Afora esse conceito simplista,
ser próspero é ter condições de arcar confortavelmente com
um padrão de vida escolhido pela própria pessoa, que considere
necessidades reais e, claro, luxos e conforto dentro de um planejamento
e de seu poder de compra. É poder usufruir da manutenção
do padrão de vida escolhido após determinado período de
investimento sem a necessidade de trabalhar de forma desgastante,
priorizando o lazer e as realizações pessoais como deleite pelos
anos de poupança persistente. Para chegar a esse nível de prosperidade,
possível a qualquer pessoa que se proponha a uma real
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organização financeira, é preciso poupar de forma constante e
consistente. E, infelizmente, se você tem dívidas, não pode sequer
começar um projeto desta grandeza, o que significa tempo de
vida perdido.
Então, se você ainda não percebeu a importância de declarar
guerra à dívida, considere esses dois motivos e busque toda a
força que puder! Esse guia de organização financeira vai te ajudar
a traçar um plano de ação.
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ENCONTRE A MOTIVAÇÃO
PARA SAIR DA DÍVIDA
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Como quase tudo na vida, o sucesso de qualquer projeto
pessoal depende, acima de tudo, da vontade e motivação do indivíduo.
Querer sair das dívidas deve ser algo real, fruto de uma
análise e percepção honesta de quão crítica é a situação e, obviamente,
dos benefícios que a libertação trará. Motivar-se para fazer
algo significa, basicamente, ter motivos para tanto. E quando
o tema é “sair das dívidas” a motivação deve vir da constatação de
tudo o que se perde por estar endividado, e claro, da definição de
um plano de ação possível.
Uma forma de motivar-se é colocar na ponta do lápis todos os
benefícios que essa libertação trará. Afora a consciência leve,
considere a satisfação de ter o nome limpo e até mesmo a possibilidade
de poder economizar para realizar algum sonho no futuro,
seja um imóvel próprio, um carro melhor ou mesmo uma viagem
internacional. Por mais distantes que esses planos estejam do seu
momento atual, eles podem ser reais em um segundo momento, e
com certeza só serão viáveis se você não tiver dívidas.
DICA ORGANIZZE
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TENHA O APOIO
DA FAMÍLIA
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Antes de declarar guerra às suas dívidas, busque toda a motivação
que puder, começando com os mais próximos, ou seja,
sua família. Sim, conquistar o apoio dos familiares é fundamental
no processo, pois muitas dívidas possivelmente foram adquiridas
para suprir necessidades ou anseios comuns do grupo, sejam eles
filhos ou cônjuges.
A construção do padrão de vida de uma família não se dá
pelo comportamento de apenas uma pessoa, ainda que ela seja a
única fonte de renda da casa, isso acontece graças aos padrões de
consumo de todos. E é justamente aí que o apoio familiar deve se
expressar: mais do que apoio moral, os membros da sua família
precisarão ser verdadeiros aliados no objetivo de quitar as dívidas.
Todos precisarão rever um a um seus próprios padrões de
consumo, identificando com sensatez onde ocorreram os excessos
e se dispondo a eliminá-los ou reduzi-los.
Agora, se você está devendo para alguém da família, é mais
um motivo para buscar apoio! Expressar sua sincera disposição
para pagar o que deve pode ser um bom remédio para amenizar a
tensão entre as partes. Se ainda não pode pagar o parente, tenha a
delicadeza de dar, ao menos, uma boa satisfação.
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Se você é casado(a) tenha uma conversa franca com seu (sua)
parceiro(a) sobre a decisão de reunir todos os esforços possíveis
para quitar as dívidas. Sentem, conversem, comecem examinando
honestamente os pontos fracos de cada um quando o tema é consumo
e se propondo a uma parceria nesse objetivo. Caso tenha
filhos ou outro tipo de dependentes, como um idoso, explique a
eles que as coisas vão mudar por algum tempo e que a contribuição
de cada um é muito importante, por menor que seja. Conscientize
os familiares e também os motive a atingir o objetivo.
DICA ORGANIZZE
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ESTABELEÇA UMA NOVA
RELAÇÃO COM O CONSUMO
Felicidade é de graça, acredite! Com o apelo publicitário
atual fica difícil acreditar nessa frase, não é mesmo? Infelizmente,
para muitas pessoas o nível de felicidade conquistado na vida
ainda é diretamente proporcional ao que o seu dinheiro pode
comprar.

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