Investguia parte 2


VII - PERFIL DO INVESTIDOR
Além de conhecer os tipos de investimentos, você precisa conhecer seu perfil de investidor antes de começar a investir. Uma questão para você resolver é que tipo de investimento de risco que você se sente confortável:
• Perfil conservador: significa investir onde existe um pequeno risco para o principal.
• Perfil moderado: significa aceitar alguns riscos para obter uma rentabilidade maior. Aplicar uma parcela significativa do dinheiro em investimentos que oscilam muito, destinando o restante para aplicações mais seguras.
• Perfil agressivo ou especulativo: significa aceitar riscos de uma possível perda de parte de seus investimentos em troca da possibilidade de fazer um alto lucro.
Você não deve colocar “todos os ovos em uma única cesta”. Esta é uma idéia pobre, colocar todo seu dinheiro em um tipo de investimento.
O ideal é dividir seus investimentos entre as várias categorias de risco, de acordo com seu planejamento. Um grande erro é fazer investimentos que são muito conservadores ou arriscados demais para alcançar suas metas. Por exemplo, uma pessoa que investe muito conservadoramente não terá dinheiro suficiente para alcançar sua meta, mesmo que seja muito aplicada em seguir seu plano. Ou um investidor que quer se aproximar rapidamente de sua meta financeira e decide colocar seu dinheiro em investimentos mais voláteis: ele estará colocando riscos desnecessários em seu investimento. 10
Se você quer saber qual tipo de investidor você é responda a essas perguntas:
- Objetivo: para que estou investindo? Defina seus objetivos para aplicar seu dinheiro. Pode ser comprar uma casa ou garantir o futuro por exemplo. Assim você saberá quanto terá que poupar para alcançar seu objetivo.
- Tempo: quando vou precisar do dinheiro? Você deve decidir se vai investir a curto, médio ou longo prazo pois cada investimento tem suas características definidas e o prazo é uma delas. Por exemplo: se você planeja investir a curto prazo, ações podem não ser um bom negócio, porém a longo prazo é um investimento atrativo.
- Risco: se certifique que você pode se dar ao luxo de perder parte de seus investimentos se as coisas não saírem bem. Seu nível de conforto com o risco pode ser uma importante consideração quando selecionar os investimentos. Você precisa entender completamente os riscos associados a cada investimento para aumentar sua taxa de retorno. Por exemplo: enquanto as ações oferecem os maiores retornos e riscos, os títulos de renda fixa são menos lucrativos, porém mais estáveis.
Outro fator importante é conhecer bem as características dos investimentos, tais como taxa de administração, rentabilidade, desempenho histórico, impostos, etc. Na internet você pode encontrar estas e muitas outras informações visitando os sites dos bancos. Pesquise sempre antes de aplicar qualquer quantia, pois características como rentabilidade, impostos, etc, variam de banco para banco e entre as aplicações também.
Conhecendo o seu perfil, você poderá escolher investimentos mais adequados, com características de risco, rentabilidade e liquidez de acordo com suas metas e estilo de vida e assim obter melhores resultados com suas aplicações.
VIII - O MERCADO FINANCEIRO
O mercado financeiro é onde as pessoas negociam o dinheiro.
O mercado financeiro faz a ligação entre as pessoas ou empresas que têm dinheiro e as pessoas ou empresas que precisam de dinheiro. Para que isto ocorra é preciso um intermediário - os bancos. O mercado financeiro leva o dinheiro de quem tem para quem não tem, cobrando uma taxa que chamamos juros.
No mercado financeiro as pessoas também vão buscar serviços como seguro de vida, planos de previdência, cobrança bancária, etc. Todos esses processos são fiscalizados e controlados por entidades como o Banco Central, a Bovespa (Bolsa de valores de São Paulo), CMV (Comissão de Valores Mobiliários) entre outras, sendo que todas estas estão subordinadas ao Conselho Monetário Nacional - CMN, que é presidido pelo Ministro da Fazenda.
O mercado financeiro é dividido em:
- Mercado de crédito: cuida dos empréstimos bancários. Quando você paga juros para um banco significa que o banco lhe emprestou dinheiro, ou seja, investiu em você. Isto pode ocorrer quando você usa o cheque especial, desconta duplicatas, desconta cheques, faz um financiamento, etc.
- Mercado de câmbio: cuida da relação justa entre as moedas dos países. Muitos países adotaram o dólar para comparar com a sua moeda. Assim, quando um negócio é feito entre dois países, primeiro eles comparam os valores de suas moedas com o dólar para facilitar a transação.
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No Brasil quem pode ter conta em dólares é só o Banco Central e alguns bancos autorizados e mesmo assim os dólares não podem ficar de um dia para outro na conta. Além dos bancos quem negocia com dólares são: os importadores - que precisam comprar dólares para pagar suas compras; os exportadores - que recebem dólares, vendem aos bancos e ficam com reais e os investidores estrangeiros: que trazem dólares para investir, trocam por reais e quando vão embora compram dólares novamente. Então diariamente os bancos ficam vendendo e comprando dólares dos importadores, exportadores, investidores estrangeiros e de outros bancos. No fim do dia, faz-se um balanço: se houve mais compradores que vendedores a cotação sobe, pois a procura por dólares foi maior. A cotação cai quando a oferta é maior que a procura.
- Mercado aberto: se refere às empresas que têm Capital Aberto, que são as Sociedades Anônimas. Empresa de Capital Aberto significa que qualquer pessoa pode ser sócia daquela empresa, desde que compre partes da empresa - que chamamos ações. As negociações das ações são feitas na bolsa de valores - onde o preço é público, assim todos podem comprar pelo mesmo preço que é definido pela oferta e procura.
IX - POR QUE E ONDE INVESTIR
Faça seu dinheiro trabalhar para você através de investimentos!
Todos nós temos o mesmo objetivo quando investimos: ganhar dinheiro. À medida que cresce o nível de poupança, maior é a disponibilidade para investir, pois todo dinheiro não consumido pode ser convertido em investimentos. Investimos nosso dinheiro em busca da realização de objetivos da nossa vida. Por meio dos investimentos podemos programar a realização de sonhos como uma viagem, compra de uma casa ou automóvel, garantir nossos estudos ou dos nossos filhos, e até mesmo para fazer aquele "pé-de-meia" para gozarmos de um futuro tranqüilo. Qualquer pessoa que tenha uma poupança pode efetuar um investimento procurando obter:
- segurança: garantia para o futuro ou reserva para despesa imprevista;
- valorização: aumento do capital;
- proteção: contra desvalorização do dinheiro;
- liquidez: rápida disponibilidade do dinheiro.
Dentro do mercado financeiro existe um grande número de investimentos. A maioria você já deve conhecer ou ter ouvido falar: Poupança, Fundos de Investimentos, CDB, Ações, etc. A partir de agora tentaremos, de uma forma geral, explicar as principais alternativas do mundo das finanças. Para facilitar dividimos os principais investimentos em dois grupos: Renda Fixa e Renda Variável. Leia devagar e com atenção pois você precisa conhecer bem cada tipo de investimento para adequá-los ao seu perfil de investidor.
X - ATIVOS DE RENDA FIXA
São investimentos que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração, que pode ser determinada no momento da aplicação (pré-fixado) ou no momento do resgate (no final da aplicação - pós-fixado). Para entender o que é um título de renda fixa imagine cada título como um empréstimo. Cada vez que você compra um título de renda fixa você está emprestando dinheiro
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ao emissor do título (que pode ser o seu banco, uma empresa ou o governo). Os juros cobrados são o pagamento que você recebe por emprestar seu dinheiro.
Os títulos de renda fixa podem ser públicos ou privados.
- PRIVADOS:
Os principais títulos de renda fixa privados são:
1- Caderneta de poupança: é a aplicação mais conservadora. É um investimento de pouco risco e por isso o retorno também é muito pequeno. O rendimento é de 0,5%+TR ao mês. A TR (Taxa Referencial) é calculada diariamente com base no CDB. Sobre a rentabilidade da poupança não é preciso pagar o imposto de renda e o CPMF é devolvido caso a aplicação fique depositada por mais de três meses. A liquidez é de 30 dias - isto quer dizer que se você sacar seu dinheiro antes dos 30 dias você perderá a remuneração.
2- Fundos de investimentos de renda fixa: os fundos de investimentos podem ser de renda fixa ou renda variável e são os investimentos mais comuns no mercado. Os fundos de investimento funcionam como um condomínio de investidores, ou seja, comparando com um condomínio de um apartamento os condôminos (ou investidores) deixam a administração do prédio (ou carteira do fundo) para o síndico (ou gestor do fundo). Em um fundo de investimento, o administrador do fundo aplica os recursos dos investidores em vários tipos de ativos (patrimônio do fundo) de forma a aumentar o retorno e minimizar o risco da carteira do fundo. O investimento em fundos é indicado para quem quer diversificar os seus investimentos com a orientação financeira de especialistas na administração dos diversos tipos de ativos que compõem a carteira do fundo.
Os fundos de renda fixa podem ser divididos em:
• Referenciados: tem como referência um índice, que pode ser o CDI, dólar, euro, Ibovespa, etc. Exemplos de fundos referenciados:
Fundos DI: o retorno está atrelado à variação do CDI (juros praticados entre os bancos, quando emprestam dinheiro uns dos outros). Esses fundos têm um perfil bastante conservador e são recomendados quando a taxa de juros está alta (taxa Selic).
Fundos Cambiais: esses fundos são recomendados para pessoas que querem manter o valor do seu patrimônio em dólar, pois aplicam seus recursos em títulos de renda-fixa indexados ao dólar (que têm como referência o dólar). Esses fundos são recomendados para pessoas que têm dívidas em dólar, ou que acreditam que o real vai desvalorizar. Ou seja, a rentabilidade acompanha o câmbio do dólar. Se o dólar sobe, a rentabilidade sobe e vice-versa.
• Não Referenciados: os fundos incluídos nesse grupo não precisam seguir o desempenho de um índice específico, e por isso podem aplicar seus recursos em títulos de renda fixa pré ou pós-fixados. Dentre os fundos não referenciados estão incluídos os fundos de renda fixa tradicionais, cujo retorno varia de acordo com a estratégia adotada pelo gestor do fundo.
• Genéricos: em geral são fundos com um perfil de investimento um pouco mais agressivo do que o dos referenciados e não referenciados, pois têm liberdade para decidir como investir seus recursos. Até 49% do patrimônio do fundo pode estar investido em ações. Dado o perfil de risco desses fundos, recomenda-se uma análise ainda mais detalhada do estatuto do fundo. Exemplos de fundos genéricos: 13
Fundos Derivativos: são opções de investimento que buscam superar a variação do CDI. Por isso atuam em diferentes mercados, independentemente de suas tendências de alta ou baixa. Esses fundos tendem a investir de forma agressiva de forma a maximizar o retorno.
Fundos multicarteira: esses fundos investem parte do seu patrimônio em renda fixa e parte em ações, podendo incluir também derivativos.
Fundos FIEX: esses fundos investem seu patrimônio em ativos externos, no mínimo 80% do patrimônio investido em títulos da dívida externa brasileira, e até 20% em qualquer título de crédito negociado no mercado internacional, com um limite de concentração máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente.
As taxas e impostos têm grande importância na rentabilidade do fundo pois variam entre os diversos fundos e entre os bancos também e por isso podem acabar reduzindo substancialmente o retorno do seu investimento. São cobradas taxas de administração sobre o valor aplicado que pode variar de 0,5 a 2% ao ano e 20% sobre o lucro de imposto de renda
3- CDB: Certificados de Depósito Bancário. São títulos emitidos por bancos com o objetivo de captar recursos em troca de uma taxa de juros que pode ser pré ou pós-fixada. Ou seja, é como se você tivesse emprestando dinheiro para o banco e este banco emprestará este dinheiro para outras pessoas por uma taxa maior. Esta é uma das principais fontes de receita dos bancos.
No CDB pré-fixado você sabe antecipadamente qual taxa de juros que vai receber no vencimento deste papel. Por exemplo: apliquei R$1.000,00 por 360 dias com juros de 15% ao ano. No dia do vencimento receberei R$150,00 menos o imposto de renda.
No CDB pós-fixado só é possível determinar o valor do ganho no final do período. Neste caso as taxas de juros têm como referência os juros praticados entre os bancos - CDI (Certificados de Depósitos Interbancários), ou seja, os juros que os bancos cobram para emprestar dinheiro entre eles e essas taxas variam diariamente. Assim, a remuneração do CDB pós é correspondende a 90% do CDI. Se por exemplo o CDI hoje estiver fixado a 20% ao ano, você receberá 18% ao ano ,que é o correspondente a taxa de hoje. Se amanhã a taxa subir para 30% você receberá proporcional aquele dia 27%. O mesmo acontece se a taxa cair. Quanto mais altos os juros do governo, maior o seu rendimento mensal. Por isso só é possível saber o ganho no final do período. Um investimento pós-fixado é o mais adequado para quem espera um aumento da inflação
A tributação do CDB pré-fixado e pós-fixado é de 20% do rendimento para o imposto de renda (retido na fonte, ou seja, descontado diretamente da sua conta), 0,30% de CPMF na hora da aplicação. Ao contrário do que acontece com os fundos de investimento, onde a CPMF só é cobrada uma vez - quando você aplica seu dinheiro, nos CDBs é cobrada a cada renovação da aplicação, diminuindo parte da rentabilidade.
Além dos CDBs, os bancos também emitem os RDBs (recibo depósito bancário), que tem as mesmas características de um CDB, com a diferença de que não há negociação antes da data do seu vencimento, ou seja, você não pode resgatar seu dinheiro antes do prazo de vencimento que normalmente pode variar de 30 a 180 dias.
4- DEBÊNTURES: são títulos emitidos pelas empresas com prazo certo e remuneração certa, que têm como garantia os ativos das empresas. As empresas emitem debêntures para financiar a empresa - é como se a empresa obtivesse um empréstimo a longo prazo em troca dos títulos. Quando você compra uma debênture, está na verdade emprestando dinheiro para a empresa,
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correndo risco de que elas não venham honrar seus compromissos. Para tornar suas debêntures mais atrativas para os investidores, algumas empresas dão garantias na emissão de debêntures. É um investimento atraente pois os juros são altos. Nas grandes empresas de capital aberto os riscos são baixos pois os balanços das empresas são públicos, ou seja, são divulgados para o conhecimento de todos - assim você pode saber se a empresa anda bem ou não. As debêntures não dão direito aos lucros ou bens da empresa.
As debêntures podem ter remuneração pré-fixada ou fixada em um índice mais juros. Pode ser por exemplo: IGP-M + 15% ao ano. A rentabilidade também é definida pela valorização dos títulos. Você pode comprar debêntures através dos bancos ou instituições financeiras, através de oferta pública (neste caso o papel pode ser negociado entre investidores) ou venda direta (onde o comprador fica com o papel até o vencimento). A liquidez depende do interesse de outros compradores, ou seja, quando você compra os títulos eles têm um prazo estipulado para empresa resgatar (normalmente o prazo é de 2 a 3 anos). Se você quiser vendê-los antes deste prazo terá que fazê-lo para qualquer outro comprador interessado. Existem também debêntures conversíveis em ações da empresa emitente, caso seja do interesse do investidor.
A empresa emissora contrata os serviços de uma instituição financeira (bancos ou corretoras de valores) para ser intermediária na venda e resgate dos títulos, bem como na definição de prazos e taxas. Para comprar debêntures você precisa procurar o seu banco ou corretora e verificar se eles possuem este tipo de investimento.
A tributação é de 20% de imposto de renda sobre os juros pagos mais 20% de imposto de renda sobre o rendimento líquido do título. Há incidência regressiva de IOF no caso de resgate antes de 30 dias Estes impostos são descontados diretamente da sua conta (retido na fonte).
- PÚBLICOS:
Os governos federal, estadual e municipal emitem títulos com a finalidade de captar recursos e financiar as atividades como educação, saúde, etc. Esses são os chamados títulos da dívida pública.
Qualquer pessoa residente no Brasil pode comprar títulos públicos, sendo necessário cadastrar-se primeiro num agente de custódia que pode ser um banco ou corretora de valores. Também pela internet no site do Tesouro Nacional ou nos sites dos principais bancos você poderá comprar títulos, desde que esteja cadastrado num agente de custódia. A negociação será feita essencialmente pelo site do Tesouro Direto, por um sistema seguro que só dá acesso à área exclusiva mediante validação do CPF e senha. O valor mínimo para compra é de R$200,00. Os principais títulos negociados são os títulos federais:
LETRAS FINANCEIRAS DO TESOURO (LTF): título com rentabilidade diária com base na taxa de juros da economia (taxa Selic). Hoje a taxa Selic é de 26,5% ao ano.
LETRAS DO TESOURO NACIONAL (LTN): rentabilidade definida no momento da compra.
NOTAS DO TESOURO NACIONAL (NTN): rentabilidade com base no IGP-M + juros definidos no momento da compra.
Se você precisar resgatar seu dinheiro antes do vencimento, o Tesouro Nacional recompra os títulos todas às quarta-feiras, sem limitação de quantidade ou valor. Impostos: assim como todas as aplicações de renda fixa, existe incidência regressiva de IOF no caso de resgate antes de 30 dias e cobrança de imposto de renda, 20% sobre os rendimentos no período (retido na fonte).
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Também são cobradas uma taxa de 0,03% sobre o valor da compra e 0,40% sobre o valor dos títulos como taxa de custódia no primeiro ano.
Para maiores informações visite o site do Tesouro Nacional.
Leia também este artigo do Investshop - clique aqui.
XI - ATIVOS DE RENDA VARIÁVEL
São ativos cujo lucro é determinado pela diferença entre o preço de compra, mais os benefícios (aluguéis, no caso de imóveis ou dividendos, no caso das ações), menos o preço de venda. Além de ações, existem outros investimentos de renda variável, como moedas (dólar, euro, iene etc), commodities (soja, boi, açúcar, café etc) e fundos de investimento de renda variável.
1- Fundos de investimentos de renda variável: os ativos que compõem a carteira dos fundos de investimentos podem ser: ações, renda fixa, mistos, cambiais, imóveis, títulos de empresas emergentes, etc. Existe uma ampla variedade de fundos de investimentos, cada qual com sua composição, por isso é importante que você conheça o seu perfil de investimento para escolher o fundo mais adequado. Nos sites dos principais bancos (seção investimentos) você poderá encontrar maiores detalhes sobre cada um dos fundos de investimentos e se ele está adequado ao seu perfil de investidor. Em geral os fundos com maior rentabilidade são aqueles de perfil de investimento mais agressivo, onde o risco é maior.
O valor mínimo de aplicação ou resgate varia muito de fundo para fundo, mas em geral a aplicação mínima começa a partir de R$ 250,00 o mesmo vale para os resgates mínimos. A tributação também é semelhante aos fundos de renda fixa, ou seja, taxa de administração e imposto de renda sobre os ganhos.
2- Investimentos imobiliários: aquisição de bens imóveis como casas, terrenos, etc. Comprar um apartamento ou sala de escritório com o objetivo de obter uma renda mensal de aluguel sempre esteve associado a segurança. Dependendo das características do imóvel, os ganhos com aluguel ficam entre 0,80% e 1,20% ao mês (sem descontar os impostos). Entretanto, investindo em imóveis você também deve levar em conta a sua baixa liquidez, isto é, se você precisar vendê-lo com urgência, poderá encontrar dificuldades.
Para minimizar esse e outros riscos, você deve tomar alguns cuidados:
Ao comprar um imóvel, a localização deve ser o primeiro fator a ser considerado. Evite imóveis que não tenham boa localização – por exemplo, em frente ou vizinhos a favelas, próximos a viadutos ou onde haja muito barulho, perto de bares e boates. A segurança e a facilidade de acesso ao trabalho e à escola dos filhos, bem como a boa infra-estrutura de serviços do bairro (como bancos, supermercados, escolas e opções de lazer), são fundamentais para a qualidade de vida e o valor do imóvel. Os imóveis localizados em regiões residenciais com serviços são os mais fáceis de alugar. 16
Quem investe em zonas que estão se expandindo também pode lucrar no futuro, quando a área estiver mais valorizada. Em locais onde existe pouco espaço para novos empreendimentos, os imóveis existentes tendem a se valorizar sempre.
Na hora de escolher o tipo de imóvel para investir dê preferência para os imóveis comerciais e residenciais. Os investimentos em terrenos, fazendas, sítios e casa de praia devem ser vistos com mais cautela pois demoram mais para valorizar e porque a liquidez do mercado é menor ainda, isto é, mais gente quer casa para morar do que terreno ou sítio.
No caso comercial, fuja dos imóveis que já perderam valorização, por causa de localização pouco privilegiada, e que se encontrem deteriorados. Ou, ainda, os que estejam pouco ocupados, apesar de possuírem tempo de uso.
Quanto aos imóveis usados, há sempre o risco de existir alguma pendência anterior que impeça a transferência do bem para o comprador. O ideal é ter um advogado ou uma corretora para garantir a segurança do negócio.
Também existe o risco de inadimplência no caso do aluguel (o inquilino não pagar o aluguel) e o risco de não conseguir alugar o imóvel por algum tempo, tendo que arcar sozinho com todas as despesas de manutenção.
Os custos podem acabar pesando no seu bolso, principalmente os que se referem à manutenção dos imóveis: condomínio, gastos com a faxineira para manter o imóvel limpo quando não estiver alugado, impostos e taxas, etc. Na hora de alugar é importante fazer um contrato detalhando a responsabilidade pelos custos de manutenção do imóvel, só assim você evita disputas e dores de cabeça. Não se esqueça também dos custos associados com a compra e/ou venda de um imóvel, como, por exemplo, corretagem, escritura, registro em cartório e imposto de transmissão. Os altos custos associados ao investimento em imóveis são a principal razão pela qual eles são considerados investimentos de longo prazo.
Quanto à tributação: dependendo do valor do aluguel o imposto de renda varia entre 15% e 27,5% dos ganhos. Além disso, se você alugou o imóvel através de uma corretora, é preciso pagar uma taxa mensal de cerca de 10% do valor do aluguel.
A aplicação em imóveis é para quem pretende aplicar no médio e longo prazos, então, nunca aplique em imóveis o dinheiro que você vai precisar para pagar contas, pois você pode acabar tendo problemas no seu orçamento. Se o dinheiro que você pretende investir na compra do imóvel representar mais de 30% das suas economias, então você deve analisar bem as outras alternativas de investimentos para ter certeza que está fazendo um bom negócio. Em resumo, trocando a rentabilidade pela segurança, a compra de um imóvel pode resultar, no longo prazo, em um investimento atraente.
3- DÓLAR: o investimento em dólar é indicado para:
• quem vai viajar para o exterior;
• para quem pretende enviar dinheiro para uma conta aberta no exterior (no caso quem negocia com importações;
• para quem tem dívidas em dólar ou
• em períodos de grande instabilidade econômica e inflação elevada.
Quem compra dólar como investimento também deve lembrar que há uma boa diferença entre o preço de compra e o de venda da moeda, o chamado "spread". Assim, o investimento nesta moeda
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só valerá a pena se ela subir tanto que compense essa diferença (como aconteceu na desvalorização do real no começo de 1999), e ainda garanta um bom retorno comparado com os outros investimentos. Mesmo assim, se você pretende investir em dólar, os fundos referenciados em dólar são sempre melhor negócio do que ter dinheiro em espécie.
Para quem vai viajar para o exterior: o turista deve levar uma moeda estrangeira que seja aceita no país que será visitado, ou que possa ser facilmente trocada por outras, como o dólar norte-americano. Procure acompanhar a cotação do dólar com antecedência se está economizando para fazer uma viagem ao exterior, As operações de compra e venda de moeda para pessoas que vão viajar ao exterior são feitas no chamado mercado de câmbio turismo. A cotação é expressa em R$ por unidade da outra moeda.
As normas cambiais não impõem limites para compra de moeda estrangeira em casos de viagens ao exterior. No entanto, de acordo com a resolução 2.524 do Banco Central, se o valor comprado ultrapassar R$ 10 mil é preciso declará-lo à Receita Federal, antes de sair do País. Não há prazo para viajar após a compra.
Para comprar moeda estrangeira, é preciso apresentar apenas o documento de identificação (RG). A compra deve ser feita pela própria pessoa. Para os valores acima de US$ 3.000, o correspondente em moeda nacional deve ser pago por meio de cheque emitido pelo comprador ou por débito em sua conta corrente. Abaixo deste valor, a compra pode ser paga em espécie (reais).
Para a venda de moeda em espécie, para as instituições financeiras, não é preciso apresentar documentos.
Veja abaixo algumas dicas para negociar com o câmbio:
• Não deixe para comprar a moeda estrangeira na última hora. Assim você tem mais tempo para fazer pesquisa de cotações.
• Há bancos que cobram comissão sobre a compra e venda de moeda estrangeira. O comprador deve perguntar se há cobrança, porque alguns funcionários de bancos não avisam, se você não perguntar. Inclua esta comissão nos custos quando for fazer sua pesquisa de preços.
• Alguns bancos só vendem moeda estrangeira para seus clientes. Informe-se com antecedência para evitar apuros de última hora.
• Não são todas as agências bancárias que vendem dólares. Além disso, há horários específicos para a compra e venda de moeda estrangeira. Geralmente, abrem mais tarde e fecham mais cedo do que as outras operações do banco.
• Casas de câmbio e agências de viagem também podem negociar moedas estrangeiras, desde que tenham autorização do Banco Central.
• Agências centrais de bancos em São Paulo e no Rio de Janeiro, especialmente os estrangeiros, operam com outras moedas estrangeiras mais negociadas, como libra esterlina, marco alemão e iene. No entanto, é preciso se informar antes, porque nem sempre estas moedas estão disponíveis nas quantias desejadas.
Quem compra moeda estrangeira em papel-moeda (espécie) corre maiores riscos de ser roubado ou receber notas falsas, especialmente em negócios com pessoas não-autorizadas (doleiros ou pessoas físicas). Assim, todo papel-moeda deve ser comprado em banco autorizado. Porém, mesmo nas instituições autorizadas não há normas específicas de controle para notas falsas. Cada
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casa de câmbio tem seus métodos para verificar a autenticidade de uma nota, utilizando máquinas específicas. Para guardar seus dólares, procure o aluguel de cofres em bancos, que além dos dólares, podem guardar outros objetos de valor. É mais seguro que guardar em casa...
4- OURO: o preço do ouro no Brasil é fixado em função da variação do dólar e da variação do preço do metal no mercado internacional. Portanto, tenha cuidado ao investir nesse mercado, já que a cotação do dólar será decisiva no rendimento da sua aplicação. Além disso, em momentos de variação excessiva e incertezas, você pode ter maior dificuldade de negociação na hora de se desfazer da aplicação. Se decidir investir procure realizar com uma pequena parcela do seu capital.
Por ser considerada uma aplicação segura, em períodos de crise os investidores buscam a proteção comprando o metal e o preço sobe. Só que, assim como ele sobe, pode cair rapidamente, caso diminuam as incertezas do mercado. A vantagem do ouro é que ainda hoje ele serve como reserva de valor porque em épocas de crise econômica o metal costuma valorizar-se. Outro atrativo é que, assim como o dólar, ele é aceito em todo o mundo. Mas o investidor deve observar que o ouro pode não oferecer uma rentabilidade que faça o investimento superar a inflação ou acompanhar outros tipos de aplicação, além de que tem liquidez baixa.
Antes de investir em ouro, primeiro o investidor deve analisar qual é seu objetivo. Se ele pretende fazer seu dinheiro render, obtendo no futuro uma quantia maior do que aquela que aplicou, o melhor é procurar uma opção de investimento mais rentável. O ouro pode ser comprado em épocas de inflação alta ou de crise econômica duradouras, como uma forma de proteger seu dinheiro.
No País, as formas mais conhecidas de aplicação são as operações nos mercados futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros, a BM&F. Nesse caso, você não compra diretamente o ouro físico, mas contratos que serão registrados. Ao depositar o dinheiro correspondente na bolsa, você recebe uma notificação de que possui um certificado de ouro, que fica depositado, sob custódia, na bolsa. Se quiser, depois você pode até retirar o ativo. Para você comprar ouro na BM&F, você não precisa ir até lá. Basta procurar um banco ou corretora de valores.
Cotação - O valor do metal no Brasil acompanha a variação do preço internacional e a cotação do dólar aqui.
Se você tem interesse em investir em ouro, leia esta reportagem da revista Exame online.
3- Ações: são títulos negociáveis de renda variável que representam a menor parcela do capital de uma empresa. Ou seja, ações são como pedaços de uma empresa. Quando você compra ações de uma empresa é como você possuísse pedaços dessa empresa. As empresas precisam de dinheiro para financiar suas compras, ampliar instalações, ampliar os negócios, etc. Para não pegar esse dinheiro emprestado com os bancos onde os juros são altos, as empresas emitem ações para levantar o dinheiro sem o pagamento dos juros. Para compensar ela paga aos sócios (que são os compradores das ações - os acionistas) a participação nos lucros (dividendos). Esta é uma forma das empresas conseguirem dinheiro com baixo custo. Quando você compra ações é como se você emprestasse dinheiro para uma empresa e em troca recebe parte do lucro dela. As ações são conversíveis em dinheiro a qualquer tempo, sendo negociadas na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
As ações podem ser de dois tipos:


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