SISTEMA DA MAGIA SAGRADA DE ABRAMELIM (OS QUADRADOS MÁGICOS):
um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o próprio Anjo da Guarda; depois, se fará uso de uma série de Quadrados Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso, no qual muitos experimentadores se "deram mal", aliás, muito mal.
As instruções dadas no famoso livro que ensina este Sistema não devem ser levadas a cabo "ao pé da letra", de forma irrefletida; deve-se, porém, ter total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em prática.
Como em todos os textos antigos, aqui também muita coisa está cifrada ou velada.
Deste poderoso Sistema apareceram inúmeras práticas com "quadrados mágicos" que nada têm a ver com o Sistema ensinado nesta obra.
SISTEMA ENOQUIANO (MAGIA ENOQUIANA, ENOCHIAN MAGIC):
é um sistema simbolicamente complexo, que consiste na Evocação de Energias ou Entidades de trinta esferas de poder em torno da Terra. É um sistema poderoso e perigoso, mas já existem diversos guias prático no mercado, que permitem uma condução relativamente segura. Este Sistema foi descoberto por John Dee e Edward Kelley; posteriormente, foi aperfeiçoado pela Golden Dawn, por Aleister Crowley e seus muitos seguidores, entre eles vale destacar Gerald Schueler. Os
"nomes bárbaros" a que se referem muitos textos de ocultismo são os "nomes de poder" utilizados neste Sistema Mágico. Aqui, trabalha-se num universo próprio, distinto daquele conhecido no Hermetismo e na Astrologia. Busca-se contato com Elementais, Anjos, Demônios e com o próprio Anjo da Guarda. Dizem alguns entendidos que a famosa "Arca da União" é o "Tablete da União", peça fundamental deste Sistema. Esse "Tablete da União" encontra-se a disposição de qualquer Mago que cruze o "Grande Abismo Exterior", após a passagem pelo sub-plano de ZAX, no Plano Akashico, Etérico ou "do Espírito", local aonde estão situados os sub-planos LIL, ARN, ZOM, PAZ, LIT, MAZ, DEO, ZID e ZIP, os últimos entre os 30 Aethyrs ou sub- planos. Essa região é logo anterior ao último "anel pelo qual nada passa", tudo isso dentro do conceito do Universo pela física enoquiana.
Para encerrar nossa abordagem sobre a Magia Enoquiana, um aviso: muito cuidado ao pronunciar qualquer palavra no idioma enoquiano, pois as mesmas tem muita força, podendo provocar manifestações nos planos sutis mesmo que as "chamadas" tenham sido feitas de forma inconsciente ou inconsequente.
SISTEMA DA BRUXARIA (WITCHCRAFT):
até virem à luz os trabalhos de Gerald Gardner, Raymond Buckland e Scott Cuningham, não se podia considerar a Bruxaria um sistema mágico. As bruxas e os bruxos se reúnem nos "covens", que por sua vez encontram-se nos "sabbats", as oito grandes festividades definidas pelos solstícios, pelos equinócios, e pelos dias eqüidistantes entre esses. Os últimos são considerados mais importantes.
A Bruxaria é um misto de métodos de Magia clássica (Ritual, Sexual, etc.), com práticas de Magia Natural (uso de velas, incensos, ervas, banhos, poções, etc.), cultuando Entidade Pagãs em geral. Nada tem a ver com o Satanismo. Bons exemplos do que podemos chamar de Bruxaria, em língua portuguesa, estão no livro "BRIDA", de autoria de Paulo Coelho. Aquilo lá descrito mostra bem o Sistema da Bruxaria, menos nítido, mas também presente nas suas outras obras. Pena a insistência de algumas pessoas em condenar a bruxaria a um lugar inferior entre os Sistemas Mágicos.
SISTEMA DRUIDA (DRUIDISMO):
há muito em comum entre o Druidismo moderno e a Wicca (nome dado nos países de língua inglesa à Bruxaria). As principais diferenças residem na mitologia utilizada nos seus rituais (a Celta), além dos locais de culto (entre árvores de carvalho ou círculos de pedras). O Druidismo pode ser rezumido como um culto à Mãe Natureza em todas as suas manifestações rituais.
SISTEMA SHAMÂNICO (SHAMANISMO):
o Shamanismo é a raiz de toda forma de Magia. Floresceu pelo mundo todo, nas mais diversas formas, dando origem a diversos cultos e religiões.
Sua origem remonta a Idade da Pedra, com inúmeras evidências disso em cavernas habitadas nessa era. O Shamanismo moderno está ainda embrionário, embora suas raízes sejam profundas e fortes. O Shaman é uma espécie de curandeiro, com poderes especiais nos planos sutis. O Shamanismo caracteríza-se pela habilidade do Shaman entrar em transe com grande facilidade, e sempre que desejado.
SISTEMA DEMONÍACO (GOETIA, GOÉCIA):
consiste na Evocação das Entidades Demoníacas, Demônios, de habitantes da "Zona Mauva" ou das Qliphás. É uma variação unilateral da Magia Evocativa do Sistema Hermético. Obviamente é um Sistema muito perigoso.
SISTEMA SOLAR:
aonde se busca, única e exclusivamente, o conhecimento e a conversação com o Anjo da Guarda.
SISTEMA BON-PO (BON-PA):
é um Sistema de Magia originário do Tibete. É uma seita de Magia Negra, com estreitas ligações com as Lojas da FOGC (Ordem Franco-Massônica da Centúria Dourada), sediadas em Munich, Alemanha, desde 1825, com outras 98 Lojas espalhadas por todo o mundo. Na
O.T.O.A. faz-se uso de práticas mágicas Bon-Pa. Membros da seita Bon-Pa estiveram envolvidos com organizações sinistras, como a "Mão Negra", responsável para Arquiduque Ferdinando da Áustria, o que precipitou o mundo na Primeira Guerra Mundial.
Durante a era Nazista na Alemanha, membros da seita Bon-pa eram vistos frequentando a cúpula do poder. Outro nome pelo qual a seita Bon-Pa ou Bon-Po é conhecida é "A Fraternidade Negra". Muitos chefes de Estado, artistas famosos e pessoas de destaque na sociedade, foram ou são vinculados à Bon-Pa ou à FOGC
através de "pactos" feitos com as Forças das Trevas. Vale notar que, na Alemanha Nazista, todas as Ordens Herméticas foram perseguidas e proscritas — exceto a FOGC. E, na China, após a tomada do poder por Mao
Tse Tung, todas as seitas foram perseguidas e proscritas
exceto a Bon-Pa. Seriam Hitler e Mao Tse Tung membros das mesmas, assim como seus principais asseclas? Vale a pena ler a obra "FRABATO", de autoria de Franz Bardon, e a edição do mês de Agosto de 1993 da revista "PLANETA" (Editora Três). Em ambas, muita coisa é revelada sobre a história dessas seitas — inclusive sobre suas práticas nefastas.
SISTEMA ZOS-KIA-CULTUS:
criado por Austin Osman Spare, o redescobridor do Culto de Priapo. É a primeira manifestação organizada de Magia Pragmática. Baseia-se na fusão da Magia Sexual com a Sigilização Mágica. A obra "Practical Sigil Magic", de Frater U.: D.: revela seus segredos. É um Sistema eficiente, mas não serve para qualquer pessoa, somente para aquelas de mente aberta e sem preconceitos. O motivo é simples: seu método de Magia Sexual é o conhecido como "Grau VIIIº", na O.T.O., ou seja, a Auto-Magia Sexual.
SISTEMA RÚNICO (MAGIA DE RUNAS, RUNE MAGICK, RUNES):
Runas são letras-símbolos, cada qual com significados variados e distintos. Tem uso em Divinação, em Magia Pantacular e em Meditação.
Infelizmente, a Cabala das Runas perdeu-se para sempre na noite dos tempos. As Runas tem origem totalmente Teutônica. As Runas tem se tornado um dos mais importantes alfabetos mágicos, talvez devido a seu poder como elementos emissores de ondas-de-forma, talvez devido à facilidade de sua escrita.
SISTEMA ICÔNICO ou ICONOGRÁFICO (antigo
Sistema Hebraísta):
desenvolvido por JEAN-GASTON BARDET, com a colaboração de JEAN DE LA FOYE, é um sistema tecnicamente complexo, que consiste em utilizar as letras de fôrma hebráicas como fonte de emissões-de- ondas-de-forma. Hoje, com o Sistema aprimorado por António Rodrigues, utiliza-se dessas letras, além de outros símbolos ou ícones, para a detecção e criação de "estados esotéricos", bem como para neutralizar ou alterar energias sutis diversas. É um dos mais potentes que existe, dentro da visão de emissores e detectores de ondas-de-forma. Rodrigues introduziu muitas "palavras de conteúdo mágico" nesse Sistema, muitas das quais oriundas da obra "777", de Aleister Crowley. Se for utilizado como forma de meditação, ou conjuntamente à Cabala Simbólica (a que faz uso do hieróglifo da Árvore- da-Vida), é eficiente para a prática do "Pathworking".
SISTEMA DO VUDÚ (VOUDOUN, VOODOO):
apesar de ser tido como uma religião primitiva, o VUDÚ é, na realidade, um sistema de Magia, aliás bastante completo.
Nele encontramos Invocação, Evocação, Divinação, Encantamento e Iluminação. Práticas não encontradas nos outros Cultos Afro (Candomblé, Lucumí, Santeria), como por exemplo a Magia Sexual, presente no VUDÚ, embora de forma não muito aprimorada, exceto dentro do VOUDON GNÓSTICO e do HOODOO.
As possessões que ocorrem no VUDÚ (como no Candomblé, Lucumí e Santeria), são reais, fruto da Invocação Mágica dos Deuses, Deusas e demais Entidades. Não se trata de uma exteriorização de algum
tipo de dupla-personalidade, nem de uma possessão por Elementares ou por Cascarões Avivados (como normalmente ocorre em religiões que fazem uso das mesmas práticas). A possessão no VUDÚ é um fenômeno completo e real. O Deus "monta" o indivíduo da mesma forma que um ser humano monta num cavalo. As Entidades "sobem" do solo para o corpo do indivíduo, penetrando inicialmente pelos seus pés, daí "subindo", e isso é uma sensação única, que só pode ser descrita por quem já teve tal experiência. Cada LOA (Deus ou Deusa) do VUDÚ tem sua personalidade distinta, poderes específicos, regiões de autoridade, além de insígnias ou emblemas — vevés e ferramentas. Creio firmemente que uma fusão dos Cultos Afro só trará benefícios a todos os praticantes da Ciência Sagrada.
Os avanços do VUDÚ foram tantos, especialmente do VUDÚ GNÓSTICO, do VUDÚ ESOTÉRICO e do VUDÚ
DO NOVO AEON, que entre suas práticas encontra-se até mesmo um Sistema Radiônico-Psicotrônico, que faz uso de Máquinas Radiônicas com as finalidades Radiônicas convencionais (Magia de saúde, de prosperidade, de sucesso, de harmonia, combate às Forças das trevas e às Forças Psíquicas Assassinas, combate aos Implantes Mágicos, etc.), além de favorecer as "viagens" mentais e astrais — as viagens no tempo! Esse Sistema foi batizado, por seus praticantes, de VUDUTRÔNICA.
O VUDÚ é, guardadas as devidas proporções, uma "Religião Thelêmica", posto que a "verdade individual" que se busca no Sistema Thelêmico, culmina aqui com a descoberta do Deus individual, o que resulta numa "Religião Individual", isto é, a Divindade e toda a religião de um indivíduo é totalmente distinta do que seja para
qualquer outra pessoa. E isso é Thelêmico, ao menos em seu sentido mais amplo. As Entidades do Vudú são "assentadas" (fixadas) em receptáculos diversos, que vão desde vasos contendo diversos elementos orgânicos misturados (os Assentamentos), até garrafas com tampa, passando pelas Atuas — caixinhas de madeira pintadas com os Sigilos (Vévés) dos Loas, com tampa, altamente atrativas para os Espíritos. Mas as práticas utilizando elementos da Magia Natural, como ervas, banhos, defumações, comidas oferecidas às Entidades, são todas práticas adicionadas posteriormente ao VUDÚ, não parte integrante desde seu início. No Vudú se faz uso, além da Egrégora do próprio culto, das Correntes Aracdoniana, Insectoniana e Ofidiana.
SISTEMA DE MAGIA DO CAOS (CHAOS MAGIC, KAOS MAGICK, CIRCLE OF CHAOS, CÍRCULO DO
CAOS, I.O.T. — Illuminates of Thanateros, Iluminados de Thanateros):
a Magia do Caos tem origem nos trabalhos de Austin Osman Spare, redescobridor do Culto de Priapo. A Magia do Caos é atualmente bastante divulgada por seu organizador Peter James Carroll, além de Adrian Savage. Os praticantes da Magia do Caos consideram-se herdeiros mágicos de Aleister Crowley (e da O.T.O.) e de
Austin Osman Spare (e da ZOS-KIA CULTUS).
Seu sistema procura englobar tudo quanto seja válido e prático em Magia, descartando tudo quanto for mais complexo que o necessário. Caracteriza-se por não ter preconceitos contra nenhuma forma de Magia, desde que funcione!
Está se tornando o mais influente Sistema de Magia entre os intelectuais da modernidade. Entre suas
práticas mais importantes vale ressaltar o uso da Magia Sexual, em especial dos métodos "de mão esquerda". Seus graus mágicos são cinco, em ordem decrescente: 4º, 3º, 2º, 1º e 0º.
SISTEMA DE MAGIA NATURAL:
consiste na utilização de elementos físicos, na forma de realizar atos de Magia Mumíaca (éfiges de pessoas, representando-as, tornando-se receptáculos dos atos mágicos destinados àquelas), bem como no uso de banhos energéticos, defumações, pós, ungüentos, etc., visando obter resultados mágicos pela "via do menor esforço".
SISTEMA NECRONOMICÔNICO (DO NECRONOMICON):
uma variação da Magia Ritual, que baseia-se na mitologia presente nos contos de horror do autor HOWARD PHILLIPS LOVECRAFT, em especial no Deus Cthulhu, e no livro mágico O Necronomicon (citado com frequência pelo autor). Atualmente, diversos grupos fazem uso deste Sistema na prática, entre eles valendo destacar a I.O.T., a O.R.M. e a Igreja de Satã. Frank G. Ripel, ocultista italiano que lidera a O.R.M., pode ser considerado o mais importante divulgador deste Sistema de Magia, além de ser o renovador do Sistema Thelêmico; mas o grupo I.O.T. tem sido o responsável pela modernização (e explicação racional) deste poderoso Sistema. Aliás, poderoso e perigoso, por isso mesmo atraente. Tão atraente que foi criada uma coleção de RPG's versando sobre o culto de Cthulhu, o Necronomicon e outras idéias de H.P.Lovecraft.
SISTEMA LUCIFERIANO (LUCIFERIANISMO, FRATERNITAS SATURNI):
muito parecido com o sistema de Magia da O.T.O. (Thelêmico), centralizando suas práticas na Magia Sexual (em especial nas práticas de Mão Esquerda), na Magia Ritual e na Magia Eletrônica, conta, porém, com uma distinção fundamental do sistema pregado por Aleister Crowley: enquanto na O.T.O busca-se a fusão com a Energia Criadora, através da dissolução do ego, na Fraternitas Saturni (FS) busca-se elevar o espírito humano a uma condição de Divindade, alcançando o mesmo estado que o da Divindade cultuada: LÚCIFER, a oitava superior de SATURNO, cuja região central é o DEMIURGO, e cuja oitava inferior é SATÃ, SATAN, SHATAN ou SATANÁS (e sua contra-parte feminina, SATANA). Portanto, Lúcifer e Satã são entidades distintas.
Na F.S., há 33 graus, alguns mágicos, outros administrativos.
SISTEMA HERMÉTICO (HERMETISMO, FRANZ BARDON):
sistema amplamente explicado (na teoria e na prática) nas obras de Franz Bardon, reencarnação de Hermes Trismegistos (conforme sua auto-biografia intitulada "FRABATO, THE MAGICIAN"). O sistema Hermético prega um desenvolvimento gradativo das Energias no ser humano, partindo de simples exercícios de respiração e concentração mental, até o domínio dos elementos, daí à Evocação Mágica, e até à Cabala, aonde aprende-se o misticismo das letras e o uso mágico de palavras e sentenças, algumas das quais foram utilizadas para realizar todos os milagres descritos na
Bíblia e em outros textos sagrados. Considero este o mais completo e perfeito Sistema de Magia. É o único Sistema totalmente racional e científico.
SISTEMA CABALÍSTICO (QUABBALAH, KABALAH, TANTRA, FÓRMULAS MÁGICAS):
conforme dito acima, é a prática do misticismo das letras (isto é, do conhecimento das côres, notas musicais, elementos naturais e suas respectivas qualidades, regiões do corpo em que cada letra atua, etc.), daí das palavras e de sentenças; o uso de mais de uma letra, cabalisticamente, tem o nome de Fórmula Cabalística. E Tantra? Tantra no Oriente, Cabala no Ocidente. Há muitas escolas de Tantra, outras tantas de Cabala, mas a que mais me agrada é a de Franz Bardon. Parece-me a mais completa e precisa.
Muitas Escolas de Ocultismo, que utilizam a Cabala como parte de seus ensinamentos, o fazem utilizando a chamada Cabala Teórica, que baseia-se no hieróglifo da Árvore da Vida e suas atribuições. Poucas Escolas utilizam a Cabala Prática, como ensinada por Franz Bardon. As diferenças entre a Cabala Prática e a Teórica são muitas, mas, como principal distinção, na Cabala Teórica o enriquecimento pessoal é apenas a nível teórico, isto é, intelectual, enquanto que na Prática se aprende, se compreende, se vive a realidade do Misticismo das Letras. O mesmo conhecimento que foi utilizado para criar tudo quanto existe no Universo. É simultâneamente Dogmático e Pragmático.
MAGIA ELETRÔNICA:
é uma forma "acessória" da Magia Ritual, utilizando- se de paramentos do tipo "Bobina Tesla" ou "Gerador
Van De Graff", para gerar poderosas energias visando potencializar os rituais.
SISTEMA PSICOTRÔNICO (PSICOTRÔNICA):
é uma forma de Magia Pragmática, pois utiliza do simbolismo próprio do Mago (uma vez que será este a determinar quais os números a serem utilizados, qual o tempo de exposição ao poder do equipamento utilizado, ou ainda uma série enorme de "coisas" passíveis de emissão psicotrônica, detectadas ou determinadas por meios radiestésicos ou intuitivos), aliado à eletricidade e à eletrônica, para produzir seus efeitos. Apesar de utilizar-se de aparato muitas das vezes sofisticado, tem o mesmo tipo de ação que outras variedades de Magia Ritual, isto é, depende inteiramente (ou quase) das qualidades mágicas do operador.
SISTEMA DE EMISSÕES DE ONDAS-DEVIDAS-ÀS- FORMAS (SISTEMA DE ONDAS-DE-FORMA):
é uma forma de Magia Dogmática, posto que faz uso de paramentos e símbolos sem paralelo no sub- consciente do Mago; exceção se aplica aos gráficos que dependem de uma seleção radiestésica de seu design, como, por exemplo, no sistema Alpha-Omega (aonde se seleciona os algarismos numéricos e a quantidade de círculos em torne daqueles, para se construir o gráfico).
Neste, este sistema Pragmático. Para exemplificar o uso prático, se
utiliza equipamentos bidimensionais ou tridimensionais; os primeiros são os gráficos emissôres, compensadores e moduladores de Ondas-de-Forma, enquanto os outros são os aparelhos tipo pirâmides, esferas ôcas, meias-esferas, arranjos espaciais que
parecem móbiles, etc. Neste Sistema, na sua parte tridimensional, é que se utiliza os pêndulos, as forquilhas e demais instrumentos radiestésicos, rabdomânticos e geo-biológicos.
SISTEMA RADIÔNICO (RADIÔNICA):
é a única modalidade de Magia que, apesar de totalmente encaixada no sistema de Magia Ritual, e herdeira única do sistema Psicotrônico, reúne em si, simultaneamente, as características de Dogmatismo e Pragmatismo.
Os métodos utilizados para a detecção das energias são nitidamente Pragmáticos, uma vez que fazem uso de pêndulos (radiestesia) ou das placas-de-fricção (sistemas sujeitos à Lei das Sincronicidades, de Carl Gustav Jung). O "coração" do sistema Radiônico, porém, não é seu método de detecção (uma vez que há aparelhos sem nenhum sistema de detecção, como a Peggotty Board, ou
Tábua de Cravilhas), mas seu sistema de índices.
Esses índices são em geral descobertos ou criados pelos pesquisadores do sistema em questão, e passados adiante para os outros usuários do sistema, que não são necessariamente pesquisadores.
Assim, quando se utiliza índices desenvolvidos por outras pessoas, se está operando no sistema Dogmático, apesar de que os números presentes nos índices são sempre comuns à mente de qualquer operador — mas as seqüências em que eles aparecem, que formam os índices, o fazem de forma desconhecida ao sub- consciente do operador, portanto de forma Dogmática.
Quando, porém, fazemos uso de índices que sejam fruto de nossas próprias pesquisas ou experiências, trabalhamos, então, de forma Pragmática.
Portanto, em se tratando de Radiônica, somente nossas próprias pesquisas permitem um trabalho totalmente Pragmático.
SISTEMA DO CANDOMBLÉ:
muito parecido com o Sistema do Vudú, mas simplificado. Na verdade, o Candomblé é um culto aos Deuses e Deusas do panteão Nagô, aonde predomina a Magia Natural, com grande ênfase nos sacrifícios animais, na criação de Elementares Artificiais e em outras tantas práticas mágicas — como os banhos de ervas, o uso de pós mágicos, etc. — , além de Evocações e Invocações das Divindades cultuadas. É um Sistema de grande potencial, infelizmente tornado, ao longo dos anos, inferior ao Vudú, do ponto de vista iniciático.
SISTEMA DA UMBANDA:
consiste na Invocação de Entidades de um panteão próprio e extremamente complexo, visando obter os favores das Entidades "incorporadas"; também existe a Evocação quando se faz "oferendas" de coisas diversas para as Entidades. É basicamente um culto de "Magia Branca".
SISTEMA DA QUIMBANDA:
muito parecido com o Sistema da Umbanda, somente que aquí se trabalha com Entidades demoníacas; é basicamente um culto de "Magia Negra".
SISTEMA DA WICCA:
um aprimoramento do Sistema de Feitiçaria, a Wicca é uma religião muito bem organizada e sistematizada, sendo que nela se aboliu a prática de sacrifícios animais,
que era frequente na Feitiçaria. Há um ramo mais elitizado da Wicca, a Seax-Wicca, dos seguidores de Gerald Gardner, que busca aprimorar a Wicca, transformando-a num culto menos dogmatizado que a Wicca tradicional.
SISTEMA DE MAGIA SEXUAL:
temos aquí uma abertura para sete sub-sistemas, quais sejam:
SISTEMA DA O.T.O.: basicamente um método de Magia Sexual que busca a elevação espiritual através do sexo. Tem três graus de aptidão mágica sexual — o VIII, o IX e o XI. Pode ser considerado o Tantra ocidental. Veja "Sistema Thelêmico".
SISTEMA DA O.T.O.A.: é muito parecido com o da O.T.O., porém faz uso não apenas da Magia Sexual praticada físicamente, mas também de práticas astrais desse tipo de Magia.
SISTEMA MAATIANO: criado por dissidentes da O.T.O., tem uma visão mais moderna da Magia Sexual. Sua visão sobre o grau XIº é particularmente distinta.
SISTEMA DA FRATERNITAS SATURNI (F.S.): é
derivado da O.T.O., mas abertamente Luciferiano. Veja "Sistema Luciferiano".
SISTEMA ANSARIÉTICO: criado pelos Ansariehs ou Aluítas da velha Síria, é o primeiro dos modernos métodos de Magia Sexual.
SISTEMA DE EULIS: criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas, é um método científico de Magia Sexual ocidental, muito poderoso e perigoso. Seu criador era médico, e cometeu suicídio após muitos problemas na vida — era mulato, político
liberal, libertino, residente nos Estados Unidos. No século XIX!
SISTEMA ZOS-KIA: criado por Austin Osman Spare, consiste no uso mágico da "Auto-Magia Sexual" ou "Auto-Amor". É também um Sistema muito potente e
perigoso. Seu criador, talentoso artista plástico, morreu esquecido e quase na miséria. Veja em verbete próprio.
SISTEMA PALLADIUM: criado por Robert North, estudioso de Franz Bardon, P.B.Randolph, Aleister Crowley, além de outros mestres do ocultismo. Tem sua doutrina, os Palladianos, no conceito do ser humano pré-adâmico, isto é, no ser humano bisexuado, para o qual o relacionamento sexual era desnecessário para a procriação. Esses seres eram os "Elohim", "Filhos de Deus", que criaram o "pecado" relacionando-se sexualmente uns com os outros — o que era desnecessário -, provocando a "queda" da humanidade. Com o "pecado", veio a "punição": Deus dividiu o sexo dos seres humanos, o que provocou a expulsão deles do "Édem", sua "Expulsão do Paraíso". Baseando-se nessa crença, além de buscar decifrar os ensinamentos ocultos de todos os Mestres, e interpretar o significado oculto da literatura, os Palladianos buscam trazer luz aos conceito tão mal compreendido da Magia Sexual.
E, para concluir, quem cunhou os termos "Magia Dogmática" e "Magia Pragmática"?
Eliphas Lévi introduziu o termo vinculado à Magia, com sua obra "Dogma e Ritual de Alta Magia". Frater U.:D.:, nos seus "Secret of the German Sex Magicians" e, particularmente, no "Practical Sigil Magic", introduziu o termo "Magia Pragmática".
Capítulo II
Deus
As Egrégoras Coletivas e a Hierarquia dos Deuses
Internos do Homem
Do ponto de vista do hermetismo, há apenas um único Deus, que não tem forma nem atributos, que não possui nome nem face, que é o princípio e o fim, que é o primeiro e será o último, que foi, é e sempre será.
Os Deuses Menores, da mitologia ou das lendas, são emanações limitadas da única e verdadeira divindade, da Divina Providência.
Por esta razão, eles (os Deuses Menores) são tratados com respeito, mas nunca com reverência ou louvação.
O hermetista, o mago, ou quem aspira sê-lo, não deve cometer o sacrilégio de orar por um dos Deuses Menores, que fazem, em conjunto, a Hierarquia dos Deuses Internos do Homem, uma das doze hierarquias que governam o universo, como nós o concebemos.
Os Deuses são ferramentas que devem ser utilizadas pelo mago com a autoridade da Luz, sendo que a Luz é a emanação primária; todas as coisa lhe são subservientes.
O homem não precisa curvar-se à ser algum, não importando quão terrível seja sua aparência. Essas
formas horripilantes derretem-se, como cera quente, quando atingidas pela luz.
Suas essências são os sonhos do imanifesto, suas formas são os sonhos da humanidade.
Deuses não são jamais criações individuais; são, sempre, o trabalho da mente coletiva de uma sociedade.
Eis porque nenhuma mente solitária pode compreendê-los ou defini-los completamente.
Apesar de terem sua formas criadas pelo desejo (consciente ou inconsciente) das pessoas, os Deuses não são uma mera ilusão, mas aspectos da manifestação da criação coletiva de que falamos acima, que a sociedade em questão reconheceu e magicamente cercou, cristalizando-a em formas distintas com motivos compreensíveis.
Consideremos o Deus pagão Thor.
Alguns indivíduos crêem que Thor é um fragmento da imaginação nórdica, uma entidade imaginária, sem qualquer traço de existência real. Outros dirão que, enquanto é verdade que Thor foi criado pela concentração da vontade das pessoas, ele agora existe em algum nível sutil, porém real, da existência, e continuará existindo enquanto a mente das pessoas concebê-lo. Terceiros acreditam que a mente humana nada tem a ver com a criação e existência de Thor, que existe independentemente da humanidade, de qualquer forma.
Todos esse pontos-de-vista mostram um fraco conhecimento da natureza do imanifesto.
Os seres humanos não criam, somos criações de Deus.
O que a humanidade chama de suas criações são, na verdade, criações da Luz do Imanifesto agindo através
dos seres humanos, da mesma forma que a luz física brilha e atravessa um prisma de material transparente no universo manifesto.
Quando os homens e as mulheres começaram sua louvação a Thor, eles não inventaram os atributos da entidade — o trovão e o relâmpago, força, coragem, fúria, destruição — mas reconheceram o princípio comum atrás dessas qualidades e "focaram" isto numa forma com um nome e uma aparência humana.
Sendo assim, Thor já existia antes dos seres humanos apareceram, não sendo, porém, simbolizado como um guerreiro com os cabelos negros, olhos firmes, musculatura hercúlea, portando um machado com dois gumes (por vezes um martelo com duas pontas).
Pelo poder da divina providência que estava com eles, os indivíduos tomaram esse simbolismo do imanifesto, de forma a compreender e controlar as forças desse Deus.
Os humanos não criaram a realidade subjetiva.
O que fizeram foi prover um veículo através do qual as forças existentes subjetivamente pudessem expressar-se para a raça humana. Dando a Thor uma forma humana, os nórdicos de outrora deram, às forças existentes, qualidades as quais, de outro modo, não possuiriam.
O Thor pré-humanidade não tinha nada em comum com os afazeres humanos, seus prazeres ou sofrimentos.
Não era um ser com memórias de um passado ou esperanças pelo futuro.
Era um Princípio da Natureza, um concurso natural de forças que, quando moldado numa forma humana, poderia ser acessível em linguagem humana e responder a nível inteligível por quem o questionasse.
Os numerosos Deuses que estão presentes em praticamente todas as culturas antigas, e em algumas contemporâneas (Candomblé, Vudú), são todos Deuses com nomes e formas pelos quais são reconhecidos, louvados, limitados e definidos por essas culturas.
Eles são, simultaneamente, menos e mais que os seres humanos.
São menos pois não possuem livre arbítrio, além de não poderem jamais evoluir ou tornarem-se algo diferente do que são.
São mais pois detêm incomensurável poder natural, são eternos e indestrutíveis, ao menos em termos humanos.
Mesmo que toda a humanidade pare de pensar nos Deuses, aquele concurso de forças que proveu o foco para o Deus permanecerá, pronto a receber um novo nome e novo simbolismo, de alguma outra cultura futura.
Homens não criam Deuses, apenas dão-lhe nomes — mas é através destes nomes que ganhamos poder sobre os Deuses.
O complexo nome de um Deus engloba sua forma, seus desejos, seus atributos, suas habilidades e limitações; é um tipo de magia que circunda e vincula o Deus à vontade do grupo que lhe deu expressão.
Eis o motivo pelo qual é dito freqüentemente que os Deuses dependem da devoção e sacrifícios de seus seguidores, sem o que eles desvaneceriam.
As pessoas que dão nomes aos Deuses são, ao mesmo tempo, servidores e mestres desses Deuses, pois, pela negação, esses Deuses, seriam mandados para o domínio das forças-cegas da natureza, das quais a energia em questão brotou.
O relacionamento entre os homens (e mulheres) com seus Deuses e Deusas, é simbiótico e mutuamente dependente.
O princípio da formação dos Deuses, nas sociedades primitivas, é sub-consciente.
É frequente que, mesmo no mais rico e variado panteão de Deuses — Menores, encontremos uma divindade superior, quase (ou completamente) indefinível, que foi relegada a um segundo plano, isto é, o da religiosidade.
Os homens (e as mulheres) deveriam se envergonhar quando idolatram e louvam imagens ou símbolos, bem como quando se curvam diante de Deuses com nome e forma.
Na realidade, não há diferença alguma entre as duas atitudes citadas acima.
Ambas ofendem a divina providência de forma idêntica.
Mas esse caminho de mentirinha, que afasta o ser humano do estrada da evolução cósmica, não se limita aos que louvam "Deuses", mas a todos os que louvam qualquer outra egrégora. E o que é mesmo uma egrégora? A mesmíssima coisa que "Deuses-Menores" apenas não possuindo forma humanóide nem nome. Como exemplo, temos as egrégoras formadas em torno de todas as artes divinatórias. Em algumas formas de divinação (Geomancia, Jogo-dos-Búzios, Opelê-ifá, etc.) há uma "convenção mental", da mesma forma que algumas das "Ciências Experimentais" (Radiestesia, Radiônica, etc.).
Essas "convenções mentais" permitem que o praticante alcance o nível de sua percepção extra- sensorial.
E é dessa forma que o indivíduo atinge a Egrégora do sistema em questão.
Como exemplo, tomemos a prática da Radiônica, sistema de detecção de enfermidades e tratamento das mesmas, feito a distância, com o uso de um testemunho (foto, sangue, cabelo, saliva, assinatura, etc.) do enfermo.
A convenção mental é ir passando ou esfregando uma das mãos numa placa, na máquina, até sentir, no dedo utilizado, uma sensação de travamento ao movimento imprimido.
É dessa forma que o radionicista (praticante da Radiônica) atinge seu nível de percepção extra-sensorial.
E é através desse mecanismo (técnica) que o sujeito penetra na egrégora do equipamento radiônico que esteja utilizando, descobrindo os índices correspondentes à enfermidade pesquisada.
Os índices, isto é, números que correspondem, no caso da radiônica, a enfermidades e tratamentos, formam, no seu todo, a egrégora do dito sistema.
A Egrégora atingida serve para informar sobre a existência (e a essência) da enfermidade, bem como sobre a forma de combatê-la, de restabelecer a saúde do enfermo.
De que serviria conhecer só a parte nefasta? A egrégora só tem função como ferramenta, neste caso, da busca da harmonia, do equilíbrio perdido.
Cabe ao mago utilizar corretamente as ferramentas de que dispõe. Devemos utilizar a egrégora como uma ferramenta, sem que a ela nos submetamos, quer objetivamente ou subjetivamente.
Nos cultos aos Deuses, os praticantes submetem-se às egrégoras de forma objetiva. Mas, na astrologia, os
praticantes e consulentes submetem-se a ela subjetivamente, e ambas as situações são identicamente nefastas.
Pois a astrologia dista tanto da realidade astronômica, que o que atua nos seres vivos e coisa inanimadas não são as influências planetárias e estelares, mas as influências de uma poderosa e complexa egrégora que atua conforme foi, e constantemente é, programada.
Basta que se observe as efemérides astronômicas simultaneamente às astrológicas para que se note que, sendo as primeiras heliocêntricas e as últimas geocêntricas, as distinções são mais numerosas do que as semelhanças!
Daí alguns astrônomos ridicularizarem a astrologia.
Ridículo é comparar as duas coisas, pois a astronomia estuda as posições dos astros celestes enquanto a astrologia estuda a movimentação e minúcias complexas de uma egrégora caprichosa e multifacetada, que se move e interage a todo instante.
Mas, o mais importante, é saber que, se fossem as influências dos astros celestes com que lidassemos em astrologia, seria algo mais complexo para mudar, se possível fosse.
Como, porém, trata-se de uma egrégora, tudo é mutável através de práticas mágicas.
É como no jogo-de-búzios: uma tragédia preconizada pode ser evitada por procedimentos mágicos.
Na astrologia, geomancia, tarologia, I-Ching, qualquer artes divinatórias, tudo é semelhante, tudo pode ser mudado.
As artes divinatórias exprimem, objetivamente, aspectos de diversas egrégoras criadas para facilitar a
passagem do homem pela terra, dando parâmetros para a magia agir, suprimindo influências, atuando em bradigênese (freiando o ritmo dos acontecimentos) ou em taquigênese (acelerando o ritmo dos acontecimentos), fazendo com que possamos controlar nosso destino, dando sentido à expressão: livre-arbítrio!
É pelo exposto que se compreende o motivo pelo qual as previsões feitas dentro de uma egrégora de ciência experimental tem maior precisão e envergadura mais abrangente do que aquelas feitas dentro das chamadas artes divinatórias, pois, nas primeiras, fica em realce o enfoque científico e nas últimas o místico; além disso, previsões realizadas dentro de uma egrégora de artes divinatórias tem maior precisão com indivíduo vinculados àquela egrégora (consciente ou inconscientemente) e também com os que não tem vínculo a egrégora alguma, do que com sujeitos vínculos a outras egrégoras.
OBSERVAÇÃO:
Este trabalho não diz respeito às "inteligências originais", quer cósmicas (positivas) ou caóticas (negativas), que são reflexos puros da Luz (e das trevas); com reflexos puros quero dizer que não passam pelo prisma que é o ser humano.
Igualmente, este material não trata das egrégoras individuais, ou seja formas-pensamento, elementares, elementais-artificiais, larvas, fantasmas, vampiros, sombras, guardiões e outras criações individuais, voluntárias ou involuntárias.
Capítulo III
Definições Básicas das Entidades Espirituais “Quem é Quem”
Todas as entidades espirituais emanam da Divina Providência. Portanto, toda entidade espiritual é semelhante. Sua unidade é básica, suas diferenças são superficiais.
Deuses — entidades espirituais de grande poder, criadas por uma cultura ou sociedade.
Anjo — entidade espiritual dedicada ao serviço da Luz, à obra cósmica; é uma "inteligência original".
Demônio — entidade espiritual dedicada ao serviço do caos, no serviço das trevas; é uma inteligência original oposta.
Elemental — entidade espiritual formada de um único elemento filosófico, e a este atada.
Espírito planetário — entidade espiritual formada das qualidades de um único astro celeste, e a este atada.
Elemental artificial — o mesmo que elemental, mas
criado pela mente humana, muitas vezes inconscientemente. Pode ser benéfico ou maléfico.
Elemental fabricado — quase a mesma coisa que o Elemental artificial, mas criado sempre de forma consciente, normalmente com intenções maléficas.
Familiar (ou Famaliá) — entidade espiritual que pode ser de uma grande variedade, desde o "espírito" de um antepassado, aprisionado por meios mágicos, até seu "cascarão" avivado magicamente, com o uso de uma entidade criada para esse fim. Em geral serve a uma pessoa, ou a um grupo restrito de pessoas. A esse respeito, ler os trabalhos referentes a Egum, especialmente os de autoria de Fernandes Portugal, Anthony Ferreira, Jorge Alberto Varanda e Luís de Jagum. Os trabalhos de Fernandes Portugal (Yorubana), são os mais completos, mas talvez um pouco herméticos para os não-iniciados no Candomblé. Vale conferir.
Homúnculo — entidade espiritual, criada por um individuo, na forma de um ser humano, que tem em si "colocadas" algumas substâncias materiais num "corpo físico" sem funções mágicas. Seu corpo físico pode, porém, ser magicamente animado mediante práticas específicas (ver Initiation into Hermetics, de Franz Bardon). Muitas vezes chamado de "Golem", que, porém, geralmente, utiliza materiais orgânicos em sua execução, até mesmo de origem humana.
Imagem Talismânica — o mesmo que Homúnculo (quando em forma humanóide) ou Assentamento (quando de qualquer outro formato).
Psichogone — elementar ou elemental-artificial criado por meio da Magia Sexual. Não confundir com Íncubos e Súcubos.
Vampiro — entidades espiritual que suga vitalidades, à força, de seres vivos. Muitas seitas de Magia Negra fazem uso deste tipo de Entidade, embora não exclusivamente delas (Kahunas, Quimbanda, etc.).
Súcubos — entidade espiritual — vampiro sexual em forma feminina.
Íncubos — entidade espiritual — vampiro sexual em forma masculina.
Guardião — entidade espiritual criada conscientemente por alguém, para dar-lhe proteção (ou a terceiros).
Mensageiro — entidade espiritual que é a forma objetiva dos defeitos, imperfeições, vícios e paixões individuais — é um "demônio espiritual" individual. Diferentemente de Choronzon (ver adendo logo adiante), que mantem-se incógnito, invisível e caracteriza-se por ser um "mau-conselheiro" ou "mau-anjo-da-guarda", numa alegoria ao indivíduo com um anjo pousado em seu ombro direito e um demônio encarapitado em seu ombro esquerdo, o Mensageiro é uma personificação positiva de nossos defeitos, vícios e paixões, de molde a que possamos contactá-lo e conhecê-lo, manejando assim positivamente nossas imperfeições. Alguns ocultistas chamam essa entidade de "Terror do Umbral",
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