em forma de colher(côncavas), edemas de membros e
retardo de crescimento.
11
O tratamento da anemia consiste numa dieta rica em ferro aliada a estratégias para
melhorar a absorção desse mineral, como o consumo de frutas ou sucos de frutas ricos
em vitamina C próximo das refeições. Em alguns casos, pode ser necessário a correção
medicamentosa da anemia, com sulfato ferroso.
Como ajudar a criança com excesso de peso
Para saber se a criança está com o peso saudável, os pais ou responsáveis devem leválo
a um profissional de saúde, como o nutricionista. Esse profissional determinará a adequação
do peso a partir do peso, da altura e da idade da criança.
Para a criança com excesso de peso, algumas mudanças na vida familiar devem ser feitas.
Nesse âmbito, é muito importante que os pais ou responsáveis lembrem-se que a criança
pode estar sofrendo com a sua imagem corporal; não se esqueçam de mostrar para criança
que ela é muito querida. Não excluam essa criança das atividades da família. Vai ser importante
trabalhar bem o conceito de saúde com essa criança, além de fazer com que ela se
sinta bem com ela mesma.
O papel da família será decisivo. A mudança de hábitos alimentares aliada a um aumento
da atividade física são as melhores estratégias para melhoria da saúde da criança e adequação
do seu peso, lembrando que essas mudanças deverão partir e serem incorporadas por
toda a família. Os pais são os modelos das crianças, por isso devem melhorar os seus hábitos
alimentares e se tornarem mais ativos, diminuindo o tempo que passam sedentários com a
família, como assistindo televisão. Para que essas mudanças passem a ser atraentes para as
crianças, deve-se mostrar que a atividade física é divertida e os hábitos alimentares saudáveis
incluem alimentos gostosos.
A família pode planejar atividades que coloquem todos em movimento juntos, como
caminhar em um parque ou andar de bicicleta. Não esqueça que a criança pode se sentir
desconfortável com algumas atividades, por falta de condicionamento físico ou por vergonha.
Seja sensível e delicado com as necessidades da criança.
As crianças não devem fazer dietas restritivas para perder peso, nem devem ser proibidas
de comer doces e os outros alimentos que todas as crianças comem. A criança deve ser
encorajada a comer devagar, com toda a família reunida, além de participar da compra e
preparo dos alimentos. As refeições devem ser momentos de prazer.
Alimentos Diet e Light
Atualmente a população está consumindo, cada vez mais, alimentos diet e light. Mas o
que é diet e light?
Um alimento diet é aquele alimento industrializado em que determinados nutrientes
como proteína, carboidrato, gordura, sódio, etc, estão ausentes ou em quantidades muito
reduzidas, não resultando, necessariamente em um produto com baixas calorias. Por exemplo,
o chocolate diet não possui açúcar, porém, a quantidade de gordura nele é, às vezes,
superior ao chocolate normal, não resultando num valor calórico menor neste alimento
diet.
Um alimento light é aquele que apresenta redução de, pelo menos, 25% do teor de
açúcar, gordura ou de outro nutriente, levando, a uma redução do valor calórico em relação
ao produto convencional.
Sendo assim, no momento das compras, esteja observando os rótulos dos alimentos
diet e light, para que você escolha o alimento que estará mais adequado a sua necessidade.
CLARK, N. Guia de Nutrição Desportiva:Alimentação para uma vida ativa. 2ª Edição. Editora
Artmed. Porto Alegre. 1998.
12
Informação Nutricional nos rótulos de alimentos
Todos os produtos alimentícios comercializados no Brasil devem, obrigatoriamente,
conter um rótulo. É no rótulo onde os consumidores obtém todas as informações do produto,
como o peso líquido e a indústria produtora; além de informações muito importantes,
como a data de validade e as informações nutricionais.
A informação nutricional passou a ser parte obrigatória dos rótulos dos alimentos a
partir da RCD40 de 2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. As informações
nutricionais propiciam que os consumidores escolham os melhores produtos para manter
a sua saúde; e em casos específicos, os consumidores poderão escolher os produtos mais
adequados para as sua doença.
A seguir, será descrito o modelo de informação nutricional que deverá estar em todos
os rótulos:
INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
Porção de g/ (medida caseira)
Quantidade por porção % VD (*)
Valor Calórico kcal %
Carboidratos g %
Proteínas g %
Gorduras Totais g %
Gorduras Saturadas g %
Colesterol mg %
Fibra Alimentar g %
Cálcio mg %
Ferro mg %
Sódio mg %
Outros Minerais (1) mg ou mcg
Vitaminas (1) mg ou mcg
* Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2.500 calorias.
A obrigatoriedade das informações nutricionais é um grande passo para o aumento da
conscientização das população sobre como cuidar de sua própria saúde, através da alimentação.
Por isso, ler o rótulo é um comportamento que deve ser incentivado, principalmente,
em crianças. As crianças que tiverem como hábito ler os rótulos poderão aprender a fazer
melhores escolhas de alimentos.
13
BIBLIOGRAFIA
AUGUSTO, A.L.P; ALVES, D.C. MANNARINO, I.C; GERUDE, M. Terapia Nutricional. Editora
Atheneu. São Paulo.1999.
CLARK, N. Guia de Nutrição Desportiva:Alimentação para uma vida ativa. 2ª Edição. Editora
Artmed. Porto Alegre. 1998.
FISBERG, M. Obesidade na Infância e na Adolescência. Editora BYK. São Paulo. 1995.
FRANCISCHI, R.P.P et al. Obesidade:Atualiazação sobre sua Etiologia, Morbidade eTratamento.
Revista de Nutrição. Campinas, 13(1): 17-28, jan/abr.,2000.0
FRONGILLO, E. A. Jr. Prevalências mundial e regional da má nutrição na infância. Anais Nestlé.
Volume (61):1-10. 2001.
FERNANDEZ,P.M; IRALA, C.H. Avaliação das propagandas de alimentos destinadas ao públi
co infantil. In press. 2000.
KRAUSE, M.V. e MAHAN, L.K. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 9a edição.
Roca, São Paulo, SP, 1998.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Política nacional de alimentação e nutrição. Brasília, 2000.
MONTEIRO, C.A; CONDE, W.L; COSTA, R.B.L; POPKIN, B.M. Is obesity replacing our adding
to under-nutrition? Evidence from different social classes in Brazil.Relatório de Bellagio,
2001
NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Helping your Overweight Child. Public Health Service.
Volume (97):2-14. January.1997.
NÓBREGA, F.J. Distúrbios da Nutrição. Editora Revinter. Rio de Janeiro.1998.
PHILIPPI, S.T e col. Pirâmide Alimentar para a População Brasileira. In press. 2000.

Comentários