22 regras de ouro para adivinhos - parte 2


47 ANOS DEPOIS
Gratidão é uma qualidade especial, dar seu testemunho é obrigação,
reconhecer o talento alheio é uma virtude.


Acredito que aos 57 anos estou mais do que na metade de minha vida, portanto posso analisar com cabeça fria a veracidade dos fatos, sinto-me jovem para fazer memórias, mas alguns fatos dos meus 17 anos podem ser analisados com tranqüilidade; neste momento desejo comentar, analisar e concluir um episódio muito interessante sobre a adivinhação do qual fiz parte.
Eis os fatos...
A cartomante, porque era uma cartomante do bairro da Penha como muitas que existe nas zonas periféricas   da capital paulista, ela jogava com cartas de baralho comum, não lembro seu nome, sei apenas que era mãe  de uma amiga de colégio, morava perto da minha casa   na Rua Caquito e eu na Major Rudge, rua que ladeava o cemitério da Penha.
Pois bem, esta senhora deu-me importantes dicas, que mais tarde fui confirmar através do horóscopo e da numerologia, fato que muito me intrigou, pois tanto um como o outro tem no que se basear, mas as cartas não possuem nada a não ser o capricho do momento do consultante. Esta mulher me intrigou, com seu dom maravilhoso, no entanto morreu pobre, nunca usou em seu próprio proveito financeiro, não cobrava — as

pessoas davam o que queriam e podiam. Conheci muitas outras assim mas que tinham clientela mais generosa e viviam muito bem em bons apartamentos circulando entre políticos em Brasília.
Tive um namorado, quase foi marido, que jogava cartas de baralho e era impressionante sua média de acertos, conheci um outro que recebia uma “entidade” que acertava tudo simplesmente além de curar os doentes. Como existiam pessoas que tinham momentos de acertos, e outras que usavam seu conhecimento da vida e deduziam as coisas, outras que  manipulavam seus clientes amigos, e algumas mais perigosas que faziam ao contrário, jogar cartas para os outros era uma forma de saber da vida alheia. Como também já vi pessoas usar a Bíblia e ir aos cultos cristãos buscar a “palavra” como ORÁCULO. Se fosse enumerar tudo faria uma enciclopédia deste tema tão presente na vida de todos.
Hoje no ano 2000 para o 2001 as vendas dos livros de Nostradamus estoura, todos vão olhar o apocalipse do Novo Testamento, os padres, pastores contam sobre a visão antecipada do profeta. Os mais céticos inventaram a estatística como forma “científica” de fazer previsão do futuro de possibilidades, isto demonstra que o povo sempre quer saber antes as coisas, acompanham as “estatísticas” e os donos delas ganham muito dinheiro com isso, contratos são feitos em base destas pré-visões. A curiosidade se centrou em como isso funciona, e para saber aprendi seus métodos e espantei a mim mesma quando me peguei acertando e com fila de pessoas na minha porta, esperando para a consulta embora não fosse ser taróloga a minha profissão, pois tinha uma clinica o CEVIP, Centro de Estudo Vitalista

Paracelso e um consultório de acupuntura e disso vivia.
Consultei todos os tarólogos, quiromantes e cartomantes que conheci — este mundo me atrai e encanta até hoje. Cheguei à conclusão que quem advinha tem este dom e o faz de qualquer forma, com ou sem cartas, ou pêndulos ou folhas, não são elas que indicam, mas são elas que projetam para o futuro como facilitadoras a mente do adivinho, daí usar um ou outro elemento que estimule sua admirável intuição ou  mais que isso a percepção.
A verdade é que as cartas, ou qualquer tipo de oráculo, exercem um grande fascínio em todos, ontem como hoje a busca da informação correta ainda é uma prioridade máxima na nossa vida e é isso que o oráculo faz de importante: oferecer informação. Pois o nosso cérebro tem capacidade de estabelecer conexões infinitas a partir dos signos sinais, tal qual a internet hoje em dia, que abre os mais variados portais de informação para quem sabe seus endereços corretamente e possui senhas para entrar especialmente o do para-normal, médium, ou seja lá o nome que dermos a estas pessoas possuidoras de alto QI que o usaram em favor de seus semelhantes, muitas vezes sem terem a menor noção de onde vinha sua capacidade diferenciada dos demais, sendo vítimas fáceis dos gananciosos e inescrupulosos que as usaram em proveito escusos ou mesquinhos.
Conheci algumas pessoas que não sabiam o que fazer com esta capacidade, outras que tentavam entender pelo lado missionário religioso, e outras que se envergonhavam de ter dons que os demais não tinham, muitas se autodepreciaram passando a viver de forma que despertasse a menor curiosidade possível. Existe outra questão no momento, a máxima “Dar de Graça o

que de Graça recebeu”.
Concordo plenamente com esta máxima,  não  devia ser cobrado quase nada neste mundo, como a água, a terra, e o ar, como nosso corpo, tudo foi de graça, entendo que esta frase significa que o adivinho não tem gasto financeiro com a sua formação, portanto não deve cobrar. Mas isso é um engano,  não  há  academias, escolas formais, mas existem outras coisas que requerem imenso gasto de dinheiro que a pessoa em questão não computa como parte de sua formação. Ela como todos estudaram aprenderam a ler e a escrever, comparam livros, visitaram bibliotecas, pesquisaram de diversas formas, viajaram para conhecer outros seus iguais, fizeram estágios na forma de hóspedes na casa destas pessoas, visitaram lugares energéticos, ouviram palestras, colecionaram cristais, acenderam velas em todos os altares, enfim se autoformaram.
Eles tiveram muitos gastos, o dom sim veio de GRAÇA mas o seu aprimoramento não, como os bailarinos, os pintores os artistas em geral.


O TEMA DESPERTA INTERESSE

Hoje em dia é só abrir as páginas da internet e verificar o grande número de sites à disposição das pessoas, como os portais de esoterismo; as salas de bate papos lotam quando há qualquer o assunto relacionado com este tema. Eu mesma já participei de vários bate papos como convidada e pude verificar o interesse das pessoas em saber mais, aprofundar o conhecimento.
Através do meu sitio A Arte do Êxtase recebo muitos e-mail vindos das mais variadas partes do mundo, com mil perguntas diferentes e interessantes, evito aconselhar mas sugiro livros, cursos confiáveis.
Mas o tarólogo ou seja o adivinho, o sensitivo, tem quase nada a seu dispor que contribua com a sua formação, não creio que precise de grandes tratados, mas sei que busca a informação básica, que pelo menos confirme o que ele antecipadamente intuir.
Mais umas palavras:
Escrevo dando algumas informações sobre mim e contando algumas histórias, porque achei que ficava chato publicar na internet um folheto de duas páginas somente. Relato esta justificativa, para que você saiba que não pretendo ocupar seu tempo com coisas pessoais, embora de interesse do assunto que estamos tratando. Se quiser pule todos os capítulos e vá direto às

22 DICAS. Vai encontrar o que  sei  que  espera  ver;  se isso acontecer estarei feliz: atingi meu objetivo, que é o de informar, manter o conhecimento na roda da vida.


PRIMEIRO ORÁCULO
Senti na ocasião da primeira consulta de tarô o mesmo que alguém deve sentir nos dias de hoje ao ir fazer uma verificação de seus genomas ou do DNA, isto é, queria saber mais sobre mim mesma, minhas possibilidades, e meus limites.


Assim que soube que a velha cartomante iria fechar o seu Oráculo [Local onde são dadas respostas], apresei- me em fazer-lhe uma visita, visto que seu marido estava com os dias contados sobre a Terra. Eram as últimas consultas a cada cliente, orientações para toda vida, menina moça não atentei para a profundidade destes fatos.
Ao chegar, avistei-a na entrada de sua casa. Observei seu porte alto e esguio, rosto suave, vestida com discreta elegância, olhava-me com ternura. Cumprimentamo-nos e fomos à sala de consultas.
Ela me indicou a cadeira ao lado da mesa redonda cuidadosamente coberta com linda toalha branca rendada, um pequeno vaso com flores silvestres, pedras coloridas na borda, um cristal de várias pontas e um incenso de Alfazema.
Com as mãos alvas e bem cuidadas segurava as conhecidas cartas. Estendeu-as a mim. Embaralhei e passei três vezes pela fumaça do incenso e com a mão direita dividi o monte em três partes iguais: passado, presente e futuro.

Iniciou ao consulta. Calma e pausadamente explicou o processo:
—O Oráculo fala sempre  do futuro  para o presente, de ti em relação ao mundo e do mundo em relação a ti.
—Entendo, o passado já está feito, portanto não pode ser mudado, não é assim?
—Você é uma menina inteligente! Os oráculos apenas antevêem as possibilidades, influências e tendências que contêm em si muitos poderes, dos quais o ser humano comum não consegue escapar. Mas aquele que  sabe usar seu livre arbítrio, com certeza terá sabedoria para superar os limites impostos. A vibração de seu próprio nome, a posição dos astros no momento do nascimento e as programações limitadoras feitas no período de sua infância que devem ser usados como guias de orientação.
—A senhora pode me explicar mais?
—Estou aqui para isso. As cartas indicam que tudo dependerá do grau de tua consciência em usar a imaginação e a criatividade na realidade, deverás despertar o conhecimento ancestral trazido na genética, pois só assim darás o salto monumental.
Pacientemente e fazendo um pequeno suspense, continuou:
—Temos livre arbítrio, é teu direito. Saiba que ao repetir os gestos feitos em outros tempos atrairás as mesmas entidades presentes naquela ocasião. Cuidado com as palavras, gestos e também com os lugares por onde andares. Podes atrair coisas muitas boas, mas nada garante que não sejam atraídos também os teus opositores e desafetos. Nos dois casos precisarás de sabedoria e humildade para não continuar perpetuando os erros de outras vidas. Esta é uma lição a aprender

que encerra pendências do passado, terminar o que foi iniciado há tempos. Assim, poderás passar a outro plano evolutivo. Ao mesmo tempo, amigos, companheiros de vidas passadas, virão ao teu auxílio, encarnados e desencarnados. Não te esqueças, sempre terás possibilidade de ritualizar, suavizando a vida. Crê: nem tudo se resolve no plano físico.
—Muito complicado — reclamei.
—Registra minhas palavras, vais precisar, és jovem ainda. Resolve tuas pendências do passado e não temas em viver o futuro, porque só este pode ser modificado no presente. As cartas indicam que provavelmente passarás por alguns perigos, vais esbarrar na morte, serás testemunha de segredos alheios. Vais casar, ter filhos, sofrer isolamento temporário da sociedade e o  seu marido será popular.
—Político?
—Não.
—Músico?
—Escute, também haverá separação. Não te casarás novamente.
—Como isso? Morrer sem amar outra vez? — perguntei inconformada.
—Entenda, casar de papel passado, isto não. Tu realizarás trabalhos pioneiros, influenciando muitas pessoas, com experiências excêntricas e incomuns. Só na meia-idade, depois de modificações radicais em tudo, começarás realmente cumprir o teu destino. Deverá ter coragem, decidir tudo que deves fazer. Tomar a decisão de olhar de frente teus medos e fraquezas e com isso superá-las. Permita-me dar um conselho?
—Por favor!
—Sempre, em todas as situações, eleve a vibração



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