Magnetismo Curador - parte 6


Ele dá, para conservar o justo equilíbrio dos espíritos vitais, certas prescrições higiênicas, que devem por o homem em boa relação constante com as correntes externas. São as seguintes:
Sede sóbrio; qualquer excesso esgota os espíritos vitais.
Não caminheis ininterruptamente durante muito tempo.
Não vos conserveis horas inteiras de pé e imóvel.
Não vos demoreis sentado por muito tempo.
Não dormi além do necessário.
Quando estiverdes despido e prestes a recolher-vos ao leito tomai, com uma das mãos, um de vossos pés, e com a outra, atritai-lhe a planta com força, de maneira a convergir para ali um grande calor. É um meio eficaz de ativar os espíritos vitais durante o sono.
Uma vez no leito, adormecei o coração, para repelir qualquer pensamento que pudesse desviar o sono.
Deitai-vos do lado direito, dobrai um pouco os joelhos e adormecei nesta posição; ela impede os espíritos vitais de se dissiparem durante o sono.
Ao dormirdes, não tomeis a atitude dum morto, isto é, não vos deiteis de costas nem conserveis os braços cruzados sobre o peito.
Cada vez que despertardes, estendei-vos no leito para tornar mais livre o curso dos espíritos vitais ou melhor, levantai-vos por um momento e fazei duas ou três fricções ao longo do corpo do alto do peito até aos pés e sobre os rins e deitai-vos de novo.
Levantando-vos, quando tiverdes despertado, fazei com a mão várias fricções sobre o peito na região do coração.
Evitai cuidadosamente o ar encanado, como se fora uma flechada.
No inverno, evitai o calor excessivo, e no estio não procureis a extrema frescura.
Na primavera, quando a natureza trabalha e fermenta, regulai-vos por ela, e entregai-vos a um exercício moderado, porém freqüente.

CAPÍTULO XVI
Da magnetização dos animais e das plantas

A influência radiante do homem se exerce sobre todos os seres vivos. ¾ Exemplos da influência do homem sobre os animais, cães, gatos, cavalos. ¾ Sentimento de gratidão e reconhecimento nos animais, sua sensibilidade magnética.¾ Experiências públicas do magnetizador Lafontaine sobre um cão e um leão.¾ Exemplos da influência do homem sobre as plantas.¾ Experiências sobre o desenvolvimento das flores, dos frutos, dos bulbos de tulipas.

Vimos (194 e 203) que a nossa influência radiante se exerce sobre os nossos semelhantes e sobre nós mesmos, mas não se detém aí a nossa ação magnética; ela se estende igualmente aos animais e às plantas. (16)
As nossas correntes haurindo a sua origem na grande corrente universal que imprime a todos os seres organizados os seus princípios vivificantes, a unidade vital da natureza fazendo com que tudo palpite sob a influência duma mesma vibração, não é para admirar que os espíritos vitais dos animais e das plantas recebam um impulso das nossas correntes e que as propriedades desses corpos possam aumentar-se ou restabelecer-se sob a influência da nossa ação magnética. (14 e 16)
Se devemos ser reconhecidos à natureza por ela nos ter outorgado o precioso dom de curar os nossos semelhantes, devemos igualmente agradecer-lhe por nos haver permitido estender os nossos benefícios aos animais domésticos, esses humildes servos que nos ajudam em nossos trabalhos diários e cuja afeição dedicada enche muitas vezes o vácuo dos nossos afetos e solidão do nosso lar.
Não será também para nós uma grande satisfação poder conservar em todo o seu verdor e viço de beleza, essas joviais companheiras das nossas alegrias e tristezas, essas plantas delicadas cujas folhagens e flores constituem o ornato dos nossos jardins e dos nossos salões, e que, em virtude de uma nova moda, ocupam presentemente um lugar tão elevado em nossa vida desde o berço até ao túmulo?
Quando mesmo em nosso coração não encontrássemos ao lado do amor da humanidade, um lugar modesto para os animais e as plantas, o interesse de nossa bolsa nos exigiria poupar e prolongar a existência dos seres que nos são ao mesmo tempo agradáveis e úteis, e cuja substituição não deixa de ser para nós uma despesa onerosa.
Aliviar um ser que sofre, qualquer que ele seja, diz Deleuze, é sempre um bem, mas curar os animais é, além do benefício que se lhes faz, prestar também, muitas vezes, um grande serviço aos homens. Aubin Gauthier cita numerosos casos em que alcançou resultados surpreendentes.
Uma cachorra ainda nova acabara de parir, e tendo uma inflamação na cabeça, por causa da lactação que não se havia estabelecido, sofria horrivelmente, apresentando os olhos inchados e quase fechados. Logo no dia seguinte, depois de três sessões, os olhos abriram-se perfeitamente e as dores se haviam acalmado; no fim de três dias, o animal achava-se restabelecido.
Uma outra cachorrinha, que também acabara de parir, tinha a cabeça mais avolumada que o corpo, gania continuamente e não mais dormia: no prazo de três ou quatro dias, uma evacuação extraordinária se manifestou, cessaram as dores, voltou o sono, e o animal recuperou toda a sua alegria.
Os cavalos e as vacas não são menos acessíveis ao magnetismo que os cães. Aubin Gauthier refere que, numa circunstância crítica, obteve sobre certa vaca um verdadeiro êxito. Ela havia comido trevo molhado; sabe-se quais as consequências graves que trazem este fato: a vaca inchava prodigiosamente e não havia ali quem, em tal emergência, pudesse socorrê-la.
Ele julgou dever magnetizá-la, e no fim de vinte minutos o animal expeliu gazes, depois descargas flatulentas, que trouxeram como resultado o restabelecimento de sua saúde.

Os gatos, muito amantes de carícias, prestam-se muito especialmente à magnetização, voltam-se e retorcem-se sobre si mesmos, colocam-se de modo a receberem melhor a nossa ação, que apreciam imensamente.
Eis um exemplo interessante, relatado pelo Sr. Miale: Ao entrar um dia em sua casa, ele vê um ajuntamento no pátio: era um gato que caíra do quarto andar, e que jazia inanimado na calçada; tentava-se chamá-lo à vida imergindo-o em água. O Sr. Miale mandou conduzi-lo ao seu aposento, friccioná-lo bem com esponja molhada, enxugá-lo, depois do que o estendeu sobre um tapete e o magnetizou; pouco a pouco, o gato volta a si, estende as patas, volta a cabeça, muda de posição, abre os olhos, fecha-os depois, parecendo aguardar mui tranqüilamente o resultado da operação. O Sr. Miale duplica de esforços: o gato mexe-se, e parece encorajar o seu salvador com os miados repetidos, em testemunho da satisfação que experimenta; e finalmente equilibra -se nas patas e corre, aproveitando-se da porta aberta, que lhe restitui a liberdade.

Os animais doentes possuem um olfato particular para discernirem o que lhes pode fazer bem, e, dando tréguas aos seus hábitos e às suas propensões, prestam-se facilmente a tudo que se exige deles para receberem os cuidados que se lhes dispensa. Tive ocasião de verificar este fato muitas vezes.
Conheci uma cachorrinha de raça escocesa, de nome Fly, tão detestavelmente brava, que ninguém podia aproximar-se dela sem correr o risco de receber uma dentada; atordoava com os seus latidos quando alguém chegava ou partia, e acompanhava-o até a porta com as mesmas demonstrações; ninguém podia fazer-lhe uma carícia, principalmente quando ela estava no colo da sua patroa. Este animalzinho veio a cair doente, e como, apesar dos seus defeitos, fosse tratada com muito mimo, a sua indisposição despertou muitos cuidados. Tentei magnetizá-la, a fim de acalmar as preocupações da sua dona, que tinha por ela as ternuras de uma mãe; mas, conhecendo a índole do animal, dispus-me a isso com o maior receio.
Foi grande a minha admiração quando, em lugar da recepção que esperava, notei que Fly deixava-se tocar, virar e revirar, como eu julgava conveniente, e desde esse momento dignou -se fazer-me um acolhimento alegre, como se guardasse reconhecimento pelo serviço que eu lhe havia prestado.
Tive ainda ocasião de tratar de uma cadela felpuda que, em consequência da enfermidade dos cachorrinhos, ficara paralítica na parte posterior do tronco. O veterinário, tendo sido consultado, disse que o mal era incurável, com grande desgosto da sua jovem dona, filha de um dos meus bons amigos. Compadeci-me de seu grande desespero, e empreendi essa cura que, com grande contentamento geral, foi coroada de pleno resultado: no fim de algumas semanas, a cadela estava tão viva e petulante, como a mais esperta das de sua espécie.
O que houve de particularmente tocante neste fato, foi a maneira pela qual o pobre animal acolhia os meus cuidados: não somente fazia-me festa todas as vezes que me via, mas prestava-se com uma boa vontade cômica a tomar todas as posições que eu julgava dever dar -lhe, como se compreendesse que eu lhe trazia a saúde. Quando começou a caminhar, por si mesma, vinha exigir a sua sessão, procurando não esquecer o momento em que, como de costume, se a tratava.
Confesso que, por meu lado eu tomava tal interesse no tratamento, que teria tido um verdadeiro remorso de faltar para com ela ao meu compromisso tácito.
Efetivamente, experimenta-se uma verdadeira satisfação em magnetizar os animais, porque com eles tem-se imediatamente a prova da ação benéfica do magnetismo; a plena confiança que mostram esses seres instintivos, anima e induz a levar-lhes auxílio e socorro; não se sofre da parte deles esses movimentos de dúvida, hesitação e incredulidade encontrados nos homens que, mui freqüentemente, pagam os vossos cuidados com a mais negra ingratidão.
"Curei muitos enfermos, diz Aubin Gauthier; alguns renegaram-me, outros evitaram-me; a gratidão para eles é um fardo; os animais, pelo contrário, são todos reconhecidos!"
"Os irracionais, já Sêneca o havia dito, são mais sensíveis aos benefícios que os homens!"

Apesar das inúmeras curas obtidas sobre os animais pela ação magnética, certas pessoas, atribuindo essas curas a simples coincidências, poderiam ainda levantar dúvidas acerca da eficácia dessa ação, se numerosas experiências não tivessem desde muito tempo demonstrado que ela é um fato real e puramente físico.
Em 1843, na sala Valentino, perante mais de 1500 pessoas, o célebre magnetizador Lafontaine deu uma prova evidente e que não podia dar lugar a nenhuma suspeita de fraude. Adormeceu um cão, caçador de lebre, fazendo-o entrar no estado cataléptico. Desde os primeiros passes, houve da parte do público incrédulo e inclinado à malevolência, uma verdadeira explosão de debiques e vaias.
Chamava-se o animal, procurava-se desviar-lhe a atenção e impedir que o efeito se produzisse; mas, quando se viu a cabeça do cão inclinar de lado e o animal cair rígido como se estivesse morto, a atenção pública tornou-se profunda e o silêncio restabeleceu-se na sala.
Diversas pessoas foram chamadas para comprovarem o fenômeno: aproximaram-se do cão, enterrou-se-lhes alfinetes nas carnes, disparou-se um tiro de pistola ao seu ouvido e o cão não se mexeu; era um cadáver, e quando, alguns momentos depois, o magnetizador arrancou -o desse estado letárgico, houve uma verdadeira ovação: a ação magnética sobre os animais manifestava -se a todos, como um fato bem real.
Já no ano 1840, em Tours, e num estabelecimento zoológico fora da cidade, Lafontaine havia feito, num leão, uma experiência interessante diante dum público numeroso: detendo -se junto da jaula, fixou o olhar sobre o animal e obrigou-o a fechar os olhos. Quando, depois de vinte minutos de passes à distância, ele julgou o sono bastante profundo, abalançou-se com mil precauções a tocar a pata que se achava junto das grades, depois picou-a, e vendo que havia insensibilidade, levantou-a, tocou em seguida a cabeça do animal, e finalmente introduziu sua mão na garganta, com grande pasmo das pessoas presentes.
Satisfeito com o que produzira, Lafontaine julgou dever despertar o leão, e fez -lhe passes de dispersão. O leão abriu os olhos, levantou-se, sacudiu a juba e recuperou os seus hábitos, passeando ao longo da jaula.

A ação magnética sobre as plantas não é menos manifesta do que sobre os animais: pode-se curá-las quando estão doentes, apressar-lhes o crescimento e a florescência; numerosos fatos apresentam-se em apoio do que avançamos.
No ano 1841, em Caen, Lafontaine possuía dois gerânios, um dos quais cheio de seiva, e o outro quase sem vida. Começou a magnetizar este último, que não somente recuperou vitalidade, mas acabou por cobrir-se de largas folhas e crescer mais do que aquele que não estava doente.
O Sr. Dr. Picard, horticultor em São Quintino, fez uma série de experiências sobre enxertos de roseiras.
No dia 5 de abril, sobre seis enxertos feitos nas mesmas condições, ele abandonou cinco ao seu desenvolvimento natural, e magnetizou o sexto; a roseira magnetizada deu, em 10 de março seguinte, dois belos rebentos de 40 centímetros, encimados por dez botões, enquanto que os outros tinham apenas rebentos de 5 a 10 centímetros e os botões estavam longe de despontar.
O enxerto magnetizado produziu de 5 de abril a 26 de agosto, em duas florescências, maio e julho, dezoito magníficas rosas e forneceu 38 mudas, das quais muitas deram flores, enquanto que no mesmo período os enxertos não magnetizados só floresceram uma vez, em fins de junho, e deram ramos que atingiram apenas a um desenvolvimento de 15 a 20 centímetros.
O Sr. Picard experimentou igualmente a ação magnética sobre o desenvolvimento das frutas: escolheu, sobre um pecegueiro escorado, um ramo onde havia três pêcegos; magnetizou -os todos os dias por espaço de cinco minutos, e no dia 24 de agosto estavam em perfeita maturação, havendo atingido um desenvolvimento de 21, 22 e 24 centímetros de circunferência, quando os outros frutos da árvore só amadureceram em 25 de setembro e atingiram no máximo a 14 ou 15 centímetros.
Tais fatos não precisam de comentários. Eu mesmo tive freqüentes ocasiões de averiguar a benéfica influência que podemos exercer por nossa radiação sobre as plantas; conservei em meu aposento plantas verdes, phenix ou palmeiras, durante dez ou doze anos, no mais perfeito viço; tratei no parapeito de minha janela, de sálvias (plectrantus fructcosus), que atingiram dimensões

inteiramente desusadas, produzindo verdadeiros arbustos com mais de 1,50 m de altura e 3 metros de ramagem, não porque eu as magnetizasse todos os dias, mas sim devido aos meus cuidados constantes. A planta é um ser vivo que exige, do mesmo modo que o animal e todos os seres da natureza, não somente os elementos necessários à conservação da sua vitalidade, ar, água, calor, luz , como também afeição. Sim, a planta tal como o próprio animal, não se apraz na solidão: carece de quem a cuide, de quem a toque e se ocupe dela; vive em grande escala das nossas emanações radiantes, e na maioria dos casos morre no abandono e no isolamento, quando a arrancamos do seu estado natural, por isso que a não associamos suficientemente à intimidade do nosso lar.
Pode-se bem fazer uma idéia do efeito produzido por nossa ação radiante sobre as plantas, atuando sobre bulbos de tulipas e de jacintos.
Magnetizando todos os dias, por espaço de cinco ou dez minutos, a água dos vasos em que mergulham as raízes desses tubérculos, consegue-se dar à sua seiva uma tal energia vital, que a haste e flor tomam em pouco tempo aparências extraordinárias. Um dos meus amigos tinha sobre a lareira dois bulbos de jacintos cor de rosa, que acabavam apenas de germinar e estavam em grau de igualdade no desenvolvimento; fizemos a experiência de magnetizar um, deixando que o outro se desenvolvesse livremente. A planta magnetizada excedeu muito a sua companheira e atingiu uma altura de mais de cinqüenta centímetros. Para evitar que a flor não fizesse cair o vaso, fomos obrigados a dar-lhe um ponto de apoio sobre o espelho da lareira.
Este singular resultado, que comuniquei a um dos meus amigos, empregado numa repartição ministerial, induziu-o a repetir a experiência: trouxe bulbos de jacintos para o escritório e começou a magnetizá-los.
Muitos dos seus companheiros imitaram-no. Em poucos dias, o campo de experiência alargou- se, e a referida repartição (que não era a de agricultura) tornou-se em breve uma sucursal das estufas da cidade; em todos os escritórios entregaram-se os empregados à cultura do bulbo de tulipa.

Não seria demasiado insistirmos sobre os numerosos fatos que acabamos de citar; porque, fornecendo-nos a prova da ação real do homem sobre os animais e as plantas, demonstram bem que essa ação puramente dinâmica e física, depende da faculdade natural que o homem possui de regular, condensar, e projetar por seu poder de volição, as suas radiações magnétic as ou nêuricas sobre todos os corpos que o rodeiam e de modificar-lhes as correntes. (24)
Além disso, mostram-nos a unidade do princípio universal que une na natureza todos os corpos entre si.

CAPÍTULO XVII
Da magnetização dos corpos inertes e dos acessórios que se podem empregar para as magnetizações indiretas
Unidade do princípio universal que une todos os corpos entre si.¾ Falsa idéia da inércia, seriação e diferenciações do movimento. A inércia é uma resistência, e por conseguinte uma força.¾ Todos os corpos são condensadores de movimento.¾ Efeito produzido pela magnetização sobre os corpos.¾ Água magnetizada.¾ Processos para magnetizar um copo d'água, uma garrafa, um banho.¾ Efeitos da água magnetizada.¾ Vidro magnetizado: O vidro possui propriedades especiais de condensação. ¾ Processos para magnetizar um disco de vidro, um bocal, lunetas. ¾ Alimentos, metais, objetos diversos magnetizados; processos para magnetizar os tecidos, os alimentos, influências especiais dos metais.¾ O som favorece a ação magnética, influência dos sons harmoniosos; perturbações produzidas pelos ruídos dissonantes ou os choques imprevistos.

A ação magnética não se estende somente aos animais e às plantas; os próprios corpos inertes podem ser influenciados.

Apesar da realidade deste fato, que a experiência demonstra, uma asserção desta ordem pode, à primeira vista, parecer contestável, por isso que, se nos dispomos a admitir muito facilmente uma troca de radiações entre os corpos dotados de vida, não vemos absoluta mente, à priori, que relações possam existir entre a natureza morta e a natureza viva. Isto procede da idéia que se faz acerca da inércia introduzida na física para explicar o estado negativo e a imobilidade aparente da matéria, velando o conhecimento do movimento universal que mantém o mundo inteiro debaixo da ação de uma mudança lenta, imperceptível aos nossos sentidos, porém constante.
Foram necessários trabalhos modernos sobre o polimorfismo e as cristalizações, para por-se em evidência esta verdade. Os corpos se nos apresentam então unidos entre si, não pela atração, como se havia suposto, mas por uma espécie de coesão recíproca devida a um equilíbrio coletivo. Assim mantidos em suas relações mútuas e constantes, esses corpos estão imersos numa espécie de oceano de movimento serial onde, debaixo das aparências simuladas de atrações e de repulsões, nascem, sob a influência de dispersões e condensações sucessivas, correntes que, longe de se deterem nas superfícies que banham, as envolvem e penetram.
A matéria perdendo, desde então, as propriedades negativas que a inércia lhe empresta, exerce um papel eminentemente ativo: ao movimento ambiente que a cerca e comprime, ela opõe resistências proporcionais aos seus graus de condensação; não é mais uma entidade passiva, simples joguete das forças exteriores coligadas, mas sim uma força virtualmente ativa em antagonismo constante com as outras forças.
Sob a influência das correntes que nascem deste antagonismo, tudo se anima na natureza, a separação estabelecida entre o mundo dos corpos vivos e o dos corpos sem vida cai por si mesma, e a unidade se faz na vivificação universal da matéria hierarquizada e na união das forças coligadas para um mesmo fim. Desaparece a inércia, para dar lugar a uma série infinita de todos os matizes de condensação, e não é mais sob o ponto de vista de sua materialização que cumpre considerar os corpos, mas sob o da faculdade que eles possuem de condensar o movimento em proporções variáveis.

Não existem, propriamente falando, corpos inertes na natureza; todos os corpos são, antes de tudo, condensadores de movimento, e é sob este aspecto que eles são influenciáveis pelas nossas radiações.

Os corpos magnetizados auxiliam admiravelmente num tratamento os efeitos da magnetização direta: são excelentes intermediários.
Magnetizam-se corpos de qualquer natureza, a fim de empregá-los como acessórios: a água, os tecidos, a madeira, os metais, a cera, o vidro são igualmente bons condensadores das correntes.

As magnetizações não mudam em coisa alguma a natureza intrínseca dos corpos; aumentam somente as suas propriedades radiantes. Ativando a energia das correntes que os atravessam (14), estendem-se as propriedades dos corpos, assim como restabelece-se neles as que um acidente lhes tivesse feito perder.

Os corpos submetidos à nossa ação magnética restituem, pelo contato, uma parte da energia transmitida; porque a magnetização, dobrando a sua faculdade condensadora ou a sua corrente centrípeta, põe em ação outro tanto de sua faculdade dispersiva ou da sua corrente centrífuga. É esta perpétua tendência ao equilíbrio entre as funções de condensação e as de dispersão, que permitiu considerar indistintamente todos os corpos da natureza como reservatórios da força magnética. (12)

Como nenhuma modificação aparente se manifesta nos corpos quando se os magnetiza, seria difícil verificar o aumento das propriedades destes corpos produzido pela magnetização, se não houvesse um meio de exame. Este meio forneceram-no os sensitivos; os pacientes sensíveis sabem muito bem, no estado magnético, distinguir um objeto magnetizado de outro que o não é. Eis aqui vários exemplos:
Eu tinha um sonâmbulo de extrema sensibilidade; bastava-me magnetizar um objeto qualquer, uma cadeira, um livro, um papel, e deixar este objeto misturado com outros da mesma espécie; nunca o meu sonâmbulo deixou de encontrar o objeto magnetizado no meio daqueles que não o estavam. Se, estando acordado, o acaso levava-o a tocar um objeto que eu houvesse magnetizado fora de sua presença o simples contato desse objeto punha-o instantaneamente no estado magnético.
Muitas vezes repeti esta experiência, e sempre com bom resultado. Antes da chegada do sonâmbulo, eu magnetizava um objeto qualquer visível sobre a mesa ou sobre a lareira, uma caixa de fósforos, por exemplo; toda a vez que, por inadvertência, o sonâmbulo tocava no objeto magnetizado ele girava sobre si mesmo e caia instantaneamente em sono magnético, e o efeito era fulminante!
No estado sonambúlico, os sensitivos vêem sempre a água magnetizada fosforescente. Um dia colocaram uma garrafa d'água magnetizada sobre a mesa, ao lado de uma pessoa que eu tinha por costume por em estado magnético. Era uma pessoa muito fácil de ser influenciada: a simples vizinhança dessa garrafa magnetizada bastou para adormecê-la, e quando tirei-a desse estado, foi necessário remover a garrafa de cima da mesa para que se não reproduzisse a mesma cena. Alguns dias antes, o simples contato de um anel de ouro magnetizado, que eu havia pa ssado para o dedo dessa pessoa sem preveni-la do efeito que podia produzir-se, instantaneamente mergulhara-a no sono magnético.
Estes efeitos inopinados, produzidos por um objeto magnetizado sobre sonâmbulos não prevenidos, dão a prova mais palpável da ação inteiramente física do magnetismo.

Água magnetizada

A água é, de todos os corpos inertes, o que mais facilmente se magnetiza e que também comunica melhor a energia de que é portadora.
A água, por si mesma, já é, como o ar, a luz, o calor, um dos elementos primordiais da nossa vida planetária; magnetizando-a, aumenta-se consideravelmente a energia das suas propriedades vitais. Na opinião de todos aqueles que se ocupam de magnetismo sob o ponto de vista curador, a água magnetizada representa um papel muito importante na medicina magnética; de todas as magnetizações intermediárias é a que produz efeitos mais surpreendentes e mais úteis à saúde.

Entre os acessórios dos tratamentos magnéticos, eu encaro a água magnetizada como um dos mais preciosos; empreguei-a muitas vezes, e com a maior vantagem. (Dr. Roullier, 1817)
A água magnetizada é um dos agentes mais poderosos e salutares que se podem empregar; vi - a produzir efeitos tão maravilhosos que eu receava iludir-me, e só pude acreditar depois de milhares de experiências.
Os magnetizadores não fazem muito uso da água magnetizada; entretanto ela lhes pouparia muitas fadigas, dispensariam os seus doentes de vários remédios, e acelerariam a cura se dessem a esse meio todo o valor que merece. (Deleuze)

A água magnetizada deve ser empregada como acessório de todo tratamento para auxiliar a ação magnética direta. Receita-se como bebida nas refeições ou nos intervalos; emprega-se também em banhos e loções.

Magnetiza-se a água da maneira seguinte, conforme os recipientes que a contêm:

Para magnetizar um copo d'água, toma-se com a mão esquerda, e com a direita faz-se imposições e passes na superfície do líquido e ao longo das paredes do copo.

Para magnetizar uma jarra ou uma garrafa d'água, deve-se colocá-la desarrolhada na mão esquerda, e fazer com a mão direita imposições e passes na entrada do vaso e ao longo de suas paredes; se o recipiente for muito grande, de modo que não se possa tê -lo entre as mãos, coloca-se- o sobre uma mesa diante de si, envolve-se-o do melhor modo que for possível com os dedos abertos, depois faz-se em seguida imposições e passes com as duas mãos na entrada do recipiente e ao longo das suas paredes.

Para magnetizar um banho, passa-se a mão aberta pela superfície da água, duma extremidade à outra da banheira, mergulha-se-a durante alguns minutos; depois, estende-se as mãos fora da água, para o centro, fazendo passes sucessivos muito lentos sobre a superfície da água.
Proporciona-se o tempo da magnetização ao volume de água e ao tamanho do recipiente. São necessários de dois a cinco minutos para magnetizar um copo ou uma garrafa, e cerca de dez minutos para magnetizar um banho.

Os efeitos produzidos pela água magnetizada são múltiplos, às vezes são até absolutamente opostos; alternativamente tônica ou laxativa a água magnetizada fecha ou abre as vias de eliminação conforme as necessidades do organismo, pois toda a magnetização direta ou indireta tem por fim o equilíbrio das correntes, e conseguintemente o das funções.
O efeito será tônico, quando houver excesso nas funções de eliminação; será laxativo, quando as funções de condensação forem exageradas.

A água magnetizada possui a preciosa vantagem de substituir qualquer espécie de purgantes e de agir naturalmente nas constipações mais recentes. Tomada regularmente, em jejum e nas refeições durante muitas semanas seguidas, acaba quase sempre restabelecendo o equilíbrio das funções e triunfando da inércia intestinal a mais rebelde.

Por este meio, restabelece o curso normal das fezes em pessoas impossibilitadas que permaneciam no leito há muitos anos, sem que conseguissem defecar, a não ser por meio de purgantes e clisteres.
Algumas vezes, os efeitos purgativos da água magnetizada são muito pronunciados.
No tratamento de um reumatismo articular agudo, não somente as bebidas magnetizadas fizeram cessar uma constipação renitente, mas ainda provocaram trinta e uma dejeções abundantes e infectas, em menos de cinco dias. Longe de enfraquecerem o doente, elas trouxeram uma melhora tal em seu estado, que ele pode levantar-se, apesar de não ter tomado alimento durante os dez dias que esteve no leito.
No tratamento de um tumor do ouvido, complicado de uma hemiplegia da face, a água magnetizada produziu, no espaço de dezoito dias, três a oito evacuações diárias: estas dejeções líquidas não fatigaram de maneira alguma o doente, e livraram-no definitivamente do corrimento purulento do ouvido, primeira causa da hemiplegia, que desapareceu por sua vez cinco meses depois.
Vi muitos doentes, cuja saúde tinha sido completamente arruinada por diáteses graves, recuperarem a saúde por uma série de emissões alvinas abundantes e críticas que expulsavam do organismo todos os seus elementos mórbidos; um deles, graças ao uso da água magnetizada, teve durante três anos, de três a cinco evacuações em vinte e quatro horas.
Se a água magnetizada tomada internamente, favorece as digestões e secreções, impede o retorno dos acessos nas febres intermitentes e pode reconstituir o organismo por completo, como se fora o melhor dos fortificantes; o seu emprego externo em loções e compressas não tem menos efeitos soberanos, para as feridas, os dartros, as queimaduras, as erisipelas e as moléstias de olhos.
Vidro magnetizado

Depois da água, é o vidro o corpo que melhor se magnetiza e que melhor pode preencher o papel de intermediário entre o magnetizador e o doente.

Os sanâmbulos têm para com o vidro ou uma tendência, ou uma repulsa notável. Em geral, entretanto, procuram-no com muito açodamento como se fora a mão do magnetizador, e justificam este aforismo do Dr. d'Eslon: uma garrafa colocada no epigástrio faz o mesmo efeito que a mão do magnetizador. (Aphor 24)

O vidro parece possuir propriedades inteiramente especiais de condensação, e, de todos os corpos inertes, é ele que atua magneticamente sobre o organismo com maior intensidade.

Quando se quer concentrar as correntes e atuar com mais atividade sobre um órgão afetado, magnetizam-se campânulas, placas ou bocais de vidro para cobrirem a parte doente.
Nas moléstias de olhos, magnetizam-se os vidros das lunetas ou os óculos.
Grande número de magnetizadores entre os quais o Sr. de Puységur, o Dr. Roulier, Aubin Gauthier, preconizaram o emprego de medalhões de vidro, que eles magnetizavam e faziam trazer suspensos numa fita ao pescoço dos doentes. A aplicação dessas placas de vidro sobre o estômago e sobre o coração era para eles de um grande auxílio a fim de calmarem as dores, as palpitações e desfazerem obstruções. Haviam notado que o vidro magnetizado prende-se à pele, enquanto que aquele que não é, deixa de lhe aderir.

Magnetiza-se uma placa ou um disco de vidro soprando quente por cima e fazendo passes em sua superfície; faz-se também imposições, cercando o disco com os cinco dedos de uma das mãos, e colocando os cinco dedos da outra mão, reunidos em ponta ou em feixe.

Magnetiza-se um bocal ou qualquer outro corpo oco, introduzindo nele uma das mãos aberta, de modo a sustentá-lo sobre a ponta dos cinco dedos, e com a a outra magnetiza-se por meio de passes.
Magnetizam-se lunetas, colocando o polegar sobre os vidro e deixando -o aí apoiado por alguns instantes faz-se em seguida passes ao longo dos ramos, do centro para cada extremidade.

Alimentos, metais e objetos diversos magnetizados

Qualquer objeto pode ser magnetizado e armazenar os eflúvios magnéticos, a fim de servir de intermédio às magnetizações indiretas; empregam-se para isso tecidos, alimentos, metais, etc.

Magnetiza-se um lenço, um pedaço de flanela, um retalho de algodão, soprando quente sobre eles e conservando o tecido desdobrado na mão esquerda, enquanto com a mão direita se fazem passes ou apresentam-se os dedos em ponta.

Quando os doentes manifestam repugnância por certos pratos ou bebidas que lhes poderiam ser úteis, ou porque o estômago esteja preguiçoso e degira mal, magnetizam-se todos os alimentos a fim de facilitar-lhes a ingestão e digestão.
Para magnetizar os alimentos sólidos, apresentam-se os cinco dedos reunidos em ponta alguns centímetros acima do vaso que os contêm, e termina-se a operação por alguns passes.

Quanto aos objetos metálicos, ainda que bons condensadores, não podem ser de uso corrente como a água, o vidro, e os panos; por isso que, possuindo propriedades especiais, por si mesmos influenciam mui diversamente o organismo em razão das idiossincrasias e dos temperamentos.

O contato do ferro é geralmente insuportável a todos os sonâmbulos; este contato os inquieta, irrita e queima.
O ouro, que por si mesmo possui uma virtude tão calmante, dissipa as dores locais e resolve as contrações, e torna-se para certos sensitivos um excitante que provoca contrações e espasmos.

O  Som

Toda a emissão de som favorece a ação magnética, com a condição, que os sons sejam harmônicos e não venham surpreender o sonâmbulo com um ruído dissonante de um choque.

O vento, o farfalhar das folhas, o murmúrio dum regato, a queda duma cascata ou de um repuxo, auxiliam a ação magnética e concorrem para o sono magnético, se o doente for predisposto a isso. (Mesmer, Aph. 164)

A música, principalmente quando melodiosa e suave, tem uma influência enorme sobre os nervos, produz muitas vezes crises úteis e o êxtase; a sua potência expansiva pode, em cer tos casos, ajudar a resolver favoravelmente os mais graves estados críticos.

Tive muitas vezes ocasião de averiguar a benéfica influência da música e principalmente do canto, nas crises produzidas pelos tratamentos magnéticos. Tive especialmente uma doente muito interessante, a senhorita Luiza C., afetada de atrofia muscular progressiva, em quem o tratamento determinava crises violentas bem freqüentes, e que só a música conseguia dominar. Era bastante uma de suas amigas, que assistia às sessões e possuía bem excelente timbre de voz, começar a  cantar em voz baixa a bela romanza 15 de Paulo e Virgínia "O pássaro se vai", para que

Cançãozinha histórica.

imediatamente toda a exaltação diminuísse e a calma se restabelecesse. Uma profunda interrupção se dava, lágrimas inundavam o seu rosto, e a jovem doente, subitamente acalmada, seguia numa espécie de êxtase todas as inflexões da voz da sua amiga, que parecia conservá -la numa magia invencível.

Qualquer ruído ou som brusco e violento, tudo o que tende, em uma palavra, a surpree nder o sonâmbulo, é uma causa de perturbação que pode apresentar perigo. Estes meios, em todo o caso, nada têm de curativos, e devem ser prudentemente afastados do tratamento; as pancadas de tan -tan, que mergulham brutalmente os sonâmbulos no estado cataléptico, só serviram para maravilhar a multidão por efeito teatral preparado.

Em geral, os sonâmbulos assimilam muito melhor os sons harmônicos do que os ruídos; na maioria, ficam completamente estranhos aos ruídos que os cercam e percebem sons harmônic os os mais longínquos. Vi sonâmbulos não se perturbarem de nenhum modo com as conversações, entradas e saídas de pessoas, portas que se abriam e fechavam, gritos, latidos de cães, e de repente saírem de sua letargia para prestarem atenção aos sons duma música ou de cantos que nenhum dos assistentes percebia desde logo, por causa da grande distância.
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Podem-se tirar muito bons efeitos da magnetização acústica, num tratamento particular; porém, este gênero de magnetização não pode ser empregado no tratamento em comum, porque certos doentes experimentariam com ele um benefício incontestável, enquanto que outros ficariam profundamente perturbados.

Os instrumentos mais favoráveis ao desenvolvimento da ação magnética são, depois da voz humana, a flauta, a harpa, a cítara. Mesmer, em suas sessões, empregava freqüentemente este último instrumento.
Diversos magnetizadores pretendem que os sons que partem de um instrumento magnetizado fazem mais efeito num doente, do que os de um instrumento que não o esteja; mas nunca tive ocasião de fazer experiências a este respeito.

CAPÍTULO XVIII
Da sensibilidade magnética

Os efeitos magnéticos são fenômenos físicos.¾ Primeiros sintomas: graus de sensibilidade dos doentes.¾ Causas que desenvolvem ou minoram esta sensibilidade.¾ Efeitos produzidos sobre as crianças, sobre pessoas anêmicas ou debilitadas, sobre pessoas muito nervosas.¾ relações de analogia que devem existir entre magnetizador e magnetizado.¾ Ação magnética geral ou parcial.¾ Efeitos de reação percebidos pelo operador.¾ Estudos das sensações manuais que servem de guia num tratamento.¾ Exageração da teoria do adestramento das correntes.¾ Do magnetismo místico e seus convenientes.¾ Impressionabilidade da mulher, suas qualidades e defeitos debaixo do ponto de vista da prática do magnetismo.

A magnetização produz efeitos puramente físicos; o doente cuja mão seguramos na posição da relação por contato (49) experimenta geralmente os efeitos seguintes; humidade na palma das mãos, titilações nos dedos, formigamentos; a sensação encaminha-se às vezes aos braços, aos ombros até a cabeça, ou vai atacar o epigástrio, e há então irradiação por todo o corpo, que determina leves calafrios, bocejos, aos quais sucede a dormência dos membros e do cérebro. Em uns, o pulso diminui, o rosto empalidece, as pálpebras oscilam e fecham-se, os queixos e os membros se contraem, há sensação de frio; em outros, o pulso se acelera, sobem ao rosto fugachos que o avermelham, o olhar aviva-se, há transpiração, acessos de riso ou pranto.
Quando estes efeitos parecem querer acentuar-se, podemos, se se tem em vista obter-se o sono magnético, prolongar a ação que os determina; mas se não quizermos o sono (o que deve ser o caso mais habitual, por isso que ele não é necessário ao tratamento) apressemo -nos em romper a relação abandonando as mãos do sonâmbulo e fazendo-lhe alguns passes à distância. (100 a 104)

Todos os sonâmbulos não são suscetíveis de sentir ao mesmo tempo e no mesmo grau os efeitos magnéticos: há tantas gradações nas sensações como há diferenças entre os organismos; não somente a sensibilidade varia conforme os sonâmbulos, mas é mais ou menos desenvolvida na mesma pessoa em razão das disposições de momento.

Há doentes sobre os quais se atua em dois ou três minutos; em outros é necessário muitos dias e em alguns muitos meses. (Koreff, Deleuze)
Tal pessoa, insensível enquanto goza saúde, experimenta efeitos evidentes em casos de moléstia.(Aph. 210, Mesmer)
Tal outra, que em uma moléstia grave não experimentava nenhum efeito aparente, torna-se muito sensível em uma leve indisposição. (Deleuze)
Há doentes nos quais os efeitos vão sempre aumentando; outros que sentem desde o primeiro dia tudo quanto experimentaram no decurso de um longo tratamento; outros, finalmente, que, depois de manifestarem sintomas notáveis, cessam de manifestar de repente a menor impressão. (Mesmer, Deleuze, Aubin Gauthier)

Acontece freqüentemente que o magnetismo restabelece a harmonia das funções de que acabamos de falar, isto é: tendência à transpiração, sensação de frio ou de calor, espasmos, movimentos musculares, contrações, dormência, displicência, formigamentos, bocejos, etc.; e só o percebemos ao efeito produzido pela melhora da saúde.
O magnetismo nem sempre se manifesta, pois, por efeitos que anunciam a sua ação; e procederia mal quem desanimasse muito depressa, ou declarasse que o magnetismo é impotente só

porque ao cabo de oito ou quinze dias, algumas vezes dois meses ou mais, não tivesse produzido nenhum efeito aparente. (Deleuze, Koreff, Aubin Gauthier)

As pessoas que parecem mais rapidamente sensíveis à ação magnética são as que levam uma vida simples e frugal, que não são agitadas pelas paixões, que não abusaram dos narcóticos e dos minerais, e que não fazem uso imoderado dos perfumes de toucador. Os hábitos da alta sociedade, a vida agitada da política e dos negócios, as preocupações morais, o abuso dos anestésicos e dos narcóticos, os excessos da mesa e das bebidas alcoólicas ou fermentadas, diminuem cada vez mais a receptividade magnética; é por isso que os campônios que vivem com toda a simplicidade e ao ar livre, sem terem habitualmente recorrido às excitações artificiais dos prazeres da cidade e da terapêutica moderna, têm mais probabilidade de sentir com maior facilidade e rapidez que os outros os efeitos da ação magnética, no entanto que os alcoólatras e os morfinomaníacos são quase insensíveis.

Nas crianças em quem o movimento natural não é ainda contrariado pelos maus hábitos de uma vida mal regulada, a ação magnética é mais notável, mais pronta e salutar que entre as pessoas adultas; e o mesmo se dá com os animais. As crianças e os animais são geralmente muito sensíveis ao magnetismo, e obtém-se sobre eles curas muito rápidas.

Trouxeram-me um dia uma criança de três ou quatro anos, cujo estado doentio inquietava muito os pais; era o filho do professor de música de meu filho. Estava pálido, triste, já havia muitos dias que não digeria nada, seu olhar era fixo e sem expressão, e uma grande rigid ez da coluna vertebral dava-lhe uma contratura dos rins, do pescoço e da cabeça, impedindo-o de equilibrar-se nas pernas e de dar um passo. Tomei a criança em meus joelhos, fiz-lhe imposições e passes, insuflações quentes nas costas e na nuca e, em alguns minutos, um quarto de hora apenas, sob esta ação vivificante a criança pareceu renascer, os olhos recuperaram a sua animação habitual, os músculos distenderam-se, moveu a cabeça, e quando a puz de pé, começou a caminhar pelo quarto para receber um doce que se lhe mostrava à distância. Esses poucos minutos de magnetização bastaram para dominar um estado mórbido inquietador, que já durava há muitos dias e que cessou como por encanto; porque, desde essa noite, o apetite, a alegria, o funcionamento regular do organismo recomeçaram como se a criança nunca tivesse estado doente. Este é um exemplo entre mil: mas não há uma enfermidade da infância, febre, diarréia, constipação, vômitos, convulsões, moléstias eruptivas, tosse, coqueluche, que não possa ser imediatamente sustada por uma ou duas magnetizações feitas em tempo oportuno, antes que essas lutas ou esses desvios de crescimento não tenham tido tempo de tomar uma feição séria. Combati deste modo a pé firme todos os males aos quais meu filho, como toda a criança, teve de pagar seu
tributo, e evitei assim toda a complicação, travando-os em seu desenvolvimento.
Deleuze, Aubin Gauthier, o Dr. russo Brosse, e o Dr. bavaro Muck, citam grande número de casos deste gênero, cuja relação se encontra nos "Annales Magnétiques"; e mais recentemente, numa brochura de que se falou muito, o Dr. Liébault, de Nancy, relatou grande cópia de experiências feitas por ele sobre crianças com menos de dois anos, experiências concludentes, que não só dão um exemplo admirável da ação puramente física do magnetismo e de sua grande eficácia nas moléstias da infância, como também provam a prontidão com que esta ação se exerce sobre as crianças de tenra idade.

É preconceito acreditar-se que as pessoas de compleição delicada ou enfraquecidas pelas moléstias crônicas são mais sensíveis que as outras; geralmente, não são os indivíduos edemaciados ou de temperamento nervoso que dão mais depressa indícios de sensibilidade magnética; pelo contrário, são antes as naturezas enérgicas e vivazes que melhor correspondem aos movimentos de reação que se procura produzir pela magnetização.
Na maior parte dos indivíduos nervosos e nas moléstias que mais especialmente afetam o sistema nervoso, onde a prostração e a anemia alternam com uma grande superexcitabilidade, o

magnetismo atua na maioria dos casos, sem produzir efeitos aparentes; e se, às vezes, com o correr do tempo, o magnetismo consegue triunfar dessas perturbações profundas da enervação, acontece freqüentemente que se obtém a produção de fenômenos singulares que não são sempre seguidos dos resultados curativos que dele se espera. Em suma, seria erro acreditar -se que as afecções nervosas caem, mais especialmente que as demais moléstias, sob a competência do magnetismo; a idéia falsa que se fez e ainda se faz do papel fisiológico do magnetismo e de seus efeitos curadores contribui grandemente para entreter este preconceito, que a observação e a experiência deveriam ter há muito tempo desarreigado.

Há igualmente uma opinião segundo a qual a sensibilidade magnética e, consecutivamente, o efeito curador dependem sobretudo de certas analogias de relação entre o magnetizador e o paciente; é evidente que se deve levar em conta influências que resultam dos caracteres, dos temperamentos e dos meios: os climas, as estações, o regime, os hábitos, a idiossincrasia têm efeitos incontestáveis num tratamento, e é muito admissível que certas pessoas sejam mais aptas que outras para produzirem certos efeitos e curarem determinadas moléstias. Não é duvidoso que os corpos são mais ou menos condutores das correntes, e por conseguinte, mais ou menos radiantes; que as trocas magnéticas entre os corpos variam portanto até ao infinito, mas isto é uma questão de mais ou menos em que não devemos deter-nos por muito tempo. Em tese, todos os doentes são sensíveis à ação magnética, e o são mais ou menos rapidamente; quando não se é bem sucedido, provém isto de mais uma falta de perseverança no tratamento ou da gravidade da desordem produzida no organismo por uma moléstia antiga, do que de qualquer outra coisa.

A ação magnética pode ser geral ou parcial. Ela envolve portanto todo o organismo ou só se dirige a uma das suas partes; um doente, conservando-se inteiramente em seu estado normal e gozando plenamente de suas faculdades físicas e intelectuais, pode ver de repente um dos seus membros afetado de rigidez muscular, paralisia ou insensibilidade; ele já não tem nenhuma ação sobre esse membro, que, envolvido de algum modo pela corrente magnética, não lhe pertence enquanto esta não lhe foi retirada, e esta obrigação de retirá-la do paciente ou do membro sobre o qual a ação magnética convergiu é incontestavelmente uma das melhores provas do efeito puramente físico dessa ação. (144, 145, e 148)

A ação magnética não produz somente efeitos sensíveis sobre a pessoa magnetizada, o próprio operador experimenta efeitos reativos muito perceptíveis dessa ação. "Se a Natureza, diz Bruno, dotou aquele que magnetiza de alguma delicadeza na sensibilidade de seus nervos, ele sentirá exteriormente uma parte dos movimentos irregulares que se derem na pessoa magnetizada. Estas sensações serão para ele indícios seguros do trabalho que a Natureza, ajudada pela sua ação, opera no doente."
Este tato, que permite distinguir a marcha das correntes no organismo, passando simplesmente a mão, quer pela superfície, quer a alguma distância de um corpo, não é dado a todos: cada qual não é invariavelmente dotado desta faculdade e não a possui permanentemente no mesmo grau; esta preciosa sensibilidade se desenvolve pelo exercício e a atenção, e quando se magnetiza deve -se estudar com cuidado todas as sensações manuais que se experimenta.
Às vezes, um sopro quente projeta-se das mãos do magnetizado; este calor nem sempre é da mesma natureza, tem gradações que o hábito ensina  a distinguir:  se este calor é seco e urente  16, é sinal que no doente a circulação geral encontra obstáculo devido a uma tensão anormal dos nervos.
Se este calor é brando e úmido, é sinal que no doente a circulação está livre, e é um anúncio de interrupção próxima trazendo evacuações.
Se, em vez de calor, o magnetizador sentir frio nas mãos, é indício certo que no paciente, há atonia e paralisia dos órgãos.


Ardente, que queima, cáustico.

Titilações e formigamentos nos dedos denunciam a existência de um excesso de bílis, de sangue acre, de um estado herpético.
Produz-se às vezes um adormecimento das mãos e dores de cãimbra nos dedos, que se propagam aos braços: é um indício de estagnações linfáticas, de obstruções nas funções digestivas e de acúmulo de viscosidades.
O magnetizador experimenta às vezes estremecimentos nervosos, vibrações, abalos rápidos e fugitivos como choques elétricos: é sinal de um estado congestivo do sistema nervoso e de congestões fluídicas no paciente.
É inútil insistir sobre o partido que se pode tirar desta preciosa faculdade de percepção, que permite julgar do estado dos órgãos e da marcha das correntes. Estudando -se com atenção as sensações que se fazem experimentar a um doente e as que se experimenta em si mesmo ao magnetizar, adquire-se logo a melhor regra de exploração que pode guiar na conduta de um tratamento; pouco a pouco essas percepções intuitivas, arrastando a mão do operador sobre tal ponto do corpo do doente de preferência a um outro, determinam a esc olha dos processos magnéticos mais próprios para combater as alterações mórbidas, das quais acaba -se por conhecer melhor a extensão, a sede e a natureza.

Apreciando inteiramente em seu justo valor o socorro precioso que o tato magnético pode trazer ao operador, no ponto de vista do diagnóstico e do processo de um tratamento, cumpre entretanto não cair na exageração cometida por certos práticos que, adotando como base da sua terapêutica a regra seguinte "deixai que a mão caminhe na direção em que a corrente a leva", deram ensejo ao que eles denominam o arrastamento da corrente; e criaram, em detrimento dos processos fisiológicos, uma espécie de magnetismo místico em que a sensibilidade é tudo. Estes sensitivistas pretendem perceber as dores e os males daqueles a quem magnetizam; quando eles se colocam em relação com um doente, fecham os olhos, concentram-se, e fixando a sua atenção, apalpam sucessivamente todas as partes de seu corpo; encontram deste modo as regiões afetadas experimentam antecipadamente de uma maneira muito dolorosa, as crises que o doente deve experimentar, e ao deixá -lo levam uma sensação muito persistente do seu mal, que muitas vezes só com dificuldade conseguem expelir.
Não nego a existência desta sensitividade especial: somente acho-a mais nociva que útil, porque, apesar de toda a força de projeção que possam possuir essas naturezas extra sensíveis, elas são forçosamente muito sujeitas às influências externas para exercerem em sua plenitude uma ação radiante sobre os doentes.

Alguns magnetizadores de notoriedade incontestável, entre outros o Barão Du Potet, partindo de idéias preconcebidas, formularam esta opinião: que, ao magnetizar, revolvem -se os princípios mórbidos do organismo, como se turvássemos a vasa de um pântano envenenado, e que assim, colocado num círculo de emanações insalubres, todo magnetizador corre o risco de contrair em todo ou em parte a enfermidade do seu doente. Em apoio desta asserção, Du Potet pretende que ele claudicava depois de haver tratado de um derrame coxo-femural; que se ornava um tanto mouco depois de haver tratado de surdos; tossia com os tísicos; sentia as dores artríticas dos gotosos; e os coléricos convulsionaram os seus intestinos.
Estas impressões, felizmente, eram apenas efêmeras, por isso que o mestre é o primeiro a dizer que, em sua longa carreira de magnetizador, realmente nunca contraíra nenhuma moléstia de seus doentes, e que constantemente possuíra uma força vital exuberante. Esta confissão nos prova que há muita imaginação nos fatos que expuzemos.
É inútil protestar contra afirmações que tendem a deixar acreditar que se pode adquirir moléstia magnetizando-se; esta crença presta-se a afastar da prática do magnetismo certos espíritos timoratos e fracos. Uma observação atenta e o estudo da marcha das correntes não deixam dúvida alguma a este respeito e demonstram que a transmissão das moléstias pela magnetização é apenas um mito.

A verdadeira força curadora reside na igualdade e na continuidade da tensão nervosa, por isso os melhores magnetizadores são os que possuem esta força radiante equilibrada em grau supremo. As pessoas impressionáveis e muito sensíveis são, pois, sob este ponto de vista, menos dotadas do que as pessoas calmas e justamente ponderadas; e assim é que a mulher, apesar de sua índole dulçorosa, cheia de bondade e moderação, apesar de sua profunda dedicação a tudo que sofre, é, graças à sua grande sensibilidade, geralmente menos apta para magnetizar do que o homem. Mais influenciada pelas impressões nervosas, mais escrava da imaginação e dos sentimentos, o temperamento irregular e algum tanto fantástico da mulher presta-se menos que o do homem, porque este possui a estabilidade e a igualdade de gênio indispensáveis ao magnetizador.
Entretanto, apesar disto, é necessário não rejeitarmos a ação da mulher, porque a mãe, com justa razão, pode e deve ser considerada como o magnetizador nato de seus filhos; pelos seus ternos carinhos diários, ela entretém-lhe suavemente a harmonia da saúde e exerce sobre eles uma influência salutar, deixando lugar, em tempo oportuno, à intervenção paterna para desviá -la, nos casos urgentes quando a criança fica doente; porque nestas circunstâncias graves, sua compleição delicada, sua ternura fácil de alarmar-se tira-lhe uma parte de seus meios, e é natural o concurso do pai, ao mesmo tempo mais forte e corajoso.

Massagistas, parteiras, enfermeiras, damas dos hospitais, deveriam todas possuir noções sobre a arte de magnetizar, porque, em sua profissão, podem prestar grandes serviços por intervenção magnética às parturientes, aos recém-nascidos, e a todos os infelizes doentes confiados aos seus cuidados.

A mulher, pela sua delicadeza do tato que possui em grau supremo, é muitas vezes superior ao homem em certos tratamentos especiais, até ao momento em que é necessário atingir aumento de comunicação para obter-se uma crise final; nesta emergência, apesar de seu hábito e conhecimento dos processos magnéticos, as suas forças podem faltar; é possível que ela não tenha a calma e o sangue frio necessários para conduzir ou dominar uma evolução crítica; apesar deste inconveniente, que nunca pode constituir perigo real para o doente, os serviços diários que uma mulher sã e criteriosa pode prestar como magnetizadora compensam largamente esta insuficiência excepcional.

Todas as vezes que tenho tido ocasião de encontrar-me com enfermeiras, aproveito-as para mostrar-lhes as vantagens do magnetismo na prática do seu ofício e insinuá-las com as minhas lições e o meu exemplo.
Uma delas, a senhorita S., soube aproveitar-se tão bem das minhas lições, que chamada por alguns dias a uma localidade do departamento de Maine-et-Loire para cuidar de um doente, fez tanto benefício à família em cuja casa se achava e pelas circunvizinhanças, que adquiriu verdadeira reputação, e como os seus serviços fossem precisos para mais de um ano nessa localidade, ela não pode durante esse tempo voltar a Paris.
Entre as clientes que recorreram aos seus cuidados, estava uma jovem muito afetada desde longos anos por germens tuberculosos, apresentando sintomas críticos de tal modo imprevistos que a experiência da magnetizadora teve com esse fato uma prova um tanto perturbadora.
A senhorita S., alarmada com o estado letárgico que inconscientemente provocara na paciente no decurso do tratamento, escreveu-me imediatamente a fim de procurar o recurso nos meus conhecimentos.
Apressei-me em animá-la, indicando-lhe o caminho a seguir, e, graças às minhas instruções, ela pode conduzir a bom êxito esse tratamento, que, depois de haver apresentado os mais extraordinários fenômenos, atingiu felizmente a uma cura completa, que maravilhou a quantos foram deles testemunhas. Eis aí, parece-me, um bom exemplo para mostrar quão grande é a eficácia do magnetismo, mesmo quando exercido por mãos inábeis e inexperientes.

Em suma, os magnetizadores facilmente acessíveis aos efeitos reflexos magnéticos, e que forem de natureza impressionável, são antes sensitivos que curadores; sofrem a ação das correntes, em vez de impô-las.

ÍNDICE
PREFÁCIO DO AUTOR 2
PREFÁCIO DA SEGUNDA EDIÇÃO 3
INTRODUÇÃO 4
Ação curadora do magnetismo, e maneira pela qual esta ação
pode exercer-se no organismo 4
A vida é a resultante do conflito de duas forças opostas: força centrífuga e força centrípeta (dispersão e condensação, eliminação e reabsorção).¾ O sistema nervoso, regulador fisiológico do organismo, entretém, por sua tensão normal, este duplo movimento da vida.¾ A ação magnética, por sua influência direta sobre o sistema nervoso, atua no sentido do funcionamento vital, e, mantendo o equilíbrio funcional, restabelece e conserva a saúde 4
CAPÍTULO I 11
Princípios fundamentais 11
Unidade do plano da Natureza.¾ Uma única força.¾ Uma única vida.¾ Uma única saúde.¾ Um único remédio.¾ A força princípio engendra correntes.¾ Sua marcha e sua ação.¾ Faculdade radiante do homem.¾ Sua ação sobre as correntes e consecutivamente sobre todos os corpos da Natureza 11
CAPÍTULO II 14
Das condições necessárias para magnetizar 14
Magnetismo mineral, vegetal e humano.¾ Potência da volição dos seres organizados.¾ Magnetizar é uma faculdade natural.¾ Desenvolvimento das aptidões.¾ Saúde: O regime vegetariano favorece a faculdade radiante.¾ Calma: Uma atenção acurada e perseverante é a primeira condição para magnetizar.¾ Vontade: Exercício da vontade como agente de tensão.¾ Benevolência: Amor do bem e dos seus semelhantes.¾ Fé: A fé é indis- pensável? A fé fundada sobre a experiência engendra a confiança que dá a convicção.¾ Saber 14
CAPÍTULO III 20
Das condições necessárias para ser magnetizado 20
Ninguém é refratário ao magnetismo.¾ Das condições necessárias para desenvolver a receptividade magnética: simpatia, confiança, paciência. ¾ Influências internas e externas.¾ Efeitos do regime e dos medicamentos.20






CAPÍTULO IV 23
Da maneira de por-se em relação 23
Definição e objeto.¾ Relação por contato.¾ Relação à distância.¾ Efeitos produzidos pela ação de relação 23
CAPÍTULO V 26
Das imposições 26
Definição, modo de execução, efeitos. Contatos simples: sobre a cabeça, o epigástrio, o ventre, o dorso e a nuca.¾ Contatos duplos: sobre a cabeça, os olhos, as espáduas, o epigástrio, os braços, o ventre, os joelhos, os rins, a barriga das pernas e as clavículas 26
Contatos simples 27
Contatos duplos 27
CAPÍTULO VI 30
Dos Passes 30
Definição, modo de execução, efeitos.¾ Passes longitudinais partindo de um contato simples: sobre a cabeça, sobre o epigástrio ou o ventre, sobre as costas ou a nuca.¾ Passes longitudinais partindo de um contato duplo: so bre os ombros, epigástrio, os joelhos e os rins.¾ Imposições e passes combinados, sobre os braços, as pernas e a coluna vertebral.¾ Passes rotatórios, em pontas ou palmares 30
Passes longitudinais partindo de um contato simples 30
Passes longitudinais partindo de um duplo contato 31
Imposições e passes combinados 32
Passes rotatórios 32
CAPÍTULO VII 34
Das ações à distância 34
Os efeitos magnéticos mais poderosos residem nas ações à distância. ¾ Imposições à distância; imposições palmares, digitais, simples, duplas.¾ Variedade das zonas de sensibilidade.¾ Passes à distância, passes simples, duplos, longitudinais ou a grandes correntes, rotatórios.¾ Ações combinadas.
..........................................................................................................34
Imposições à distância 35
Passes à distância 336

CAPÍTULO VIII 39
Da massagem magnética 39
Diferenças entre a massagem magnética e a massagem médica.¾ A massagem magnética é baseada no mecanismo da circulação venosa e arterial.¾ Efeitos de condensações dispersivas e resolutivas.¾ Fricções palmares, digitais, longitudinais, rotatórias.¾ As fricções medicamentosas pervertem a sensibilidade magnética.¾ Malaxações: suas aplicações nas angyloses das articulações.¾ Pressões: sua aplicação nas enxaquecas, nevralgias, convulsões, epilepsia.¾ Percussões: Seus efeitos sobre os espíritos vitais.¾ Tratamento da obesidade e da magreza.¾ A palheta.¾ O flagício. ¾ Tratamento da hipocondria.¾ Atitudes e Movimentos, exemplos de ginástica orgânica autônoma.¾ Tratamento das moléstias pelo exercício das funções.¾ Experiência de Claude Bernard sobre a enervação do grande simpático.¾ Aplicação às hemorragias nasais e à emissão das urinas. Ginástica médica dos chineses (Cong-Fou).¾ Movimentos, ativos, semi-ativos, passivos.¾ Pressão, choque, vibração, oscilação, abducção, adução, flexão, extensão, rotação, torsão, atrito.¾ Renovação molecular dos velhos, paralisias.¾ Perigos da ortopedia nos desvios do crescimento, a cloro-anemia e a escrofula 39
Fricções 41
Malaxações 43
Pressões 43
Percussões 44
Atitudes e movimentos 46
CAPÍTULO IX 54
Das insuflações 54
Ação curadora e vivificante do sopro.¾ Insuflações quentes, sua ação tônica e ativa.¾ Tratamento das obstruções, engurgitamentos, síncopes, asfixias.¾ Exemplos de ressurreições operadas pelo sopro. ¾ O sopro é um dos meios mais seguros de auscultação.¾ Insuflações frias, sua ação refrigerante e dispersiva 54
CAPÍTULO X 60
Das dispersões 60
Seu objeto.¾ Imposições de dispersão.¾ Passes de dispersão.¾ Passes transversais e perpendiculares.¾ Insuflações de dispersão.¾ Processo para descontraturar o queixo, o pescoço, os braços, as pernas, o diafragma, todo o corpo.¾ A resolução duma contração pode obter-se por processos opostos, exemplos.¾ Opinião errônea dos partidários da teoria dos fluidos acerca das dispersões 60
Imposições de dispersão 60
Passes de dispersão 60
Insuflações de dispersão 61
CAPÍTULO XI 64
Dos tratamentos 64
Objeto dos tratamentos.¾ Sua duração.¾ Disposições preliminares.¾ Exemplos de movimentos fisiológicos inesperados, produzindo-se no curso do tratamento.¾ Depois dos tratamentos magnéticos não há convalescência, o último dia de crise é o último da moléstia 64
CAPÍTULO XII 69
Dos Processos 69
O tratamento magnético fornece ao doente a faculdade de, por si mesmo, prover-se dos elementos de reconstituição que lhe faltam.¾ Magnetizar é um


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