Introdução
Você provavelmente já ouviu dizer que os gatos têm sete vidas. Isso talvez seja verdade, mas uma coisa é
certa - o seu gato pode ter uma vida longa e saudável se receber os cuidados adequados. Muitas coisas
precisam ser levadas em conta quando se cuida de gatos, e nós abordaremos todas elas nas seguintes
seções:
Como escolher um gato
Escolher o gato certo pode ser uma decisão difícil. Os gatos podem viver até 20 anos, e uma
simples adoção pode representar um grande compromisso. Nesta seção, mostraremos como
encontrar o gato perfeito. Analisaremos os prós e os contras entre um gato adulto e um filhote.
Além disso, mostraremos qual é o melhor lugar para se encontrar um novo gato: um abrigo, um
amigo ou um gato de rua. Também ajudaremos a encontrar o gato certo para o seu estilo de vida,
para que você possa ter o gato com o perfil desejado.
A escolha entre um gato preso e um gato solto
Outra decisão difícil de se tomar quando se resolve ter um gato é escolher entre um gato que fica
sempre dentro de casa, isto é, um gato preso, e um gato que vai à rua, ou seja, um gato solto.
Nesta seção, falaremos primeiro se os gatos precisam ou não ir à rua. Há alguma vantagem em
deixar o seu gato passear pela vizinhança? Claro, há muito mais perigos na rua do que dentro de
casa. Além disso, se você tomar a decisão de deixar o gato ir à rua, mostraremos a maneira mais
segura de introduzi-lo à vastidão do mundo.
Dicas para alimentação de gatos
A alimentação é, obviamente, uma questão importante para quem tem animais de estimação.
Afinal de contas, é uma das poucas tarefas que você terá que fazer todos os dias. O simples fato
de lembrar-se de colocar comida na vasilha de seu gato é apenas o começo. Além disso, você tem
de decidir que tipo de alimento dará a ele. Falaremos sobre como impedir que o seu gato coma as
plantas domésticas e se você deve ou não dar a ele "comida de gente". Finalmente, também
falaremos sobre a quantidade de água que você deve dar ao seu gato.
Comida industrializada para gatos x comida caseira
Nesta seção, faremos uma comparação dos benefícios entre comida industrializada e comida
caseira para os gatos. Comida caseira para gatos tem a vantagem de lhe dar a paz de espírito de
saber exatamente o que o seu gato vai comer. Contudo, na maioria dos casos, você provavelmente
pode confiar nas fórmulas médicas e científicas dos grandes fabricantes de alimentos para gatos.
Apresentaremos uma análise dos diversos tipos de alimentos industrializados para gatos, como por
exemplo, ração ou alimentos "úmidos". Trataremos dos prós e dos contras de cada tipo e qual a
melhor opção.
Dicas para cuidar da aparência dos gatos
Os gatos são considerados animais muito limpos e, de modo geral, isso é verdade. Contudo, isso
não significa que eles não precisam de cuidados higiênicos regulares. Nesta seção, abordaremos
os cuidados adequados com a higiene e a aparência de seu gato. Primeiro, falaremos sobre os
benefícios entre cuidar de um gato de pêlo curto e um de pêlo longo. Em seguida, examinaremos
se você deve ou não procurar os serviços de um profissional. Por fim, mostraremos como cuidar da
aparência e da higiene do gato em casa, como prepará-lo e quando você deve parar.
HowStuffWorks - Como cuidar de gatos Página 1 de 19
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Dicas para dar banho em gatos
Em geral, os gatos não precisam de banho. Exceto os cuidados ocasionais com a higiene e a
aparência, a maioria dos gatos é capaz de se limpar sozinho. Há alguns motivos para você ter que
dar um banho em seu gato. Por exemplo, se ele tiver pulgas ou for pulverizado com algo
desagradável. Nesta seção, mostraremos o modo adequado de dar banho no seu gato.
Apresentaremos todas as etapas, desde o preparo de todos os equipamentos que você necessita
para secar o pêlo do gato e deixá-lo macio.
Como deixar sua casa segura para os gatos
A sua casa pode ser um verdadeiro treino de obstáculos para o seu gato. Embora o seu gato talvez
consiga viver alegremente em sua casa durante anos sem sofrer nenhum acidente, isso não
significa que não há perigos à espreita em cada canto. Nesta seção, mostraremos todos os riscos
potenciais que se disfarçam como objetos domésticos comuns. Além disso, mostraremos como
você pode tornar a sua casa segura para o gato e o que fazer se ele ingerir algo venenoso.
Brinquedos de gatos
A maioria dos donos de gatos adora observar seu animal brincar com os diversos brinquedos que
compra para ele. Contudo, alguns desses brinquedos podem ser perigosos. Novelos de lã ou linha,
por exemplo, um item famoso entre os brinquedos para gatos há anos, podem causar lesões
gravíssimas. Nesta seção, mostraremos quais são os brinquedos seguros para o seu gatinho e
quais podem representar perigo.
Consultas ao veterinário e vacinas
Talvez a medida mais importante que se pode tomar para cuidar de gatos é encontrar um
veterinário competente e confiável. Nesta seção, apresentaremos um processo passo-a-passo
para encontrar o veterinário perfeito para você e para o seu gato. Informaremos sobre as várias
organizações que podem recomendar veterinários. Além disso, ensinaremos o que você deve fazer
antes da primeira visita ao veterinário. Por fim, abordaremos as vacinas para os felinos e se elas
são necessárias para o seu gato.
Como escolher um gato
Antes de ter um gato, descubra que tipo você deseja: gato adulto ou filhote; pêlo curto ou longo; de raça ou
vira-lata; macho ou fêmea; gato malhado, pintado, ou de uma cor só.
Se você morre de amores por um determinado tamanho, idade, sexo, raça ou aparência de gato, faça mais
pesquisas antes de começar a procura. Você pode se surpreender ao constatar que o tipo que você adora
não se adapta ao seu estilo de vida. Por exemplo, se você gosta de sossego em casa, um siamês não é o
mais indicado. Todos sabem que eles são "faladores". Do mesmo modo, um gato persa é belíssimo, mas a
menos que você se comprometa a cuidar de sua aparência diariamente (ou a pagar um profissional
especializado toda semana), um belo gato de pêlo curto seria mais aconselhável. Você viaja muito? Então,
você precisa de um gato mais adulto - no mínimo com oito meses de idade. Dois gatos são ainda melhor
porque podem fazer companhia um ao outro enquanto você estiver fora.
Adulto ou filhote?
Todo mundo adora filhotes. Eles são engraçadinhos, divertidos, fofinhos e carinhosos - não resta a menor
dúvida. Mas não cometa o erro de pensar que eles são "bebês". Quando o filhote está pronto para se afastar
da mãe e viver em outra casa, ele pode caminhar, correr, saltar e escalar como o felino equivalente a uma
criança de 10 anos. Além disso, se você pegar um filhote hoje, em apenas alguns meses você terá um gato
adulto - um animal que viverá em média 12 a 15 anos.
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Se você tiver tempo, espaço e energia para criar um filhote, não pense duas vezes - é uma experiência
maravilhosa. Mas lembre-se que os filhotes são caros e exigem muita atenção. Precisam de cuidados
veterinários rotineiros, doses de reforço das vacinas e esterilização. A maioria dos filhotes é passiva e
carinhosa nos primeiros dias de vida, mas precisam de socialização e treinamento para continuarem assim; e
mesmo com isso, não saberemos como será sua personalidade adulta até eles crescerem.
Por fim, bebês e filhotes de gato não combinam muito bem. É bom imaginar que um bebê de 1 ano e um
gatinho de dez semanas possam "crescer juntos", mas não é exatamente assim que acontece. Em seis
meses, essa pequena bola de pêlo que seu filho pode carregar terá se transformado em um gato adulto com
mais de 5kg e o seu bebê de 3 anos terá três anos e meio.
Escolher o gato certo
Sem dúvida, não há perigo de escassez de gatos nos Estados Unidos - há gatos para Deus e todo mundo.
Na maioria das regiões do país, basta abrir a porta ao nascer do sol e antes de terminarmos o café da manhã
um gato terá entrado em nossa casa.
Na verdade, o número de gatos existentes nos coloca frente a um dilema. Como escolher o gato certo? Será
que ele é saudável? E os problemas ocultos de saúde ou de comportamento? O que acontece com o gato se
as coisas não derem certo em sua casa?
Ter um gato não é como comprar um cortador de grama ou um secador de cabelo; gatos não vêm com
certificado de garantia. Cada um é diferente, o que significa que cada gato traz problemas e alegrias
singulares. Mesmo assim, referências sobre gatos devem ajudá-lo a tomar uma decisão. Embora as
referências não possam prometer que o gato nunca ficará doente, elas podem tomar medidas para dar ao
gato as melhores chances possíveis de manter a saúde. Entre as boas referências para encontrar o gato
certo para você estão:
Amigos e vizinhos - é bem provável que alguém que você conhece tem um gato ou filhotes que precisam
de um lar. Muitas vezes, pegar o gato do vizinho ou amigo é a melhor solução para todos, sobretudo se for
um filhote da ninhada da gata do vizinho ou o animal de estimação da família de um amigo alérgico. O seu
relacionamento pessoal com a referência geralmente significa que você saberá tudo sobre o gato. Dois ou
três alertas sobre aceitar o gato de um amigo ou vizinho: ele não recebe os mesmos cuidados veterinários de
um gato de rua ou de um doméstico. Além disso, lembre-se do velho ditado: "amigos, amigos, negócios à
parte".
Abrigos para animais - todo ano, milhões de gatos sem lar
acabam sendo saccrificados. Adotar gatos de abrigos abre
espaço para outros gatos e é um modo menos oneroso de se
conseguir um animal de estimação esterilizado e vacinado.
Prepare-se para passar por questionários e entrevistas, sendo
que algumas delas são bastante pessoais e indiscretas. Não
pense que o problema é você - eles têm bons motivos para agir
assim. Além disso, verifique as instalações do abrigo e as
2006 Publications International, Ltd.
Filhotes podem ser engraçadinhos, mas dão muito trabalho
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condições físicas dos animais disponíveis para adoção. Visto que
eles vivem juntos uns com os outros, doenças, vermes e pulgas
podem ser um problema.
Criadores - se deseja um gato de raça, esse é o caminho a
seguir. Os bons criadores sabem muito sobre gatos e sobre a
raça que eles criam em especial. Além disso, não vendem os
gatos para qualquer pessoa. Tome cuidado com "pechinchas" de
gatos de raça e "criadores de fundo de quintal" (pessoas que
criam animais apenas visando o lucro). Um criador honesto está
interessado em manter animais de alta qualidade, informações
minuciosas e produzir só uma ou duas ninhadas por fêmea fértil
ao ano. Peça informações sobre criadores nas associações
nacionais de criadores.
Gatos de rua - às vezes, você nem precisa preocupar-se em
encontrar o gato certo, porque ele vem ao seu encontro. Muitas
pessoas juram que esses são os melhores gatos que se pode
ter. Não há taxas nem entrevistas de adoção quando você pega
um gato de rua, e é bem provável que você esteja salvando uma
vida. Por outro lado, você terá que cobrir o custo de vacinas,
vermífugos, esterilização e outros procedimentos. Muitos gatos
de rua têm outros problemas de saúde que talvez não apareçam logo no início e seu tratamento pode ficar
oneroso. Às vezes, sociedades locais de proteção aos animais ajudam com o tratamento veterinário inicial ou
um hospital veterinário regional pode oferecer valores reduzidos para tratar gatos abandonados, mas não
conte com isso.
Outra decisão difícil de se tomar quando se resolve ter um gato é escolher entre um gato preso e um gato
solto. Na próxima seção, leia as implicações de cada decisão.
Optar por um gato preso ou um gato solto
Talvez o miado de um gato querendo entrar em casa nos cause pena. Quando se trata da porta da frente,
muitos de nós acreditam que nosso gato não ficará satisfeito enquanto ele não sair de casa. Mas, mesmo
assim, a maioria age do mesmo jeito quando quer entrar em casa (ou, na verdade, quando querem passar
por qualquer porta). Os gatos querem mesmo sair de casa? Eles precisam disso? E mesmo se a resposta
para ambas as perguntas for "sim", é essa a melhor opção para os gatos?
Os gatos precisam sair de casa como os cães?
O principal motivo para sairmos com nosso cão é para que façam suas necessidades fisiológicas,
acompanhada pelo exercício físico. Apenas os menores cães conseguem sobreviver correndo dentro de
2006 Publications International, Ltd.
Ao tirar um gato da rua e levá-lo para casa você terá
não só uma ótima companhia, mas também
poderá salvar uma vida
2006 Publications International, Ltd.
Há muitos prós e contras em deixar o seu gato explorar o mundo lá fora
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casa. Os cães caçam em matilhas, o que significa que trabalham em conjunto para cansar a presa. A caça
pode durar o dia todo, ou seja, os cães têm um instinto natural para correr...correr...e correr. É preciso muito
espaço livre para esse tipo de comportamento. Os gatos, por outro lado, são "caçadores de emboscada".
Eles costumam correr muito por períodos relativamente curtos. Um corredor de comprimento razoável dá
espaço suficiente para isso. Esse comportamento combinado ao instinto de enterrar as fezes (é por isso que
os gatos se acostumam a usar uma caixa de areia) contribuem para que não haja motivo sufuciente para
levar o gato à rua.
É natural o gato ir à rua?
Claro, ar fresco e luz do sol são bons para todos - pessoas ou gatos. Mas será que a vida ao ar livre
realmente é mais "natural" para o seu gato? Claro, os ancestrais selvagens dos gatos viviam à solta, mas
isso foi há alguns milhares de anos e várias centenas de gerações atrás. Para completar, esses ancestrais
habitavam as regiões áridas do Oriente Médio - bem diferentes do clima e do ambiente dos Estados Unidos
hoje. Depois que os gatos foram domesticados, eles deixaram de ser totalmente "naturais"; depois de
retirados de seu habitat original, eles tiveram que se esforçar para adaptar os instintos apurados durante
dezenas de milhares de anos vivendo em desertos às novas circunstâncias. Eles nunca conseguiram se
adaptar a algumas dessas circunstâncias - o frio cortante do inverno do meio-oeste, cães e animais
selvagens que os transformam de caçadores em caçados e caminhões e carros velozes - para citar apenas
algumas.
A vida ao ar livre não é assim tão boa
O que espera por seu gato do lado de fora da porta de entrada da casa? Claro, há árvores e grama e todas
as paisagens, sons, aromas e alegrias da natureza - coisas boas para todos nós aproveitarmos. Mas também
há animais perigosos, pessoas cruéis, tráfego, doenças e autoridades do controle de zoonoses (que poderão
estar em seu direito legal de apanhar e prender o seu gato se ele estiver fora de casa). O único modo
confiável de manter o seu gato protegido de todos esses riscos fatais é mantê-lo dentro de casa.
A verdade seja dita, gatos do campo não têm necessariamente mais segurança ao ar livre do que os gatos
urbanos. Claro, há muito mais chance de ser atingido por um carro ou atacado por um cão de rua na cidade.
Mas no campo, temos alguns predadores que correm mais, mais rapidamente e com mais astúcia do que um
cão urbano feroz. Nós também temos vias menos iluminadas, tornando gatos de rua mais difíceis de ser
vistos - e mais fáceis de serem atropelados - além de mais tipos de insetos transmissores de doenças, por
exemplo os carrapatos.
Uma série de doenças felinas graves e fatais dissemina-se apenas com o contato com gatos infectados - ou
com regiões onde há gatos infectados. O vírus da imunodeficiência felina (FIV), que causa uma perturbação
no sistema imunológico do gato, é transmitido, sobretudo, por mordidas de gatos infectados. E o vírus da
leucemia felina (FeLV) geralmente requer contato direto prolongado com um gato infectado, por exemplo, o
compartilhamento de caixas de areia ou de vasilhas de água e de alimentos, além do fato de que um animal
acaba lambendo o outro, uma limpeza mútua. Muitas vezes, os riscos de doença são pequenos ou
desprezíveis para gatos presos, significativamente maiores para gatos soltos ou gatos que vivem presos e
soltos. Donos de gatos - sobretudo aqueles que têm filhos pequenos - devem saber que gatos que vão às
ruas têm maior probabilidade de contrair doenças e parasitas que podem contaminar o homem, desde
probleminhas como pulgas até doenças mais graves como a doença de Lyme, transmitida pelo carrapato e
a perigosíssima raiva.
Sair com segurança
Só porque é mais seguro para o seu gato viver dentro de casa e não vagar pelas ruas, isso não significa que
ele nunca poderá ver a luz do dia, exceto pela janela. Uma correia (sem coleira) é um modo razoavelmente
seguro para você e para o gato saírem e tomar ar fresco e um pouco de sol. Mas alguns gatos nunca vão se
acostumar a saírem presos a uma correia. A experiência regular desde a fase de filhote ajuda, e alguns gatos
treinados até mesmo pedem para sair. Obviamente, mesmo com a correia, o gato corre o risco de pegar
pulgas - e de encontrar gatos e cães soltos na vizinhança.
Construir uma passarela para gatos não é tão complicado quanto parece. As passarelas precisam ser
fechadas de todos os lados (até mesmo na parte superior), com ancoragem firme e construção sólida. As
telas devem ser as mais resistentes do mercado e as laterais devem estender-se alguns centímetros abaixo
da superfície do solo para impedir que os gatos cavem buracos para sair - ou que outros animais cavem
buracos para entrar. Se a passarela não for anexa à sua casa com uma portinhola (gateira) ou outro vão que
leve ao interior da casa, é necessário acrescentar algum tipo de abrigo aquecido e à prova d'água para que o
gato possa usar em caso de condições climáticas adversas.
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É importantíssimo que a passarela ou outro abrigo similar ao ar livre sejam fechados na parte superior. Gatos
têm grande habilidade para escalar e saltar, e mesmo um muro de 2 a 3 metros não os intimida, sobretudo se
houver telas às quais eles possam se agarrar. O teto e as laterais da passarela também oferecem outro tipo
de segurança - eles impedem a entrada de outras coisas. Aberturas no teto ou nas laterais permitem a
entrada de animais perigosos ou violentos, pessoas e coisas em uma área da qual o gato talvez não consiga
escapar.
Gatos soltos entram em brigas barulhentas com outros gatos à noite, comem ou arrancam as plantas dos
vizinhos, matam pássaros (mas também podem ajudar a controlar a população de roedores da região), e
enterram seus dejetos nos jardins alheios. Embora algumas pessoas - e alguns donos de gatos - considerem
esses problemas insignificantes, muitas outras os consideram gravíssimos. Se o seu gato entrar em uma
briga, as conseqüências serão piores do que o fato de acordar os vizinhos com os miados e berros. Os
arranhões superficiais na face ou no dorso do animal não são tão problemáticos. Mas ele também pode ter
ferimentos provocados por mordidas que se fecham rapidamente, com sujeira e germes em seu interior, e
que criam um abcesso doloroso vários dias depois. As mordidas durante as brigas também são a forma
principal de disseminação do vírus da imunodeficiência felina. Gatos não esterilizados que vagueiam pelas
ruas também contribuem para o aumento da população felina, um problema que lota os abrigos e resulta em
milhões de animais "sacrificados" anualmente.
Agora que você já escolheu o gato perfeito, é hora de aprender a cuidar dele. Na próxima seção, daremos
dicas para alimentar o seu gato.
Dicas para alimentar gatos
"Você é o que você come" faz parte do senso comum e é tão verdadeiro para o seu gato quanto para você.
Dê ao seu gato uma alimentação de qualidade e você provavelmente terá um gato saudável.
O setor de alimentos para animais de estimação é um grande negócio - e com razão. Há mais de 100
milhões de cães e gatos vivendo em lares americanos, e mais outro número que só Deus sabe em abrigos e
canis em todo o país. Além do mais, há milhares de pessoas que alimentam cães e gatos de rua. Se
imaginarmos que um só gato pode consumir 45 Kg ou mais de ração em um ano, estamos falando de
centenas de milhões de dólares gastos anualmente, apenas para alimentar o animalzinho.
A exemplo dos alimentos humanos, há algumas guloseimas felinas que são boas para os gatos e outras
coisas que não passam de alimentos calóricos, sem valor nutritivo. Um item da lista dos alimentos não muito
saudáveis consumido de vez em quando não causa nenhum dano permanente, mas não permita que isso se
torne parte da alimentação regular do animal.
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