Relaç ã o de algumas plantas quanto à sua forma – parte do vegetal usada como
remé dio
Sabor Nome da Planta
Raiz/Rizoma Alcaç uz, cú rcuma, gengibre, ginseng, ruibarbo, zedoá ria
Caule Benjoim, mirra, sândalo
Folha Amora, artemísia, babosa, cavalinha, lótus
Flor Cravo-da-índia, tussilagem
Fruto Bardana, castanha, funcho, jujuba, laranja-azeda, pimentado-
reino
Semente Arroz, cevada, feno-grego, jujuba, noz, tanchagem
Partes aé reas Beldroega, capim-limão, dente-de-leão, patchouli, violeta
Terapia Alimentar
Os alimentos que ingerimos diariamente influenciam a nossa qualidade de vida e afetam
a nossa saú de. Todas as correntes médicas admitem hoje que uma alimentaç ão
equilibrada e saudá vel é provavelmente o fator isolado mais importante para a
prevenç ão das doenç as e desequilíbrios orgânicos.
Existem diferentes escolas alimentares (como a macrobiótica, a vegetariana etc.), mas
ninguém discute que a dieta mais saudá vel é sempre aquela que mais se aproxima da
natureza, empregando alimentos integrais, cultivados de forma natural (sem o uso de
agrotóxicos, fertilizantes químicos ou hormônios) e processados sem o acré scimo de
aditivos (corantes e outros).
A maioria dos alimentos, além do seu cará ter nutritivo e energé tico, possui també m
propriedades terapêuticas de grande valor. As plantas são as principais fontes dessas
propriedades, podendo ser utilizadas na forma de condimentos, chá s e sucos.
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Propriedades terapêuticas de algumas frutas e verduras
Frutas Propriedades Terapêuticas
Abacate Digestiva
Abacaxi Depurativa e diuré tica
Banana Antidisenté rica
Caju Tônica
Coco Vermífuga e antidisenté rica
Laranja Depurativa e desintoxicante
Limão Depurativa
Maçã Digestiva e tônica
Mamão Digestiva
Melancia Diuré tica
Morango Diuré tica e remineralizante
Uva Diuré tica e depurativa
Verduras Propriedades Terapêuticas
Acelga Antianêmica e antiinflamatória
Agrião Tônica e depurativa
Alface Diuré tica e calmante
Brócolis Laxativa e emoliente
Couve Antianêmica e antiescorbútica
Espinafre Antianêmica
Repolho Antiemé tica
Salsa Diuré tica e depurativa
Terapias alternativas
Aromaterapia
Procura tratar as doenç as e desequilíbrios emocionais por meio dos aromas de óleos
essenciais extraídos das plantas aromá ticas. Segundo a aromaterapia, os aromas,
quando aspirados, atingem determinadas regiões do cé rebro que, por sua vez, ativam
metabolismos específicos do corpo. Com a ativaç ão desses metabolismos, ocorre a
reestruturaç ão das condiç ões gerais do organismo, devolvendo o equilíbrio e a harmonia
perdidos.
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Terapia floral
É uma terapia que procura relacionar a enfermidade com o tipo de personalidade do
paciente. Foi desenvolvida e criada pelo mé dico inglês Edward Bach (1886-1936), que
relacionou 38 remé dios para equilibrar todos os estados de ânimo humanos. Esses
remé dios são elaborados usando a essência floral extraída de diversos vegetais de vá rios
portes (á rvores, arbustos, ervas, trepadeiras) que foram criteriosamente escolhidos.
Os florais de Bach agem de forma suave, promovendo transformaç ões na psique humana.
Não apresentam efeitos colaterais nem contra-indicaç ões. De acordo com o Dr. Bach, a
terapia floral pode ser usada por qualquer pessoa, de qualquer idade, e até mesmo por
animais.
Segundo os seus teóricos e praticantes, a terapia floral aplica-se especialmente a estados
de ânimo, tais como o medo, a indecisão, o desinteresse pela vida, a solidão, a
sensibilidade excessiva às influências e opiniões alheias, desalento, desespero,
preocupaç ão excessiva com os outros.
Hoje, a terapia floral tornou-se conhecida no mundo inteiro, com centros de pesquisa que
desenvolvem remé dios a partir de plantas específicas de cada região do globo. Desse
modo, temos os florais californianos, os da Argentina e tantos outros.
Aura-soma
É uma variante da cromoterapia que nasceu em 1984 por inspiraç ão da farmacêutica
inglesa Vicky Wall, nascida em 1918. O princípio bá sico é que, se pudermos conhecer o
significado das cores e compreender as razões pelas quais damos preferência a algumas
delas, teremos uma compreensão maior sobre nós mesmos.
Segundo os seus seguidores, a aura-soma é uma terapia holística na qual o poder das
cores, cristais e aromas naturais se combinam com a luz para equilibrar a parte física,
emocional e espiritual da humanidade.
Na prá tica, a aura-soma articula-se em torno de 98 pequenos frascos, cada um deles
contendo ingredientes vegetais e minerais que produzem duas cores. A parte superior do
frasco consiste de uma cor em base oleosa e a parte de baixo, de uma cor em base d’á gua.
Quando o frasco é agitado, cria-se uma emulsão na qual as duas cores combinam-se por
alguns instantes.
Escolhendo uma combinaç ão de quatro frascos, é possível, segundo os terapeutas de
aura-soma, criar um quadro da nossa vida. O primeiro frasco mostra a nossa tarefa na
vida. O segundo aponta as principais dificuldades. O terceiro indica o quanto já
caminhamos. E o quarto mostra as perspectivas futuras.
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Perfumes
Um pouco de história
A milenar história da perfumaria se confunde com a própria história da humanidade.
Desde que surgiu na face da Terra, o ser humano já podia sentir odores e aromas. É bem
possível que a idé ia de aprisionar os aromas extraídos da natureza, dando origem aos
perfumes, talvez tenha surgido logo que o primeiro fogo foi aceso, ainda nos tempos
primitivos.
O Antigo Testamento já se referia a um "altar de perfumes" e aos "segredos do incenso
sagrado" há 4 mil anos (por volta de 2000 a.C.). No Novo Testamento e na história de
outras civilizaç ões antigas, como os egípcios, os mesopotâmios, os persas e os gregos,
multiplicam-se os exemplos da utilizaç ão dos perfumes, muitas vezes associados a rituais
místicos e religiosos e també m à prá tica terapêutica (veja História das ervas e dos
condimentos).
A perfumaria desenvolveu-se bastante a partir do sé culo XVI, após o surgimento da
alquimia. Nesse sé culo houve um grande avanç o tecnológico e a protociência alquímica
contribuiu sobremaneira para a evoluç ão dos processos de extraç ão de essências das
substâncias naturais, especialmente das plantas aromá ticas e de alguns animais.
Hoje existe uma gama infinita de perfumes, e o reino vegetal continua sendo a principal
fonte de maté rias-primas para a arte da perfumaria. Neste site você conhecerá um pouco
mais desse universo, especialmente a relaç ão dos perfumes com a festa de aromas
criados pela natureza.
Maté rias-primas
As plantas são os principais fornecedores da maté ria-prima bá sica dos perfumes, os óleos
essenciais – ou essências. Esses óleos são extraídos dos vegetais principalmente pelo
processo de destilaç ão de gomas e resinas odoríferas, folhas frescas ou secas, botões,
flores, frutos, nozes, feijões, vagens, sementes, raízes, rizomas, galhos e da própria
madeira.
A criaç ão de um perfume, no entanto, não se baseia em apenas uma essência. O
perfumista normalmente mistura diversos odores, encontrando a harmonia perfeita
entre diferentes aromas. A esses perfumes misturados dá -se o nome de buquês.
O reino vegetal possui mais de 4 mil substâncias aromá ticas, que podem ser usadas na
composiç ão dos buquês, mas muitas delas são caríssimas e fornecem quantidades
mínimas de óleo essencial. Um perfumista experiente costuma utilizar uma paleta com
cerca de 400 fragrâncias, e as essências mais raras geralmente são sintetizadas
artificialmente.
Alguns animais também são, em escala bem menor, fontes de ingredientes para os
perfumes. É o caso de fragrâncias como o âmbar-cinzento, retirado da cachalote; do
almíscar, derivado de uma glândula do veado-almiscarado macho e da algá lia, obtida da
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secreç ão glandular da civeta, ou gato-de-algá lia, e ainda de chifres de bú falos ou de
zebus.
De acordo com os ingredientes usados, os perfumes femininos são classificados por
famílias de odores. São oito famílias: floral, verde, cítrico, oriental, chipre, aldeídico,
couro/animal e fougere (feto). O termo floral é pouco específico, e pode significar a
presenç a de uma ú nica essência floral, assim como centenas de óleos à base de flores no
buquê final. O Quelques Fleurs é um exemplo de floral. Os verdes, como o Chanel nº 19 e
o Lauren de Ralph Lauren, variam de frescos e leves até aromas balsâmicos mais ricos.
Entre os cítricos, as colônias são os representantes mais típicos. Os perfumes orientais,
como o Youth Dew e o Tabu, têm cará ter fundamentalmente erótico, com notas
balsâmicas ou lenhosas que dão uma doç ura pronunciada à fragrância. Os aldeídicos são
misturas mais modernas, com óleos essenciais naturais ou sinté ticos mais complexos, e
caracterizam-se por aromas de rosa ou notas florais lenhosas com cará ter de talco. O
Chanel nº 5 e o Arpege são famosos aldeídicos.
Existe ainda outra classificaç ão, vá lida tanto para os masculinos quanto para os
femininos, que depende da concentraç ão de essência em relaç ão ao solvente do perfume.
Os perfumes vendidos comercialmente são normalmente compostos por três elementos:
além dos materiais fragrantes, há um solvente (geralmente á lcool) e um fixador, que
ajuda a manter um cheiro mais persistente na pele à medida que ela seca.
De acordo com essa sistemá tica, os mais fortes são os perfumes propriamente ditos, que
são as fragrâncias com maior concentraç ão de óleos essenciais e, em geral, mais caras.
Na seqü ência, indo do mais forte para o mais fraco, vêm as "eaux de parfum", as "eaux de
toilette" e as colônias, que são as que contêm a maior proporç ão de á lcool e, por isso, são
as mais volá teis.
No entanto, independentemente da "forç a" dos perfumes, as características da pele e
alguns fatores do ambiente influenciam na maneira como a fragrância reage com a
química da pessoa que a usa. As peles oleosas, ao contrá rio das peles secas, por exemplo,
absorvem as substâncias do perfume com maior facilidade, retendo-as de forma mais
duradoura. Alteraç ões de peso, mudanç as de há bitos alimentares ou o uso de antibióticos
també m podem interferir no cheiro do perfume.
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Principais fontes de maté rias primas naturais
Plantas, arbustos e á rvores
frutíferas
Acá cia, cravo, ilangue-ilangue, jacinto, jasmim,
junquilho, mimosa, narciso, né roli, resedá , rosa,
tuberosa e violeta
Óleos de folhas Canela, cedro, eucalipto, gualté ria, laranja-da-terra,
louro e patchuli
Óleos de madeiras Aloé s, bé tula, cânfora, cedro, guaiá tico, loureiro,
pau-rosa, sândalo e sassafrá s
Folhas, agulhas e galhos Pinheiros (diversas espé cies), cajepute, cá ssia, cedro
e cipreste
Óleos de cascas Bé tula, canela, cascarilha e cá ssia
Óleos de frutas frescas Amêndoa, bergamota, cidra, lima, limão, mandarina,
tangerina e toranja
Óleos de capim Citronela, erva-príncipe, sofia e palma-rosa
Óleos de semente Aneto, angé lica, cardamomo, cenoura, cominho,
cróton, mostarda e salsa
Óleos de folhas secas Louro-cereja, eucalipto e patchuli
Óleos de frutas secas Anis, coentro, funcho, junípero e pimenta-da-jamaica
Óleos de bá lsamos Bá lsamo-de-meca, bá lsamo-de-tolu, bá lsamo-doperu,
copaíba e lá udano
Gomas Má stique, elemi, estoraque, gá lbano, mirra, olíbano
e opopânace
Raízes e rizomas Angé lica, cá lamo, costo, gengibre, lírio-florentino,
valeriana e vetiver
Óleos de ervas
Absinto, alecrim, aneto, arruda, camomila, esclareia,
estragão, funcho, gerânio, hortelã, hortelã-pimenta,
lavanda, ligú stica, manjericão, oré gano, poejo, salsa,
santonina, taná sia, tomilho e verbena
Forma dos ingredientes em perfumaria
As essências são os ingredientes mais comuns – e mais baratos – da arte da perfumaria.
Mas existem outros, como os ingredientes concretos, absolutos, absolutos resinosos e os
resinóides.

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