e decifradas apenas pelos contratantes. A empresa A sabe que apenas a empresa B terá acesso aos documentos e vice-versa, em caso de inadimplemento (descumprimento do contrato), a autoridade pública certificadora poderá dizer com certeza a validade ou não do contrato, facilitando a eficácia ou validade probatória do documento.
O processo de regulamentação da assinatura digital no Brasil pode ser dividido, até o presente momento, em seis fases ou etapas:
- Fase 1: Lei Modelo das Nações Unidas sobre Comércio Eletrônico em 1996 (UNCITRAL).
- Fase 2: Projeto de Lei n. 672, de 1999, do Senado Federal. Incorpora, na essência, a lei modelo da UNCITRAL.
- Fase 3: Projeto de Lei n. 1.483, de 1999, da Câmara dos Deputados. Em apenas dois artigos, pretende instituir a fatura eletrônica e a assinatura digital (certificada por órgão público).
- Fase 4: Projeto de Lei n. 1.589, de 1999, da Câmara dos Deputados. Elaborado a partir de anteprojeto da Comissão de Informática Jurídica da OAB/SP, dispõe sobre o comércio eletrônico, a validade jurídica do documento eletrônico e a assinatura digital.
- Fase 5: Edição de Decreto pelo Governo Federal n. 3.587, de 5 de setembro de 2000. Institui a Infraestrutura de Chaves Públicas do Poder Executivo Federal.
- Fase 6: Edição da Medida Provisória 2.200 de 2001. Este diploma legal instituiu a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, para garantir a autenticidade e a integridade de documentos eletrônicos através da sistemática da criptografia assimétrica.
O grande desafio é transformar a inovação tecnológica num instrumento para o desenvolvimento humano e isso requer, muitas vezes, esforço deliberado e investimento público para criar e difundir amplamente as tecnologias. Não basta investir na criação, na adaptação e na comercialização de produtos necessários, mas no acesso a esses avanços. Deve-se ampliar o acesso a validade jurídica dos documentos eletrônicos para celebração de contrato para particulares no Brasil, devido
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à extensão continental do país e o número de transações que se efetuam via rede.
A relação com a qualidade de vida é direta porque são mecanismos mais eficientes que facilitam o dia-a-dia daqueles que celebram contratos na internet ou simplesmente fazem compras por meios eletrônicos. Podendo transformar seu estilo de vida ao utilizar esse tempo conquistado pela inovação em atividades físicas, descanso e entretenimento. Uma visão bem próxima de Domenico De Masi sobre a importância das novas tecnologias para o surgimento da sociedade pautada no lazer. Outra aproximação se dá pelo amparo legal das relações jurídicas na internet, mostrando a presença do poder público nas relações de consumo e de contratos, o que oferecerá maior segurança para as pessoas, influindo positivamente na qualidade de vida.
OBSERVAÇÕES FINAIS
A preocupação com o bem-estar das pessoas em geral, e dos trabalhadores mais especificamente, não se inicia com a constituição de uma área de pesquisa intitulada qualidade de vida. As condições, os modos e estilos de vida das pessoas são resultados de uma longa evolução das lutas políticas, econômicas e da própria cultura, no sentido de propiciar sempre melhores e mais dignas condições de vida para a sociedade como um todo. Uma longa história de lutas em que se destacam todos aqueles que, em algum momento, não se conformaram com os critérios de distribuição da riqueza produzida socialmente e se sacrificaram para transformar as condições dadas.
Mas, se não é justo colocar o início destas preocupações com o advento da discussão sobre qualidade de vida, tampouco seria justo considerar que a qualidade de vida, enquanto área de conhecimento, não traz nada novo ao debate teórico e às iniciativas práticas. Esse conceito, ao incorporar a dimensão subjetiva da percepção das condições de vida, permite olhar os índices econômicos (como renda e PIB) e de saúde (como expectativa de vida ao nascer), desde uma perspectiva mais ampla, que pode contribuir de forma significativa para pensar a sociedade atual.
Vamos tomar como exemplo o tão comentado Pré-Sal. Algumas cidades litorâneas do Brasil terão em breve um significativo aumento de receitas e de população. Não seria surpreendente se essas cidades apresentarem, em breve, o dobro da população com uma receita de arrecadação cinco ou seis vezes maior. Isso vai acarretar uma melhoria
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significativa na qualidade de vida das pessoas? Não necessariamente. Aliás, pelo contrário, não seria estranho que a degradação do ambiente urbano, associada ao mau uso do dinheiro público, levasse a uma piora das condições de vida de grande parte da população, com o surgimento de favelas, aumento da criminalidade e da poluição ambiental. Num cenário como esse, o desenvolvimento da pesquisa sobre qualidade de vida, assim como o acesso aos índices de mensuração transparentes e confiáveis, podem ser aliados importantes na luta por um futuro mais justo e equitativo.
Seguindo nessa mesma linha de raciocínio, é preciso sempre ter em mente que a valorização da percepção subjetiva, inerente ao conceito de qualidade de vida, traz consigo o risco da culpabilização da vítima, em que o elo mais frágil da relação acaba sendo culpado pelas mazelas decorrentes do próprio ambiente. Um trabalhador acometido, por exemplo, de alcoolismo, é o único culpado pelo vício ou é um resultado de estresses e assédios com os quais não consegue lidar? A resposta certa deve estar, muito provavelmente, no meio do caminho entre os dois extremos. Mas uma contribuição importante da qualidade de vida é trazer para o debate a certeza de que, principalmente em questões referentes a estilo de vida, é improvável alcançar resultados positivos sem o envolvimento, a conscientização e a aderência de cada pessoa em particular.
Acreditamos que a pesquisa sobre qualidade de vida pode, efetivamente, ajudar na construção de melhores e mais justas condições de vida para amplos setores da sociedade brasileira. E que pode também contribuir para uma melhor compreensão sobre as formas de organização e distribuição de riquezas na sociedade, oferecendo maiores subsídios para uma reflexão que a torne mais justa e igualitária quando necessário.
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