Curso de magia - parte 3


que é a mesmíssima coisa. A linha que separa o Mensageiro de Choronzon é estreita e, muitas vezes, pouco perceptível; portanto, cautela. Para o ritual de contactar o Mensageiro, veja o livro "O Diário de Um Mago", de Paulo Coelho. Outra técnica de resultados semelhantes pode ser encontrada no livro "Praticas e Exercícios Ocultos", de Gareth Knight  (pag.28,  O  Guia  da Meditação.); ao ler a técnica lá descrita, observe com atenção a advertência.

Demônio da Guarda — conceito difundido pelo ocultista italiano Frank G. Ripel, que indica um "Espírito Guardião" que é a representação objetiva das "Correntes Tifonianas".

Anjo da guarda — conceito difundido através da obra "A Magia Sagrada de Abramelin", com uma conhecidíssima sigla em inglês (HGA), abreviatura do termo em inglês (Holly Guardian Angel); esse conceito foi trazido ao público por S.L.MacGregor-Mathers, mas popularizado por Aleister Crowley; entidade espiritual conhecida como Eu Superior — forma objetiva do que em forma subjetiva podemos entender como a centelha divina que habita todo e qualquer ser humano. Representa de forma objetiva as "Correntes Draconianas". Mas não é simplesmente isso. Ver o adendo logo a seguir sobre o Augoeides e Choronzon.

Anjo-Demônio da Guarda — conceito também difundido por Frank G. Ripel; simboliza, objetivamente, a união das "Correntes Draconianas e Tifonianas", portanto, o "Poder Serpentino" despertado.

Gênio Protetor — é o que popularmente é chamado de "Anjo da Guarda" ou "Guia"; pode ser um espírito humano desencarnado, ou mesmo uma inteligência ainda incorpórea, que recebe a missão, quando do nascimento de alguém, de sua "guarda" ou "aconselhamento". Está muito próximo durante a infância, distanciando-se pouco a pouco conforme a pessoa vai ficando mais velha; em geral, afasta-se após a adolescência, exceto quando a pessoa busca seu "contato".

Imagens Telesmáticas — aparência física objetiva que diversas entidades espirituais objetivas e as energias subjetivas utilizam-se para mostrar-se à psique humana. Imagens Telesmáticas são o mais elevado método de criação consciente, aonde as entidades espirituais objetivas são construidas a partir de sua essência subjetiva, do ponto complexo finalizado, através de um
processo racional de correspondência.
A criação das imagens Telesmáticas pode ser comparada ao processo da vida. Começa com um impulso inicial, utiliza-se de materiais e técnicas diversos, e então evolui num padrão que é constituido de numerosos blocos completos. A Imagem Telesmáticas é uma fusão de forças, desejos e EMOÇÕES às quais foi dada uma forma, através da vontade criativa do Mago. Possui sua própria identidade e um senso de proposta  de existência que gira em torno do motivo da missão, que foi criada para cumprir. Uma vez criada, viva, teme a morte, e usará de todas as suas limitadas habilidades para evitar a dispersão do seu ser. Quanto mais tempo viver, mais forte e complexa ficará, pois continuará a sugar identidade do Mago que a criou. Não são criaturas

só do ego do Mago, sua natureza vem de Deus. Essas entidades espirituais tornam-se tão concretas com o tempo, que são facilmente percebidas, ouvidas e até vistas, por pessoas que não sabem da sua existência. Quando são formadas por um grupo de pessoas, de Magos, tornam-se a Egrégora particular desse grupo, como ocorre com as Lojas Mágicas das inúmeras Ordens Iniciáticas, com os Templos das mais variadas religiões, ou com as Máquinas Radiônicas.
O processo de criação de Imagens Telesmáticas foi desenvolvido pela Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn).

Espírito zodiacal — entidade espiritual formada de qualidades intrínsecas de um único signo ou grau do zodíaco celeste e a ele atada.

Larva — entidade espiritual criada por fortes emoções de uma pessoa, ou como seu servidor pessoal mágico (criado então de forma consciente).

Elementar — entidade espiritual criada por um indivíduo, como seu serviçal mágico (de forma consciente). Pode ter as mais variadas formas e funções, até mesmo ser simbolizado como um desenho ou letras agrupadas (Sigilo). Ver "Liber Null & Psychonaut",  de Peter J. Carroll; "Initiation into Hermetics", de Franz Bardon. Podem ser simplesmente "Artificiais" (criados inconscientemente) ou "Fabricados" (criados de forma consciente).

Sombra — entidade espiritual que é um tipo complexo de larva.

Fantasma — entidade espiritual que consiste num cascarão (cadáveres de corpo astral) habitado por um tipo de larva — o que pode ocorrer de forma consciente ou inconsciente, isto é, essa criação pode ser voluntária ou involuntária.

Autômatos do Subconsciente — definição de Austin Osman Spare sobre os Espíritos-Guia.

Arquétipo — os primeiros modelos do Universo são os Arquétipos; são as estruturas psíquicas individuais, capazes de produzir símbolos, imagens e fantasias inerentes às experiências fundamentais da humanidade. É através dos Arquétipos que é possível, ao indivíduo, remontar às fontes do conhecimento. Como exemplos de Arquétipos, podemos citar os Arcanos do Tarot, as Runas, as Figuras Geomânticas, os Símbolos Planetários e Zodiacais, etc.

Poltergeist — palavra alemã que significa Espírito Brincalhão; em parapsicologia, designa fenômenos paranormais como, por exemplo, ruídos sem causa aparente, objetos que movem-se sozinhos (até mesmo caindo sozinhos e "voando" sem impulso nenhum, por ninguém), luzes apagando e acendendo sozinhas, fogo espontâneo, etc.

Egrégora — forma-pensamento criada por um grupo de pessoas, que pode ser desde um grupo de Magos de uma mesma Loja Mágica até uma comunidade toda, até mesmo uma sociedade inteira. Segundo definem os Thelemitas, é uma forma-pensamento ou

semelhante, criada por um Mago, e adotada por outro ou outros.

Orixá — Entidade do grupo de Deuses Internos do Homem, formadores, em conjunto, da Egrégora do Panteão Afro, da Nação Alaketu do Candomblé.

Vodun — cabe aqui o que foi dito sobre os Orixás, no item anterior, só que dizendo respeito ao Candomblé de Nação Gege ou Gege-Mahim ou Gege-Marrim.

Domovoi — Espírito da Casa, Egrégora das moradias, a parte Astral e Mental das residências. Na Polonia costuma-se removê-lo quando se muda.

Inkice — idem aos Voduns, mas da Nação Angola- Congo.

Loa — o mesmo que Inkices, só que do Panteão do Vudú, Voudon e Hoodoo.

Exu — Entidade intermediária entre os seres humanos e os Orixás.

Eshú — idem Exu.

Exu de Quimbanda — Demônio masculino autêntico.

Pomba-Gira — Demônio feminino autêntico.

Bombom-Gira — Como  Exu, mas entre os homens e os Inkices.

Bongo-N-Gira — idem Bombom-Gira.

Legbá — idem Exu, mas com relação aos Voduns.

Elegbara — idem Legbá.

Bara — idem Legbá e Exu.

Ajé — Entidade malévola, Entidade máxima dos feiticeiros e feiticeiras malfazejos da cultura Nagô.

Egum — Cascarão de pessoas mortas, magicamente avivado, e então habitado por Entidade criada artificialmente; manifesta-se no Candomblé.

Preto Velho — Mesmo que Egum, mas manifesta- se na Umbanda e na Quimbanda. Representa um  espírito sábio e idoso.

Caboclo — O mesmo que Preto-Velho, mas representa um espírito valente e guerreiro; é tido por muitos como "encantado".

Caboclo Boiadeiro — Como Caboclo, com suas peculiaridades de "aculturado".

Guia — Espírito que "guia" o indivíduo em suas ações; pode "guiá-lo" para o bem ou para o mal, para o sucesso ou para o fracasso.

Quiumba, Kiumba — Entidades trevosas, sendo basicamente larvas ou coisas semelhantes que habitam

cascarões abandonados de pessoas malfazejas.

Santo Católico — Entidade Egregórica, Imagem Telesmática, criada pelos seus crentes. Aliás, o mesmo pode ocorrer com as Entidades de Umbanda e Quimbanda, ao "divinizarem" alguém; por exemplo, ZÉ PELINTRA.

Assentamento — ver Igbá.

Igbá, Ibá, Assentamento — pote ou receptáculo semelhante, que serve de corpo físico para Entidade criada artificialmente, com qualquer finalidade. Ver Imagem Talismânica.

Prenda — o mesmo que Igbá.

Nganga — como Prenda.

Nkisi — como Nganga.

Ndoki — como Nkisi.

Observação
as entidades espirituais vampiros, íncubos e súcubos podem ser criadas conscientemente ou inconscientemente, sendo sempre criações  individuais  ou grupais que podem agir contra o criador ou contra terceiros.
Mas sempre agem contra alguém.
Nunca são benéficos mas prejudiciais. Sào essas entidades os habitantes das Qliphots.
É importante saber que a "Hierarquia dos Deuses

Internos do Homem" é mais uma das hierarquias que governam o nosso Universo, nosso Sistema Solar; portanto, não é apenas uma Egrégora, mas também uma hierarquia, da qual existem muitas.
Em sua Evocação, portanto, ocorre o mesmo que em qualquer Evocação Mágica, de Entidades de qualquer hierarquia.
Isto é, a operação mágica em questão atua tanto na psique do Mago, como no mundo exterior.
Aos praticantes da Evocação Mágica, portanto, fica a sugestão de que trabalhem com essa poderosa hierarquia da mesma forma que trabalham com qualquer outra.
Todos os riscos que se aplicam às outras Hierarquias, nesse tocante, valem aqui.




Capítulo IV
Paramentos da Magia Cerimonial

Segundo o Mestre Franz Bardon, o melhor e mais competente autor de obras sobre Ocultismo, um Mago realmente bem treinado é capaz de praticar a Evocação Mágica sem o auxílio de paramento algum.
Mas, como Magos experientes são raros hoje em dia, resolvemos listar os principais paramentos mágicos, pois acreditamos que os implementos adequados são de grande valia para todos os que experimentam a Magia.
A principal vantagem de se utilizar o método da Magia Cerimonial, com todos seus paramentos, consiste em que, pelo uso e manuseio repetido, os instrumentos mágicos passam a ter uma forte energia própria, o que permitirá ao Mago, em pouco tempo, fazer uso de seus paramentos sem que se esforce pessoalmente para obter resultados mágicos nítidos.
Na realidade, os paramentos mágicos só tem valor quando o Mago conhece plenamente seu simbolismo, pois os mesmos são apenas auxílios para a consciência e a memória do Mago.
Donde se conclúi que todo o poder que possam acumular ditos instrumentos emanam do Mago.
Dirigindo sua atenção para  determinado instrumento, as faculdades e poderes por esse

instrumento simbolizados são trazidos à mente consciente do operador.
Portanto, quando o Mago utiliza, em seu trabalho cerimonial, determinado instrumento, ele obtém o contato desejado, sem qualquer esforço especial de sua parte.
Cada implemento mágico representa forças espirituais, leis e qualidades, e esta introdução ao assunto pretende ser breve, mas não superficial.




Capítulo V
O Que Caracteriza os Paramentos da Magia Evocativa Cerimonial

O Mago que dispõe de todos os paramentos para a Magia Cerimonial deverá ser bastante reservado em tudo que diz respeito aos mesmos.
Isto equivale a dizer que pouco deverá ele comentar sobre seus instrumentos, com quem quer que seja.
Somente o Mago deverá tocar seus instrumentos, já que basta um olhar profano para dessacralizar um instrumento mágico já consagrado.
Aliás, após a consagração, só deverão, esses instrumentos, serem tocados — ou vistos — pelo seu dono; este só deverá manuseá-los quando estiver pronto para executar seu trabalho mágico.
Instrumento algum deverá, após consagrado, ser usado para qualquer função que não a prática da Magia Cerimonial.
Qualquer uso fora do programado significa destruir seus poderes mágicos.
O Mago somente deverá manusear seus implementos quando estiver limpo, de corpo e alma; isto é, quando todas influências externas já tiverem sido lavadas (no sentido real e figurativo), poderá o Mago usar seus instrumentos mágicos.

Somente após ter tomado seu banho, estando então vestido com roupas de baixo limpas e reservadas ao trabalho ritual (se possível tudo em sêda, e na cor adequada ao ritual), é que poderá pegar suas ferramentas.
Apesar que meias, cuecas e calcinhas em sêda não são obrigatórias para o trabalho ritual, recomando-as. Ou se usa o melhor, ou não se usa nada.
Tudo isso demonstra, da parte do Mago, uma atitude de respeito com relação aos seus implementos mágicos.
E quanto maior for seu respeito por esses instrumentos, maior será o poder acumulado nos mesmos.
Pois é muito importante que o Mago tenha, por seus instrumentos, o maior respeito e carinho.
Na realidade, cada um dos implementos em questão deverá ser tratado como verdadeira relíquia religiosa.
Pelo fato de que cada instrumento simboliza as mais divinas leis, cada instrumento é realmente uma relíquia do poder cósmico.
Daí se conclúi que o Mago só deverá tocar seus implementos cerimoniais quando estiver totalmente pronto para levar adiante sua operação mágica.
Somente nas mãos de um Mago que conheça plenamente o simbolismo universal e esteja consciente do dito nas linhas acima é que os instrumentos da Magia Evocativa darão os resultados desejados.
E os paramentos da Magia Ritual deverão ser consagrados, isto é, dedicados às suas funções específicas, com o que se tornarão efetivos, mesmo que séculos se passem desde sua última aplicação.
Vamos, agora, descrever os implementos da Magia Evocativa.




Capítulo VI
Paramentos da Magia Ritual Serventia e Simbolismo

CÍRCULO MÁGICO — simboliza o infinito; representa simbólicamente o Micro e o Macrocosmo; o Mago, em seu centro, representa Deus, comandando o Universo.
TRIÂNGULO MÁGICO — simboliza a tridimensionalidade; possibilita a manifestação física de Entidades Espirituais.
TURÍBULO — símbolo da materialização e condensação; permite criar uma atmosfera adeqüada à manifestação das Entidades Espirituais em nosso plano.
ESPELHO MÁGICO — a mais importante ferramenta da Magia; permite a visualização de outros planos e Esferas; pode substituir ao triângulo mágico. Nas obras de Franz Bardon encontram-se instruções sobre sua preparação e utilização.
LAMPARINA — também chamada de "Lanterna Mágica", é o símbolo da iluminação e entendimento.
BASTÃO MÁGICO — o  mais  importante  paramento da Magia cerimonial; simboliza a vontade, o poder e a força do Mago.
ESPADA MÁGICA — símbolo da absoluta obediência ao Mago.
ADAGA — ídem Espada.
TRIDENTE — ídem Adaga, porém adeqüada somente

ao trabalho com Entidades negativas.
CORÔA símbolo da autoridade e dignidade do Mago.
TIARA — ídem corôa.
TÚNICA — simboliza a proteção do Mago contra influências externas; deve ser longa e confeccionada em sêda, fechada de cima a baixo.
CINTO — simboliza o equilíbrio.
PANTÁCULO símbolo universal de poder Macrocósmico.
LAMEN — o mesmo que o Pantáculo, mas relativo ao Microcosmo; representa simbólicamente a autoridade psíquica e intelectual, além da atitude e maturidade do Mago. Expressa a autoridade absoluta desse.
SIGILO — símbolo de um poder parcial.
DIÁRIO MÁGICO caderno para que sejam relatadas todas as operações mágicas.
CANETA TINTEIRO para escrever no Diário Mágico.
TAÇA — simboliza a sabedoria e a vida.
PIRÓGRAFO — para gravar dizeres ou desenhos nos paramentos mágicos.
AGULHAS para costurar e bordar nas vestes mágicas.
SAL — para exorcismos e purificações.
INCENSO — para ser queimado durante os rituais. CHICOTE — tem o mesmo simbolismo e uso que a
Espada.
SINO — serve para chamar a atenção dos sêres de outros planos.
ALTAR — para apoiar os paramentos mágicos. ARMÁRIO — para guardar os implementos mágicos. PORTA-BÍBLIA — para apoiar o Diário Mágico.




Capítulo VII
A Operação Mais Importante da Magia:
O Contato e o Conhecimento do Anjo da Guarda, a Natureza do Amante Secreto, do Augoeides, de Choronzon e do Habitante do Umbral.

A mais importante invocação que o Mago pode efetuar é a de seu Gênio, Daemon, Anjo-Demônio da Guarda, Santo Anjo da Guarda, Sagrado Anjo Guardião, Amante Secreto, Vontade Verdadeira ou Augoeides.
Essa operação é tradicionalmente conhecida como conseguir o Conhecimento e a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião.
Isso é algumas vezes descrito como "Magnum Opus",
o Grande Trabalho.
O Augoeides pode ser definido como o mais perfeito veículo do KIA (centelha-divina que nos habita) no plano da dualidade.
Como Avatar do KIA na Terra (planeta), o Augoeides representa a verdadeira vontade, a razão de ser do Mago, sua proposta de existência.
O Sagrado Anjo da Guarda, Holly Guardian Angel ("HGA") em inglês, é o nosso poder de consciência, Magia e Gênio.

Nós temos a pesarosa capacidade de ficarmos obsediados com meros produtos de nosso próprio gênio, crendo, por engano, ser o próprio Gênio legítimo, não uma criação nossa.
Os efeitos colaterais dessa obsessão tem um nome genérico, CHORONZON, ou, ainda DEMÔNIOS CHORONZON, pois seu nome é LEGIÃO. Louvar essas criações é aprisionar a si mesmo na loucura, além de invocar desastres eventuais.
Mas CHORONZON, o "outro lado" do AUGOEIDES, só aparece aonde se busca o "HGA". Daí o perigo da busca frenética e mal dirigida, como está na moda atualmente. Em algumas Escolas Iniciáticas CHORONZON é identificado como o Deus Egípcio ANÚBIS.
Para os que nada buscam, porém, também há uma nefasta criatura espreitando: o  HABITANTE  DO UMBRAL.
Habitante do Umbral é um conceito metafísico. É nossa própria criação. Ele tende a controlar nossas fraquezas, especialmente através da Vontade e força de vontade. Isso está relacionado à possessão num nível astral. É especialmente dominante nos casos de toxicomania, alcoolismo, tabagismo e outros problemas de vícios em geral.
Para entender a envergadura desses problemas, basta conhecer o nome do Anjo da Guarda junto ao Tantrismo: O Amante Secreto. Portanto, todas as fantasias pessoais, inclusive as sexuais, têm origem na natureza e aparência dessa Entidade. Eis por que todas as anomalias e desvios sexuais têm origem em seus "opostos", isto é, nos opostos do Amante Secreto.
O Santo Anjo da Guarda é o mais importante dos elos mágicos — e o único seguro — entre os humanos e as

"forças externas".
Aleister Crowley é extremamente claro ao afirmar que o Anjo da Guarda não deve ser confundido com entidades nebulosas como o Eu Superior. Diz ainda que o Anjo da Guarda é um indivíduo real, com seu próprio universo, assim como os seres humanos.
O Santo Anjo da Guarda não é uma entidade subjetiva, nem consiste numa forma de "oposto da consciência" da pessoa. Seus reflexos, porém, podem constituir um potencial de ordem distinta, que pode vir a ser interpretado como o "mal" (ou o "Anjo Mau"), potencial esse que supera, em muito, o de qualquer ser humano.
Esse "Anjo Mau" ou "Mau Anjo da Guarda" é um habitante de uma Zona Intermediária entre os universos humano e não-humano, e é o único intermediário, ou "ponte", entre esses dois universos.
Esses dois universos, o Solar (ou Dévico), e o Terrestre (ou Assurico), são as Zonas habitadas pelas correntes homônimas, portanto também são as Zonas aonde se situam os Eu Superior e Eu Inferior, respectivamente.
O encontro de um ser humano com seu Anjo da Guarda dá-se na Esfera Cabalística de Tipheret, esfera Solar na Árvore Cabalística.
Tipheret é o assento dessas duas consciências, e até que os seres humanos atinjam Tipheret, permanecerão atados à Corrente Assurica de consciência.
Como conseqüência de não alcançarem Tipheret, os seres humanos não obterão uma consciência real do mundo dévico, mas não tornar-se-ão imunes às radiações e vibrações dessas regiões.
Por outro lado, o Santo Anjo da Guarda, cujo ponto

de contato com os seres humanos é em Tipheret, liga a consciência humana com as Esferas além do Universo Solar.
Os reflexos do Anjo da Guarda, porém, também iluminam as paragens Qliphóticas, aonde ele se torna o "Anjo Negro", posto que as Qliphás são a parte trevosa do Universo, a região das sombras.
Tendo em vista o que foi dito acima, antes de se praticar a Evocação Mágica, o indivíduo deve obter o conhecimento de seu Anjo da Guarda, fator imprescindível para que qualquer operação mágica com Entidades externas não se transforme num fiasco, ou numa tragédia.
É importante ressalvar que o "HGA" é, na verdade, nosso "Deus Pessoal", nossa "Divindade Pessoal", e não um Anjinho alado...
Esse "Guardião" que aconselha, protege, encaminha, induz e alerta seu "protegido" não é nenhum anjo — é, isto sim, alguém desencarnado que recebe essa função quando do nascimento de cada indivíduo.
Aliás, o único trabalho que aborda este assunto na extensão devida é o magnífico "Initiation Into Hermetics" de Franz Bardon.
Neste sentido, de "protetor", o Anjo da Guarda está mais para "Guia" de Umbanda ou Quimbanda, ou ainda para "Babá-Egum" de Candomblé, do que para uma Divindade pessoal.
E por falar em Candomblé, o que chamamos de "nossos Orixás" corresponde muito bem ao conceito de "HGA". Mas não "o nosso Orixá", porém "os nossos Orixás", isto é, o conjunto de Orixás — 2, 3, 4, 5, 6 e até
7 Orixás "combinados" — que formam o Arquétipo perfeito para que efetuemos a união — a União com o

Arquétipo — que não é outra coisa que a união com o HGA — o Conhecimento e a Conversação com o Santo Anjo da Guarda.
E quando se fala em "Anjo da Guarda", vem sempre à mente a pergunta:
Quem, e o que, são os Anjos? Logo a seguir, nos perguntamos:
E quem, e o que, são os Demônios? Os Anjos são sempre bons?
E os Demônios são sempre maus? É seguro contatar os Anjos?
É perigoso contatar Demônios?

Anjos e Demônios são Inteligências.
E isto equivale a dizer que são Entidades de certa complexidade, o oposto aos Elementares, cujo nome por  si só explica a simplicidade de constituição.
Também fica claro que, enquanto os Elementares só podem executar tarefas simples, às Inteligências cabem tarefas complexas.
As Inteligências podem ser Originais (naturais) ou Artificiais (fabricadas pela mente humana).
As Originais tem mais poder e maior envergadura desse poder que as Artificiais.
Mas são sempre Entidades poderosas e potencialmente perigosas.
É perigoso afirmar que os Anjos são sempre bons, tanto quanto o é crer que os Demônios são sempre maus.
O correto é afirmar que os Anjos são seres Dogmáticos, enquanto os Demônios são seres Pragmáticos.
Isto equivale a dizer que os Anjos aderem aos

Dogmas, são atraídos pelos Rituais Dogmáticos, e identificam-se mais com os Magos que praticam a Magia Dogmática.
Com os Demônios ocorre o inverso — aderem ao Pragmatismo, sentindo-se atraídos pela Magia Pragmática e identificando-se com seus praticantes.
Mas isso não significa que os Demônios sejam bons, pois lhes agrada ver o sofrimento dos seres humanos, quando não causar esses sofrimentos.
Seria mais adeqüado dizer que aos Anjos cabe a missão de provocar efeitos agradáveis; aos Demônios, de gerar efeitos desagradáveis.
Isto, porém, não significa que os Anjos estejam sempre dispostos a satisfazer os caprichos de qualquer pseudo-mago; eles são Inteligências, sêres dotados de imenso poder.
Exigem respeito e moderação. Bom senso e cautela.
É sempre perigoso contatar Anjos e Demônios, donde se conclúi que o Mago deve ter total controle da situação, para nunca ser subjugado — quer seja por um Demônio, quer seja por um Anjo.
Voltando por um instante ao tema inicial, visando eliminar quaisquer dúvidas, vejamos:
O que se convencionou chamar de Anjo-da-Guarda, isto é, uma Entidade que protege, aconselha, orienta, direciona, é o Espírito de alguém desencarnado, bem no estilo dos "Mentores" Kardecistas, "Guias" de Umbanda e assim por diante; o verdadeiro Anjo-da-Guarda, porém, é o Deus pessoal, o Arquétipo com o qual buscamos união, a mais sublime Energia alcançável pelos sêres humanos.




Capítulo VIII
Breve Introdução à Radiônica:
O Que São Máquinas Radiônicas

As Máquinas Radiônicas são de um tipo de sintonizadores de frequências (frequências das ondas biológicas), para a recepção (detecção) e transmissão (emissão) a distância, isto é, sem um contato físico com o sujeito passivo (paciente).
Desta forma, detectam vibrações (ondas) biológicas, e emitem ondas (vibrações) identicamente biológicas, portanto, permitindo um diagnóstico e posterior terapia, tudo a distância,  mediante apenas uma "amostra" (no sentido radiestésico do termo) do paciente (foto, cabelo, sangue, saliva, assinatura, digital, aparas de unha, etc.). As Máquinas Radiônicas são, em sua aparência, caixas com montagens eletro-eletrônicas (e, em alguns casos, eletro-mecânicas também) dentro, com diversos botões de sintonia e chaves de seleções, uma placa de fricção para o uso do praticante, e um (ou mais) poço,
aonde se introduz o testemunho do paciente.
As Máquinas Radiônicas foram batizadas, nos países de língua inglesa, de "Black Box" (caixa preta), pois no início deste século, eram montadas em caixas de

madeira forradas de couro granulado preto, e no painel superior onde eram montados os controles era de material isolante também preto (ebonite).
A Radiônica é uma forma de magia cerimonial, opinião compartilhada por inúmeros praticantes de Radiônica.
A Máquina Radiônica (também chamada "Sintonizador Biológico" ou "Sintonizador Radiônico") é apenas uma "forma pensamento solidificada" e as "frequências/índices" utilizados na Radiônica são apenas um acordo com a egrégora em questão ( o conjunto de índices é a parte intelectualmente inteligível da egrégora da Máquina Radiônica que se utiliza). Com essa definição, muitos praticantes de radiônica concordam, mas alguns discordam de forma inflamada.
Com uma coisa, porém, todos concordam: — quanto maior o número de praticantes de um sistema particular, melhor o dito sistema funcionará para todos.
Os radionicistas Marty Martin e Peter A. Lindermann, em 1978, no estado do Havai (USA), concluíram, após muitas pesquisa, qual o mecanismo operacional da radiônica.
Quando, por qualquer razão a função do RNA num organismo está inibida, os tratamentos radiônicos tornam-se quase que totalmente ineficientes.
Mas, quando o RNA é estimulado por um tratamento específico para o mesmo RNA, então todos os outros tratamentos radiônicos tornam-se eficientes. Com a repetição deste fenômeno inúmeras vezes, os dois pesquisadores chegaram a uma conclusão — todos os remédios são elaborados no corpo pelo DNA!
O sistema radiônico da terapia, é apenas uma forma de conversar com o DNA.

Se o DNA não conseguir enviar sua mensagem às células através do RNA, o tratamento parece não funcionar. Isto talvez auxilie os praticantes da radiônica a obter resultados mais consistentes.
Para os dois pesquisadores citados, esse procedimento eliminou quase que totalmente os insucessos.

Apenas a título de curiosidade, cito aqui as principais egrégoras da Radiônica, em todo o mundo:

Peter J. Kelly (USA)
Thomas Galen Hieronymus (USA) Georges Delawarr (UK)
Malcolm Rae (UK) Albert Abrams (USA) Pathoclast (USA) Bruce Copen (UK) David V. Tansley (UK)
Agrad / Ukako (USA / UK / França) Ruth Drown (USA)
McGurk (UK)
Peter A. Lindemann ((USA) Michael G. Smith (USA)
Antonio Rodrigues / Mindtron (Brasil) Christopher Hills (USA)
Benoytosh Bhattacharyya (India) Steven Gibbs (USA)
Jacques Bersez (França) Irmãos Servranx (FRANÇA)
Roger Anton Calverley (CANADÁ) Robert McFarland (CANADÁ)

QUE TIPO DE FENÔMENO PERMITE A EMISSÃO A DISTÂNCIA:
— Pulsos eletro-magnéticos;
— Luz polarizada;
— Ondas de forma;
— Relação espacial.

Portanto, um equipamento radiônico precisa enquadrar seu sistema de emissão de energia num dos quatro acima; caso contrário, teremos um equipamento psicotrônico, e não radiônico.
Isto é, teremos um equipamento que só emitirá enquanto o operador estiver concentrado no aparelho, bem como na qualidade da energia desejada e no paciente.
Basta que o operador "vire-se de costas" para a "operação" que a mesma cessará, isto é, a máquina deixará de emitir.
Nas Máquinas Radiônicas a emissão é autônoma e independe da vontade ou atenção do operador.
Assim, ao se projetar um equipamento Radiônico, deve-se levar em conta esses parâmetros, pois são  a única forma de emitir qualquer tipo de energia a distância, seja a energia de números, sigilos, desenhos influentes, côres, remédios, substâncias  esotéricas,  ou  de qualquer outra "coisa".

Outras formas quaisquer de emitir dependerão da  força da mente do sujeito ativo do experimento (o Mago/Emissor), ou de alguma Entidade.







Segunda Parte
Prática




Capítulo IX
A Prática da Evocação Mágica

A prática da Magia Evocativa, apesar de tão conhecida, quase nunca foi descrita com exatidão.
O único trabalho que contém a descrição exata de uma evocação mágica é o fabuloso livro "The Practice of Magical Evocation", de autoria de Franz Bardon.
Aliás, não há obra mais completa, no tocante a Magia e Cabala, do que a de Franz Bardon, composta de apenas quatro volumes, que reputo indispensáveis para todo estudioso e praticante da Magia (ver bibliografia).
Posso afirmar que esta é a primeira vez que é publicado, em português, um texto com a realidade, e só  a realidade, de uma Evocação Mágica.
É bom ressaltar que, para o sucesso numa operação mágica desse tipo, muito treino e dedicação são essenciais; creio que a prática assídua de faculdades mágicas bem desenvolvidas por um método racional e seguro, como o encontrado na obra "Initiation Into Hermetics" ("Iniciação ao Hermetismo"), de autoria do mesmo Franz Bardon, é mesmo imprescindível.
Há duas variedades da Evocação Mágica: a Grande Evocação e a Pequena Evocação. Na Grande Evocação, se Evoca os Deuses e Deusas, e consiste numa operação potencialmente mais perigosa que a Pequena Evocação, posto que um Deus ou Deusa pode, pela própria natureza de sua Energia, desequilibrar seriamente

alguém. Já na Pequena Evocação, são Evocadas quaisquer outras Entidades, quer sejam Espíritos Planetários, Inteligências, Anjos, Demônios, Elementais, etc.
O melhor para a prática da Magia Evocativa é que possamos utilizar, para nossas operações, um cômodo exclusivamente para essa finalidade; algum cômodo aonde possamos ficar a sós, no qual somente nós teremos acesso, aonde tenhamos total privacidade e que até mesmo apenas nós façamos a limpeza, falando em termos puramente mundanos.
É claro que esta, bem como todas as demais  colocações deste apêndice, podem sofrer  modificações, de acordo com a necessidade do Mago.  Um  cômodo assim fará o papel de um verdadeiro Templo, no sentido mais amplo do termo.
Se for possível ao Mago, seu Templo Mágico deverá ser guarnecido com paramentos adequados ao seu trabalho, respeitando todas as leis de analogia aplicáveis, da mesma forma que os Magos do passado o fizeram. Neste caso, o Mago localizará seu Altar no Leste. O Mago poderá, de acordo com seu grau de maturidade e crença pessoal, colocar em seu Altar uma imagem de sua Divindade, ou, como faziam os Magos do passado, um Espelho Mágico, com dois candelabros de sete braços, um em cada lado do citado Espelho Mágico, e um Turíbulo entre os dois candelabros, em frente ao Espelho Mágico, mas em posição inferior a este. No passado, os Templos Mágicos eram guarnecidos com quatro colunas ornamentadas com varias figuras simbólicas, cada coluna representando um dos quatro elementos ( água, ar, terra e fogo ). As paredes eram decoradas com figuras simbolizando várias divindades

dos quatro elementos. No passado, bem como nos dias atuais, somente uns poucos poderiam ter um Templo Mágico assim luxuoso e sofisticado. Mas isso não deve desestimular o Mago, pois, não importa sua situação financeira, ele (ou ela ) será capaz de realizar suas operações mesmo que não disponha de um local como o descrito anteriormente para seu uso. Na verdade, um Mago competente poderá levar a cabo uma Evocação Mágica em qualquer lugar, seja um quarto, uma cozinha, uma edícula, um sótão ou um porão, desde que tenha sua privacidade garantida durante seu trabalho.
Mesmo que isso torne-se impossível, o Mago ainda poderá praticar sua Arte em qualquer local isolado, ao ar livre, desde que não seja perturbado.

"A Evocação de uma Entidade"

o Mago deve escolher a Entidade a ser evocada, ou ainda qual a força planetária ou elemental com a qual deseje estabelecer contato;
isto é muito importante, pois só assim o Mago saberá de antemão, quais as considerações relativas às leis da analogia deverá ter em mente, especialmente no que diz respeito à acumulação de luz colorida adequada à esfera em questão;
tendo escolhido a quem deseja evocar, o Mago deverá ter em mente o que pretende obter da força em questão, elaborando portanto um plano preciso de ação;
antes da evocação própriamente dita, o Mago deverá tomar um banho de higiene completo, pois uma operação mágica dessa natureza requer não somente uma alma e um espírito limpos, mas também um corpo físico limpo, especialmente quando estivermos evocando

inteligências positivas e elevadas;
não sendo possível tomar um banho completo, o Mago deverá, ao menos, lavar cuidadosamente suas mãos; esse procedimento não deverá jamais ser esquecido;
ao lavar-se, o Mago deverá concentrar-se na idéia de que todos os aspectos desfavoráveis, física e psiquicamente falando, irão embora com a água que se vai;
preparado dessa maneira, o Mago toma um a um seus implementos mágicos, do local aonde estavam guardados, e os deposita num pedaço limpo de tecido, preferivelmente novo, que estava guardado junto com os implementos mágicos, com a finalidade de manter os  ditos implementos livres da poeira;
providencie para que seu isolamento do mundo exterior seja completo, tanto para que você não se distraia com acontecimentos alheios a sua operação, quanto visando evitar o olhar curioso de outras pessoas;
feche as cortinas, abaixe a campainha do telefone, até mesmo desligue a chave geral da eletricidade de sua residência, para evitar distrações durante seu trabalho;
a evocação tem início no momento em que você começa a se vestir; ponha, portanto, atenção especial nesse ato, concentrando-se totalmente na operação que se seguirá;
vista-se com roupas de seda- no frio, use roupas de baixo em seda — e calçados que sejam um tipo de chinelos fechados, adequados ao uso especial que se tem em mente;
tenha em mente que, ao vestir-se com suas vestes mágicas, você estará formando uma  proteção  contra toda e qualquer influência desfavorável que venham do

universo visível ou mundo invisível;
ao vestir-se, tenha em mente que seu corpo está totalmente protegido contra influências de quaisquer seres, pouco importando se bons ou maus;
essa absoluta certeza deve permanecer na mente do Mago o tempo todo de sua operação mágica, de estar absolutamente isolado de toda e qualquer influência externa;
ponha então, em volta de sua cintura, o cinturão mágico, tendo em mente que você é o Soberano de todos os elementos, o Mestre de todos os
Poderes;
finalmente, ponha em volta de sua cabeça a tiara mágica ou coroa mágica com a sensação de uma verdadeira união com Deus, e sentindo que não é você, mas Deus é quem está levando a cabo a operação;
você deverá unir-se com o princípio Divino dentro de si de tal forma que se sentirá como a própria Divindade;
acenda agora sua Lâmpada ou Lamparina Mágica, que deverá "encher a sala" com a "cor da esfera" em questão;
coloque-a num local em torno do qual você traçará seu Círculo Mágico, ou pendure-a no centro do cômodo;
não há a necessidade de que a Lamparina seja localizada no centro exato do cômodo, sendo a única e real vantagem de centralizá-la ter-se  a  luz  distribuída por igual;
o próximo passo será a colocação dos Espelhos Mágicos, e impregná-los; poderemos utilizar apenas um Espelho Mágico, ou idealmente dois;
um dos espelhos servirá para a manifestação da entidade evocada no mundo físico, enquanto o outro

espelho servirá para afastar influências indesejáveis;
tendo consciência de que não é você, mas a própria Divindade, quem está levando adiante a operação mágica, crie, com o auxílio de sua imaginação, um grande mar de luz, na coloração adequada a esfera em questão, o qual, também pela imaginação, você acumulará do universo na superfície do Espelho Mágico, de maneira que toda a superfície do Espelho Mágico seja tomada pela cor;
o poder daquela iluminação condensada deverá ser tão forte a ponto de iluminar totalmente a sala em que se opera;
nesse momento, você deve usar de sua imaginação, criando em seu ser a impressão de que aquela luz acumulada é na verdade uma "matriz de poder", um fluido, que quase possa ser observado com a visão física;
de qualquer forma, você deverá ter a impressão permanente de estar movendo-se em meio a uma oscilação colorida, na sala da operação;
essa é a forma de preparar magicamente um ambiente para a operação mágica em questão; assim preparado o ambiente, que está em perfeita sintonia com a entidade evocada, não há mais obstáculo algum para a manifestação do ser em questão, pois a entidade sentirá   a atmosfera propícia para a sua manifestação;
enquanto você está acumulando a luz no ambiente, deverá manter em sua mente a idéia firme de que está fazendo isso com a finalidade de que o espírito evocado se condense de tal forma que possa ser visto por seus olhos físicos e ouvido com seus ouvidos físicos;
impregnando o ambiente com a luz na cor escolhida, não se esqueça de desejar repetidamente que

a luz/poder em questão permaneça acumulada na superfície do Espelho Mágico e na sala até que você a "dissolva" por força de sua imaginação;
agora é hora de impregnar o Espelho Mágico com o princípio do Akasha. Projete, por força da imaginação, na superfície do Espelho, que previamente deveria ter sido coberta com um condensador fluídico, o desejo de que nenhum ser perturbador, nenhum espírito zombeteiro, nenhuma força indesejável, nada nesse sentido penetre em seu ambiente de trabalho;
esse foi o segundo passo na Evocação Mágica;
a sala de trabalho está agora adequadamente impregnada;
pegue então um pedaço de papel mata-borrão e corte-o num formato adequado à esfera que será evocada, ou seja:

Saturno = triângulo
Júpiter = quadrado
Marte = pentágono
Sol = hexágono
Vênus = heptágono
Mercúrio = octógono
Lua = nonágono
Terra (e quaisquer outras esferas) = círculo

no centro do papel, trace, na cor da esfera em questão, utilizando-se de um lápis colorido, o signo/assinatura/sigilo da entidade em questão, ou o pentagrama/hexagrama da força desejada, respeitando, nesse último caso, o ponto de início e o ponto final do desenho;
simbolicamente, trace novamente o desenho com seu dedo ou com seu Bastão Mágico, concentrando-se nas qualidades da energia/entidade que se evoca,;

seria conveniente umedecer o papel com um condensador fluídico, deixando-o secar a seguir;
concentre-se também na idéia de que a entidade evocada está ligada ao desenho, e reagirá a qualquer tempo, estando disposta a atender ao Mago em seus desejos;
tenha em mente, ao traçar o desenho, que não é você quem o faz, mas Deus, e que, portanto, a inteligência evocada renderá absoluta obediência a  Deus;
com esta atitude meditativa, uma falha é impossível;
seu "Selo Mágico" está pronto, e você poderá começar a preparar o "Círculo Mágico" e o "Triângulo Mágico" ;
se você já tiver um círculo bordado num pedaço de tecido, ou pintado num pedaço de papel, ponha esse círculo no chão, ao lado do triângulo, e re-trace o círculo com seu Bastão mágico, ou com sua mão  direita,  ou  ainda com um dos dedos de sua mão direita;
fazendo isso, medite na idéia de que o círculo representa a eternidade, o microcosmo e o macrocosmo, que ele simboliza o universo inteiro em seus aspectos menor e maior;
sua meditação deverá ser tão perfeita, desde o início desse trabalho, de forma que nenhuma outra idéia penetre em sua mente;
siga agora o mesmo procedimento com relação ao triângulo mágico, que também deve estar pronto como o círculo mágico, re-traçando o triângulo de forma idêntica ao que foi feito com o círculo mágico;
medite, durante essa operação, que o triângulo representa o mundo tridimensional, isto é, o plano

mental, o plano astral e o plano físico;
para evitar que a inteligência que se deseja evocar não se manifeste apenas em sua forma mental, mas também em suas formas astral e física, é necessário que se inclua este desejo ao concentrar-se em sua atitude meditativa rumo ao triângulo;
sua imaginação no momento de retraçar tanto o triângulo quanto o círculo são igualmente importantes e imprescindíveis;
o Mago deverá determinar a forma e a envergadura da efetividade da inteligência de quem se deseja a manifestação;
caso o Mago omita este ponto, a entidade lhe aparecerá apenas em sua forma mental e conseqüentemente apenas na mente do Mago;
a manifestação da entidade só poderá ocorrer se todas as precauções e procedimentos forem precisamente observados e tomados;
terminada toda esta fase, coloque o triângulo em frente do círculo e ponha o "Selo" no centro do triângulo;
obviamente o "Selo" deverá ter sido preparado de acordo com o indicado anteriormente;
alguns Magos intensificam o efeito tridimensional do ser evocado colocando em cada ângulo do triângulo uma espiriteira, portanto três ao todo, e as acendendo;
o combustível a ser utilizado nas espiriteiras deverá ser um extrato de aguardente ( ou rum, gim, uísque, etc. ) com camomila, isto é, um condensador líquido ( condensador fluídico ou fluido condensador), no qual o Mago já acumulou, com o auxílio da imaginação,    o mundo tridimensional;
quando as espiriteiras, guarnecidas de pequenas mechas, estiverem queimando, da mesma forma que as

espiriteiras de laboratórios, o poder da imaginação concentrado no combustível lentamente se expandirá no ambiente enquanto o fluido lentamente se consome;
dessa forma, a materialização da entidade evocada terá total apoio;
que fique bem claro que a utilização das espiriteiras não é absolutamente necessária, mas é um bom auxílio, especialmente para os iniciantes, pois um iniciante nas práticas evocativas necessita de um maior número de acessórios que um Mago experiente neste departamento;
os novatos poderão colocar as lamparinas ou espiriteiras em intervalos regulares, não somente nas pontas do triângulo eqüilátero, mas também em torno da linha que demarca o círculo mágico;
a quantidade de lamparinas colocadas dentro do círculo dependerá do número análogo do planeta relevante;
o número de lamparinas/espiriteiras a ser utilizado é análogo ao número atribuido a esfera em questão, como se segue:
Terra = 10
Lua = 09
Mercúrio = 08
Vênus = 07
Sol = 06
Marte = 05
Júpiter = 04
Saturno  = 03

o Mago poderá ainda simbolizar os elementos no círculo, quando então necessitará de apenas quatro lamparinas;
o próprio Mago, em no centro do círculo,

representará o quinto elemento, o princípio do Akasha ou Éter;
ao colocar as lamparinas, o Mago leva em consideração os quatro pontos cardeais, colocando as lamparinas a Leste, Oeste, Sul e Norte do círculo;
é deixado ao critério do Mago expressar com as espiriteiras o número planetário em questão ou simbolizar os elementos;
claro que o Mago poderá traçar três círculos concêntricos, colocando no círculo intermediário as  quatro lamparinas simbolizando os elementos, no círculo externo colocará o número de lamparinas análogo ao número atribuido a esfera da entidade que será evocada, ficando, é obvio, o Mago, no centro do menor dos três círculos concêntricos;
obviamente, a utilização das espiriteiras na forma indicada complicará bastante a preparação para a evocação, mas a pessoa apta a utilizar tais lamparinas não desistirá da utilização desse apoio, pois quanto maior o número de apoios para a consciência o sujeito tiver no seu início, melhor serão os resultados;
agora entra em cena o turíbulo ou incensário;
o Mago poderá colocá-lo entre o círculo e o triângulo ou diretamente no triângulo;
o turíbulo deverá ser guarnecido com carvão em brasa ou com um pavio ou mecha, e sobre a chama/brasa uma pequena placa de cobre será fixada;
essa placa é que será aquecida pelo calor da chama/brasa;
o pó a ser incensado deverá, em todos os casos, corresponder a esfera do ser evocado, e deverá ( o pó ) ser colocado sobre a placa de cobre;
apenas pequenas quantidades deverão ser

utilizadas, de molde que no ambiente sinta-se o suave aroma da fragrância incensada, ao invés de poluir o ambiente com uma densa fumaça que perturbará o trabalho;
como alternativa do pó a ser incensado, pode-se utilizar uma tintura aromática, sempre respeitando a lei das analogias;
caso você não deseje utilizar o turíbulo durante a operação mágica, poderá pingar algumas gotas da  essência adequada num pedaço de papel mata-borrão;
em qualquer dos casos, o aroma agradável à inteligência evocada facilitará a materialização do ser em nosso mundo físico;
incensar o ambiente, na verdade, não é tão importante quanto querem alguns autores; é só mais um apoio;
nunca utilize substâncias tóxicas, venenosas ou entorpecentes para incensar o ambiente, sob pena de perder o controle da situação; evocação mágica é algo muito sério e pode mesmo ser bastante perigoso;
caso o Mago esteja evocando um ser não pertencente a nenhuma das sete esferas planetárias, sob o qual não tenha certeza com respeito as correspondências análogas, deverá utilizar como incenso um condensador líquido universal;
a regra anterior aplica-se amplamente aos seres da zona da terra e dos elementos terrestres;
obviamente o condensador em questão deverá ser adequadamente impregnado, isto é, a acumulação da luz adequada a operação deverá ser feita da mesma forma que nos outros procedimentos semelhantes, concentrando-se ao mesmo tempo no desejo de sucesso;
uma boa mistura universal é composta dos

seguintes elementos, em partes iguais em volume: incenso de igreja
mirra estoraque benjoim
aloés (babosa)

uma fórmula universal como a descrita no item anterior tem serventia em todas as situações;



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