Pare de fumar - parte 2


Nesta época, eu freqüentava a Igreja todos os domingos. Deus havia operado maravilhas na minha vida: um casamento ótimo, filhos saudáveis, casa confortável, tudo o que uma pessoa necessita para uma vida digna, mas o vicio eu não vencia. Implorava em oração, me ajoelhava por horas e nada acontecia. Eu queria me batizar, mas como? No vício não podia, imaginava a cena de ser batizada e logo depois sair fumando pela Igreja.

Quando andava na rua, eu tinha vergonha ao encontrar um membro da Igreja e

ele me ver fumando. Eu me sentia uma falsa cristã, afinal estava me matando e não  salvando vidas, como a palavra de Deus ensina. Se eu não conseguia nem me ajudar que testemunho teria para falar aos outros? Que exemplo eu daria? Até meus filhos estariam condenados pelo meu vicio, eles poderiam achar normal fumar. Todos esses pensamentos me corroíam.

Partir para o nono método, a Auriculoterapia. Eram grãos presos na orelha, que aplicavam pressão em alguns pontos conforme a medicina oriental. Para reforçar, dessa vez pedi auxilio ao meu marido, que trabalhava muito e não conseguia tirar férias  há anos. Implorei para ele tirar uma semana e ficar ao meu lado, me ajudando como um xerife que me vigiaria para não fumar. Durante o primeiro dia funcionou, aguentei firme, a companhia dele era o bastante. No segundo dia fugi e fumei escondido, enganando a mim mesma. Passou-se o tratamento, passou-se a semana, ele voltou ao trabalho e eu ao fumo disfarçado.

Inventei que tinha parado de fumar, para todos que conhecia. Só fumava escondida, virei uma clandestina. Depois me lavava e me perfumava, exatamente da mesma forma quando tinha treze anos e tentava esconder o fumo dos meus pais, só que agora com vinte e sete anos. Mentia para mim, para minha família, mas não para Deus.
Foi difícil falhar mais uma vez, nada funcionava. Eu queria que algo me fizesse parar de fumar, não queria sentir a abstinência, queria uma mágica qualquer, pois a cada tentativa era muito doloroso, tanto o processo em si quanto o fracasso. Já estava tentando parar de fumar a três anos.

Sucesso!

Refleti muito sobre tudo o que já havia feito para parar de fumar e me senti sem saída. Resolvi deitar no chão e pedir muito a Deus para me livrar desse vício, mas nada eu sentia. Era como se Deus não quisesse me ajudar ou me ouvir. Eu ficava deitada lá orando mas não sentia Sua presença.

Em um ato de fé parti para o décimo método, “o último”. Era noite, eu estava sozinha, as luzes de minha casa apagadas, o céu escuro. Senti a presença do Senhor e que ele me escutava. Apenas com as luzes da cidade a me iluminar, olhei pra esse céu, ajoelhei-me e prometi a Deus, em alto e bom tom, que se eu voltasse a fumar, a partir daquele momento, ele poderia me castigar de uma maneira bem cruel, com um câncer maligno para me matar. Nem que toda abstinência me levasse ao chão e me fizesse lambê-lo de tão louca vontade de fumar, nem assim eu fumaria mais.

Levantei-me, fiquei nervosa com o que havia dito e prometido a Deus e tive medo do castigo divino, pois tenho dois filhos e não

queria deixá-los órfãos. Eu realmente acredito no poder da palavra. Olhei para o cigarro, ele estava em cima da mesa, não precisei mais escondê-lo, sabia que não poderia mais cair em tentação. Não precisei mais fugir do cigarro, apenas não pude mais fumar por obediência a Deus.

Tive que encarar as crises de abstinência de frente, pois minha promessa era suficiente. Não precisava de chicletes, balas, lasers, adesivos, gestos desesperados, nada disso era necessário. Deus me bastava, sua companhia constante, na forma da promessa que fiz a Ele. Deus me sustentou em cada momento, me fez forte para superar qualquer crise.

Meu dilema acabou, encontrei em Deus a resposta que precisava. Não quer dizer que não sofri: passei muito mal nos primeiros meses, sentia tremedeira, boca seca, nervosismo, mau humor, mas somente fraquezas do corpo, meu espírito estava liberto, sentia-me curada, Entendia finalmente o testemunho de pessoas que alcançaram em Deus a libertação do vício. Não basta ser uma boa pessoa, mas realmente ter fé e acreditar no poder Dele e como Deus pode fazer milagres em nossas vidas.

Hoje sou batizada e com muito orgulho, não me envergonho de mais nada. Deus rege tudo em minha vida. Não a poder maior que o do nosso Pai. Tudo podemos naquele que nos fortalece. Minha fé e temor em Deus me salvaram!
Após seis anos, sonho com o cigarro e sinto vontade de fumar. É como se houvesse ficado uma cicatriz em mim, que lateja, lembrando que fui fumante e, por um deslize, pode reabrir a qualquer momento. Entretanto, minha fé e o meu temor a Deus é maior que qualquer vício e, como toda cicatriz, é só um marca, que nada pode perante o poder de Deus. Jamais essa ferida há de reabrir.








Capítulo 2
Os Males do Fumo

Tristes estatísticas

Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que um terço da população adulta no mundo - 1 bilhão e 200 milhões de pessoas - são fumantes, com dois milhões de mortes anuais. No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 32 milhões de pessoas se declararam fumantes, o equivalente 16% da população brasileira do ano da pesquisa. Estima-se que 200 mil pessoas morrem por ano no país devido ao tabagismo – o terrível número de 22 pessoas por hora.

O fumo e a nicotina

O cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas. Ele atua no nosso organismo de forma semelhante à cocaína, o álcool e a morfina, pois possui diversos compostos que causam dependência, entre eles o formol e a nicotina. O vício é tão forte que de 80% dos fumantes que desejam parar de fumar, apenas 3% conseguem fazê-lo por si mesmos.

A nicotina é a substância tóxica do fumo que mais causa dependência psíquica e física, provocando sensações desconfortáveis na abstinência. É um alcalóide neurotóxico e cancerígeno que, após a inalação da fumaça, é rapidamente absorvido pelos pulmões, entra na circulação sanguínea e chega ao cérebro, em um intervalo de seis a dez segundos, liberando endorfinas, que dão prazer e bem estar e
também adrenalina, que causa euforia e excitação. O efeito é inicialmente estimulante e, após algumas tragadas, tranqüilizante, bloqueador de stress. Porém, o corpo a metaboliza muito depressa, provocando os sintomas de abstinência, levando-se a fumar novamente para aliviar esses sintomas.

A nicotina altera o funcionamento do nosso organismo, como aceleração da freqüência cardíaca, aumento da pressão arterial, respiração rápida e superficial. Em doses excessivas, é tóxica, provocando náuseas, dor de cabeça, vômitos, convulsão, paralisia e até a morte. É utilizada como inseticida na agricultura e vermífugo na pecuária

A saúde dos fumantes

Os fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os não fumantes. Têm menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual. Além disso, os fumantes envelhecem mais rapidamente e apresentam aspectos físicos menos atraentes, pois ficam com dentes amarelados, peles enrugadas e impregnadas pelo odor do fumo.

Diversos órgãos e sistemas são comprometidos, ficando nossos organismos sujeitos a muitas doenças. As principais manifestações do fumo no nosso corpo são:

Pulmão: o fumante tem 20 a 30 vezes mais chances de ter câncer de pulmão. A capacidade respiratória é diminuída e há maiores chances de contrair doenças respiratórias, como bronquites e enfisemas.

Coração: o fumo aumenta a pressão arterial, diminui a capacidade respiratória e aumenta a coagulação sanguínea. Há maiores chances de ocorrer doenças cardiovasculares, como derrames e enfartos.

Circulação Sanguínea: o fumo é extremamente prejudicial à circulação sanguínea, causando aneurismas, tromboses, varizes e até mesmo necrose, um processo que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Sistema reprodutor: o fumo causa problemas vasculares que aumentam as chances de impotência nos homens. Entre as mulheres fumantes, aumentam-se as chances de menopausa precoce, infertilidade e problemas com a menstruação.

Estômago: a nicotina aumenta a acidez do estômago e as chances de ocorrer gastrites e úlceras.

Mamas: as mulheres que fumam têm uma probabilidade 74% maior de morrer de câncer de mama que as não fumantes.
Boca: O fumo causa mau hálito, dentes amarelados e aumenta a incidência de gengivite. Fumar aumenta em até 15 vezes a chance desenvolver câncer de boca.

Mãos: O fumo mancha os dedos e as unhas com cores de tons amarelados.

Pele: Envelhecimento precoce da pele e muitas rugas.

Garganta: O fumo é geralmente acompanhado de pigarro e aumenta o risco de desenvolver o câncer de garganta.

Diabetes: os diabéticos que fumam correm maior risco de ter graves complicações renais e retinopatia (problemas nos olhos) de evoluções mais rápidas.

Gravidez: os recém-nascidos de mães fumantes correm 63% mais riscos de morte do que os bebês de mães não fumantes. A gestante fumante corre maior risco de aborto, possui chances superiores de ter filhos com baixo peso, menor tamanho e defeitos congênitos. Os filhos de mães fumantes adoecem duas vezes mais do que os filhos de mães não fumantes.

Audição: os bebês de mulheres fumantes têm maiores dificuldades em processar sons.

Fotos reais de pulmões




Fumante Não Fumante    
A cor do tecido se torna escura A cor do tecido é rosada    
Os pequenos sacos aéreos não conseguem trabalhar normalmente, porque eles explodiram
ou inflamaram
Os pequenos sacos aéreos trabalham normalmente    
Rígido Elástico  

Fumante, o escravo da ansiedade

Todos os fumantes sofrem intensamente de ansiedade, que é um sentimento de apreensão desagradável, acompanhado de sensações físicas, como vazio, pressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça, falta
de ar e outros sintomas. Os  fumantes  têm mais probabilidades de sofrerem de ataques de pânico e de distúrbio de ansiedade generalizada, além de agorafobia, medo de espaços abertos que incapacita algumas pessoas de saírem de casa.

A ansiedade tem início quando os neurônios são informados da falta de nicotina no corpo, fazendo-o perder sua tranquilidade, deixando-o nervoso e sem concentração, a fim de levá-lo a fumar novamente. Essas crises ocorrem várias vezes ao dia.

Altas concentrações de nicotina no organismo também produzem efeitos psicológicos característicos da ansiedade, como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, palidez, resfriamento das extremidades e sudorese.

Assim, o fumante sofre de ansiedade não somente porque sente a falta do fumo, mas também porque fumou demais, ou seja, o fumante sofre o tempo todo. E tudo isso motivado pelo fato dele acreditar que se fumar vai relaxar, quando na verdade isso aumenta seu nervosismo.

O fumante que deseja deixar o cigarro deve estar ciente que vai ser bombardeado pela ansiedade, que seu corpo tentará  persuadi-lo de todas as formas a dar-lhe nicotina. Essas crises de abstinência acontecem apenas por um período curto de tempo, as sensações de

desconforto vão passando, a ansiedade vai diminuindo até chegar a um nível normal de qualquer ser humano não-fumante.

As crises de abstinência

O fumo é tão ruim que, já não bastasse todos os males provocados por ele, o processo de cura é também sofrido, marcado por crises de abstinência.

O fumante é a pessoa que chegou a um estado de dependência, caracterizado pelo vício, atividade repetitiva de fumar, independentemente da quantidade ou periodicidade de fumo. É fumante tanto quem fuma vinte cigarros por dia quanto quem fuma um cigarro a cada dois dias. O que importa é a dependência física e química das sustâncias comuns no fumo, principalmente da nicotina.

Justamente por causa dessa dependência, qualquer fumante passa por crises de abstinência, de menor ou maior intensidade, dependendo do tempo da abstinência. Entre um cigarro e outro, já ocorre uma pequena crise, fato esse que assusta  muito os fumantes: se em tão pouco tempo sem fumo já acontece crise de abstinência, o que acontecerá ao se tentar parar de fumar? Muitos acreditam que jamais conseguirão. Esse tipo de pensamento literalmente “acorrenta” os fumantes ao vício.
A lista de sintomas de uma crise de abstinência é bastante extensa, destacando-se: irritação, ansiedade, tremores, fome, insônia, sonolência, dificuldade de concentração, agressividade, nervosismo, dores de cabeça, tonturas, dormência nos braços e pernas, vontade de chorar, sensação boca seca e salivação excessiva.

As crises mais intensas ocorrem quando  o fumante decide parar de fumar. A falta das substancias tóxicas no organismo causam muito desconforto, levando-o muitas vezes a retornar ao vicio por não conseguir atravessar essas fases ruins.

Os primeiros dias sem o fumo são os piores, mas a freqüência das crises e a intensidade dos sintomas começam a diminuir dia a dia. Após semanas, a vontade de fumar continua, mas passa cada vez mais rapidamente. Entre seis meses a um ano, o fumante começa a se ver livre dos sintomas da abstinência, mas nem por isso pode relaxar: o fumo é um vício traiçoeiro, crônico e muitas vezes reincidente.

Os fumantes passivos

Muitos fumantes não respeitam o espaço de terceiros, pois devido à dependência do fumo são cegos às necessidades do próximo, só querem satisfazer seu desejo imediato de fumar, não importando que no mesmo espaço

físico convivam pessoas não fumantes e animais.

Fumantes passivos são todos aqueles que não possuem o habito de fumar, mas convivem com fumantes, por motivos circunstanciais – família, amor, amizade, trabalho -, inalando as fumaças que contêm as mesmas substâncias  do fumo, o que aumenta o risco de contração de diversas doenças.

Nos adultos, os principais males são irritação nos olhos, na garganta, náusea, dor de cabeça, espirros, congestão nasal, rinite, tosse, problemas respiratórios, aumento da taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, câncer de pulmão, câncer do colo do útero, câncer de boca, de garganta, de laringe, de esôfago, de bexiga, câncer de rim, de pâncreas, câncer no cérebro, na tireóide e de mama.

As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de apresentarem doenças infecciosas do trato respiratório, otite média, asma, doenças cardiovasculares, distúrbios de comportamento e distúrbios do desenvolvimento neurológico, assim como câncer, principalmente do pulmão. As crianças são mais suscetíveis à toxicidade da fumaça do cigarro por serem imaturos em sua constituição. Filhos de fumantes parecem ter dificuldade de aprendizado, atraso no desenvolvimento da linguagem e mais problemas de comportamento, como hiperatividade, distúrbios de conduta e
desatenção. Crianças que são fumantes passivas têm mais chances de tornarem-se fumantes no futuro.

O fumo como ladrão de tempo

Há pouco tempo, o ato de fumar não exigia que se abrisse mão de realizar atividades rotineiras enquanto se fumava. As tarefas eram conduzidas simultaneamente, sem que o fumante se ausentasse do local das atividades. Quem estivesse ao seu lado que suportasse a fumaça, pois fumar era considerado por muitos uma forma de inclusão social. Era moda.

Depois de muitos estudos comprovou-se diversos males que o fumo causa, não somente para o fumante ativo, mas também para quem habita o mesmo espaço físico - o fumante passivo. As pessoas passam a não mais tolerar este tipo de comportamento e as leis contra o fumo tornam-se mais rígidas, obrigando o fumante de hoje a dirigir-se a locais apropriados, os famosos fumódromos, locais esses cada vez mais restritos e distantes dos postos de trabalho ou lazer. Fumar passa a ser um ato menos aceito, quase socialmente intolerável.

Em função da atividade de fumar e desse isolamento forçado, os fumantes estão desperdiçando um tempo precioso de vida. Considerando uma média de 10 minutos por cigarro, 20 cigarros ao dia, sete dias por semana, chega-se a um total de 24 horas, ou

seja, um dia inteiro na semana gasto somente na atividade de fumar – sem contar o tempo de deslocamento para locais onde seja admitido o fumo. Por dia, são mais de 3 horas preso ao ato de fumar, tempo de sobra para se dedicar a atividades mais saudáveis, como ginástica, esportes, desenvolvimento pessoal, caridade, família e tudo mais que faz um ser humano feliz.

Além desse tempo gasto, que poderia ser dedicado a outras atividades, estudos feitos na Inglaterra comprovam que um fumante perde
11 minutos de vida a cada cigarro, morrendo em média seis anos antes do que os não fumantes de mesmas características. O fumo é um ladrão de tempo em vida e de tempo de vida.

No mundo moderno, uma das maiores e unânimes reclamações é a falta de tempo. Os fumantes reclamam que não têm tempo para nada, mas para o vício sempre arrumam algum. É uma questão de prioridades, a dependência faz com que o fumo seja prioritário em suas vidas, apesar de roubar um bem extremamente precioso, que não se resgata de forma alguma:  o tempo.

Fumar, um vício caro

Um maço de cigarros hoje está entre R$3,00 e R$4,50. Assim, um consumo de apenas um maço por dia equivale a um gasto mensal de 18% a 27% do salário-mínimo.
Comparado com o preço da cesta básica do governo, este percentual alcança de 38% a  57%, um custo absurdo para a população de baixa renda.

Uma mulher fumava desde a adolescência. Por muitos anos ela acumulou maus tratos ao corpo. Sua saúde não era das melhores: tinha um pigarro terrível, sentia cansaço crônico, desanimo e muitos outros sintomas. Entretanto, isso não era considerado por ela seu maior problema, mas sim como comprar cigarros, pois não possuía muitos recursos.

Um dia esta mulher despertou muito mal, com falta de ar e dores no peito. Seus filhos a levaram a um hospital, mas como não tinha plano de saúde eles foram a um hospital público. Muito ela sofreu, fila imensa para ser atendida, fila para exames. Enfim descobriu ter um enfisema pulmonar, doença gravíssima muitas vezes provocada pelo fumo. Ela ficou internada no hospital por dias e deveria fazer um tratamento caro, que incluía fisioterapia. Nada disso cabia no seu bolso e nem no da sua família. Como não conseguiu se tratar devidamente, em pouco tempo veio a falecer.

O triste nessa história real é que há, hoje, no nosso país, planos de saúde bem acessíveis, a partir de 30 maços ao mês. Fumar é mais caro que garantir uma alimentação básica e cobertura mínima de saúde. Infelizmente muitas pessoas investem mal seus

rendimentos, desperdiçando dinheiro com esse hábito maléfico.

Depoimentos de fumantes e familiares

“Meu marido teve três úlceras no estômago, provocadas pelo fumo. Infelizmente, ele não sobreviveu, apesar de ser um homem jovem. Minha filha tinha apenas um mês de vida quando ele morreu e nossa família foi destruída. Fiquei desamparada e sem emprego para nos sustentar.”

“Sou mãe solteira, com dois filhos, de  pais diferentes. Meu pai foi avô e representante da figura paterna para eles. Infelizmente, ele fumava muito, apesar dos vários problemas renais que havia desenvolvido. Foi hospitalizado diversas vezes e, com o tempo, não pôde mais andar. Ia para as hemodiálises na cadeira de rodas. Os médicos o proibiram de fumar, mas o vício saiu-se vencedor. As crianças ficaram órfãs do pai-avô, perderam sua única referência masculina. Eu fiquei sozinha.”

“Fui visitar meu tio-avô. Grande  foi minha surpresa quando o vi com a garganta aberta, um buraco coberto com um lençinho. O ferimento fora provocado pelo câncer. Ele fumava há muitos anos. Fiquei chocada, nunca tinha visto ninguém nessas condições nem imaginava ser possível viver assim. Passado algum tempo, meu tio-avô faleceu. Anos mais tarde, meu outro tio-avô, também fumante, teve enfisema pulmonar, não resistiu e logo morreu.
Meus familiares muito sofreram com essas perdas antecipadas, parecia não ser o tempo de eles partirem. O fumo os levou com pressa e a saudade é amarga até hoje.”

“Minha irmã era casada com um homem que trabalhava como pedreiro durante o dia todo. Ela tomava banho, se perfumava,  colocava sua roupa mais bonita e aguardava sua chegada com muita ansiedade. Após o jantar, assistiam juntos à televisão. Na hora da cama, ele se virava para o lado e simplesmente dormia - há meses nada acontecia. Minha irmã começou a desconfiar, pensava que ele a estava traindo. Foi ficando cada vez mais confusa, não sabia o que fazer para chamar sua atenção. Imaginava lhe dar o troco, traí-lo. Certa época, ela achou que não conseguiria mais viver assim, pensava que ele não a amava mais. Queria um filho, mas como o conceber se ele não a procurava? O divórcio parecia ser a única solução. O que ela não sabia era da intensa agonia dele, que a evitava por vergonha, pois sofria de impotência sexual. Ele não conseguia desabafar com ela, mas também não procurava médico algum. O fumo havia comprometido sua circulação sanguínea e lhe causava cansaço crônico. Seu trabalho duro de pedreiro esgotava todas as suas forças. Seu casamento e sua auto-estima estavam no chão. O fumo, aliado à ignorância, destruiu essa família.”



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