Ervas do Sítio - parte 12


Cravo-da-índia: Possui fortes efeitos estimulantes e propriedades analgé sicas. Dá vigor
físico, prosperidade e coragem, alé m de proporcionar um bom relacionamento social.
Erva-doce: Possui um suave aroma de anis, fresco e adocicado. Tem aç ão calmante, é bom
para a pele, contra dores no corpo e possui efeito diuré tico brando, sendo també m
indicado no tratamento de flatulência e indigestão.
Eucalipto : Ajuda a reequilibrar o lado emocional e as energias do corpo, agindo contra a
angú stia. O óleo emana um aroma semelhante à cânfora, sendo muito ú til para
inalaç ões, a fim de aliviar os sintomas da gripe, da sinusite e de tosses com muco.
Floral: Revigora o entusiasmo e o poder de realizaç ões, combatendo a inquietaç ão e as
má goas.
Flor-do-campo: Aroma que desperta diretamente a parte do intelecto, revigorando a
memória e a autoconfianç a.
Gerânio: Estimulante do corpo e da mente, atrai sorte e aumenta a coragem e a audá cia.
Calmante e refrescante, é indicado no tratamento de ansiedade e estresse e tem efeito
regulador na produç ão natural de óleos da pele, podendo ser utilizado por pessoas com
pele seca, oleosa ou acné ica.
Hamamé lis: Indicado para meditaç ão, atuando no desenvolvimento interior e na
compreensão. Afasta as afliç ões da alma.
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Hortelã: Refrescante e relaxante, libera energias retidas por inibiç ão, provoca alegria e
desprendimento. Tem propriedade descongestionante, estimulante e refrescante, sendo
usado no tratamento de enxaqueca e diversos problemas digestivos, como indigestão e
gases.
Ilangue-ilangue: Tem cheiro forte de flores exóticas e efeito relaxante sobre o sistema
nervoso. Usado tradicionalmente no tratamento de hipertensão (pressão alta).
Jasmim: Equilibra as diferenç as do casal, sendo um afrodisíaco que estimula o chacra
sexual. Desperta o humor e as energias adormecidas, é antidepressivo, desfaz a inibiç ão,
a falta de confianç a e solta a imaginaç ão.
Madeira do Oriente: Aroma sedutor, atrai energias positivas, proporciona forç a e
vitalidade, ajuda na concentraç ão do trabalho e estudos.
Mirra: Um dos aromas mais antigos de que se tem notícia, foi ofertado para o Menino
Jesus pelos reis magos. Usado para massagens, tem aç ão sedativa e age sutilmente no
inconsciente. Indicado ainda como cicatrizante, expectorante e tônico.
Opium: Difusor de afetividade, aumenta a concentraç ão e facilita a meditaç ão.
Pinho: Purificador, alivia no descanso do corpo, agindo principalmente nos mú sculos.
Tem perfume suave e refrescante de madeira, sendo eficaz no tratamento de problemas
respiratórios, como gripes, resfriados, asma e bronquite. Usado ainda contra problemas
circulatórios, varizes e para tratamentos esté ticos corporais e drenagem linfá tica.
Rosa: Associado ao amor, desperta sentimentos fraternais, combate a sensaç ão de
solidão, angú stia e inseguranç a. Usado como antidepressivo, tônico, depurativo,
afrodisíaco, para o tratamento de peles secas e envelhecidas e para massagem corporal.
Calmante e refrescante, é excelente para combater o estresse e os sintomas de TPM
(Tensão Pré -Menstrual).
Sândalo: Purificador do corpo e da alma, proporciona a inspiraç ão da mente e da emoç ão,
combatendo a depressão. Tem propriedade bactericida e afrodisíaca. Com um aroma
suave, é usado també m em massagens para pele seca e no tratamento de cistite.
Tomilho: Destilado principalmente na Espanha e em Israel, é estimulante e pode ser
usado para aliviar dores musculares. É empregado ainda como antibacteriano e para
tonificar o sistema imunológico, aumentando a resistência do organismo, sendo excelente
para tratar de infecç ões da pele, do aparelho respiratório e das vias uriná rias.
Utilizaç ã o dos óleos essenciais
AROMATIZAÇÃO
Sprays ou velas para aromatizar o ambiente. Usados para tratar doenç as como asma,
bronquite e resfriados.
Receita:
Para os sprays, adicione algumas gotas de óleo essencial em um borrifador com á gua. No
caso de aromatizadores com velas (lamparina aromatizadora), dê preferência às de
cerâmica ou de barro e adicione 1 colher (sopa) de á gua morna com algumas gotas de óleo
essencial.
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BANHOS
O banho com óleos essenciais é uma terapia muito eficiente, pois a associaç ão entre á gua
e óleo penetra fundo na pele, sendo facilmente transportados pelo organismo. Atuam
também no olfato, proporcionando efeitos psicológicos que estimulam diversos órgãos.
Existem dois outros tipos de banhos aromá ticos: escalda-pé s, eficiente contra dores de
cabeç a, enxaquecas, dores nas pernas, resfriados e cansaç o; e banho de assento, usado
para o tratamento de doenç as intestinais e urogenitais.
Receita:
Numa banheira com á gua morna, acrescente de 5 a 10 gotas do óleo essencial de sua
preferência. No caso de peles sensíveis, dilua a essência em 1 ou 2 colheres (chá ) de óleo
vegetal ou de mel. Mexa delicadamente a á gua, espalhando o óleo na á gua. Coloque uma
mú sica relaxante e fique imerso na banheira por cerca de 20 minutos. No caso de
escalda-pé s ou banhos de assento, utilize de 3 a 5 gotas de óleo essencial.
COMPRESSAS
As compressas quentes são ú teis para o tratamento de reumatismo, artrites, dores
musculares, febre, cólicas menstruais, dores de dente e de ouvido, dores estomacais e
bronquite. As compressas frias são indicadas contra dores de cabeç a, torç ões e tendinites.
Receita:
Coloque de 5 a 10 gotas de óleo essencial em um recipiente com á gua morna ou fria, de
acordo com a indicaç ão acima. Misture bem e embeba essa soluç ão em uma toalha e
aplique sobre a á rea afetada. No caso de compressas quentes, mantenha a á rea sempre
coberta e aquecida.
INALAÇÕES / VAPORIZAÇÕES
Os vapores de óleos aromá ticos são eficazes para o tratamento do sistema respiratório.
Receita:
Adicione de 5 a 8 gotas de óleo essencial em um recipiente com á gua fervente. Coloque
uma toalha cobrindo a cabeç a e o recipiente e inale o vapor por alguns minutos. Outra
alternativa é colocar 3 ou 4 gotas de óleo em um lenç o e cheirá -lo freqü entemente.
MASSAGENS
Tipo de terapia milenar, na qual a energia é mobilizada por meio do toque, com a
finalidade de equilibrar e curar o corpo. A associaç ão entre a aromaterapia e a massagem
facilita a penetraç ão dos óleos essenciais na pele, intensificando sua aç ão como
relaxantes, tônicos, sedativos ou estimulantes.
Receita:
Prepare o óleo para massagem cerca de 24 horas antes de utilizá -lo e faç a um teste de
alergia para ter certeza de que não haverá reaç ões alé rgicas. Para preparar o óleo de
massagem, misture os óleos essenciais a uma base de óleo vegetal na proporç ão de 1% a
3%, ou seja, de 20 a 60 gotas de óleo essencial para cada 100 ml de óleo vegetal. Para
preparar uma receita suficiente para uma massagem, adicione 2 ou 3 gotas de essência
para cada colher (sopa) de óleo vegetal.
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A beleza e as plantas medicinais
Muitas vezes a beleza nada mais é do que um estado de espírito. O belo é sinônimo de
equilíbrio, de harmonia e de perfeiç ão da forma e do espírito humanos. Sob esse prisma
espiritual, a descoberta da beleza presente em cada um de nós leva-nos a uma
verdadeira sensaç ão de euforia, pois percebemos nesse instante que somos energias
vitais contribuintes para a formaç ão da grande forç a cósmica que rege o universo.
Erroneamente, muitos confundem beleza com valores menos nobres da alma,
relacionando-a com a vaidade, a presunç ão e o narcisismo patológicos. Mas a beleza é
mais do que isso: é deixar fluir do nosso interior os sentimentos, pensamentos e emoç ões
nobres, inerentes ao ser humano, para entrar em sintonia com a natureza.
Aí está a grande chave para a busca da beleza. Iniciar o processo de transformaç ão de
dentro para fora, mudar o comportamento interno para que as cé lulas de nosso corpo
recebam a mensagem da perfeiç ão e voltem a funcionar aos poucos de acordo com os seus
mecanismos ideais.
Outros fatores também auxiliam na busca pela beleza interna e externa, tais como
alimentaç ão saudá vel, atividades físicas moderadas, momentos de relaxamento e
meditaç ão, tempo para o lazer, uma vida produtiva, ú til e honesta.
As plantas medicinais de uso cosmé tico são coadjuvantes que nos oferecem infinitas
possibilidades. Seus aromas, suas cores e seus princípios medicinais ativos convergem
para nos proporcionar alívio, alegria, bem-estar e, acima de tudo, beleza.
A ciência tem feito descobertas muito interessantes, nas ú ltimas dé cadas, sobre a saú de,
a beleza e o rejuvenescimento. Poré m, quanto mais avanç amos, mais persiste a sensaç ão
de que estamos ainda no início de uma longa jornada, repleta de grandes surpresas. As
novas descobertas científicas parecem comprovar a sabedoria das civilizaç ões antigas no
que diz respeito ao uso das plantas e elementos naturais na manutenç ão da saú de e da
beleza.
A fitocosmé tica
A fitocosmé tica trata de produtos cosmé ticos compostos por plantas com princípios
medicinais ativos. Os cosmé ticos são produtos que desempenham diversas funç ões na
pele, tais como limpeza, correç ões que estabeleç am o equilíbrio natural da pele e proteç ão
contra agentes agressores, como a poluiç ão, o vento e o sol.
A cosmetologia moderna tem dado atenç ão especial à fitocosmé tica, em razão dos
princípios orgânicos e enzimas que as plantas fornecem. O grande inconveniente dos
produtos em estado natural é que eles se decompõem com grande rapidez, pois os
processos enzimá ticos transformam continuamente as substâncias presentes nos tecidos
orgânicos da planta.
O uso das plantas medicinais na beleza e na esté tica está praticamente todo embasado
na aplicaç ão tópica, feita das mais diversas formas. Aplicaç ão tópica significa o uso dos
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ingredientes na pele, seja por meio de óleos, loç ões, banhos, cremes ou ainda por uma
grande variedade de veículos cosmé ticos.
Muitas vezes os fitocosmé ticos são mais eficazes do que os produtos industriais. Assim,
fica claro que, com o conhecimento adequado da aç ão terapêutica das plantas, pode-se
criar produtos realmente eficazes, que produzirão efeitos muito bené ficos na pele, nos
cabelos e no corpo em geral.
A pele
A pele é o maior órgão do corpo e desempenha funç ões muito importantes, como, por
exemplo, a proteç ão e a regulagem da temperatura corporal. Ela serve de barreira segura
contra o ataque de microorganismos, é responsá vel pela eliminaç ão e absorç ão de
substâncias e, ainda, realiza a síntese de vitamina K, essencial ao organismo.
Resumindo, é a pele que permite a adaptaç ão ao meio em que se vive.
Entre tantas funç ões, uma é de interesse especial aqui: a eliminaç ão e a absorç ão de
substâncias. Isso explica a aç ão terapêutica das plantas que serão abordadas adiante. As
substâncias ativas presentes nas plantas são carregadas por meio da pele para dentro do
sistema corporal, caindo em seguida na corrente sangü ínea, na qual são transportadas
para todo o corpo. Outras substâncias têm uma funç ão mais localizada, recompondo e
regenerando os tecidos da região específica onde são aplicadas.
A pele divide-se em três camadas bem distintas: a epiderme, a derme e a hipoderme.
Essas três camadas são interligadas e formadas por cé lulas, como uma pequena parede
revestida de pedras ou tijolos. Primeiro as substâncias entram em contato com a
epiderme, que é a camada mais exterior, depois se infiltram nas cé lulas, ou entre elas, e
vencem todos os obstá culos até penetrar completamente no corpo.
Riscos de uso das ervas medicinais
Na hora do processo de absorç ão das substâncias ativas, a pele está sujeita a diversas
reaç ões provocadas pelas substâncias aplicadas em sua superfície, sejam elas bené ficas
ou não. As respostas negativas são caraterizadas por inflamaç ões e alergias.
Veja as mais freqü entes:
Ardor: É uma sensaç ão transitória, diferente da alergia, e que pode ser també m
considerada uma irritaç ão.
Irritaç ão: A pele se torna avermelhada; essa alteraç ão pode se dar apenas num primeiro
contato com a substância ou pode exposiç ão secundá ria ou repetida ao mesmo agente
irritante.
Dermatite alé rgica: É parecida com a dermatite de contato, só que seu mecanismo de
exteriorizaç ão é diferenciado, pois é induzida pelo antígeno da substância usada com o
anticorpo específico dentro do sistema de defesa do organismo.
Dermatite de contato: Dá uma forte sensaç ão de coceira na região quando a pele entra
em contato com uma substância tóxica, normalmente liberada por glândulas especiais
presentes nas plantas.
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Teste para alergia
A pele de cada pessoa possui características diferentes, como cor, cheiro e textura. Alé m
disso, cada uma apresenta uma sensibilidade ú nica quando exposta a variadas
substâncias químicas. Assim, antes de utilizar qualquer ingrediente natural, é
importante fazer um teste para verificar se você apresenta alergia a algum componente,
seja ele uma planta, flor, óleo essencial ou produto natural. Algumas substâncias podem
provocar uma hipersensibilizaç ão em certos tipos de pele devido a sua composiç ão
química e outras podem causar danos à pele se utilizadas concomitantemente com a
exposiç ão solar. Por isso, valem o bom senso e o cuidado.
Para fazer um simples teste de reaç ão alé rgica, junte uma colher (sopa) de á gua fervente
a uma colher (sopa) do material na forma de pó. Misture até formar uma pasta e coloque
em contato com a parte de dentro do braç o, onde a pele é mais fina, e portanto, mais
sensível. Se quiser, pode envolver com uma bandagem. Espere por alguns minutos e veja
se ocorre alguma reaç ão adversa, como vermelhidão, coceira ou irritaç ão. Em caso
positivo, não utilize mais a planta ou o produto.
Os cabelos
Assim como a pele, os cabelos também possuem funç ões bem definidas no organismo. A
primeira delas é a funç ão ornamental, proporcionando maior beleza à aparência. Os
cabelos podem se apresentar nas mais diversas cores e podem ser naturais ou artificiais,
devido à imensa variedade de produtos hoje disponíveis no mercado. A cor natural é
definida pela hereditariedade e se dá pelo depósito de melanina nos fios. Além da funç ão
puramente esté tica, os cabelos, juntamente com o couro cabeludo, servem de filtro contra
os raios solares.
Os cabelos são compostos por fios que surgem pela invaginaç ão da superfície da pele do
couro cabeludo, chamada de folículo piloso. Os fios não crescem de forma indefinida, mas
passam por um ciclo de crescimento que vai desde sua fase ativa, de crescimento, até o
repouso. Os cabelos estão sempre se renovando, mas pode acontecer também de os fios
caírem e não serem repostos, por causa da inativaç ão do folículo piloso. Essa inativaç ão
ocorre principalmente nos homens e é causada por diversos fatores, como
hereditariedade, aç ão de hormônios e doenç as do couro cabeludo.
O couro cabeludo, por sua vez, é provido de glândulas sebá ceas, responsá veis pela
secreç ão de sebo, que promovem a lubrificaç ão dos fios e impedem a evaporaç ão de sua
umidade natural. É a atividade dessas glândulas que irá definir a oleosidade dos cabelos.
O problema mais freqü ente nos cabelos é a caspa. A caspa é considerada uma anomalia
do couro cabeludo, no qual ocorre uma descamaç ão contínua de pele seca. É causada por
agentes externos como fungos (leveduras) e bacté rias, elementos comuns na flora
presente na cabeç a dos seres humanos.
Tão comum quanto a caspa e, muitas vezes, até confundida com ela é a dermatite
alé rgica, na qual também ocorre a descamaç ão do couro cabeludo, predominantemente
na parte frontal da cabeç a. Algumas vezes, a dermatite é acompanhada de coceira e
queda de cabelos, podendo se expandir para as orelhas, lóbulo do nariz e o limite entre a
pele do rosto e o couro cabeludo. Nesse caso, a causa está relacionada ao estresse e/ou ao
excesso de oleosidade causado por distú rbios orgânicos.


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