As plantas com flores e sua constituiç ã o
Para compreendermos melhor o imenso mundo das plantas, vamos acompanhar passo a
passo o seu desenvolvimento. Tudo se inicia num pequenino órgão chamado semente, que
contém todas as informaç ões necessá rias para a formaç ão e a perpetuaç ão da planta. As
sementes são geralmente muito resistentes e conseguem manter a sua vitalidade por
muitos e muitos anos.
Quando a superfície da semente recebe diretamente a luz solar, um pequeno embrião,
que já está totalmente pronto dentro da semente, começ a a despertar para a vida, no
processo denominado germinaç ão. A germinaç ão, variando de espé cie para espé cie, exige
diferentes condiç ões ambientais, como temperatura adequada, umidade específica e
profundidade na terra.
O embrião, que é a configuraç ão mais primitiva da planta, induz a princípio a formaç ão
da radícula, a primeira ligaç ão da planta com a terra. O processo de transformaç ão se
inicia e temos então a formaç ão da plântula.
A plântula rapidamente se torna verde e muitos a chamam de folha germinativa, ou seja,
aquela que dá origem ao processo formativo da planta. Mas a plântula, diferentemente
da folha, aparenta ainda muita simplicidade, em sua forma pequena, oval, alongada ou
arredondada, sem nervuras ou bordos denteados. Nessa fase inicial de embrião e
plântula, só um olho muito experiente pode distinguir a que espé cie pertence a
plantinha.
O desenvolvimento segue, etapa por etapa. A radícula formada no início do processo
morre para dar lugar às raízes laterais, que vão crescer e fixar a planta no solo. Surgem
as pequenas folhas, que começam a se desenvolver, bem definidas, ao longo dos ramos,
com diferentes formas e cores. O caule, já formado e unido à raiz, torna-se o eixo central
de sustentaç ão do vegetal e carrega os elementos de formaç ão da planta. Vêm as flores,
depois os frutos. Dentro dos frutos, as novas sementes, completando o ciclo da vida
vegetal.
Sementes
As sementes decompõem-se em duas partes bá sicas: o tegumento e a amê ndoa. O
tegumento, também chamado de casca, é o tecido que recobre a amêndoa. A amê ndoa é a
parte mais importante da semente, já que abriga as reservas nutritivas e o embrião.
Raiz
A raiz é o órgão da planta responsá vel pela nutriç ão e fixaç ão da planta ao meio em que
ela vive, seja terra, á gua ou rocha. É um órgão vital que pode renovar-se e expandir-se
com muita facilidade, endurecendo rapidamente. A direç ão do seu crescimento —
influenciada em grande parte por hormônios vegetais — é oposta à da parte verde, o que
nos mostra sua intensa ligaç ão com a terra. Normalmente, a raiz se direciona ao escuro
interior da terra, de onde extrai todos os nutrientes que são enviados ao resto do vegetal.
A raiz pode apresentar diversas formas, mas não se diferencia tanto, de uma espé cie a
outra, quanto a parte aé rea da planta.
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A raiz é composta por coifa, regiã o lisa (ou de crescimento), regiã o pilífera e regiã o
suberosa (ou de ramificaç ão).
Partes da raiz
A coifa é o revestimento protetor da ponta da raiz. A regiã o lisa, ou de crescimento, é
responsá vel pela multiplicaç ão e desenvolvimento celular, promovendo o crescimento da
raiz. A regiã o pilífera é basicamente uma á rea de absorç ão de á gua e sais minerais
atravé s dos pêlos. A regiã o suberosa, ou de ramificaç ão, é uma á rea que, após a queda
dos pêlos absorventes, torna-se mais espessa, impedindo assim a penetraç ão de
microorganismos. Nessa região, inicia-se a formaç ão das raízes secundá rias, terciá rias e
assim por diante.
Caule
O caule é o órgão da planta responsá vel pela sustentaç ão das folhas, flores e frutos. É no
caule que se encontram os canais de conduç ão da seiva, que irão alimentar e manter viva
a planta. Essa parte ainda é responsá vel pela produç ão dos elementos vegetativos e
armazenamento de nutrientes. A constituiç ão do caule é simples, caracterizada pela
presenç a de nós, entre-nós e gemas. O nó é o local onde se inserem as folhas. O entre-nó
é a parte localizada entre os nós. As gemas são locais que dão origem ao desenvolvimento
de partes vegetativas da planta, dependendo da espé cie.
O caule
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Os caules podem ser classificados, quanto ao seu há bitat, em aé reos, subterrâneos e
aquá ticos. Os caules aé reos são todos aqueles que crescem em sentido radial, indo em
direç ão à luz, como os troncos das á rvores.Clique aqui para ver a imagem. Os caules
subterrâneos, assim como as raízes, contêm normalmente uma grande reserva nutritiva
e podem ser utilizados na alimentaç ão humana. Desenvolvem-se, assim como as raízes,
imersos na terra, sem luz solar, a exemplo das batatas (tubé rculos) e das cebolas
(bulbos). Os caules aquá ticos não possuem uma classificaç ão exclusiva e podem seguir o
esquema apresentado pelos caules aé reos.
Caules Subterrâneos :
Bulbo (Cebola) Tubé rculo (Batata)
Rizoma com brotos
Ainda sobre os caules, é interessante salientar que eles apresentam, muitas vezes,
alteraç ões em sua estrutura para se adaptar ao meio onde estão inseridos. Eles podem
tornar-se achatados e laminares, à semelhanç a das folhas. Os espinhos são outras
adaptaç ões, de material endurecido e pontiagudo, presentes no gênero Citrus.
Folhas
Nos pontos dos caules onde existem as gemas irão surgir estruturas que chamamos de
folhas. As folhas possuem diversas funç ões na planta, principalmente relacionadas com a
respiraç ão. Cada espé cie possui folhas de formato e tamanho particulares, que são um
elemento fundamental para a sua identificaç ão e classificaç ão.
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A folha é formada por limbo, pecíolo e bainha. Algumas delas não apresentam um dos
elementos e são chamadas de incompletas. O limbo é normalmente de coloraç ão verde,
pela presenç a da clorofila, e possui duas faces (superior e inferior). Há vá rias maneiras
de classificá -lo, pois sua variedade é imensa.
Partes da folha
O bordo do limbo apresenta também diversas formas que podem ocorrer na margem ou
de forma mais aprofundada. A natureza també m é capaz de formar elementos curiosos e
algumas vezes deparamos com ramos de uma mesma planta que possuem folhas
diferentes. Por vezes, elas se alteram radicalmente nos diferentes está gios de
desenvolvimento. Isso está ligado ao código gené tico da planta ou ao ambiente em que ela
se encontra.
Veja as ilustraç ões das características das folhas:
• Formato das Folhas
• Borda das Folhas
• Á pice das Folhas
• Base das Folhas
• Inserç ão das Folhas no Caule
As folhas podem ainda sofrer metamorfose foliar em funç ão do meio, ou para melhor
exercer suas funç ões. É o caso dos espinhos, que servem como defesa do vegetal contra
predadores. Outro exemplo são as gavinhas, que ajudam o vegetal a se fixar a algum
suporte, seja outra planta, um muro ou qualquer apoio horizontal.
Flores
Os elementos que compõem uma flor são semelhantes em todas as espé cies vegetais:
cá lice, corola, estame e pistilo. Apesar de apresentarem variaç ões de forma, cor e
tamanho, é fá cil identificá -los quando se observa atentamente uma flor. O cá lice é o
círculo mais externo protetor, formado por sé palas, que nada mais são do que folhas
modificadas. Em seguida, temos a corola, que é a parte mais atraente da flor. Sempre
colorida e vistosa, é ela que atrai os polinizadores, muitas vezes também pelo aroma. O
androceu e o gineceu, que são responsá veis pela reproduç ão da planta, encontram-se no
interior das flores.
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O androceu, o órgão masculino reprodutivo, é formado pelo conjunto dos estames, que
podem se apresentar em nú mero variado. O gineceu está na parte mais interna da flor e
é o órgão reprodutor feminino. As flores podem ser hermafroditas, quando contêm os dois
órgãos reprodutivos, unissexuadas ou bissexuadas.
Partes da flor
As estruturas florais agrupam-se de diversas maneiras no ramos. A isso dá -se o nome de
inflorescência, nas quais as estruturas podem estar em nú mero e posiç ão variados.
Frutos
Os frutos são formados pelo desenvolvimento do ová rio da flor após a fecundaç ão. Eles
compõem-se de pericarpo e semente. O pericarpo é a parede do fruto, formada por
epicarpo (parede mais externa), mesocarpo (parede do meio) e endocarpo (parede
interna). Os frutos podem ser secos ou carnosos e apresentar uma ou mais sementes.
Tanto os frutos secos como os carnosos podem abrir-se, quando alcançam a maturidade,
para a liberaç ão das sementes (frutos deiscentes). Outros frutos permanecem fechados,
protegendo suas sementes no interior (frutos indeiscentes).
Os frutos podem ainda ser classificados de acordo com a sua forma. Os frutos secos e
indeiscentes podem ser do tipo cariopse (com semente totalmente presa ao pericarpo),
aquê nio (semente parcialmente presa ao pericarpo) e sâmara (com expansões achatadas
que permitem sua dispersão).
Os frutos secos deiscentes aparecem principalmente na forma de cá psula (muitos
carpelos) e legume (apenas um carpelo que se abre em duas valvas na maturaç ão). Os
frutos carnosos são do tipo baga e drupa.
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Frutos Simples Secos Deiscentes:
Síliqua Folículo Cápsula Legume
Frutos Simples Secos Indeiscentes:
Sâ mara Cariopse Lomento Aquênio Noz
Frutos Simples Carnosos Deiscentes:
Fechado
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Frutos Simples Carnosos Indeiscentes::
Drupa Baga (tipo pepônio)
As famílias das plantas medicinais
As plantas medicinais podem ser encontradas em praticamente todas as famílias
botânicas. Pode-se dizer que todas as plantas têm algum potencial medicinal, mas
algumas plantas apresentam esses princípios ativos naturais em maior concentraç ão do
que outras. Outras irão ainda entrar para essa extensa lista à medida que despertarem o
interesse dos cientistas para o seu estudo farmacológico.
As famílias mais representativas das plantas medicinais são apresentadas de acordo com
a sua classificaç ão dentro do Código Internacional de Nomenclatura Botânica. Por esse
código, as plantas são classificadas segundo unidades de classificaç ão chamadas de
tá xon. Essas unidades são escritas na língua latina e são as seguintes:

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