Prepare-se - separe os produtos necessários com antecedência. Você precisa de um bom xampu para
animais de estimação (peça ao veterinário que receite xampus medicinais para pulgas ou problemas
dermatológicos, não compre qualquer produto na farmácia); uma toalha grande e macia; escova e pente; e
um chuveirinho ou um recipiente de plástico para molhar e enxaguar o bichano. É melhor pentear o pêlo do
gato antes do banho, se possível, sobretudo se ele tiver pêlos longos. Se você sabe como fazê-lo, é hora de
cortar as unhas do gato (observação: você pode proteger os olhos do gato durante o banho com uma
pomada oftálmica neutra indicada pelo veterinário).
Prepare o local do banho para todas as etapas - use uma pia grande com uma torneira móvel ou a
banheira. Encha a pia antes de colocar o gato dentro e veja se a água não está quente ou fria demais. Uma
temperatura confortável para as mãos funciona bem para o gato. Você vai se molhar, ficar coberto com
espuma de sabão e é provável que um gato irritado e ensaboado pule em você. Por isso, vista roupas
adequadas, que possam molhar e protegê-lo de arranhões.
Antes do gato entrar em cena - dar banho em gatos costuma ser um trabalho para duas pessoas - uma
para segurar o animal e outra para banhá-lo - mas você pode tentar sozinho. De qualquer modo, treine as
técnicas de contenção do animal em terra firme, antes do banho. Com a mão, segure o gato com firmeza,
mas cuidadosamente, na nuca, pressionando de leve para baixo. Veja se você consegue alcançar as
diversas partes do corpo do gato com a outra mão. Calcule quando e como você terá de mudar de mão para
segurar o gato durante o banho. Planeje o banho passo-a-passo antes que o gato entre na pia ou na
banheira; caso contrário, ele conseguirá fugir se você hesitar ou ficar confuso.
Comece a ensaboar o bichano - molhe o gato, da cabeça até o rabo. Aplique o xampu do mesmo modo,
faça espuma e enxágüe bem (leia atentamente as instruções no rótulo de xampus medicinais. Alguns
precisam de 5 a 15 minutos antes de enxaguar para que façam efeito). É importante enxaguar bem. Os
resíduos de sabão podem irritar a pele do gato ou serem engolidos quando o animal lamber o pêlo. O
enxágüe também elimina pulgas e outros parasitas imobilizados - mas não mortos - pelo banho.
Enxugar o gato - delicadamente, esprema o excesso de água do pêlo do bichano, enrole-o em uma toalha
grande e macia e enxugue-o. Se o gato deixar, você pode desembaraçar o pêlo, se necessário. Caso
contrário, espere até que ele esteja seco e calmo. Se você tiver sorte, o gato pode tolerar o som e a
sensação de um secador de cabelo. No entanto, não conte com isso - muitos gatos ficam aterrorizados com
o aparelho. Isso não é algo para descobrirmos depois do banho. Veja como o gato reage ao secador de
cabelo em um dia que ele não tomar banho. Se ele ficar morto de medo, use só a toalha. Talvez, aos poucos,
você consiga que ele se acostume ao som e à sensação do aparelho (sobretudo se você lhe der banhos
freqüentes quando ele ainda for filhote) - mas talvez você não tenha tanta sorte.
Para manter o gato saudável, é importantíssimo remover perigos potenciais do ambiente. Na próxima página,
mostraremos como deixar a sua casa segura para os gatos.
Como deixar a sua casa segura para os gatos
Todos nós sabemos da necessidade de mantermos substâncias perigosas longe de crianças, e é importante
2006 Publications International, Ltd.
Não é preciso dar banho no gato com freqüência,
mas, quando isso é feito, pode ser um desafio
HowStuffWorks - Como cuidar de gatos Página 13 de 19
http://casa.hsw.uol.com.br/como-cuidar-de-gatos.htm/printable 20/08/2007
lembrar que devemos ser ainda mais cuidados com os gatos. Todos conhecem o velho ditado sobre o que a
curiosidade fez com o gato. Por serem menores, mais ágeis e terem faro mais sensível do que as crianças,
os gatos têm maior probabilidade de investigar e de se envolver com coisas perigosas. Para impedir que a
curiosidade do seu gato seja fatal, há alguns perigos domésticos que devem ser evitados.
Cortinas, venezianas e cabos elétricos - para os olhos do gato, a
ponta solta de uma cortina ou cordão de veneziana é um convite à
brincadeira - e possivelmente ao desastre. Até mesmo o simples
rastejar entre as cortinas ou venezianas e a janela (uma brincadeira
preferida dos felinos) pode deixar o bichano em maus lençóis.
Gatos que ficam presos em cordões e fios entram em pânico. No
mínimo, as venezianas ou o trilho das cortinas cairão ao chão. Na
pior das hipóteses, o gato pode asfixiar, sofrer danos internos fatais
ou ficar tão excitado que seu coração falha. Para segurança
máxima, amarre ou prenda todos os cordões das cortinas,
deixando-os longe do alcance dos felinos.
Fios elétricos e telefônicos representam riscos do animal ficar
emaranhado, mas costumam ser mais perigosos se o bichano
mastigá-los. Talvez seja o sabor ou a textura do revestimento
plástico, mas por algum motivo, muitos gatos não resistem à
tentação de mordê-los. Não há muito perigo direto em morder fios
telefônicos (exceto quando você tenta fazer uma chamada em uma
linha que foi danificada pelo gato), porque há pouquíssima corrente
passando por eles.
Obviamente, os fios elétricos são um caso à parte. Onde for
possível, passe os fios sob tapetes e carpetes ou atrás de móveis que ficam no mesmo plano do piso e da
parede. Se for preciso passar um fio onde o gato poderá alcançá-lo, compre canaletas de plástico,
encontradas na maioria das lojas de ferragens e de materiais para construção. Para um investimento maior,
compre tiras de vinil resistente que, além de protegerem os cabos elétricos, também conseguem mantê-los
no nível do piso e impedem que animais e pessoas tropecem neles.
De vez em quando, um gato decidido vence todas as barreiras físicas. Revestir os cabos com uma
substância de gosto ruim, por exemplo, uma substância amarga, pode resolver o problema. Uma pequena
modificação comportamental, usando reforço positivo, também ajuda.
Fluidos de limpeza, anticongelante e outros tóxicos - não compramos produtos de limpeza apenas para
que nossa casa fique limpa; queremos que ela fique desinfetada e cheirosa, também. Infelizmente, alguns
dos produtos que compramos para desinfetar e perfumar as áreas ocupadas pelos animais de estimação são
perigosos para os gatos.
Desinfetantes à base de pinho e aqueles que contêm fenol (sendo o desinfetante Lysol o mais conhecido
deles) são muito tóxicos para gatos e não devem ser usados em tigelas de alimentos ou nas áreas ocupadas
pelos animais de estimação, local de dormir ou caixas de areia. Obviamente, qualquer produto de limpeza
pode ser tóxico se ingerido. Por isso, mantenha tudo bem trancado em um armário (um simples trinco não
manterá à distância um gato curioso).
Etileno glicol é a substância que faz o anticongelante funcionar. O problema é que ela tem gosto e odor doce.
Um número significativo de cães e gatos - e até mesmo de crianças - intoxicam-se com o etileno glicol todo
inverno, por isso anticongelantes e outros produtos que contêm etileno glicol devem ser considerados
perigosos e nunca devem ficar ao alcance de crianças e animais de estimação.
Os gatos soltos correm o risco adicional de passar por pequenas poças de anticongelante, algo tentador para
um gato sedento porque essas poças de líquido saboroso não se congelam em dias frios. Você pode
proteger o seu gato (e outros gatos soltos e de rua) limpando imediatamente e lavando qualquer quantidade
de anticongelante derramada, ou você pode comprar uma das novas marcas não tóxicas do produto que
contêm propileno glicol e não etileno glicol. É importante lembrar também que depois que o seu gato sai de
casa, não há garantias de que todos os moradores da região tomarão os mesmos cuidados.
Em geral, tudo que for tóxico para nós será tóxico para o gato também. A regra prática é: se você mantém o
produto longe do alcance de crianças, mantenha-o longe do alcance do gato.
Plantas venenosas - o fato do gato comer plantas domésticas não é só desagradável - isso pode ser
perigoso ou até mesmo fatal para ele.
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Cortinas são um convite para os gatos brincarem
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Tecnicamente, qualquer planta que causa náusea no gato quando ele a ingere é "venenosa" (contudo, quase
todos os gatos comem grama ou plantas como purgante. Por isso, o vômito sozinho pode não ser um sinal
confiável de intoxicação). Porém, algumas plantas têm graves efeitos. A lista de plantas potencialmente
venenosas inclui: abricó (damasco), azálea, botão-de-ouro, caladium, copo-de-leite, mamona, cereja (galhos,
folhas, tronco, frutos e caroços), crisântemo, açafrão, narciso (bulbos), loureiro (frutos), azevinho, hortênsia,
lírio (folhas, raiz e partes suculentas), hera, lírio-do-vale (folhas, flores, raiz), erva-de-passarinho (sobretudo
os frutos), cogumelos, narciso (bulbos), carvalho (bolotas, brotos novos e folhas), espirradeira, pêssego
(caroço), filodendro, hera venenosa, batatas ("olhos" e brotos que deles se originam; a parte comestível da
batata é segura), alfena, jequiriti (sementes pretas e vermelhas brilhantes),estrela-de-belém (bulbo), Senecio
rowleyanus, Rhus diversiloba e ervilha-de-cheiro (semente e vagem).
Dieffenbachia é uma planta de interiores bastante comum, também denominada "comigo-ninguém-pode". O
nome comigo-ninguém-pode é perfeito. A ingestão dessa planta pode paralisar a boca do gato,
impossibilitando-o de comer e beber. O nome refere-se ao efeito mais forte dessa paralisia nas pessoas: elas
não podem falar.
Poinséttias (flores de Natal) pertencem à família da beladona - flores célebres por suas propriedades fatais.
Um estudo feito há alguns anos mostrou que as poinséttias - que há muito eram consideradas tóxicas e
perigosas para cães e gatos - não causam mais náusea em gatos do que muitas plantas consideradas não
venenosas. Contudo é sempre mais seguro manter os gatos longe de qualquer planta.
Janelas, sacadas e telas - "síndrome de prédios altos" pode parecer algum tipo de explicação psicológica
popular para crimes violentos, mas na verdade descreve uma epidemia que atinge vários gatos todo ano,
sobretudo no calor. A "síndrome de prédios altos" é um conjunto de diversas lesões que resultam da queda
de uma janela alta.
Curiosamente, há muitas histórias de gatos que sobreviveram depois de caírem de vários andares. Mas há
um número muito maior que caiu e não sobreviveu. A parte mais triste é que quase todas essas quedas
poderiam ser impedidas.
Toda janela que você pretende abrir precisa ter uma tela. E não basta ser qualquer tela. Uma tela segura
para gatos tem que se encaixar perfeitamente na esquadria da janela e permanecer no lugar se receber o
impacto de um gato de cinco quilos ou mais. Ao encomendar ou substituir as telas, use um tipo resistente,
porque as telas comuns rasgam-se facilmente com as garras ou os dentes de animais. Mesmo uma queda de
janelas no segundo ou terceiro andar pode causar lesões graves ou a morte. Por isso, inspecione todas as
telas regularmente, sobretudo no final do inverno, em regiões frias do país. As telas podem se deformar,
rasgar ou ceder no inverno.
Alguns donos de gatos que moram na cidade acham que deixar o bichano na sacada do apartamento é um
modo seguro de ele receber ar fresco e luz do sol. Na verdade, um grande número de gatos com "síndrome
de prédios altos" estavam espreitando mariposas, pássaros ou outras coisas irresistíveis em uma sacada,
quando um ataque mal cronometrado ou um passo em falso os arremessou sobre a grade de proteção. Nem
mesmo uma correia ou corda em uma sacada aberta pode garantir a segurança dos gatos. Um gato em
pânico preso pela coleira ou correia pode acabar estrangulado, gravemente ferido ou se soltar e cair.
Ainda que você compre brinquedos para divertir o seu gato, o brinquedo errado pode ser perigoso. Na
próxima seção, mostraremos quais brinquedos são seguros para os gatos.
Brinquedos para gatos
É como algo saído de um quadro de Norman Rockwell: um gatinho peludo brincando com um novelo de lã.
Aparentemente, o velho Norman nunca teve que sair correndo com o gato para levá-lo ao veterinário fazer
uma cirurgia de emergência e retirar vários centímetros de lã emaranhada no trato digestivo do pobre animal.
Lã e barbante podem deixar até mesmo os gatos mais desinteressados brincalhões e com os olhos
brilhantes, mas nunca devem ser deixados em lugares onde gatos adultos ou filhotes possam pegá-los
sozinhos. Além dos perigos de asfixia e obstrução intestinal, o gato que fica emaranhado com barbante ou lã
- mesmo durante brincadeiras supervisionadas - pode entrar em pânico e se machucar, até fatalmente. Tome
muito cuidado e mantenha linha de costura e fio dental longe do alcance do bichano; eles são muito mais
finos e podem se prender nos tecidos da boca, estômago e intestinos do gato.
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Os gatos transformam em brinquedo qualquer coisa brilhante, amassada ou pequena o suficiente para
rebater pelo chão. Visto que o bichano não tem mãos, ele tem que apanhar esses brinquedos improvisados
com a boca, e assim fica fácil engoli-los (ou se eles não forem fáceis de engolir, acabam causando asfixia).
Na melhor das hipóteses, um corpo estranho no sistema digestivo do gato pode desencadear vômito ou
diarréia, mas costuma ser muito pior do que isso. Mantenha objetos como clips de papel, alumínio e
borrachinhas em local seguro.
Invólucros de celofane para doces e balas são muito perigosos. Os gatos não resistem à textura do celofane
e os resíduos doces fazem desses invólucros uma tentação gastronômica. Os invólucros podem derreter no
estômago do gato, cobrindo o revestimento e impedindo a absorção de nutrientes.
Como é um brinquedo seguro para os gatos? Eis o que devemos observar:
Um objeto resistente - se o objeto não se quebra quando arremessado, jogado, roído, arranhado, atirado,
chutado, lambido e agarrado várias vezes, ele é um bom brinquedo para o bichano. Brinquedos recheados
com erva-de-gato incentivam a brincadeira, mas a maioria dos gatos gosta de comer a erva e tentará lamber
e mastigar o objeto até alcançar a erva. Esses brinquedos, feitos com tecido leve ou feltro, provavelmente
acabam despedaçados - e os pedaços no estômago do gato - dentro de uma semana. A mesma coisa
acontece com brinquedos de plástico ou de vinil que podem ser mastigados, quebrados ou desmontados.
Sem peças móveis ou removíveis - camundongos recheados com erva-de-gato e com cauda de lã,
lagartas com olhos salientes, enormes "abelhas" de plush com detalhes em feltro colado e bolas de malha
plástica contendo sininhos sedutores são quatro dos brinquedos mais conhecidos para gatos. Mas todos têm
um problema em comum: peças pequenas e potencialmente perigosas que podem se soltar. Se você
consegue puxar uma parte ou um enfeite de um brinquedo de gato, é bem provável que o gato também
consiga. Na verdade, experimente fazê-lo em todos os brinquedos do seu gato - é melhor alguns
camundongos de erva-de-gato sem cauda do que uma visita urgente à clínica veterinária para tirar a cauda
do estômago do gato.
Algo divertido - um brinquedo não é um brinquedo se o seu gato não brincar com ele. Os donos de gatos
costumam ficar decepcionados - e quase sempre irritados - ao constatarem que os brinquedos de mais de R$
200 que eles compram para o bichano são menos interessantes do que um pedaço de papel amassado ou
uma simples bola de pingue-pongue. Os gatos gostam de jogos que envolvem o que eles fazem melhor:
escalar, correr, saltar, espreitar e atacar. Escolha brinquedos que incentivem esses comportamentos e o seu
gato provavelmente vai usá-los. É essa a atração da bola de pingue-pongue - ela rola, salta e desliza quando
o gato a ataca, incentivando-o a rebatê-la e persegui-la. Os gatos vêem itens móveis melhor do que objetos
parados. Por isso, brinquedos que sacodem, pulam ou giram os fascinam e desencadeiam os reflexos de
espreitar e caçar.
Em nossa seção final, abordaremos talvez a parte mais importante dos cuidados com o animal de estimação:
escolher um bom veterinário. Escolher um bom veterinário para o seu gato é tão importante quanto escolher
um bom médico para você.
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Fios de lã podem causar graves problemas de saúde para o gato
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Consultas ao veterinário e vacinas
Escolher um veterinário para o seu gato é como escolher um médico para você. Você quer alguém com uma
boa conduta profissional em quem possa confiar e que lhe seja simpático. Se você tiver necessidades
especiais, você também quer um médico que entenda e se lembre dessas necessidades.
Escolher um veterinário
Se esta é a primeira vez que você tem um gato, mudou-se recentemente para uma nova região ou precisa
encontrar um novo veterinário, pode tentar as "Clínicas veterinárias" nas páginas amarelas. Todos os
veterinários freqüentam a faculdade durante o mesmo número de anos que os médicos e têm que cumprir
rígidos padrões para o licenciamento. Por isso, é provável que você encontre um profissional competente
dessa maneira. Mas o relacionamento entre você, o seu animal de estimação e o veterinário vai durar muitos
anos, e se você se preocupou em encontrar o gato certo, faz sentido procurar o veterinário certo. Essa pode
ser a vantagem que os moradores das regiões urbanas têm sobre aqueles que moram na zona rural. Uma
cidade pequena talvez tenha só um veterinário, ao passo que uma cidade grande tem dezenas a pequena
distância um do outro.
Além das páginas amarelas, eis algumas outras referências para encontrar um bom veterinário:
Pegue indicações de outros "donos de gatos". Amigos, familiares e vizinhos que têm gatos também
costumam ter veterinários. Tire vantagem da experiência deles e peça-lhes indicações de profissionais.
Investigue antes de tomar uma decisão
Depois de conseguir informações sobre um veterinário, telefone, apresente-se e veja quando você pode lhe
fazer uma visita para ver as instalações da clínica e conhecer os médicos. Faça uma visita rápida, mas
completa. Seja minucioso, mas não fique decepcionado se o veterinário e o pessoal da clínica não puderem
passar muito tempo com você - eles administram um hospital e têm que cuidar dos pacientes. Se você tem
muitas perguntas a fazer e precisa da atenção total do veterinário, a coisa mais educada a fazer é marcar
uma consulta - e pagar por ela.
Se você vai à clínica para conhecer o local e o veterinário, eis alguns itens a serem considerados:
Antes de falar com o veterinário, determine o que você quer e necessita em um veterinário e no
hospital veterinário. Se essas necessidades e desejos englobam preços razoáveis, os
equipamentos e técnicas médicas mais recentes, ou a conduta do veterinário, definir as suas
prioridades com antecedência ajudará a criar um relacionamento melhor entre veterinário e cliente.
Pergunte o horário de funcionamento da clínica, a disponibilidade de atendimento fora do horário
de funcionamento e a existência ou não de atendimento emergencial 24 horas.
Informe-se sobre os tipos de serviços oferecidos, desde exames clínicos de rotina até cirurgias e
acomodações para internação, além de verificar os valores cobrados pelo hospital para cada
serviço.
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É preciso encontrar um veterinário que deixe você e o seu gato à vontade
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Veja se você se sente à vontade com o pessoal que trabalha na clínica também. Funcionários
agradáveis e atenciosos lhe dão a certeza de que o seu animal de estimação terá o melhor
tratamento possível.
Visite o veterinário
Os gatos vivem, em média, 12 a 15 anos, mas hoje é comum que cheguem a viver mais de 20. No
entanto, isso não costuma acontecer sem consultas regulares ao veterinário.
Ser dono de um animal de estimação engloba alguns desafios no que diz respeito a mantê-lo saudável. O
mais importante é que o seu gato não fala. Ele não pode lhe dizer quando não está se sentindo bem, se tem
opressão no peito, sente ferroadas na caixa de areia ou está com a visão embaçada. Visto que todos esses
sinais são importantes alertas precoces de problemas mais graves, seria bom se houvesse um modo de
detectá-los.
Embora o veterinário não possa fazer o seu gato falar, ele pode perceber muitos desses alertas precoces de
outro modo - alertas que podem detectar problemas antes que eles se compliquem. Mas isso só acontece se
você levar o gato para exames regulares.
À medida que os gatos envelhecem, é provável que o veterinário terá mais trabalho durante os exames de
rotina. Por exemplo, será preciso colher amostras de sangue (e provavelmente de urina e de fezes, também)
para verificar a saúde dos órgãos internos. Além disso, o veterinário pode nos manter informados sobre as
necessidades nutricionais mutáveis do gato agora mais velho e cuidar de coisas como a placa bacteriana, a
perda de dentes e a doença gengival.
Vacinas para gatos
O que são exatamente vacinas e como elas ajudam a manter os gatos saudáveis? Eis como funciona a
maioria das vacinas. Pesquisadores descobrem o germe que causa a doença - por exemplo, o vírus que
causa a cinomose de felinos. Depois, eles produzem uma versão inofensiva e não contagiosa do vírus. Essa
forma do vírus é usada para vacinar gatos saudáveis. A vacina leva o sistema imune do gato que combate
doenças a atacar e destruir o vírus. Essa exposição "prepara" o sistema imune para que, se o mesmo vírus
aparecer novamente - mesmo a versão contagiosa e perigosa - ele seja destruído antes que possa causar
doenças.
As vacinas protegem o gato de doenças comuns, sobretudo causadas por vírus. Quando um vírus invade o
organismo de um animal, nenhum remédio pode matá-lo. Podemos dar ao gato com um vírus coisas como
antibióticos e eles não vão curar a doença (ainda que os antibióticos ajudem a tratar ou controlar infecções
que poderiam começar em conseqüência do gato estar doente com o vírus). As doenças virais têm que
seguir seu curso, depois do qual a vítima quase sempre fica imunizada pelo resto da vida. As vacinas
(geralmente com doses de reforço regulares) dão ao gato os benefícios de ficar imunizado sem sofrer a
doença.
As vacinas não podem curar as doenças causadas por vírus. Voltando a falar de cinomose dos felinos, se o
gato já contraiu essa doença, a vacina não poderá detê-la. Além disso, as vacinas não são capazes de
prevenir todas as doenças virais o tempo todo. Nenhuma vacina é 100% eficaz; por isso, de vez em quando
o gato que toma todas as vacinas fica doente com alguma coisa contra a qual ele supostamente deveria
estar protegido. Algumas doenças, como o FIV, são causadas por vírus que destroem o sistema imune
quando entram no organismo do gato pela primeira vez. Nesses casos, a vacina não consegue atuar porque
suas ferramentas (o sistema de combate às doenças presente no organismo do gato) foram eliminadas.
Vacine o seu gato com o veterinário ou em um hospital veterinário. No mínimo, os gatos devem estar em dia
com a vacina contra a raiva e o combinado de vacinas contra a cianose dos felinos. Essa vacina costuma dar
proteção contra a cianose dos felinos (panleucopenia) e doenças comuns das vias respiratórias superiores
que causam sintomas semelhantes aos do resfriado ou da gripe no gato (rinotraqueíte viral felina, calicivírus
e clamídia). As vacinas podem ser uma injeção subcutânea, intramuscular ou na forma de aerossol aplicada
diretamente nas narinas do gato.
Em geral, qualquer gato vacinado pela primeira vez precisa de uma série de vacinas, com espaçamento de
algumas semanas. Para os filhotes, essas vacinas começam com sete ou oito semanas de vida e continuam
até eles completarem quatro meses. As vacinas contra a raiva são dadas como uma dose administrada
inicialmente ao filhote com mais de três meses de idade e aos adultos de qualquer idade. A American
Association of Feline Practitioners recomenda que doses de reforço subseqüentes para muitas doenças
(dependendo do tipo de vacina usada) sejam dadas um ano depois da série inicial e, depois, a cada três
anos. Verifique com o veterinário as recomendações para o esquema de vacinas do seu gato.
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Vacinas para outras doenças felinas existem desde meados da década de 80, sobretudo a vacina para o
vírus da leucemia felina (FeLV). FeLV (ou FeLeuk, como ela é às vezes conhecida) ataca os glóbulos
brancos do gato e pode produzir um tipo de câncer. As pesquisas mostram que a maioria dos gatos exposta
ao FeLV não ficam doentes, mas mesmo gatos infectados que parecem saudáveis ainda podem transmitir o
vírus a outros gatos. Contudo, depois que o gato adoece com o FeLV, as chances de recuperação são
pequenas.
O FeLV é um vírus estranho - ele não sobrevive muito tempo fora do organismo do gato, a menos que
permaneça um pouco úmido. Assim, a maneira mais comum de transmissão do FeLV é o contato prolongado
entre um gato saudável e outro, infectado - coisas como os cuidados mútuos com o pêlo, compartilhamento
de água, comida ou caixas de areia. Isso também significa que a vacina contra o FeLV talvez não seja
necessária para o gato que nunca se expôs aos gatos infectados pelo FeLV. Um simples exame de sangue
pode determinar se o gato (ou qualquer gato novo que você está pensando em levar para casa) está
infectado. Em caso negativo, manter os seus gatos não infectados por FeLV dentro de casa e longe de gatos
infectados pelo vírus é provavelmente toda a proteção de que eles necessitam (gatos soltos ou gatos presos
e soltos são outra história). Se o seu gato for positivo para FeLV, a vacina também não ajudará. As vacinas
não matam o vírus, elas apenas protegem os gatos não infectados de se contaminarem.
O vírus da imunodeficiência felina (FIV) e a peritonite infecciosa felina (FIP) também são doenças felinas
fatais causadas por vírus. Há testes laboratoriais para detectá-las, mas o teste usado atualmente para FIP
pode dar resultados inconclusivos. Existem vacinas para FIV e FIP, mas ainda não se sabe sua eficácia na
prevenção da transmissão da doença. O seu veterinário pode ajudá-lo a saber se o seu gato corre o risco de
contrair essas doenças e se os benefícios potenciais de cada vacina superam os riscos.
Apesar de você ter que enfrentar muitos desafios como dono de um animal de estimação, você agora
conhece as dicas essenciais de cuidados que cada gato precisa receber para ser feliz e saudável.
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