22 regras de ouro para adivinhos


As 22 Dicas de Ouro para Adivinhos Ana Vitória Vieira Monteiro

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Fonte Digital Documento da Autora

© 2001 Ana Vitória Vieira Monteiro maraka@zaz.com.br


As 22 Dicas de Ouro para
Adivinhos
de
ANA VITÓRIA VIEIRA MONTEIRO


Índice
Dedicatória — 5
Introdução — 6
47 anos depois — 10
O tema desperta interesse — 14 Primeiro oráculo — 16
Boca mal-dita — 21 A Consulta — 24 Amado amigo — 28
22 dicas de ouro — 30
Breve histórico de Ana Vitória — 38


DEDICO
este manual a todos aqueles que estudaram e aprimoraram a milenar arte de “ver” e perguntar e ter respostas de um ORÁCULO...

Como a aqueles que “viram” não perguntaram “porque” ...

Como para aqueles que têm o DOM ...

E para aqueles com quem aprendi,
a minha mãe, a minha avó, e a minha bisavó...

E a aqueles a quem ensinei
...a minha filha...e os meus amigos especiais...

Ana Vitória


INTRODUÇÃO
da AUTORA

Em 1997 escrevi o primeiro texto deste capítulo, na última semana do ano 2000 foi quando revendo-o resolvi meditar sobre a controvertida questão do Oráculo, que na minha vida esteve sempre muito presente; sendo assim conto um pouco desta história, que os amantes ou não de todos os tipos de adivinhação irão achar nela importantes pontos de reflexão, naturalmente todos tirarão proveito delas.
Devo dizer que não baseei minha vida num oráculo, mas “ouvi” e muito, mesmo porque pertenço a uma família do lado materno de mulheres que possuem naturalmente este dom há pelo menos cinco gerações.
Para compreender os ORÁCULOS percorri um longo caminho, tive acertos e erros, até entender como e porque o ser humano deseja tanto saber por antecipação o que a vida reserva, como posso mudar o que pode ser mudado e aceitar o inevitável.
Não posso deixar de mencionar que a adivinha foi uma sacerdotisa que sempre esteve à frente da humanidade ao ser portadora de um dom que foi muito lentamente sendo socializado, como telepatia, clarividência, clariaudiência, parapsicologia, domínio do mental e emocional, além de nos primórdios dos tempos

ao ser praticamente a única a saber ler, contar e a escrever seria uma inverdade.
Desempenhando funções de conselheira de estado, professora, consultora financeira até os dias de hoje, diante de tão importantes funções não é de se espantar que seja combatida.
No entanto ninguém nasce sabendo nada, mesmo nascendo com o DOM, e nos últimos tempos com o avanço nos meios de comunicação alguns pontos na educação do adivinho têm sido lamentavelmente negligenciados, e este folheto quase apostila vem para sanar este fato.
Espero que as DICAS sejam facilitadoras daqueles novos adivinhos que virão depois de mim. São coisas simples, detalhes, que somente terão valor para os praticantes desta amorosa arte, que requer humildade, despojamento e sabedoria.

As cartas tanto de Tarô como, as mitológicas, as ciganas, maha lilá, geomancia, e todas mais que tenham inventado, com as quais entrei em contato muito me ajudaram no meu autoconhecimento, como me orientaram quanto a tomadas de decisões mais ponderadas em momentos em que me encontrava fragilizada pelos eventos da vida.
Do mesmo modo que pude oferecer aos amigos que confiaram em mim, ao me darem o privilégio de virem se consultar comigo, oportunas e privilegiadas informações. O hábito de “ver” os Oráculos me proporcionou treino especial para afinar a intuição e a aprender a confiar mais neste especial dom, como a falar com cuidado de coisas delicadas com as pessoas, e a conhecê-las melhor. Apesar de vir de uma família de adivinhas devo dizer

que elas jamais estimularam este DOM em mim por acharem que iria interferir nos meus estudos, e elas desejavam me dar uma vida normal de qualquer menina. Mas cedo me interessei e comecei a buscar este caminho por minhas próprias pernas até que, não sendo possível esconder mais, elas descobriram que eu já tinha minhas cartas de tarô. Dali para frente indiretamente e sutilmente sem pressa tanto minha avó como minha mãe começaram a orientar-me, rendendo-se à minha inevitável vocação. Recordo a expressão de minha avó Miretta, que num misto de lamento e orgulho dizia: “Não tem jeito Philomena, está no sangue de Ana, nós
tentamos, não temos culpa”.
Culpa?
Culpa de que?
Não sabia o que hoje sei sobre as advinhas e o difícil caminho que nós temos que enfrentar cercadas por preconceitos, e do isolamento que a sociedade  nos impõe, mas eu como elas tive sorte, e os temores que  elas tinham “que ser advinha e escritora não seria a melhor das atividades para uma pessoa e que iria morrer de fome com tal ideal na cabeça” não se concretizaram.

Minha mãe nunca quis admitir que sabia consultar o oráculo; tinha sido criada em um colégio de freiras na cidade de Jaú no estado de São Paulo, até que eu comecei a jogar para ela. Já vovó escondia de todos o seu “passado”, soube que quando meu avô Albino Cauhioli desapareceu ou seja foi “raptado pelos extras terrestres, ou passou por algum portal, não se sabe direito” ela teve que voltar a estudar e para manter seus estudos, assim bordava para fora, e como esta atividade também não dava, às escondidas com o auxílio de seu

irmão mais novo o tio Oraci Lacerda tiveram uma idéia maravilhosa: Ele ia até “a zona do meretrício, fazia a propaganda dela como a melhor taróloga do mundo e uma vez por mês ela ia até a barbearia dele e nos lá nos fundo numa mesinha longe dos olhares indiscretos jogava para todas as moças” eram clientes certas, e isto ajudou a pagar suas despesas e a criar minha mãe até a sua formatura de professora e até conseguir uma cadeira pública em outra cidade, quando parou por não ficar bem e naquele tempo era motivo até de exoneração do cargo público. Minha bisavó jogava também às escondidas no fundo de sua farmácia — foi uma das primeiras farmacêuticas formadas em São Paulo — para amigas privilegiadas, tanto foi discreta que vovó só ficou sabendo depois que ela morreu.
Todos estes segredos eram devido à criação de fundo católica apesar de nenhuma delas ter praticado esta religião, pois eram espíritas, o que também na época não pegava bem, mas para viver sem serem incomodadas elas faziam tudo o que a sociedade esperava que fizessem, menos se casarem na igreja de noiva isso nenhuma de nós fez mesmo.
Vivi e convivi com adivinhos e me tornei um deles, mas um ORÁCULO não me saiu nunca da cabeça... o primeiro.



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