Guia de Investimentos


Sumário
Apresentação
1. Para que investir
2. Ações
O que é?
Recomendado para quem?
Vantagens
Riscos
Modalidades
Compra de ações
Fundos de ações
Clubes de investimento
ETF
Como investir
Perguntas frequentes – Ações
3. Tesouro Direto
O que é?
Recomendado para quem?
Vantagens
Riscos
Modalidades
Prefixada
Pós-fixada
Como investir
Perguntas frequentes – Tesouro Direto
4. ETF
O que é?
Recomendado para quem?
Vantagens
Riscos
Modalidades
Como investir
Perguntas frequentes – ETF
5. Fundos Imobiliários
O que é?
Recomendado para quem?
Vantagens
Riscos
Modalidades
Como investir
Perguntas frequentes – Fundos Imobiliários
6. Perguntas Frequentes
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Apresentação
O mercado de capitais brasileiro está entre os mais sofisticados do mundo. Em razão do esforço
conjunto da BM&FBOVESPA, das empresas, do governo e de investidores, vivemos hoje uma
realidade completamente distinta que experimentávamos em um passado recente. A estabilização
econômica conquistada pelo País e a abertura para o capital estrangeiro levaram o mercado de
financiamento de longo prazo a experimentar uma fase excepcional de desenvolvimento, possivelmente
uma das mais importantes da história econômica brasileira.
Esta nova conjuntura, por permitir que o Brasil passasse a praticar taxas de juros menores, colocou
os investidores frente a um cenário diferente. Como ocorre em economias organizadas, é
preciso agora voltar a atenção para um horizonte mais amplo do que o da renda fixa, considerar
outras modalidades de aplicações e lidar com prazos maiores.
Esses novas oportunidades, por serem mais complexas e atenderem a diversos objetivos e perfis,
exigem um pouco mais de estudo e reflexões. E é justamente esse o propósito deste guia: apresentar
de forma clara e prática as principais opções existentes hoje para o investidor brasileiro.
Depois de uma breve reflexão sobre o que significa deixar de consumir hoje e investir pensando
no futuro, dedicamos capítulos específicos para quatro modalidades disponíveis para aplicação:
ações, Tesouro Direto, fundos de índice (ETFs) e fundos imobiliários.
Boa leitura.
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1 Para que investir
A qualidade de vida no Brasil vem melhorando nas últimas décadas. A maioria da população
do país pertence hoje à classe média, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Esse dado indica que atualmente existe melhor distribuição da renda.
Além disso, os avanços em vários setores – saúde, educação, infraestrutura etc. – têm aumentado
a longevidade da população. Quem nascia no Brasil na década de 1940 tinha uma esperança de
vida de aproximadamente de 40 anos.
Compare com o quadro abaixo, e confira a melhora constante que está ocorrendo.
Brasil: Esperança de vida ao nascer (*)
(ambos os sexos, em função do ano de nascimento)
Ano de Esperança de
Referência Vida
1940 41,53
1950 45,51
1960 51,64
1970 53,46
1980 62,80
1991 65,78
1996 66,90
2000 70,40
2010 73,48
(*) Expressa o número de anos que se espera viver um recém-nascido que, ao longo de sua vida, esteja exposto às
taxas de mortalidade observadas em uma determinada população em dado período de tempo.
Fonte: www.ibge.gov.br
Ainda que existam muitos desafios pela frente, temos de fato o que comemorar. Essas são ótimas
notícias e nos fazem imaginar que os brasileiros vão passar mais tempo trabalhando, se divertindo,
viajando etc. Portanto, está na hora de começar a olhar o futuro com mais atenção.
Pensar com esse novo horizonte é um exercício que pode ser uma novidade para muitas pessoas.
Afinal, instintivamente tendemos a atender a nossas necessidades imediatas, saciar nossas vontades.
Programar o futuro significa considerar “O Valor do Amanhã”, que é justamente o nome de
um livro do economista Eduardo Giannetti. Nessa obra, o autor desenvolve o conceito de “trocas
intertemporais”, isto é, a ideia de que vivemos negociando entre o presente e o futuro. Seja no
final de uma refeição, quando em nome da saúde ou da estética renunciamos ao doce; ou nas ocasiões
em que controlamos o impulso de compra, para honrar o compromisso pessoal de poupar.
Estamos sempre ou abrindo mão de um prazer imediato, para desfrute posterior; ou usufruindo
agora, pensando em pagar a conta no futuro (“recomeço o regime na segunda-feira” ou “poupo
em dobro no mês que vem”).
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Está no âmbito do nosso livre-arbítrio escolher se queremos viver em uma posição credora, “sacrifício
agora, benefício futuro”; ou devedora, “viver agora, pagar depois”. As duas posturas são
racionais e perfeitamente legítimas, desde que observados certos limites. Existe, claro, o risco de
excesso nas duas situações. Gianetti relata o caso de esquilos que pesam centenas de gramas e
chegam a acumular reservas de alimentos de 25 kg. Por outro lado, há países que vivem verdadeiras
epidemias de obesidade. Um é formiga demais, enquanto o outro é cigarra demais, se nos
lembrarmos da fábula atribuída a Esopo.
Planejar os investimentos tem a mesma lógica dessas trocas intertemporais. Exige abrir mão de
algo agora, com vista no benefício posterior. A experiência mostra que, se racionalizarmos e definirmos
objetivos claros, tende a ser mais fácil mediar esse verdadeiro embate entre presente e
futuro que ocorre nas nossas entranhas na hora de tomar uma decisão de renúncia em nome de
um projeto. Todo mundo tem um sonho. Para alcançá-lo é necessário escolher e dirigir os esforços
na sua direção.
Enfim, para que investir? Para viver melhor, realizar planos, proporcionar experiências diferentes
para a família, conquistar tranquilidade...
Você decide.


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